Notas iniciais
A partir de hoje, sábado, vou postar um sábado sim, outro não, beleza? Minhas aulas vão voltar e eu não estou afim de repetir o 2º ano u.u então vou dedicar mais na escola do que aqui Boa leitura~~

POV Lívia SP

O jantar estava uma delícia. Infelizmente, nem todos os príncipes comparecerão, e a princesa Ana Luiza, de Minas Gerais, também estava fora. Surgiram boatos de um menage entre ela e os príncipes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. É claro que eu não pensava isso dela, ela era um amor de pessoa. Mas pelo fato dela ser mais ousada, as garotas fofocavam sobre ela ser puta. Decidi sair do jantar mais cedo, para não ficar ouvindo fofocas. Não eram só os príncipes do Sul que tinham faltado, o príncipe de São Paulo também não aparecera, nem o Rafael, do Espírito Santo.

—- Será que ela não se escondeu com o Pedro? -- Giulia, a princesa do Pará comentou e riu.

—- É verdade... ninguém sabe quem é o Pedro, mas será que ela sabe? -- agora foi a Ana Vitória, da Bahia.

Eu me levantei e saí. Todos os olhares se voltaram para mim. Como estava cansada, fui direto para o quarto. Yasmin estava jogada na cama, entediada, mexendo nas redes sociais, enquanto Giovanna jogava um jogo aleatório no celular.

—- Cadê a Mari e a Isa?

—- A Isa deve estar com aquele garoto... o Rafael. -- a Yasmin respondeu, sentando comportada na cama.

—- A Mari foi buscar comida pra nós. -- Giovanna não tirou os olhos do celular.

—- Okay, vou trocar de roupa e dormir.

POV Isabella

Estávamos conversando há 1 hora. Estava um papo bom, eu estava adorando. Ele tinha que estar no jantar real, mas prefiriu ficar comigo. Eu me senti lisonjeada. Acho que estava até rolando um climinha.

—- Está com fome? -- ele perguntou de repente.

—- Um pouco.

—- Já que não jantei lá, podemos jantar agora, nós dois.

—- Onde?

—- No meu quarto. Eu peço pros criados prepararem tudo.

Ele estava me convidando pro quarto dele? Isso era seguro? E se rolasse um clima a mais e a gente acabasse transando? Não, isso não aconteceria, provavelmente ele iria perceber o quão feio era meu corpo e nunca mais íamos nos falar. Eu não podia deixar. Eu recusei a oferta, mas ele continuou insistindo. Sem querer, eu acabei aceitando.

Quando cheguei no quarto dele, comecei a pensar em uma maneira de cortar qualquer tipo de clima. Eu não queria perder a amizade dele, nem o que sei lá que estava rolando entre nós. Então fiz de tudo pra não ser nada atraente pra ele. Depois de um tempo, eu acabei ficando nervosa e ele percebeu o esforço que eu estava fazendo pra afastá-lo.

—- Desculpa, você está incomodada comigo? -- ele perguntou sério, com um tom de chatiação na voz.

Eu não quis responder. Eu só olhei pro meu prato quase vazio e me perguntei se era a hora de sair correndo.

—- Não precisava ter vindo. -- ele disse, enfim e eu me levantei, desajeitada.

Eu sai do quarto dele o mais depressa. Era uma corrida contra as lágrimas. Ele não podia me ver chorar.

—- Meninas! -- eu abri a porta do quarto da Lívia, chorando.

—- Meu Deus do céu! Bella, o que houve? -- Mariana correu pra me abraçar, enquanto as outras pararam de comer e me encararam, esperando uma explicação.

Eu contei a elas tudo que havia acontecido. Mariana me deu uma bronca por me chamar de feia e achar meu corpo feio. Também ficou brava por eu ter agido desse jeito.

—- Meu amor, você é linda e se ele te convidou lá, era porque ele gostava da sua presença e de você como pessoa. Você estragou tudo, mas eu tenho certeza que você pode consertar, tá? -- ela enxugou minhas lágrimas.

—- Você vai lá agora consertar isso. -- Yasmin mandou.

—- O quê? Como? Tá louca?

—- É só pedir desculpa e ser sincera com ele. Tenho certeza que ele vai entender. O jeito que você fala dele... ele parece ser uma boa pessoa, Isa. Não perca ele. -- Lívia me aconselhou. Ela era uma verdadeira mãezona pra todas.

