A Crazy Love
32 Os primeiros
Notas iniciais
POV Ally
Como Dez, Trish, Matt, Kira, Austin e eu havíamos passado a noite inteira juntos eles acabaram ficando até quando amanheceu. No entanto, era meu dia de trabalhar com meu pai, além de que Matt também trabalhava.
Trish e Dez foram embora, mas não antes de avisarem que iriam aparecer para se despedir de Austin durante a tarde. Austin foi para casa e disse que daqui a pouco estaria na Sonic Boom. Matt primeiro levou Kira para a casa dos pais e depois foi trabalhar. E por fim, eu fui fazer o mesmo na Sonic Boom.
Meu pai foi para sua sala e eu fiquei sentada atrás do balcão. Ainda era muito cedo para ter clientes, o que explica a loja vazia. Por isso aproveitei para fechar os olhos apoiando a cabeça em minhas mãos sentindo um sono imenso.
– Bom dia – alguém disse de repente e eu me assustei. Felipe começou a rir e vi que fez questão de me assustar. – Dormindo no trabalho? – ele perguntou indignado e eu o olhei irritada.
– Não – neguei e ele riu. – Não sabia que trabalhava hoje – admiti.
– Trabalho – concordou se apoiando no balcão para ficar mais perto de mim.
Alguém entrou na loja e vi Austin com uma expressão nada boa. Ele realmente não brincava quando disse que não demoraria. Talvez seja porque a loja dos pais dele é a alguns metros daqui.
– Austin, quanto tempo – Felipe observou e o loiro concordou caminhando até onde eu estava.
– Ainda trabalha aqui – Austin disse fingindo surpresa e eu revirei os olhos, sabendo que apenas ele veria.
– Sim. Acho que vou ver para quem preciso dar aula hoje. Até depois – Felipe disse sumindo em seguida e Austin deu um sorriso vitorioso.
– Está louco? – perguntei e ele riu.
– Não. Só mantendo ele um pouco longe – Austin explicou e em seguida me puxou para um beijo. Definitivamente não sei ficar brava com ele.
Austin arranjou um banco e se sentou ao meu lado.
– Sabia que todos amam suas músicas? – Austin perguntou e eu sorri.
– Na verdade, é sua música – corrigi e ele revirou os olhos. – Estou orgulhosa de você.
– Está sendo legal ter esse contrato – Austin disse.
– E o que pretende fazer depois que suas aulas acabarem? – perguntei.
Suas aulas acabavam em duas semanas, assim como as minhas. E no dia seguinte disso, tinha o baile, assunto que eu decidi não tocar agora. Austin já pareceu ficar um pouco tenso com minha pergunta, então não queria nem imaginar sobre o baile.
– Admito que por enquanto não sei. A única coisa que tenho certeza é que continuarei fazendo meu álbum – Austin explicou e eu suspirei assentindo.
– Tudo bem. E vou ser a primeira pessoa a ter esse álbum – avisei e ele sorriu.
– Com certeza vai – ele concordou e me beijou.
Austin ficou a manhã inteira mexendo nos instrumentos como uma criança e eu apenas ria de tudo. Ele conseguiu que uma manhã na Sonic Boom fosse divertida, e senti falta disso todos os dias.
– Mais alguém para fazer companhia para vocês – Mimi chegou falando de repente e Ethan sorriu alegremente enquanto ia para o colo de Austin.
– Sem problemas – concordei e ela sorriu. – Nós ficamos com ele durante a tarde também – avisei e Mimi riu concordando.
– Se você insiste, tudo bem – ela concordou.
Mimi se despediu dos filhos e de mim e depois saiu da loja. Austin iria embora quase de madrugada e eu ficava feliz que ele ainda tivesse esse dia todo conosco. Austin e eu tomamos conta da loja durante toda a manhã e Ethan também estava adorando estar ali.
Depois de um tempo Kira veio e Matt fez o mesmo em seu horário de almoço. Pelo visto, todos adoravam a Sonic Boom.
– Vamos almoçar? – Matt perguntou e olhou para mim em busca de respostas.
– Podem ir – nosso pai disse de repente e olhou para todos nós. – Não sabia que tinha tantos funcionários – ele brincou e nós rimos.
– Somos ótimos – Ethan garantiu e Lester sorriu concordando.
Nós cinco saímos da loja e pegamos uma mesa em um restaurante ali perto mesmo.
Almoçamos juntos e foi divertido. Ethan pôde aproveitar para matar a saudade do irmão mais velho.
– Pessoal, eu preciso ir – Matt avisou enquanto saíamos do restaurante um tempo depois.
– Tudo bem – concordei. Matt e Kira trocaram olhares e pareceram ter uma conversa assim. Assustador.
– Acho que não vamos mais te ver hoje então precisamos contar algo antes que volte para LA – Matt disse e Kira riu. Ethan apenas nos observava sem fazer nada.
