A Complicated Love

7 The first time...


Notas iniciais
Oiiii! (visitante seja bem vindo! [8])
Meus amores, mil desculpas por ter demorado tanto, estava sem net, sem pc, tava realmente muito difícil, mas para compensar o capítulo ficou bem cumprido! Espero que gostem!
Beijos e boa leitura.

Cheguei no lobbing do Hotel onde seria a entrevista, Brad e Phoenix já estavam lá, junto com uma moça negra, muito bonita de feições delicadas, labios carnudos e belo sorriso. Tinha dred nos cabelos e se vestia despojadamente. Deduzi que seria a entrevistadora.

Eu estava totalmente indisposto para essa entrevista, mas ela estava tão animada que me contagiou. Me aproximei deles.

C: Bom dia, gente. Bom dia moça bonita. – olhei para ela que sorriu.

B, PH: Bom dia, Chester.

MI: Deixa eu me apresentar, Sou Mia Scott, reporter da “Kerrang!” e gostaria de fazer algumas perguntas para o nosso artigo sobre a banda, vocês serão capa do mês de março. – falava tudo enquanto arrumava o gravador, e um lap top em seu colo.

PH: Fique à vontade, estamos à disposição. – disse se ajeitando no sofá.

C: Adoro ser capa de revista, mas se somos capa, não deveriam tirar fotos nossas? – sentei no sofá ao lado de Phoenix.

MI: Você tem razão senhor Bennington...

C: Me chame de Chester! – interrompi.

MI: Me desculpe Chester. – sorriu e continuou. – Como eu disse, você tem razão, mas a foto da capa já foi escolhida, temos um vasto acervo de fotos do Linkin Park em nossos arquivos, mas durante nossa entrevista o Simon vai fotografá-los e faremos uma curta sessão de fotos no jardim de inverno do Hotel que fica logo ali. – apontou para o jardim. Não tinha visto o fotógrafo, estava nos fundos do lobbing ajustado a câmera e a iluminação.

B: Já parou de interromper ou tem mais alguma pergunta, Chaz? – dizia Brad que estava sentado mais afastado atrás de Mia. – Afinal a entrevistadora é ela.

C: Já podemos começar, fique à vontade Mia. – cruzei as pernas.

MI: Obrigada Chester. Como todo mundo sabe, depois de uma longa turnê a banda está de férias. Os fãs querem saber o que você fazem quando não estão em turnê. – perguntou e foi logo anotando.

PH: Nós não viajamos como a maioria das pessoas faz. Ficamos em casa, curtindo nossas famílias e parentes, mas sempre nos encontramos,

C: É, nunca deixamos de nos ver, somos amigos de verdade, não só companheiros de banda. O Linkin Park é nossa segunda família.

MI: Que lindo, é bom ver a forma como vocês se relacionam. Essa integração ajuda nas composições?

C: Com toda certeza, geralmente eu e Mike compomos juntos, ele é meu melhor amigo e nós conhecemos muito bem o gosto um do outro, mesmo que a música fale conosco de forma diferente, sabemos escolher as palavras que façam com que a música nos inspire com a mesma intensidade.

MI: Pelo que vemos, Mike Shinoda é um líder nato, vocês o consideram líder da banda?

PH: Não absolutamente, no estúdio Mike lidera, quando gravamos um clipe Joe é quem conduz, já no palco Chester é o líder. Cada um tem o seu papel, somos bem democráticos. Mesmo quando alguém está no comando, todos dão opiniões, falam suas ideias, tudo é feito em conjunto.

MI: Agora, voltando a falar das férias, fiquei sabendo que estão acabando, quais serão os próximos passos da banda após as férias?

C: Entraremos em estúdio imediatamente após as nossas férias para gravarmos nosso quarto cd de inéditas.

MI: Hum, que boa notícia, vocês já podem nos adiantar como será este novo álbum?

PH: Já temos algumas coisas prontas, parecidas com músicas, mas sabemos que este álbum será totalmente diferente de tudo que já fizemos, não será possível comparar com nada do que gravamos até agora.

C: A banda está sendo atraída por uma nova vibração, algo mais específico. Queremos que esse álbum seja apresentado como uma peça de arte completa, e não uma simples coleção de canções.

MI: Isso parece emocionante, então podemos esperar uma revolução no som da banda?

C: Digamos que sim, mas em fugir de quem nós somos. Está tudo muito cru ainda. Eu sei que até os fãs mais duros do Linkin Park têm realmente a mente aberta para o que fazemos e que às vezes as pessoas demoram algum tempo para digerir uma nova música, mas não perdem por esperar.

MI: Vamos esperar então! Agora, complicando um pouco mais, vamos falar de vida pessoal. Como anda o coração de vocês?

Engoli seco, meu coração estava acelerado, meus pensamentos se encheram com a imagem da Mel, olhei imediatamente para Brad, ele me encarava. Sabia o que eu estava pensando. Respondi nervoso.

C: Batendo. – ri.

MI: Muitas fãs querem saber se tem alguém solteiro, quais estão casados, quem está a procura de um grande amor. Vamos, não se acanhem.

PH: Eu sou casado desde 2002, e muito feliz, tenho uma filha linda chamada Regan, Brad também é casado, casou em 2003 e tem um filhote chamado Jonah Taylor não é Brad?

B: É! – disse com certa animação.

PH: Rob está solteiro, Mike é muito bem casado com uma mulher linda chamada Mellissa, ainda não tem filhos. Joe se divorciou ano passado, mas está namorando a Heidi, e o Chester...

C: Eu me divorciei faz um ano e meio. – disse interrompendo Dave.

MI: Sua relação com suas ex-esposas é amigável?