Eu decidi seguir o conselho delas. Elas me ajudaram a enxugar as lágrimas e me mandaram de volta. Eu fui. Quando cheguei no quarto dele, fiquei com medo e não quis entrar. Fiquei parada, decidindo se ia tomar coragem pra bater na porta ou não. Não consegui, então me virei pra sair. A porta se abriu.

—- O que você quer? -- ele perguntou, sério, porém tranquilo.

—- Como você sabia?

—- Diga. -- ele fez uma pausa -- O que você quer?

—- Me desculpar.

—- Entre.

Eu hesitei um pouco, encarando o chão. Quando levantei a cabeça, vi que ele estava me encarando, paciente. Entrei. Ele fechou a porta atrás de mim enquanto eu procurava um lugar pra me sentar. Ele apontou para a cama e foi lá que eu me sentei. Ele sentou do meu lado e ficamos em silêncio por um tempo.

—- Enquanto você estava vindo, sua amiga Yasmin mandou uma mensagem. Eu já sabia que você viria, mas você demorou demais.

—- Eu não tava criando coragem...

—- Ela disse que você é insegura.

Por um momento quis ficar brava com a Yasmin por contar das minhas inseguranças pra ele. Mas ele compreendeu bem e eu pensei que talvez a Yasmin já esperava isso, então ela só estava querendo me ajudar. Eu fiquei quieta. O silêncio durou mais tempo que o último. Ele começou a ficar impaciente. Se virou pra mim e colocou, cuidadosamente, sua mão no meu queixo, levantando minha cabeça, fazendo com que eu o encarasse. Eu corei e percebi que ele também corou. Meu coração parecia querer saltar pra fora e eu sentia que ele estava tão agitado por dentro quanto eu, pois já não aparentava toda aquela tranquilidade de antes. Pensei que ele iria dizer algo pra me encorajar, ou contar algo dele, como ele sempre fazia, mas ele estava quieto. Devagar, se aproximou de mim e meu corpo, como um imã, foi em direção ao dele. Sem pressa. Ele me beijou, delicadamente, me orientando, com a mão no meu queixo. Era meu primeiro beijo, talvez eu não estivesse fazendo certo. Mas eu foquei em aproveitar a sensação ao invés de criar paranóias.

Estávamos na cama dele. Eu não sabia o quão forte poderia ser o desejo de um homem num momento como esse, mas eu sabia que ele era um verdadeiro homem por não se aproveitar de mim. Nos afastamos e eu abri os olhos devagar, ainda acreditando ser um sonho. Ele estava sorrindo pra mim, um pouco corado. O cabelo dele não tava tão bagunçado quanto da primeira vez que nos vimos e eu senti uma vontade enorme de bagunçar, então me aproximei dele e o beijei, dessa vez com menos delicadeza. Ele não queria fazer nada que eu não quisesse ou estivesse preparada, então eu mesma deitei na cama dele, puxando ele pra cima de mim. E baguncei o cabelo dele. Baguncei bastante.

POV Esther RO

Assim que o jantar acabou, corri pro meu quarto, com uma vontade enorme de ver a Sophia. Ela estava preparando minha cama pra eu dormir. O cabelo dela estava solto e era a primeira vez que ela deixava ele assim, pelo menos na minha frente. Ela ainda não tinha me visto, até que eu fechei a porta. Ela se virou surpresa e sorriu pra mim.

—- Já voltou, querida?

Eu tive uma sensação gostosa em ouvir aquilo. Ela estava com o uniforme de empregada mais sensual que eu já tinha visto. A frente era toda decotada e a saia muito curta. Até pensei que ela estava se preparando pra um pornô, vestida assim.

—- Uniforme novo?

—- Se você quiser, pode ser meu uniforme noturno. -- ela disse, com um sorriso malicioso.

O fato dela estar mais segura de si, me deixou um pouco tímida. Ela era a tímida. Eu não estou dizendo que não estava gostando, eu estava, era sexy. Mas eu ficava tão sem jeito.

—- O que foi, querida? Não está pronta pra dormir ainda? -- ela perguntou, sentando na minha cama. O jeito que ela cruzara as pernas, deu pra ver sua calcinha. Ela estava me provocando.

—- Eu já volto.

