Notas iniciais
Hey ~.~ quem aqui gosta de Imagine Dragons levanta a mão o/ e se gostar de Bastille e OneRepublic, pode levantar também o/ Passando só pra agendar capítulo. Desculpa por não responder os comentários, assim que eu consegui me conectar por mais tempo prometo que o farei. O capítulo de hoje vai ser especialmente para uma Selecionada que é importante para a estória, mas não teve tantos aparecimentos quanto o merecido. Descubram abaixo quem!

Malia olhou na direção de Adelaide e Daenerys, que dançavam fora de ritmo pelo salão, apesar de que isto não parecia ser uma preocupação para elas.

Não admitiria, mas gostava muito delas como amigas. Daenerys era diferente das filhas de Afrodite que conhecia e cativou Malia, enquanto o simples fato de Adelaide ter escolhido ela e Dae para sua aliança invés de Bianca e Carol era o suficiente para criar certa simpatia.

O problema era que não sabia como lidar com isso. Não servia para ser companheira e, mesmo quando tentou isso, falhou. Então, por que as duas ficavam felizes com a simples presença dela por perto? Uma filha de Poseidon e outra de Afrodite tendo amizade com uma de Hades era mais estranho do que conseguiria transcrever em palavras.

— Está tudo bem? – Olhou para o lado, percebendo Nicolas. Havia um tom de preocupação que quase nunca dirigiam a ela.

— Por que não estaria? – Malia ergueu as sobrancelhas.

Nicolas deu de ombros, parecendo um pouco constrangido e sem graça.

— É que todos estão curtindo a festa e você está aí... Parada.

— Depois de todo esse tempo e nem me conhece direito – resmungou baixinho, revirando os olhos. – Eu só não gosto de festas.

Um pequeno sorriso puxou nos lábios dele. Malia era tão fria quanto as noites de inverno, mas Nicolas trazia consigo uma felicidade como os primeiros dias de verão.

— Eu sei que deveria te deixar no seu canto, mas como cavalheiro, não creio que seria certo deixar uma dama infeliz – ele estendeu a sua mão. – O que me diz de passear escondida pelo Olimpo?

— Não sou uma dama – a Selecionada retorceu os lábios –,mas te ver escapando de uma festa é algo que não acontece todos os dias.

Malia segurou na mão do príncipe, se levantando. Após se esquivarem de umas ninfas risonhas que provavelmente beberam mais do que deviam, saíram pela porta do salão.

Por mais que a festa fosse para Larissa e Heitor, muitos sátiros, ninfas, harpias e até mesmo alguns deuses foram convidados, o que explicava os corredores desertos. A música alta que antes os envolvia parecia longe, um vento leve de outono percorria como passos numa multidão.

— Aonde vamos? – Ela perguntou, se soltando. Era indelicado da sua parte, mas realmente não se importava com isso.

— Não sei – Nicolas deu de ombros. – O que me diz de apenas sairmos um pouco e darmos uma volta pelo jardim?

— Pode ser.

Com outra Selecionada ou com qualquer outra pessoa, talvez houvesse uma conversa leve e agradável, mas com Malia tinha apenas um silêncio um tanto quanto pesado. A cada vez que se aproximavam do seu destino, mas longe pareciam de fugirem da festa e relaxarem.

— Chegamos – o semideus anunciou um pouco mais baixo do que pretendiam.

O outono estava mais forte do que antes. Um tapete de folhas de todos os tons de laranja cobria a grama, sem deixar um único pedaço verde à vista. Outras ainda estavam presas às árvores, mas ameaçavam cair a cada sopro de vento.

Sentaram num banco, apenas observando a tarde deslizar lentamente pelo céu azul com poucas nuvens brancas, um Sol fraco impondo sem conseguir sua força.

— Por que me escolheu? – Malia perguntou do nada, depois de muitos minutos silenciosos.

— Ah, eu já falei que era porque você estava sozinha e... – Nicolas foi interrompido. Realmente, ela estava fazendo muitas coisas de que não deveria naquele dia.

— Não estou falando dessa fuga, mas para a Elite – explicou-se. – Tinha tantas outras garotas mais bonitas e mais divertidas e agradáveis do que eu, então por que ainda estou aqui?

Para a surpresa dela, ele riu. Malia brigou e bateu sem força, mas aquilo apenas fez um nascer outro riso lindo em Nicolas.

— Malia, essa é a pergunta mais patética que alguém já me fez até hoje. Sim, você tem razão na parte de existir garotas mais agradáveis e exatamente por isso que te prefiro. Afinal de contas, todo mundo precisa de alguém frio, mal educado e honesto de vez em quando, não acha?

— Não – respondeu na lata. Nicolas tinha problemas ou era só impressão?

Ele balançou a cabeça, ainda rindo.

— Você não pode se contentar com um simples ‘gosto de você’?

— Quer mesmo que eu responda? – Malia indagou.

— Tudo bem, entendi – ele levantou as mãos para o alto em sinal de redenção. – Malia, você é diferente das outras. Não tem jeito de uma princesa perfeita, não possui o andar mais bonito, ou as melhores maneiras nem tem um sorriso de modelo, mas tem algo que não encontramos por aí. Você tem personalidade, é sincera, mesmo que machuque e por mais fria que possa ser, muitas vezes eu apenas quero esquentá-la.

— Nicolas – ela não tinha palavras. Não se lembrava da última vez que alguém a elogiou tanto.

— Não sei se é amor, mas sinto algo por você – Nicolas pendeu a cabeça um pouco para baixo, aproximando o seu rosto a poucos centímetros do de Malia. – Você também?

Um vento assobiou sobre eles, bagunçando os cabelos castanhos sempre perfeitos de Nicolas, o que o deixou mais casual e atraente.

— Nicolas – Malia apenas sussurrou de novo ao sentir o aroma refrescante dele. Queria guardar aquele cheiro para sempre, mas não falou nada.

Não sabia por que, mas o seu coração batia alto que chegava a doer seu peito. Sentiu a garganta contrair e um aperto dentro de si. Olhou para cima, vendo Nicolas se aproximar e mirou naqueles lábios. Sua vontade era descobrir seu sabor, se era tão macio quanto imaginava e perder-se neles.

Mas não podia.

— Não, Nicolas – virou a cabeça no último segundo, o que deixou o outro confuso. – Eu não posso fazer isso.

— E por que não? – Perguntou, ainda tentando se recuperar.

Ela respirou fundo. Sentia agora o gosto amargo de arrependimento invadir a sua boca como bile, mas não voltaria atrás. Não agora que já estragou tudo.

— Porque não quero te beijar, me iludir achando que sou a sua escolhida para depois você escolher outra. Também não sei se é amor, mas estou começando a sentir algo por você e não faça que isso se transforme em ódio. Você pode até me beijar, mas somente quando tiver certeza que me quer como sua esposa.

Nicolas abriu a boca para falar algo, mas Malia levantou e saiu andando.

— Tchau, Nicolas – falou antes de sumir da vista do príncipe. – Até uma próxima vez.

Notas finais
Não revisei porque estava com preguiça e tenho que sair daqui a pouco :p creio que talvez me matem depois desse final, mas fazer o que né. Obrigada a quem não me abandonou ♥ amo vocês, sério. Essa fanfic não seria nada sem vocês (nem eu, haha). Beijos, — Floco de Verão.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.