A Coroa Olimpiana - Interativa
39 Bônus
Notas iniciais
Helena andava pelos largos corredores, entediada, quando resolveu ir ver Nicolas.
Há uma hora ela e seu irmão faziam cócegas na sua madrasta Sophia, quando Zeus resolveu interromper e acabou por conversar com Nicolas do lado de fora.
E Nicolas sumiu junto com o seu pai.
E não voltou.
Ela bufou irritada e bateu na porta do “chalé” de Zeus uma vez. Nada. Duas vezes. Nada. E na terceira ela simplesmente abriu sem paciência.
– Quando você vai voltar, Nicolas? – Ela murmurou para si mesma.
Claro, Helena poderia estar conversando com Sophia, uma ótima companhia por acaso, mas ela estava no Salão de Afrodite com as deusas e ela não estava no clima para bancar de infiltrada no mundo Olimpiano.
A princesa então perambulou pelo quarto quando achou, jogado sobre a escrivaninha, um caderno mediano com capa de couro. Sem pensar duas vezes, ela abriu discretamente na primeira página:
“Bem, aqui estou eu escrevendo em você, caro... Diário. Sei que isso é coisa de menina, mas mamãe insistiu para que eu fizesse um diário para anotar diariamente o que acontece na minha Seleção.
Seleção. É tão estranho que eu vou ter isso. Não é estranho, na verdade, é surreal. Entretanto, acho que me acostumarei quando chegar a hora.
– Nicolas.”
Helena conferiu a data no topo da página: batia com a mesma do dia em que seus pais haviam anunciado a Seleção de Nicolas. Então quer dizer que tudo o que acontecia na Seleção, tudo o que Nicolas sabia e achava estava ali, secretamente registrado?
Sem perder tempo, ela sentou na cama com um sorriso no rosto e folheou as páginas.
As primeiras, que correspondiam ao tempo anterior ao começo da Seleção, não tinham nada de especial. Entretanto, uma enxurrada de informações veio quando as Selecionadas chegaram, com a descrição de um pouco de cada uma delas, falando sobre encontros, e até planos futuros que Nicolas tinha.
Por mais estranho que pudesse parecer, o príncipe parecia até empolgado quando escreveu as coisas no diário. E uma coisa ainda mais importante que isso. Apaixonado.
E depois de algum tempo lendo, ela chegou a uma parte bastante interessante, que datava de quando ele anunciou a Elite:
“Atualmente aconteceram coisas praticamente sobrenaturais comigo. Não vou entrar muito em detalhes, pois não tem haver com a Seleção, mas aconteceu quando eu e Hermes levamos, ou ao menos tentamos levar, Helena para o mundo real. Digamos que eu ‘morri’ nesse tempo.
Enfim, foi depois de eu já não estar ‘morto’ que eu percebi o quanto era triste, depois de tantas coisas, não ter acabado a Seleção. No começo de tudo eu estava tão apreensivo, eu não sabia o que fazer: era péssimo em romance.
Entretanto, foi com o passar do tempo que senti como se eu estivesse melhorando no quesito romance, talvez porque, de certa forma, eu estivesse vivendo um. Eu estava e ainda estou completamente apaixonado por essas garotas.
Por isso, foi só quando eu ‘morri’ que percebi o quanto eu precisava das Selecionadas, o quanto eu precisava de uma esposa antes que a minha verdadeira morte chegasse, e por isso que hoje eu dei mais um passo: iniciei a Elite.
Foi difícil, pra falar a verdade. Odeio eliminar as Selecionadas, e odeio quando as próprias condições as eliminam, e ficar com um grupo de apenas quinze foi grande coisa. Todas as remanescentes eram especiais, e sentia que deveriam ficar por pelo menos mais um tempo.
Mas, mesmo com um grande pesar no coração, e uma noite sem dormir, eu fiz a minha escolha de quem iria ficar.
