A Conspiração Invisível
12 PARTE 11: Para poder sair segunda parte
Notas iniciais
— E então doutor, como ele está? — Pergunta Luana mais preocupada do que os outros.
— Ele fraturou o osso zigomático.
— E isso significa o que exatamente?
— Ele vai ficar bem logo, mas que mal lhe pergunte o que aconteceu?
— Um assaltante entrou no nosso apartamento, e o atingiu com um copo de vidro.
O médico faz um gesto de desaprovação com a cabeça.
— Mas e então doutor quando ele vai poder voltar pra casa? — Peter se adianta na pergunta.
— Dentro de noventa e seis horas.
— Obrigado doutor. Podemos vê-lo agora?
— Desculpa, mas ele foi dopado para não sentir dor até a cirurgia. Enquanto isso vão para casa e descansei seu amigo está em ótimas mãos. Quer que eu chame um taxi para vocês?
Eles discutem, Luana resisti um pouco, mas Peter consegue convencê-la.
— Se não for nenhum incômodo?
— Mas é claro que não.
O médico se vira e um telefone que se localizava na parede atrás dele.
— Por favor, eu queria um Taxi no hospital Lenox Hill. — Em seguida virou para eles — O taxi já esta a caminho.
O doutor sai pelo corredor e entra na sala onde Fábio estava dormindo.
Eles sentam e ficam por alguns minutos até que a recepcionista do hospital os chama:
— Com licença. O taxi de vocês chegou.
— Muito obrigado — Agradece Luana.
Eles entram no taxi e voltam para o apartamento. Começam a arrumar toda bagunça.
— Peter vem aqui um minuto! — Peter vai ao quarto a pedido de Luana.
— O copo não se quebrou, e ele o levou com ele.
— Mas qual será o motivo de ter levado o copo?
Luana e Peter ficam em silêncio se perguntando os motivos.
— O que aconteceu? — Pergunta Olivia vendo os dois sentados na cama pensativos.
— Ômega levou o copo. — Responde Luana.
— Por quê?
— Não sabemos.
— Isso ta ficando cada vez mais estranho. — Comenta Peter.
Todos concordam com a cabeça.
Eles ouvem alguém batendo na porta e vão atender.
— Quem é? — Pergunta Peter sem abrir a porta.
— Sou eu Astrid.
Ele abre aporta para que ela entrasse.
— O que aconteceu aqui? — Pergunta Astrid assim que entra e vê toda aquela bagunça.
— Acho que era um assassino da conspiração.
— Vocês conseguiram tirar algo dele?
— Não e, além disso, ele bateu no Fábio.
— Ele está bem?
— Vai ficar, fraturou um osso do rosto, vai passar por uma cirurgia para arrumar o osso.
Astrid fica a par de tudo assim que chega ao quarto onde todos estavam.
— Por que ele levou o copo? — Repete a pergunta Astrid — Tem certeza de que o copo não esta de baixo da cama? — E antes que eles pudessem responder ela se abaixou e olhou de baixo da cama procurando o copo. E levanta desapontada — Não.
— A gente já procurou em todo lugar, não achamos — Reponde Peter.
O dia já se acabou e eles estavam arrumando a bagunça agora com a ajuda de Astrid. Eram nove e trinta e cinco quando eles conseguiram arrumar tudo.
— Astrid o que você veio fazer aqui? — Pergunta Peter curioso.
— Nada apenas vim conversar estava entediada em casa sozinha achei que seria legal conversar com vocês. — Se segue alguns segundos de silêncio — Bom acho que já vou indo já ta tarde e amanhã vai ser um dia agitado. — Todos concordam com a afirmação balançando a cabeça.
Todos acompanham Astrid até a rua, para esperar o motorista. Assim que o carro chega, eles se despedem. Eles voltam pro quarto em um grande e estranho silêncio (todos pensando se aquele era o verdadeiro motivo da visita de Astrid).
Com o quarto já arrumado eles se deitam, mas demoram a dormir, pois estão com a cabeça no hospital onde Fabio está. Ficaram horas olhando para o teto tentando encontrar algo para que conseguissem dormir.
