A Conspiração Invisível
10 PARTE 9: Tempos sombrios
Mauricio fica surpreso com a decisão de Peter, mas ao mesmo tempo preocupado, pois isso pode ocasionar a morte das pessoas que ele ama.
— Peter eu entendo...
— Essa é a minha resposta definitiva não adianta.
— Eu sei, mas eu vou lhe dar um aviso tome conta deles, esta?
— Sempre cuido.
Quando eles estavam para sair da sala Mauricio os chama.
— Peter.
— O que?
— Eles me deram isso quando eu me recusei a se juntar a eles, antes... Antes de eles... Ma... Matarem a minha família.
Mauricio abre a gaveta e pega um pedaço de papel sulfite com a seguinte escrita em código:
“Universidade de Harvard Massachusetts Professor de Descriptografia de códigos segundo andar após a sala de biologia cancelamento do pedido de inscrição forçado do grupo Invisibilidade apenas lá mestre do século xx”
— Pra que isso?
— Eles me deram para poder sair, mas não consegui resolver. Eu tinha apenas dois dias para resolver vocês não.
— Professor como foi o seu recrutamento?
— O pior dia da minha vida, infelizmente lembro como se fosse ontem — Abaixa a cabeça e continua — Foi no dia dezessete de julho de mil novecentos e noventa e dois, tinha vinte e cinco anos. Meus pais adotivos tinham acabado de morrer, procurei e procurei até que achei um professor que dava aula de história em uma escola pública, seu nome jamais esquecerei, Walter Bishop...
— Walter Bishop? — Peter interrompe Maurício com a cara de surpresa.
— Sim, Por quê?
— Meu pai adotivo se chamava Walter Bishop.
— Você tem uma foto dele ai?
— Tenho, espera ai — Peter se levanta para pegar a foto no bolso de traz da calça jeans que vestia — Aqui está — Completa ele dando a foto ao professor.
— É ele sem dúvida.
— Você tem certeza disso?
— Peter eu sinto muito, mas tenho.
Peter senta novamente na cadeira, mas dessa vez com lagrimas nos olhos.
— Peter me deixe terminar a história.
— Está
— Quando eu o conheci não tive uma boa impressão de sua pessoa, pois eu mal entrei pela porta e ele já me jogou o papel na mão, “uma pessoa rude”, pensei. Após decifrar todos os enigmas que ele me propôs me explicou do que se tratava a conspiração. Após isso percebi que ele era uma pessoa muito boa quis me ajudar a sair me deu esse código que ele mesmo fizera, mas com apenas dois dias para resolver ou minha mulher e minha filhinha iriam morrer.
— Esse era o meu pai? — Perguntou Luana.
— Ele não quis dar o tempo, mas foi obrigado
— Assim me sinto muito melhor.
— Continuando após o primeiro dia não consegui descobrir nada por causa da pressão que carregava nos meus ombros, não havia mais volta dali deveria decifrá-lo ou perderia minha família. Infelizmente os dois dias se passaram e eu não consegui decifrar o código, fui à sala de Walter suplicar por um pouco mais de tempo, mas infelizmente ele não pode dar. Quando esta chegando em casa percebi a porta de casa entreaberta corri o mais rápido possível, antes não tivesse corrido, acabei observando... A minha mulher... E a minha... Filha de sete meses... Se... Rem assas... Sina... Das. Dois tiros na cabeça de ambas — Mauricio termina com os olhos cheios de lagrimas.
— Eu sinto muito professor.
— Astrid... Foi realmente difícil, ainda é difícil — Ele não agüenta e se põe aos prantos, deixando todos comovidos com a sua terrível história.
— Professor nós achávamos que o senhor era inescrupuloso, mas quando na verdade apenas levou uma grande rasteira da vida. — Exclama Olivia também com lágrimas nos olhos.
— Acho que vou levar isso como um elogio.
— Desculpe, mas você acha que o meu pai não era a pessoa que nós achávamos que ele era? — Pergunta Peter com uma grande dúvida.
— Peter seu pai era uma pessoa realmente boa, apenas foi obrigado igual a mim a fazer algo que não queria.
— Acho que isso me deixa bem menos preocupado.
— Peter e Luana não precisam se preocupar o pai de vocês foi a pessoa mais incrível que eu já conheci, eu convivi muito com ele, o conhecia bem.
— Como assim?
— Eu tive que conviver com ele para aprender como era a vida de um recrutador você iria viver a vida do nosso mestre.
— Alias como ele se chama? — Pergunta Astrid muito curiosa.
— Ninguém sabe que ele é além dos seus auxiliares.
— Quer dizer que eu iria virar a sombra de alguém?
— Sim.
— Professor porque você me usou?
— Porque esse era o único jeito para que eles desvendassem o que estava escrito naquele papel.
— Mas como você sabia que nos iríamos passa por aquela rua?
— Simples Peter, dedução eu conheço aquele hotel em que vocês estão hospedados, e sei que eles não servem café da manhã e muito menos almoço e jantar.
— Mas e se nós fizéssemos a nossa própria comida?
— Alguma vez vocês iriam sair para jantar fora e o restaurante mais próximo é aquele.
Todos se impressionam com a sabedoria do professor.
— Bem esperto. — Comenta Fabio.
— Obrigado, mas voltando ao assunto do seu pai, acho que ele fugiu para te proteger ele sabia quem seria o próximo a passa pelo mesmo que ele e eu tínhamos passados e não quis que você passasse por isso. Ele ficou na espreita quando ele soube onde te procurar te adotou o mais rápido possível.
— Mas ele teria que deixar o local onde morava.
— Sim, mas ele deixou um local totalmente errado, um barracão abandonado em Miami.
— Ele conseguiu enganar a conspiração?
— Ele trabalhou dentro por muitos anos e sabia como a conspiração trabalhava então não deixou pista, nós fez dar de cara em um beco sem saída, estávamos procurando você há quatro anos já, mas ele conseguiu esconder você durante esse tempo todo.
— Porque eu iria ser recrutado ainda criança?
— Você estava desaparecido para a conspiração então ela tinha que te achar para poder te colocar sob custódia deles.
— Meu pai me escondeu por dezoito anos como vocês me acharam?
— A secretaria do orfanato faz parte da conspiração, ela nós avisou assim que você saiu de lá com a Olivia. Antes que você pergunte a colocamos lá porque achávamos que você voltaria para tentar achar os seus pais verdadeiros.
— isso nunca iria acontecer porque Walter falou que os meus pais tinham morrido em um acidente de carro, mas eu sábia que era mentira eu vi na internet que eles tinham sido assassinados, não falei nada pra ele porque sábia que ele estava tentando me proteger da dura verdade.
— Ele sábia que nós iríamos colocar alguém lá para quando você quisesse saber de seus pais verdadeiros pegássemos você, mas como ele já tinha contado você não foi. Ele faz, fazia jus à fama de lenda que tinha.
— Lenda?
— Sim Peter seu pai era uma lenda dentro da conspiração, o maior recrutador de todos os tempos.
— Ele era a pessoa mais esperta que eu já conheci.
— Ninguém sabe o que uma pessoa que ela acha ruim passou para se tornar assim, às vezes essa pessoa passou por tantas coisas ruins na vida e ninguém se importa com isso. — Indaga Mauricio.
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