A Coragem que Ama o Perigo
1 Prólogo
O telefone começa a tocar sem parar, ela não iria atender, pois já sabia quem. Olhando no relógio e já eram sete da noite, sim, era ele.
Ela não tinha noção do que fazer, aflita, abriu a gaveta de lingeries de Elizabeth, procurou por todo lado pela solução mais óbvia, mas não encontrou. Onde estara os remédios que ela toma todos os dias pelas manhãs?
Sabia exatamente onde estava, continuou a procurar por todo o quarto de sua meia-irmã, deixou tudo uma bagunça, mas não importava mais, pois ele estava vindo para buscá-la. E lá estava, debaixo de uma fada de cerâmica branca, a caixa vermelha de Elizabeth, que continha todos os remédios para seu controle.
— Me desculpe... — Disse ela.
Abriu a caixa com pressa, rasgou as caixinhas de papelão e engoliu os comprimidos todos juntos, machucava sua garganta de um jeito realmente doloroso, após engolir, abriu mais e mais caixas, até acabar com todos os remédios que haviam.
Ela ainda não estava convencida que funcionaria.O que mais precisaria para dar certo? Isso demoraria muito.
Ela sentia as mãos sujas dele em seu corpo, lembrava de todos os cortes que ele havia feito, das ameaças e as tortura por horas, lágrimas escorriam por sua face e suas mãos ficavam mais trêmulas.
— Não tem outro jeito, e-ele está chegando! — Sua voz chorosa e alta ecoava pelo cômodo.
Correu até o estábulo e pegou a corda que usavam para guiar os gados menores. Sem nem pensar duas vezes amarrou com um nó firme a corda em seu pescoço e subiu num banco para amarrar o outro nó no firme teto de madeira, com muito cuidado para não derrubar as telhas.
Após tudo acabado ela pulou do banco e o chutou, assim então sendo enforcada, mas antes que ela perdesse todo o ar ela viu a sombra dele se aproximando, seu coração acelerou e...
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