Astrid também passa a noite em claro, mas por outro motivo. Ela foi ao hospital visitar Fábio.
— Com licença a senhora poderia me informar qual o quarto de Fábio Watson? — Pergunta Astrid a recepcionista.
— Um minuto, por favor. — Astrid concorda com a cabeça enquanto observar a senhora mexendo no computador. — Aqui está, quarto trinta e dois.
— Muito obrigada.
— Não foi nada.
Astrid entra pelo grande corredor procurando o quarto trinta e dois. Ela fica aterrorizada com as cenas que vê em outros quartos, mas principalmente no quarto vinte e três um rapaz de vinte e oito anos que teve que amputar os dois braços por causa do cigarro. Chegando ao fim do corredor Astrid encontra o quarto trinta e dois. Assim que ela entra observa que Fábio está dormindo e não querendo acordá-lo se senta na poltrona que fica perto da cama sem fazer muito barulho.
Alguns minutos se passam e Astrid começa a cochilar sentada na poltrona e pensa: “nossa estou ficando velha dormindo sentada, há, há, há”. O incrível é que ela só tinha trinta e um anos e não estava velha, além de estar com uma perfeita forma física.
Fábio acorda com vontade de ir ao banheiro, assim que se levanta da cama se assusta com Astrid sentada em frente à cama.
— Astrid? O que esta fazendo aqui? — Indaga Fábio com uma baita cara de surpreso.
— Vim ver se você estava bem e acabei pegando no sono. — Astrid deixa cair uma lágrima sem querer e Fábio não deixa passar.
— Por que você esta chorando? — E se aproxima dela.
— Nada deixa pra lá, é tolice. — Exclama limpando o rosto com a mão direita.
— Astrid se uma mulher chora não é tolice, o que é?
— Nada Fábio. — Fábio observa outra lágrima escorrendo pelo rosto de Astrid.
Fábio se abaixa na frente dela, pega suas mãos e pergunta mais uma vez:
— O que aconteceu? Confie em mim, pode falar. — Assim que Fábio termina a frase Astrid abraça Fábio que cai no chão sem entender nada.
— A, Fábio eu te amo, mas você é novo de mais. — Com isso Astrid não segura o choro — Fábio, por favor, não me condene por isso.
— Te condenar?! — Fábio levanta surpreso com Astrid te abraçando — Eu jamais condenaria uma pessoa por amar outra — Fábio repousa a repousa na poltrona — O amor é o sentimento mais lindo que conheço, não poderia condenar isso. — Completou Fábio limpando as lágrimas do rosto de Astrid.
— Não tive culpa tentei te esquecer assim que soube sua idade...
Fábio a interrompe.
— Olha nos meus olhos tenta ver se eu estou mentindo. — Ela atende ao pedido. — Eu não acho que idade é uma barreira para o amor, assim como não acho que distância é uma barreira, olhe o Peter e a minha irmã eles se conheceram e se apaixonaram no orfanato há dez anos, foi cada um pro seu lado, mas o amor era mais forte.
— Eu sou uma idiota de...
— Não termine Astrid, você não é uma idiota, você é maravilhosa fantástica. Posso te fazer uma pergunta? — Astrid acena que sim com a cabeça — Desde quando você está sentindo isso por mim?
— Depois daquela noite em que nós todos fomos jantar.
— Por que você não me contou antes?
— Não tive coragem, achei que você iria me condenar por eu ser mais velha. — “que pensamento infantil” pensa Astrid assim que termina a frase.
— Astrid você devia ter me contado.
— Fiquei com medo de você...
— Astrid eu mais que ninguém, sei que o amor não tem controle, quando minha irmã fez quinze anos eu já tinha dezessete e percebi que sentia algo mais do que só amor fraterno.
— Mas vocês tem quase a mesma idade.
— Mas ela é minha irmã.
— Não de sangue.
— Não faz diferença ela é minha irmã.
