A Conspiração Invisível
9 PARTE 8: A resposta
Todos ficam felizes, mas ao mesmo tempo apreensivos, pois a idéia de poderem morrer os assustava um pouco.
— Então vamos lá falar com o professor — Sugere Fábio com ansiedade de desafiar a morte.
— Amanhã, agora eu quero levar a todos vocês a um ótimo restaurante para jantar.
Todos ficam surpresos não estavam esperando essa reação e muito menos não repentina.
Depois de alguns segundos de silêncio e de todos se entreolhando, começam a gargalhar muito. Após isso todos combinam o horário para se aprontar para o tão esperado jantar. Astride vai a sua mansão para tomar banho e se embelezar mais seus longos cachos castanhos escuro.
Quarenta e cinco minutos mais tarde todos estão prontos, o motorista de Astrid já os espera na portaria.
Todos estavam com um sorriso de orelha a orelha, o que não acontecia a tempo.
— Quanto tempo nós não jantamos, em um restaurante? — Pergunta Olivia a Peter que conversam em um canto da limusine.
— A última vez foi quando vimos o cartaz da Astride algumas ruas a diante.
— Verdade. — Confirma Oliva fechando os olhos para lembrar-se daquele dia que foi um dos melhores da sua vida.
Em outro canto da limusine.
— Você nasceu aqui Astrid? — Pergunta Fabio com Luana do outro lado também interessada na resposta.
— Sim, o meu pai era professor em Harvard, mas sumiu há alguns anos atrás.
— Eu sinto muito.
— Já faz muito tempo isso Luana.
— Deve ter sido difícil?
— Nas primeiras semanas, depois eu comecei a lecionar na universidade e não ficava mais pensando nisso.
Todos continuam conversando por todo o caminho. Ao chegarem o motorista da limusine abre a porta e todos saem. Astride era bem conhecida ali por isso conseguiu sem precisar esperar uma mesa.
Já sentados começam a se conhecerem melhor, essas foram às melhores horas das vidas de todos após se conhecerem.
— Engraçado foi quando o Fabio pediu os números que o professor me deu, eu pensei: “O que, que ele vai fazer com aqueles números”, então ele decifrou e pensei: “Que caramba como ele consegui, eu devia ter pensado nisso”.
Todos concordam e caem na gargalhada, e continuam conversando sobre os enigmas que foram obrigados a decifrarem.
— A conta, por favor, garçom — Peter toma a iniciativa.
— Deixa que eu pago Peter — Questiona Astrid.
— Não eu fiz vocês passarem por tanta coisa essas ultimas horas que se eu deixar você pagar não me sentirei bem com migo mesmo.
Astrid fica sem reposta e deixa Peter pagar a conta.
Após a conta chegar Peter paga e todos se levantam para se dirigirem ao carro que estava os esperando no estacionamento.
— Olivia. Vamos voltar andando, como naquele dia?
— Vamos, assim ficamos mais um tempo junto.
— Pessoal eu e a Olivia vamos andando, ta?
Todos concordam.
— Tchau, pessoal boa volta pra casa. — Peter se despede seguido de Olivia.
— Tchau, pra vocês também e cuidado.
— Pode deixar.
Astrid, Luana e Fabio entram na limusine, enquanto Olivia e Peter Começam o seu trajeto de volta para casa.
— Eles se amam muito, é difícil encontrar pessoas como eles. — Quebra o gelo Astrid.
— Hoje em dia o que mais vale é a aparência e não o amor que um sente pelo outro. — Responde Luana.
— O romantismo está cada vez mais extinto.
Enquanto isso Olivia Peter estão no meio de um silêncio constrangedor.
— Será que eles estão falando de nós? — Pergunta Peter quebrando o gelo.
— Com toda a certeza.
— Me desculpe novamente pelo que eu te fiz passar ta?
— Não sei se posso.
Eles se entreolham e dão risadas.
— A, é será que consigo compensar isso com poemas?
— Você pode tentar.
— Me deixe lembrar uma.
“O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.”
— Quem?
— William Shakespeare.
— Não sábia que gostava de William Shakespeare.
— Estudei um pouco de literatura.
