A Coroa Olimpiana - Interativa
11 Capítulo 10
Notas iniciais
Hera guiava alegremente as selecionadas pelo Olimpo.
Quando as selecionadas chegaram, o único lugar que elas tiveram tempo de ser apresentadas foram os seus “chalés” – quartos um pouco maiores que o normal, que serviam como os chalés do Acampamento.
A rainha do Olimpo, encheu o saco de Zeus para... Quer dizer, foi escolhida por Zeus para guiar as selecionadas pelo Olimpo, ou pelo menos as partes em que elas poderiam circular.
Hera e as selecionadas estavam saindo do último “chalé”, o de Hades, um dos mais populosos.
A primeira a sair de lá foi Blue, fitando o corredor, mostrando indiferença com as selecionadas. Depois, Gabrielle conversando sobre a sua vida na França com Malia, que prestava bastante atenção. Selene saiu do “chalé” um pouco afastada das outras, quieta como sempre. Rebeca foi a última a sair, um estilo de roupa simples e folgado.
Enquanto Hera explicava ás selecionadas como orientar-se pelos corredores, indicando algumas plaquinhas que ela mesma preparou para indicar alguns caminhos, caso as selecionadas se perdessem, Summer conversava alegremente com Bianca – que prestava atenção em cada planta que via – sobre surf.
Clary ficava no final do grupo, em geral atendendo á pedidos de conselhos e ajudas sobre sonhos, ou só falando o horóscopo da semana.
Catherine ajeitava cuidadosamente as suas mechas azuis. Estava atrás de Hera, só para ter certeza de que ninguém mexeria com ela.
Cataleya, apesar de estar ao lado de Hera e na frente de todos, andava como um fantasma.
Megan tinha um belo sorriso esboçado no rosto, e conversava alegremente com Juliet, que falava vez ou outra sobre livros, e junto delas, Charlote, que só conseguia pensar nos sonhos que tinha quando criança: um homem que ela pensava ser seu pai, apesar de não parecê-lo.
Caroline — as mechas ruivas caindo de lado -, Rosemary — o ar brigão de sempre -, Valentina- que pensava em uma bela pizza — e, por fim, mas um pouco mais longe de todas, Amanda — transmitindo um ar de vingança — andavam perto uma da outra, como se juntassem as suas forças.
Hera tinha passado por mais alguns corredores até chegar á um grande salão e anunciar:
– Meninas, aqui é o Salão de Afrodite, onde a deusa Afrodite em geral embeleza-se, com ajuda das harpias. Ela fez uma grande generosidade, e deixou vocês usarem o Salão quando precisem arrumar-se para grandes eventos.
Ao ver o Salão de Afrodite, Daenerys , que recitava mentalmente algumas frases de seus livros românticos, e Aquamarine, que conversava sobre piscinas com Adelaide – esta falava mais das suas viagens com a mãe, uma bióloga marinha –, prestaram bastante atenção no local, para tentarem localizar sua mãe, mas ela não estava lá.
Carolina – que tomava muito cuidado para não esbarrar com nenhum pato – e Jéssica – que pensava nos melhores jeitos para derrotar possíveis inimigas – falavam sobre a sua família mortal.
Quanto tempo tinha se passado? As selecionadas não sabiam. Provavelmente uma hora ou duas. Talvez até mais. Tudo o que elas sabiam era que Hera estava conduzindo-as de volta aos seus respectivos “chalés”.
O “chalé” de Hecate foi o primeiro ido por Hera. Ariel, que mexia no colar que a sua mãe lhe dera, e Anna, fria como sempre, entraram nele.
Violet entrou alegremente no “chalé” de Hermes, deixando Suzanna sozinha, que entre os chalés de Atena e Poseidon, optara um dia Atena, um dia Poseidon.
Tudo o que Amanda (Amanda Lightwood) mais queria era ir logo para o seu chalé, as contradições da sua vida vindo em mente.
Annabely – que, apesar de ser filha de Ares, estava extremamente simpática – e Estela – que adorava falar da sua vida na fazenda, fazendo-o no momento – despediam-se.
Mary sorria para Chrystal, ambas encerrando uma conversa e, quem sabe, começando uma amizade.
Ashley tinha a mente dedicada aos seus amigos, que nunca a abandonaram, mas agora, não estavam mais com ela.
Beatrice se dirigia solitariamente para o “chalé” de Gaia.
Cristina – meiga como sempre – e Amanda (Amanda
Orlean) – literalmente brilhando – despediam-se amigavelmente. O que nenhuma das duas sabia era que a romana, entre eles, era Amanda Orleans.
...
Nicolas nunca gostou de não ser forte.
Não que o rapaz não tivesse força, mas ele não aparentava isso, pois não tinha nenhum músculo.
E agora, que as harpias arrumavam-no, com uma veste grega em que deixava os seus braços nus, ele sentia-se um pouco desprotegido e envergonhado. Em geral, os príncipes são garotos bonitões, fortões e inteligentes. Enquanto isso, Nicolas era até considerado bonito, mas não tinha músculos, era alto, porém um pouco desajeitado. Os cabelos castanhos caramelos tinham uma cor bonita, herdados da mãe, mas a franja teimava ficar bagunçada. E ainda tinha os olhos bicolores: quem já havia visto um príncipe com heterocromia? O garoto já foi motivo de zombaria por causa disso, e ele não estava nada animado para acontecer de novo.
Quando ele saiu do quarto, o único consolo foi a sua mãe, dócil e gentil.
Ela estava linda e ao mesmo tempo, natural, diferente do seu visual no palácio, artificial e muito forçado. Sophia estava com uma veste grega azul claro, as mangas indo até o pulso, amarrada por um cinto dourado. O cabelo castanho caramelo estava preso em uma trança. Ela usava uma sandália amarronzada, lembrando as usadas na Grécia Antiga. Apesar disso tudo, o mais impressionante era o rosto: Em geral as maquiagens apenas o escondiam, o deixavam mais artificial, mas as maquiagens olimpianas deixavam-no mais natural, acrescentando um toque de brilho e juventude, parecendo pegar a verdadeira beleza que fica dentro de cada um de nós. Ela parecia ter nascido para ter esse estilo.
– Vamos? – Sophia perguntou calmamente á Nicolas, que assentiu nervosamente. Ela apenas riu. – Meu filhinho querido, não se preocupe. Você é um garoto maravilhoso, e, independente do que acontecer, eu vou me orgulhar de você. Eu e seu pai. Não falo de Felipe, mas sim de Zeus, pois eu sei que ele orgulha-se muito de você, querido. – Essas palavras não foram o bastante para consolar Nicolas, mas a voz de Sophia era tão calma e reconfortante que já era o bastante para o garoto.
...
Depois do jantar com os deuses olimpianos, uma conversa e tempo de conhecimento entre as selecionadas e o Nicolas, o príncipe já tinha escolhido as selecionadas que iriam sair definitivamente da Seleção.
Os seus nomes? Simplesmente Selene Shadow Knight e Rebeca Gatness.
Uma outra surpresinha: Nicolas deixara para Valentina Croft, Ashley Smith e Beatrice Tris Valentine, para cada uma, um bilhete. Eles não dizia nada mais, nada menos do que:
“Olá.
Hum, não sei como eu faço para pedir o que quero, falta de experiência, mas vou tentar: gostei de conversar com você, e queria conversar um pouco mais. Que tal se nos encontrássemos qualquer horas dessas? Eu posso avisar algum horário disponível mais tarde.
Sei que ficou estranho. E confuso. Não tire a parte do estranho. Mas eu estou te convidando para um encontro.
Sinceramente,
Nicolas.”
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