Astrid apenas concorda com a cabeça.
— Ta vendo Astrid se você tivesse me falado tudo isso antes eu... —Fábio hesita em terminar a frase.
— Fala Fábio. — Tenta Astrid fazer com que Fábio terminasse a frase.
—... Com que eu... — Faz uma outra pausa na frase que tortura Astrid por dentro — Sofresse por achar que você jamais iria querer algo comigo por ser muito novo. — Fábio termina a frase correndo, e logo esconde a cara e Astrid imóvel, sem saber o que fazer, consegue ver uma lágrima descendo por entre os braços e caindo no carpete bege.
— Fábio? — Astrid chama Fábio muito triste por perceber que ele está chorando — Me desculpa Fábio eu... Não fazia idéia disso. — Astrid paca a mão direita nos cabelos de Fábio, mas foi descendo pelas costas à medida que ele ia se afastando cobrindo o rosto. Astrid abaixa a cabeça e fica olhando para a marca que a lágrima deixou no carpete, pensando que Fábio jamais iria olhar na sua cara.
— Você não precisa pedir desculpas Astrid... — Ela ouvindo a vez de Fábio se anima, mas não tira os olhos do carpete — Você não tinha idéia disso, eu é que tenho que pedir desculpas por não ter falado. — Fábio se aproxima de Astrid que não tira os olhos da marca da lágrima. Se ajoelha, Astrid percebe, mas decide não olhar para ele. — Olha pra mim Astrid — Exclama Fábio com um tom mole e calmo.
Astrid olha para ele, devagar não fazendo idéia do porque ele havia se ajoelhado. Assim que ela olha para ele, tem apenas um pequeno espaço de tempo para olhar os seus olhos. Fábio a beija, e Astrid o segue, com lágrimas nos olhos.
Fábio interrompe o beijo no meio e faz um pedido para Astrid.
— Nunca mais me faça chorar, ouviu?
— Jamais. — Responde Astrid olhando o lindo sorriso que Fábio tinha em seus lábios.
Fábio leva Astrid pelas mãos até a cama, os dois se sentam e voltam a se beijar.
Nesse momento surgi na porta, (aberta) Peter, Luana e Olívia que ficam observando os dois em silêncio.
— Que pouca vergonha é essa aqui no hospital — Anuncia Peter dando risada, acompanhada de perto por Luana e Olívia também rindo.
Os dois se assustam e param de se beijar, e se afastam com um pulo.
— Calma, Calma, sou eu fiquem calmos. — Peter olha para os dois dando risada e completa perguntando: — Que vocês acharam que era?
Se segue um grande período de silêncio até que Astrid decide tomar a palavra.
— Ninguém, mas a gente não queria que vocês ficassem sabendo ainda. — Astrid olha para Fábio que apenas concorda com a cabeça olhando para os outros.
— Eu sabia que ele gostava de você, mas não sábia que vocês dois estavam junto — Exclama Olívia, surpreendendo a todos.
— Não, não... — Astrid olha pra Fábio e repensa a frase.
— Faz só algumas horas, ela se declarou pra mim e aconteceu. — Fábio toma a palavra percebendo que Astrid não iria saber o que falar.
Astrid olha para Fábio com um olhar de muita surpresa e pensando: “Ele pode ler pensamentos? Como ele descobriu que eu não saberia o que falar? Mas adorei.”.
— Como vai Senhor Fábio — Entra no quarto o médico assustando a todos no quarto. — O senhor só poderia ter alta dentro de noventa e seis horas, mas parece que uma noite aqui foi o suficiente, deixe-me dar uma olhada.
O médico se aproxima e começa a tatear o rosto de Fábio, que faz algumas caretas de dor.
— E ai doutor ele vai poder sair agora? — Pergunta Astrid Preocupada.
— Sim, me parece que ele está em bom estado — Responde o doutor depois de examinar mais um pouco o rosto e completa dizendo: — Ele é um meninão forte — E da umas tapinhas no rosto de Fábio que geme.
Todos riem inclusive Fábio e o médico depois de pedir desculpas.