A primeira que escolhi foi Ashley Smith, pois eu sabia que não poderia deixá-la ir tão cedo. Ela foi uma das Selecionadas que mais passei tempo junto e, sabe? Só de vê-la sorrindo, eu sorrio junto. Ela é um imã que me atraí, pois tudo nela é tão... Incrível. Ashley é divertida e talvez não tenha percebido, mas quando ela fala de algo que ela gosta, os seus olhos brilham tanto quanto as estrelas.
A segunda foi Beatrice Valentine. Ela é doce, divertida, simpática... Na realidade, ela é muitas coisas, e todas maravilhosas. Gosto de vê-la feliz, gosto do cheiro de mar que ela exala, dos seus lábios doces, da calma e alegria que ela me traz. Gosto das reações dela quando esta se surpreende. Eu simplesmente gosto dela.
Em terceiro, veio Jéssica Vidali, que de jeito nenhum também não poderia faltar. Ela é diferente das outras, mas de uma maneira boa. Posso ver nos seus olhos a sua determinação que ela tem em praticamente tudo. É um pouco assustador saber que alguém tem tanta determinação para mim, mas ao mesmo tempo fantástico saber que alguém pelo qual eu me importo tanto também se importa tanto comigo.
Por quarto, veio Adelaide Robinson. Pra falar a verdade, não passei muito tempo junto dela, e me arrependo muito disso. Ela é linda, tanto por dentro quanto por fora. Ela pode ser simples e alegre, mas isso faz com que cada sorriso dela seja mais lindo que o Sol. Adelaide inspira tranquilidade e felicidade.
A minha quinta escolhida foi Carolina Hollister Forks. Algumas pessoas podem até estranhar quando se fala que ela é filha de Hefesto, pois ela é bonita demais pra isso e, mesmo com as mãos delicadas, faz objetos fantásticos. Ela é uma pessoa que se pode chamar de habilidosa e, do mesmo jeito que constrói máquinas, construiu minha adoração por ela.
Em sexto lugar, veio Daenerys Khalesi Stark. Era verdade que só tivemos apenas um encontro, mas aquele encontro foi o suficiente para saber que ela era uma das concorrentes mais fortes. A Selecionada é encantadora, e mesmo sendo filha de Afrodite, não é superficial. Ela tem um jeito próprio, uma beleza que atraí qualquer homem e uma personalidade que me faz querer ficar perto dela sempre que a vejo.
A sétima que eu decidi escolher foi a Charlote Madison Ritton. Char é uma Selecionada bem interessante. Ela tem o seu jeito calmo de ser, doce e sorridente. Algumas pessoas poderiam dizer que ela era normal demais para uma semideusa, mas eu sempre soube que era especial. Porque cada vez que eu vejo aqueles olhos azuis, eu posso sentir a alma bela que ela tem.
Por oitavo, veio Bianca Ramos. Ela é uma filha de Deméter e, como esperado, é apaixonada por flores. E é essa paixão que ela carrega que, bem, me fez ficar apaixonado por ela. Conheço muitas pessoas que gostam das coisas, mas raras que tem admiração e fascinação porá algo tão simples, e Bianca está nesse pequeno grupo fantástico.
Em nono estava Malia James Tate. Malia era e ainda é uma garota fria, solitária e com um quê de orgulhosa. Pode parecer que eu quero destacar os defeitos dela, mas muito pelo contrário: o que me atraiu nela. Malia é totalmente diferente das outras, e é essa diferença que a faz tão especial para mim.
Para fechar com chave de ouro, vem Megan Winterland. Ela foi escolhida porque é uma pessoa calma e cativante. Pode parecer pouco e, bem, é pouco. Acontece que esse pouco foi suficiente para eu gostar dela. Megan poderia muito bem ser colocada num trono que daria uma ótima rainha, não só para o país, mas para mim. Ela seria a minha rainha.
E é isso. Ainda me senti muito culpado pelas que eu tive que eliminar, mas a Elite não permitia quinze Selecionadas. O único pensamento positivo nisso é que estou cada vez mais perto de encontrar a minha amada.
– Nicolas.”
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