A Criança Da Lua
4 Capítulo 4/ Percy
Notas iniciais
Obrigada pelo apoio leitores!
Percy ouviu barulhos a noite toda, e acabou acordando com um sobressalto, por causa de um som de explosão, devia ser por volta de umas 6 e meia da manhã. Quando se sentou na cama do beliche, viu uma luminosidade prateada extremamente forte pela janela do seu chalé.
Ele tinha quase certeza de que aquele não era um evento comum e diário no Brasil, ainda mais às 6 da manhã, o acampamento tinha acabado de se mudar para lá, e ele não sabia muito sobre o país, só falava português por causa de uma magia aplicada nos campistas.
Percy vestiu algumas roupas, e saiu do chalé, queria saber o que diabos estava ocorrendo, quando estava do lado de fora, viu que ninguém havia se preocupado muito com o ocorrido, todos deviam estar dormindo.
Ele viu a porta do chalé de Atena se abrir, e de lá saiu sua namorada Annabeth, ela foi até ele e perguntou:
– Que estrondo foi esse?!
–Eu sei lá, sai exatamente pra descobrir.- responde Percy
– Caramba! O que foi isso?! — pergunta uma nova voz, era Thalia, ela e as caçadoras estavam fazendo uma visita ao acampamento, sempre faziam, uma vez ao ano, é, elas não gostavam muito de ir lá.
– Acho que veio da colina! — diz Annabeth
– Vamos lá ver! — sugere Percy
O trio foi até lá silenciosamente, para não acordar ninguém, mas não adiantaria muito, dali uma meia hora todos já estariam de pé.
Quando chegaram ao topo da colina, avistaram uma garota desmaiada, não devia ter mais de 12 anos, era bem bonita, tinha o cabelo castanho avermelhado, extremamente longo, presos em um rabo de cavalo, vestia calça camuflada, no seu pescoço havia uma correntinha onde estava pendurado um pingente em formato de lua, e vestia também uma regata branca, em sua cintura, pendia uma aljava com poucas flechas, mas o arco não estava em nenhum lugar á vista.
No rosto de Thalia surgiu uma expressão de espanto, ela foi correndo até a garota, se ajoelhou ao seu lado e aconchegou a cabeça da menina sobre as pernas.
Percy olhou bem para o rosto da garota, jurava que já a havia visto em algum lugar, quando se recordou, e ia chamá-la pelo nome, Thalia passou na sua frente dizendo:
–La-lady Ártemis?
A menina acordou na hora, seus olhos eram incríveis, de um verde indescritível, bem, pense em todos os tons de verde de uma floresta, agora os misture uns com os outros, junte um tom prateado, como o da lua, fazendo isso terá exatamente a cor dos olhos daquela garota.
A menina murmurou:
– Não, eu não sou Ártemis, mas esse é o maior elogio que já recebi, ela é minha deusa predileta, se é a essa Ártemis que está se referindo.
– Mas você é tão parecida com ela, e com parecida eu quero dizer idêntica, então, se você não é Ártemis, quem é? — Pergunta Thalia ajudando a garota a se levantar.
– Bem, defina o verbo ser, viu, é bem complicado, a questão de quem eu sou, ou quem é você é muito complexa, e as vezes inexplicável, afinal, não somos apenas um nome ou um corpo, mas se a sua pergunta se refere ao meu nome, eu me chamo Luna.
– Está questão do "quem sou eu", era característica de todos os filósofos gregos da antiguidade. — exclama Annabeth surpresa
– Digamos que eu gosto muito de filosofia, e mais ainda da Grécia. — Explica Luna, com um belo sorriso no rosto.
– Eu me chamo Thalia, e esses são Percy e Annabeth
Luna pergunta:
– Espera aí, você disse Thalia, Percy e Annabeth, não são do tipo os meio-sangues do meu livro, os filhos de Zeus, Poseidon e Atena, são? Desculpa, eu devo estar delirando.
– Sim, somos nós! Como é que você nos conhece? — diz Thalia
– Eu nem acredito que são vocês mesmo. Eu os conheço por que adoro a saga de livros Percy Jackson e os Olimpianos, lá fala tudo sobre vocês. Tipo, até minhas flechas tem os seus nomes.
– Ah, só podia ser o Rick!! — falam os três em uníssono
– Foi você que causou aquela explosão? — pergunta Percy indo direto ao ponto
Luna sai um pouco do espanto, e responde:
– Eu acho que sim. Eu só me lembro do clarão prateado que saiu do meu colar, mandou o Licáon que estava me persegindo para bem longe, e depois disso eu apaguei, Ah, e eu também sei que estava fugindo de casa com as minhas duas... — ela se interrompe
Eles ouvem um uivo, e Luna estremece, sua experiência com Licáons não deveria ter sido nada boa.
Luna suspirou aliviada, abriu novamente aquele belo sorriso, se agachou e abriu os braços, dizendo:
– Olá, garotas!!!
Duas lobas subiram a colina correndo, uma carregava uma pequena adaga na boca, e a outra carregava um arco que havia se partido ao meio.
As lobas pularam em cima de Luna, a lambendo freneticamente
–Calma Lua, calma Estrela, eu também estava com saudades! — diz Luna
As lobas se controlaram, e soltaram as armas na frente dela, Luna pega a faca e a coloca na bainha, era uma bela adaga, seu cabo tinha a forma de um dragão, só que era uma arma muito pequena. Em seguida apanha o arco quebrado:
– Porcaria! Deve ter quebrado quando aquele Licáon idiota o arremessou!
– Você disse que fugiu? — pergunta Annabeth, que deveria estar bem interessada no assunto, pois era assim que havia parado no acampamento, saindo de sua casa onde era incompreendida.
– Sim, eu sai de lá, minha família nunca me entendeu, nunca ligou para as minhas opinões, ou para o que eu dizia, eu já estava cheia de ser rejeitada pelas pessoas, ser reconhecida apenas por ser uma garota problemática, e hiperativa.
– Isso indica que precisamos te apresentar o acampamento, vamos lá, daqui a pouco os outros vão acordar! — diz Percy já se dirigindo ao camp.
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