Todos saem do hospital, e a primeira parada deles é em uma lanchonete, para que Fábio comesse algum alimento realmente bom, e não aquela gororoba do hospital.
Peter e Fábio pedem um hambúrguer e uma lata de coca-cola cada um, Olívia e Luana pedem apenas um copo de suco de laranja e Astrid um copo de leite.
Todos já alimentados e com a conversa em dia, saem da lanchonete e entram no carro de Astrid que estava do outro lado da rua.
— Vamos direto pra universidade? — Pergunta Fábio com muita empolgação.
— Sei lá, pode ser vocês decidem — Responde Astrid para todos.
— Vamos, o Fábio já esta melhor, todo mundo concorda? — Peter comenta olhando para todos.
— Vamos então. — diz Olívia.
Astrid muda a rota com o motorista e volta a conversar com os outros.
Depois de uma virada um pouco brusca que o carro faz durante uma curva, Astrid cai em cima de Fábio.
— Me desculpa.
— Imagina, não foi nada.
Astrid se ajeita no banco novamente, e neste momento as mãos dos dois se encontram, Fábio sem pensar segura bem firme a mão de Astrid, ela sem pensar também aperta a mão de Fábio. Eles fazem o resto do caminho assim.
Depois de alguns minutos o carro para na frente da universidade, todos descem e entram pela grande porta da universidade discutindo os enigmas anteriores.
Eles observam a porta da sala do professor Mauricio entreaberta, se aproximam para tentar observar o que estava acontecendo dentro da sala.
— Sim, senhor, eu entendi perfeitamente, não vou decepcioná-lo. — Era a voz de Mauricio, parecia estar ao telefone, der repente escutam uma frase estranha — Proin videatur semper esse invisibilem.
Todos ficam sem entender nada. Batem na porta e entram, todos com cara de espanto.
— Peter, Fábio, Luana e claro a linda Olívia. — O professor cumprimenta todos com um abraço — Quem bom que vocês chegaram adivinhei mais algumas letras daquele enigma.
Mauricio leva todos para a sua mesa tira tudo o que está em cima e coloca o papel:
“universidade de Harvard Massachusetts Professor de Descriptografia de códigos segundo andar após a sala de biologia cancelamento do pedido de inscrição forçado do grupo Invisibilidade apenas lá mestre do século xx”
— Por que você acha que é isso? — Pergunta Astrid, com cara de surpresa assim como todos.
— Eu fiquei um bom tempo olhando para esse papel e percebi que era o símbolo que mais repetia, então só podia ser o “A”.
Todos concordam com a cabeça.
— Massachusetts — Comenta Luana baixinho e toma o papel da mesa.
Todos ficam olhando para ela sem entender nada.
— Luana? O que você viu? — Peter pergunta perplexo.
Alguns minutos depois, Luana devolve o papel à mesa, em um tapa. Todos se aproximam para observar o que Luana tinha feito:
“universidade de Harvard Massachusetts Professor de Descriptografia de códigos segundo andar após a sala de biologia cancelamento do pedido de inscrição forçado do grupo Invisibilidade apenas lá mestre do século xx”
— Acho que ajudou? — Comenta ironicamente.
— Como você conseguiu? — Pergunta com um grande tom de surpresa.
— “Massachusetts” eu sou de lá.
— Bom, mas agora fica mais fácil — Comenta Mauricio tomando o papel em mãos.
E devolve todo resolvido:
“Universidade de Harvard Massachusetts Professor de Descriptografia de códigos segundo andar após a sala de biologia cancelamento do pedido de inscrição forçado do grupo Invisibilidade apenas lá, mestre do século xx.”
— Pronto! — Grita o professor com tom vitorioso.
— Mas como? — Pergunta Olívia perplexa.
— Depois que a senhorita Luana, achou “Massachusetts” praticamente formou outras palavras, e eu vi “cancelamento” e daí por diante era só ir trocando os que estavam repetidos que ia formando outras palavras. — Ao terminar da um sorrisinho.
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