A Coroa Olimpiana - Interativa
13 Capítulo 12
Notas iniciais
Como uma das trinta e três Selecionadas restantes irá se tornar a próxima princesa, todas elas tinham aulas com os deuses, juntando assuntos para semideusas e princesas, ao mesmo tempo.
A aula para qual as garotas encaminhavam-se era uma aula com Ares, provavelmente de lutas ou de como manejar armas, como sempre.
Assim que todas as Selecionadas entraram em uma ampla sala, onde Ares aguardava-as – a sala que Ares treinava as suas lutas, com armas, escudos e armaduras de todos os tipos; e informativos sobre todas as guerras já acontecidas –, o deus começou a falar:
– Selecionadas, tenho um aviso. Nós, deuses do Olimpo, decidimos suspender as aulas por enquanto... – Após terminar a frase, muitas Selecionadas sorriram ou comemoraram – Para dar início a uma competição: O Campeonato Semideus! Onde terá algumas competições, elaboradas por nós, deuses, para vocês. – As selecionadas entreolharam-se, algumas assustadas, outras animadas, algumas nem prestando atenção. – E, por falar nisso, já sorteamos as equipes de vocês, que serão:
“Time A: Aquamarine Beauvoir Clarkes, Ashley Smith e Beatrice Valentine;
Time B: Adelaide Robinson, Amanda Orleans e Summer Hope Collier;
Time C: Daenerys Khaeleese Stark, Caroline Vampirine e Cristina Emanuele Evans;
Time D: Megan Winterland, Rosemary Marie Magnani e Jéssica Vidali;
Time E: Clary Sidher, Amanda Carvalho e Amanda Lightwood;
Time F: Estela Walter, Cataleya La Torn e Suzanna Alejandra Stoessel;
Time G: Blue DiTorloni, Mary Elizabeth Pettyfer e Violet Elisa Swift;
Time H: Charlote Madison Rinton, Juliet Helena Campbel e Gabrielle Ferrand Renaldo;
Time I: Ariel Micchelynes, Annabely Grey e Caterine Fontes Moreira;
Time J: Valentina Croft, Chrystal Grayfinn e Carolina Hollister Forks;
Time K: Anna Sunshine, Malia James Tate e Bianca Ramos.”
As garotas, porém, mal tiveram tempo de absorver as informações, pois Atena estava de pé na porta, e rapidamente disse:
– Selecionadas, vocês tem ordens de Zeus para ir para o Sala dos Tronos. Agora.
Todas dirigiram-se confusas para o Sala dos Tronos. O que estaria acontecendo? Antes de Atena seguir logo atrás delas, a deusa olhou de cara feia para Ares, a mensagem nos olhos mais clara que água: “Você vai mesmo usar aquela ideia?” E foi, sem esperar respostas.
Após chegarem no local, as Selecionadas sentaram-se em algumas cadeiras que estavam dispostas no centro da Sala e o mais assustador dos sons pairava sobre o Olimpo: o silêncio.
Os deuses estavam sentados em seus tronos, cujas posições formavam um U. Nicolas e Sophia sentavam um pouco á frente das selecionadas; Sophia tinha uma expressão calma, expressando uma leve dúvida e um temor, já Nicolas, estava tão confuso quanto as selecionadas.
Depois de todos entrarem, Zeus pegou um controle e apertou um botão, fazendo surgir do chão uma enorme televisão – provavelmente construída por Hefesto –, que ocupou o seu espaço em frente á porta.
Zeus apertou mais um botão, e a televisão ligou. Primeiro, apareceu a imagem de uma grande multidão, e em cima, apareceu a legenda: “Câmera Divina”. Depois, apareceu a imagem de um pequeno palco e um carrasco. Caminhando em direção á ele, dois guardas guiavam uma menina. Helena.
Um burburinho encheu a Sala dos Tronos. Mesmo estando no Olimpo, as Selecionadas não ficavam por fora do que acontecia lá fora, e a decapitação da Helena era um assunto muito falado. Nicolas levou a mão á boca, a cor da pele esvaindo, até atingir uma palidez completa; Sophia apertava a sua mão, o rosto fixo no aparelho eletrônico. Os deuses apenas olhavam para a televisão, o rosto sem expressão.
Quando Helena chegou ao palco, ela ficou ajoelhada aos pés do carrasco, enquanto esse começou a falar:
– Helena De Tróia, princesa de Nova Grécia, integrante da realeza grega, a família De Tróia, foi acusada de matar a sua irmã, Alessandra De Tróia. E, por isso, foi condenada á decapitação, por traição á sua própria família e ao povo grego. – O carrasco falava em tom alto e claro, para todos ouvirem bem. A multidão aplaudiu ao ouvir que Helena seria decapitada. Como se isso fosse algo bom. – Mas não foi Helena que fez isso! E eu vim aqui para fazer justiça, pois eu me chamo Têmis, e sou a deusa da justiça!
Após dizer essa última frase, o carrasco transformou-se em uma mulher. Ao mesmo tempo, um dos guardas tirou as luvas de metal que usava como armadura, e fez surgir uma névoa espessa. Hécate.
O outro guardava começou a falar – com uma voz feminina, doce e atraente – que Helena não era a culpada, e eles deviam acreditar nisso; quase que jogando um charme nas pessoas. Afrodite.
Dois guardas que estavam monitorando tudo, de perto, correram até lá, mas não para impedir. Um deles pegou a sua espada, que se transformou em um cajado, com duas cobras nele, e depois se transformou em uma chave, que serviu para destrancar as algemas que prendiam as mãos e as que prendiam os pés de Helena. Hefesto.
O guarda que vinha junto ficou apenas olhando, até esperar eles terminarem, hora em que, com um simples estalo dos dedos, ele faz um carro vermelho aparecer bem á frente deles. E aproveitou para tirar o capacete e mostrar uma dourada e reluzente cabeleira loura. Apolo.
As Selecionadas entreolharam-se, confusas. Nicolas olhou para a mãe, um pouco chocado e assustado, mas esta exibia um sorriso vencedor, assim como os deuses.
Zeus apertou um botão no controle remoto, mostrando uma gravação. Apareceu uma legenda “Câmera Mortal” e mostrou um vídeo do mesmo acontecimento. Dessa vez, porém, na hora em que Têmis se revela, ela continua na forma de carrasco, e começa a discursar sobre como Helena era inocente. Todos entenderam: a primeira câmera mostrava como as coisas realmente foram, a segunda, como os mortais viram.
– Mãe, para onde Helena vai? – Cochichou Nicolas com sua mãe Sophia, mas essa não teve tempo de responder.
– Nicolas! – Alguém gritou, e quando o príncipe virou a cabeça, viu que a televisão havia saído de frente da porta, ocupada por Hefesto, Apolo e Helena.
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