— Você tem uma própria tua? Se não acho difícil te desculpar.
— Tenho uma: “Enquanto os devaneios não forem proibidos, sonho e sonho com você”
— Quando você o fez?
— Dois anos após você ir embora.
Os dois param de andar e se abraçam.
— Eu nunca te esqueci Olivia, por mais que você estivesse longe.
— Eu também não fui capas de esquecer você, achava que nunca mais iria te ver, por isso achava que era um sinal de fraqueza.
— Amar uma pessoa incondicionalmente não é fraqueza é força, esquecer a pessoa que Deus colocou na terra para nós amarmos é fraqueza.
— Uau — Ela olha para ele e lhe da um beijo que jamais foi tão bom como esse. E completa após — Ta aí uma parte de você que eu não conhecia.
— Qual?
— A parte romântica.
Os dois gargalham.
— Chegamos — Comenta Peter com o olhar de tristeza.
— O que foi?
— Nada, só que esse dia foi tão maravilhoso que não queria que acabasse.
— Eu também, mas não tem jeito.
— Vamos subir, então?
— Sim.
Os dois sobem pela escada para que o dia acabe um pouco mais tarde.
Eles entram no quarto na ponta dos pés para não acordar os outros que já estavam na cama. Eles trocam de roupa e se deitam. Pela primeira vez dormem abraçados.
Olivia dorme alguns minutos após deitar-se, já Peter demora um pouco mais.
Peter sonha o melhor sonho que já tivera tido em toda a sua vida:
“Peter chegava em casa, uma mansão em um dois melhores bairros residencial de Nova York, e é recebido por Olivia com um beijo e por duas crianças, que eram seus filhos, Peter estava sorrindo sem conseguir parar” Estava também sorrindo deitado na cama dormindo “Olivia lhe serve um belo prato de almoço com todo que um homem tem direito após alguns segundos de almoço Olivia o acorda” Já era de manhã e estava na hora do café da manhã.
— Bom dia dorminhoco, esta na hora de acordar.
— Que horas são?
— Oito e vinte — Olivia olha para o relógio na cabeceira da cama para confirmar e afirma com a cabeça — Você devia estar tendo um ótimo sonho, por que estava com um gigantesco sorriso no rosto.
— Nós éramos casados, morávamos em uma mansão aqui em Nova York e tínhamos dois filhos homem.
— Isso ainda vai acontecer se depender de mim.
— Então eu acabei de ver o nosso futuro, porque eu também quero que se realize.
Peter se levanta e vai lavar o rosto para tomar o café da manhã, do primeiro dia do resto de sua vida.
Todos conversam da noite passada sentada a mesa, todos se surpreendem com a face desconhecida de Peter, menos Luana.
— Luana você parece não estar surpresa? — Pergunta Olivia bem surpresa.
— Eu conhecia esse lado dele convivi com eles os últimos dez anos.
A hora passa e já são três horas da tarde, e Peter liga para Astrid para ela vir pegá-los para seguirem a universidade.
Alguns minutos depois Astrid bate a porta deles. Então todos seguem para a escola.
Astrid fica tão surpresa quanto os outros ao saber a face oculta Peter.
Quando chegam à escola dessa vez todos sorridentes, vão caminhando para a sala de Mauricio.
— Pode entrar! — Exclama Mauricio ao ouvir baterem na porta.
— Professor — Comenta Peter com um tom irônico na voz.
— A, Peter você veio cedo hoje.
— Não tinha mais nada pra fazer em casa.
— Confesso que estou surpreso pelo seu sonso de humor estar intacto.
— Nunca mais irei perdê-lo
— Mesmo depois de um baque daqueles?
— Aquilo já passou.
— Não acha que superou um pouco rápido demais?
— Com todo esse pessoal te pressionando qualquer coisa ruim passa rápido.
— Pronto para entra na conspiração?
— Não.
— Acho que não entendi?
— Você entendeu muito bem, eu não quero me recuso.
— Você tem certeza — Logo depois da uma olhadela para os outros.
— Tenho, eles não vão morrer.
— Eu estou te falando por experiência própria, eles vão sim morrer.
— Só se eu deixar, o que eu acho impossível.
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