Notas iniciais
Que saudade gente! Faz um tempão que eu não posto, o que não é novidade. Gostaria de avisar que talvez este seja o antepenúltimo capítulo. Eu ainda não entrei em férias, tenho mais uma semana de aula. Mas depois postarei os próximos dois capítulos. Não fiquem tristes, a surpresinha da qual venho falando vai compensar isso. Só vou revela - lá no "último" capítulo.
Espero que gostem, agradeço a todos!

Leo estava tranqüilo, conversando com Sofia até ouvir um som, som não, um gigante estrondo agonizante, que se repetia. Os dois se entreolharam, o acampamento todo ficou parado em silêncio para ouvir o barulho horrível. Vinha da direção onde era o pinheiro da Thalia.

Quase todos os semideuses, sátiros, ninfas foram correndo para lá, por curiosidade, até algumas náiades saíram do lago ao ver o tumulto. Alguns do chalé de Afrodite, Dionísio e Hypnus, permaneceram no lugar, por medo e por preguiça.

Eles chegaram até lá, sem sair ainda das fronteiras do acampamento. Em frente ao pinheiro estavam Peleu e o maior Drakon alado já visto, em uma batalha de arranhadas e mordidas. Os campistas eram muito apegados ao tranqüilo dragão, então começaram a ajudá-lo. As Caçadoras e o chalé de Apolo disparavam flechas freneticamente, mas elas ricocheteavam na dura couraça do monstro.

Em um momento Luna o cegou, com a sua tradição de acertar flechas nos olhos de todos os monstros que enfrentava. A criatura soltou um rugido de dor, mas depois continuou lutando.

Depois de um tempão de luta, um raio cai do céu e acerta o Drakon em cheio, todos olham para Thalia, ela parecia um pouco tonta por usar os poderes, nada muito grave. Depois da fumaça que havia se erguido, se via o Drakon cambaleando, caindo, mas não morto.

A outra coisa que aconteceu, atraindo a atenção de todos, eram os olhos de Luna, eles brilhavam prateados, quer dizer, mais do que o normal. O olhar dela estava focado na criatura que já estava se erguendo. E em um tipo de hipnose o monstro se aproximou lentamente da criança da lua. A garota fez algo surpreendente, até mesmo para uma garota “louca” como ela, Luna estendeu a mão, e tocou o focinho do bicho. Seus olhos deixaram de brilhar. Mas mesmo assim o Drakon permaneceu tranqüilo. Ninguém mais ousava se mover.

Os olhos demoníacos e vermelhos da criatura agora se encontravam azuis e bondosos.

– É ruim ser controlado, não é? – Luna pergunta totalmente calma, acariciando o animal. – Você É um animal livre, e deveria ser tratado como tal. – continuou ela. Os olhos do animal só se tornavam cada vez mais e mais calmos diante das palavras compreensivas da filha de Ártemis.

– Possuído por Gaia, não foi? Hein? Ela tentou mandar em você? Queria que nos atacasse fofo? – Luna falava, o bicho parecia responder a ela, pois a garota assentia com a cabeça. – Você nos faria mal? Se Gaia não tivesse mandado? – perguntou. O Drakon negou com a enorme cabeça, fazendo Luna abrir um sorriso no rosto normalmente sério e concentrado.

– Se você jurar que não ferirá ninguém, não destruirá nada, e não obedecerá ninguém além de você mesmo, eu deixo você ir. – falou Luna. Então o animal abriu as asas e se foi voando em direção ao céu. Os meio-sangues confiavam em Luna, sabiam que era naturalmente um pouquinho louca, mas também sabiam que essa sua loucura, também era sua genialidade, ela fora aluna da própria Atena, não faria idiotice.

O tumulto foi amenizando. Luna, as caçadoras o chalé de Apolo foram ver como estava Peleu, e fizeram nele os curativos que necessitava. “Que forma esquisita de derrotar um monstro”, pensava Leo, sorrindo. Ele sabia que Luna sempre faria de tudo para tentar não ser obrigada a matar uma fera, era o jeito dela. Aquela esperança dela de que sempre há esperança, aquela confiança, o jeito de que sempre tem outro jeito, inspiravam a todos.

Sempre seria uma menina louca, rodeada por criaturas selvagens como ela, sempre filosofando e pensando, planejando, ameaçando, atirando, lutando. Em pouco tempo Leo já sabia tudo aquilo sobre ela, mas ele não era o único, todos conheciam isso, pois cada uma das características dela refletia a de cada um deles. O humor do Leo, a raiva da Clarisse, a sabedoria da Annabeth, a rebeldia da Thalia, o heroísmo do Percy, aquele jeitão de treinadora que o Quíron também possuía, a voz do Will. Enfim ela era aquela que tinha muitos talentos, ela era praticamente uma nova Pandora.

Só por curiosidade Leo foi até Luna e perguntou:

– Como você...

– Não faço a menor idéia. – responde ela encolhendo os ombros.

– Você é louca sabia?

– Obrigada! – aquela resposta não parecia o sarcasmo habitual. Ela havia respondido sinceramente, deixando o filho de Hefesto com dúvida.

– Eu sou realmente louca, porque faço coisas que os outros não compreendem. Esta sou eu, e não me importo em ser louca, estranha ou diferente, com tanto que seja quem eu realmente sou. E sabe, eu adoro isso. – ela continua, ainda sorrindo, e fazendo o Leo sorrir também.



Notas finais
Deixem reviews seus fofos!!!!