– Na verdade é para vocês dois e é mais como uma pergunta – ela corrigiu e abraçou Matt. – Querem ser os padrinhos? Algo que signifique mais entre nós mesmo – Kira disse de forma simples e então os dois sorriram animadamente.
Arregalei os olhos e Austin me olhou surpreso. Abri a boca sem saber o que falar e o sorriso que Austin abriu me fez fazer o mesmo. Sustentei seu olhar e vi que Kira e Matt pareciam um pouco ansiosos, enquanto Ethan apenas nos olhava com curiosidade.
– Claro que sim – respondi e Austin assentiu sorrindo.
Matt e Kira nos abraçaram por um bom tempo, e eu nem sabia falar o quanto estava feliz por aquilo.
– Não dá para acreditar – comemorei alegremente e Kira riu.
– Não poderia ser outras pessoas – ela garantiu.
– Os primeiros que ficaram sabendo – Matt observou e Austin sorriu assim como eu.
Nós passamos um tempo apenas sorrindo bobamente e discutindo algumas coisas sobre o futuro. Mas Kira e Matt logo lembraram que tinham que ir.
Deixei que os dois se despedissem de Austin e fiquei observando Ethan agachado no meio de um canteiro de flores que tinha ali. Ri e vi Austin chegar ao meu lado seriamente.
– Está tudo bem? – perguntei e ele suspirou.
– Somos padrinhos dessa criança e nem perto dela vou estar – Austin disse e eu peguei sua mão.
– Nós nem sabemos quanto tempo ficará em LA – lembrei. – E eu posso contar todos os detalhes enquanto estiver lá, prometo – falei e consegui fazê-lo sorri ao menos um pouco. – E seremos maiores de idade quando ele ou ela nascer – comemorei e Austin revirou os olhos.
– Acho que é um garoto – Austin opinou e eu sorri.
– Pode ser, mas seria legal uma menina – dei de ombros e ele riu.
Nós ficamos um bom tempo discutindo sobre isso, foi Ethan que nos fez parar e nós fomos novamente para a Sonic Boom. Austin não ficou muito conosco porque foi se despedir de Trish e Dez e depois ficou um pouco com os pais. No entanto, Austin não conseguiu ficar muito longe de mim, porque me convidou para jantar com todos eles. E isso me lembrou da primeira vez que conheci seus pais. As coisas estavam muito diferentes agora.
– Precisa mesmo ir? – a mãe de Austin perguntou como uma criança e eu ri.
– Sim, mãe – o loiro concordou rindo. – Vou encontrar Jimmy lá – ele avisou.
– Eu posso te levar, daí vou para casa – falei e Austin sorriu. Nós dois sabíamos que eu só queria ter mais um pouquinho de tempo com ele.
– Tudo bem, pode ficar com meu carro – Austin avisou.
– Devolvo amanhã – prometi.
– Você sabe que eu te deixo usar ele – Austin lembrou.
– Quando vocês se casaram mesmo? – o pai de Austin brincou vendo nossa discussão.
– Nem eu sei – admiti.
Ethan não saiu do colo de Austin um segundo e isso me fazia sorrir incontrolavelmente.
Quando os pais de Austin foram abraçar ele peguei Ethan no colo e ele apenas deitou mostrando que estava com sono. Austin riu e insistiu em tirar um a foto de nós assim, em que ele saiu beijando minha testa.
– Papel de parede – avisou alegremente e eu revirei os olhos.
– Vou te esperar lá fora – avisei dando Ethan para ele e deixei eles sozinhos.
Austin não demorou para a aparecer e abriu um sorriso. O loiro jogou suas coisas no carro e me puxou para um beijo. Austin apertou minha cintura com força e coloquei minhas mãos em seu cabelo. Eu já sentia falta disso.
Quando nos separamos Austin sorriu pegando a mão em minha chave e sorriu.
– Eu dirijo – avisou e eu bufei quando ele se afastou. Ele havia se aproveitado só porque eu estava distraída.
Nós não paramos de falar nem por um segundo no caminho e era sobre coisas bobas, nada de importante. Mesmo de noite o aeroporto era muito movimentado por isso demoramos um pouco para encontrar Jimmy. E quando conseguimos ele me olhou um pouco surpreso.
– A famosa Ally? – perguntou sorrindo e eu assenti. – Sou o Jimmy – ele apresentou mesmo eu sabendo.
– Acho melhor eu ir então – falei para Austin e ele assentiu. Jimmy deu uma desculpa qualquer e saiu de perto de nós.
– Tome cuidado – foi a primeira coisa que pediu e eu sorri concordando. – Eu te amo – Austin falou e me puxou para um beijo.
– Também te amo – respondi sorrindo quando nos separamos.
Nos beijamos novamente e não era preciso dizer muito mais que isso. Sorri para Austin e meu coração se apertou quando virei e fui embora. Agora as coisas voltariam a rotina de apenas mensagens e poucas ligações.
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