Eu fui pro banheiro. Escovei os dentes, passei os cremes e fiz todo aquele ritual antes de dormir, só que bem mais rápido porque tinha um mulherão me esperando na minha cama. Tirei o vestido ali mesmo. Abri a porta e me deparei com ela deitada na minha cama, de costas pra mim, com a saia do vestido bagunçada e mais pra cima do que deveria. Me aproximei e deitei com ela. Abracei-a por trás.

—- Eu adorei seu uniforme novo. -- disse finalmente, sorrindo pra ela.

—- Ótimo, então usarei sempre.

Eu estava preparada pra uma noite bem agitada.

POV Ana Luiza MG

Pedro era bonito e encantador. Eu sabia quem ele era porque um de seus cavalheiros era meu primo de 2º grau. A gente quase não se via, mas eu o reconheci. Perguntei pra ele quem era o príncipe dele e ele respondeu "Pedro, de São Paulo". Provavelmente, eu era a única que sabia disso.

—- Está ficando tarde, não acha? -- ele disse.

—- Acho. Poderíamos sair pra caminhar amanhã.

—- Amanhã? Acho que não vai dar, sinto muito.

—- Tudo bem.

Confesso que fiquei um pouco chateada. Tava gostando da ideia de caminhar com ele. Ele estava querendo ir embora, mas eu não queria que a noite acabasse assim.

—- Ei. Por que não subimos pro meu quarto e... -- ele me interrompeu.

—- Eu não sou esse tipo de cara.

Eu me senti bem constrangida. Tentei disfarçar.

—- Eu ia dizer pra gente comer, porque não comemos ainda.

—- Ah... desculpa. Pode ser, eu acho.

Ponto pra mim. Ele se sentira constrangido e também tentou reverter a situação, agora eu teria ele no meu quarto. Mandei uma mensagem pra uma de minhas criadas, pedindo para que preparasse um jantar pra dois amigos, não queria que ela entendesse errado e fizesse uma coisa muito exagerada. Pedi também que ela saísse assim que pronto e deixasse o quarto vazio. No caminho do quarto, passamos pelo corredor do Ceará e eu vi uma garota entrando no quarto do Rafael. Eu não sei se ele estava no quarto ou não, ou se ele entrou com ela, mas decidi manter esse segredo para ele e a garota. Afinal, eu sabia que havia muitas fofocas ruins sobre mim e eu não queria deixar de ser o centro das atenções de qualquer maneira.

Eu nunca tinha sido o centro das atenções. Nunca me chamaram de gostosa, além do meu ex. Nunca me viram como uma garota pegável. Agora que eu entrei aqui tinha fama de puta, o que significava que as princesas magrelas provavelmente tinham inveja de mim por ser gostosa. Já não me achava mais gorda. E o jeito que os garotos olhavam pros meus seios me faziam me sentir desejada.

—- É aqui. -- eu disse, entrando.

O jantar estava servido e estávamos sozinhos. Comemos enquanto conversávamos, tentando saber mais um do outro. Contei à ele sobre ter um ex aqui e ele me contou da ex dele.

—- Ela me traiu. Isso foi há 2 anos.

—- Eu não sei porque alguém trairia um homem como você.

Eu terminei de comer e me sentei na cama. Chamei ele e ele sentou do meu lado.

—- Sabe... se eu tivesse a oportunidade de sair com um cara como você, não lhe perderia por qualquer coisinha não.

Eu sabia que ele estava se sentindo atraído por mim e seu ego estava aumentando. Eu estava o conquistando. Me aproximei mais e beijei seu pescoço. Devagar, fui beijando até chegar na sua boca. Depois disso, ele quem me beijou, segurando com força minha cintura, me aproximando dele. Ele estava adorando. Sentei no colo dele. Peguei a mão dele e coloquei na minha bunda. Comecei a rebolar. As coisas estavam ficando quentes.

A gente ficou um bom tempo só na pegação. Quando as coisas estavam começando a esquentar, ele me parou e sussurrou no meu ouvido: "Eu adoraria transar contigo, mas segurança em primeiro lugar". Eu me afastei dele.

—- Você não tem camisinha?

—- Não. E não acho que eles vão dar. Sinto muito.

—- Não sinta. Está tudo bem.

Eu já estava apenas de calcinha e ele sem camisa. Ele colocou a blusa, me deu um beijo e saiu.

Notas finais
Quem vocês preferem com o Pedro? Ana Luiza ou Lívia? Como seria o nome dos shipps? Escrevam aí nos comentários~~ e sobre o Rafa e a Isa? Acham que vai longe? Bom, continuem acompanhando e saberão ♥