C: Sim, apesar de não estarmos juntos como marido e mulher, temos uma ligação muito mais importante, que são nossos filhos. Eu as respeito muito por me darem a coisa mais importante da minha vida, minhas crianças. Somos amigos, Elka: Mãe de Jaime e Isaiah não foi casada comigo, mas tivemos um relacionamento na minha juventude, Samantha: Mãe de Draven, fomos casados por nove anos, casamos muito jovens, tivemos uma bela história juntos, mas éramos imaturos para lidar com certos problemas e Talinda: Mãe de Tyler, ficamos casados por 4 anos, ela é uma mulher especial, mas ser mulher de um cara que passa dois anos em turnê não é fácil. Atualmente estou solteiro.

MI: Alguém já flechou seu coração, Chester?

C: Por enquanto não, estou focado no trabalho agora, então se aparecer alguém vai ser algo bem natural.

MI: Meninos, muito obrigada, vocês foram muito simpáticos, agora se puderem me acompanhar até o jardim para fazermos algumas fotos... Logo depois o café da manha será servido.

PH: Mas já acabou? Poxa, eu tava gostando! – levantado do sofá.

B: É, já acabou Phoenix, agora vamos logo pra essa sessão de fotos que eu estou morrendo de fome. – Brad passou por mim e me olhou. – Vem, Chester.

C: Tá, vamos.

O jardim de inverno era lindo, fizemos a sessão de fotos muito rápido, aquele cara é bom com a câmera, assim que terminou, tomamos café e conversamos um pouco, mas eu queria ver a Mel, então fui embora antes que os outros. Entrei no carro, tirei o celular do bolso e liguei pra Mel.

M: Oi Chester! – disse animada.

C: Oi Amor, ta aonde? – respondi no mesmo tom de animação.

M: Estou chegando na gravadora. Já acabou a entrevista?

C: Já sim, estou indo para casa, se quiser passar lá eu te conto os detalhes.

M: Passo sim, vou pegar os materiais de divulgação, o cronograma de vocês, encontrar o Mark e vou pra casa, aí eu passo lá.

C: Tá ótimo então, não vai falar com o Sebastian?

M: Esse empresário de vocês é muito omisso, eu sou mais empresária de vocês do que ele, quero papo com ele não.

C: Está bem, te espero lá em casa então.

M: Ta bom amor, beijo.

C: Beijo, tchau.

Desliguei o celular e fui para casa.

Mellissa:

Cheguei à gravadora e fui direto para o escritório da publicidade, Noah, meu ex-assistente quando eu trabalhava na Jackson’s Publicidade agora era o criativo da Warner, todo o material de propaganda de todos os artistas da gravadora era feito por ele. Fico tão orgulhosa em ver o quanto ele cresceu. Mike o indicou imediatamente, quando me contratou e eu tive que dispensá-lo.

Bati na porta e entrei, Britany, assistente dele me recebeu.

M: Olá Britany, o Noah está? – disse sorrindo.

BR: Está sim senhora Shinoda, vou anunciá-la.

N: Não precisa, Britany, Mel é de casa. – veio até mim e me deu um abraço. – Como você está, minha linda?

M: Olá, Senhor Cameron, como está o meu criativo favorito?

N: Vai ficar de formalidade com a bicha aqui? Que isso Mellissa Shinoda? Vou te chamar assim também. – ele é gay. Acho que eu nem precisava ressaltar né?

M: Para com isso, sabe que eu estou brincando. Nem quando eu era sua chefe você me tratava pelo sobrenome. Estou tão orgulhosa de você! Eu ligo pra cá e a Britany atende: “Escritório de Noah Cameron, boa tarde.”

N: Pois é minha amiga, graças a você e seu marido que estou aqui. Mas me fale, em que posso te ajudar?

M: Vim buscar o material do Linkin Park, já está pronto, não está?

N: Está sim, espere um pouco que vou buscar. – entrou em sua sala e rapidamente voutou com duas caixas e alguns cartazes enrolados e presos com elásticos. – É melhor deixar aqui e eu peço para o segurança levar pra você. Deixa a chave do carro que eu peço a ele para por no seu carro.

M: Ai, obrigada amor, eu estou com o carro do Mike, é um Mitsubishi ATS branco. Tenho mais algumas coisas para resolver, mas antes de ir embora eu passo aqui. – abracei-o novamente e fui até a diretoria pegar o cronograma.

Juliet Houston era a diretora geral da Warner, era uma senhora de uns cinqüenta anos, loira, esguia, imponente e muito profissional, todos os artistas tinham que cumprir os prazos se quisessem seus álbuns lançados. Geralmente os prazos eram curtos, tempo é dinheiro é o lema dela.

Bati na porta e entrei.

M: Com licença senhora Houston, posso entrar?

JU: Claro, Mellissa. Entre! Em que posso ajudar? – ela era sempre simpática comigo.

M: Eu vim buscar o cronograma do Linkin Park.

JU: Oh, sim. Sente-se. –me indicando a cadeira a frente de sua mesa. – Vou mandar o Andrew trazer, um momento. – pegou o telefone do gancho e digitou o ramal. – Andrew, traga-me o cronograma 256, por favor?

A: Sim senhora.

Poucos segundos entra um asiático franzino, com o cabelo espetado, óculos new wave de grau e entrega uma pasta a Juliet, saindo rapidamente.

JU: Aqui está, minha querida. Quero o álbum pronto na minha mesa no dia 2 de setembro com nome, capa, músicas com nomes e na ordem correta. Terão duas semanas para a sessão de fotos do cd, fotos promocionais e para organizarmos a festa de lançamento, com show de estréia para convidados da banda e da gravadora. Lançamento oficial e disponibilização dos CDs nas lojas: 14 de setembro. Assim que lançarmos o álbum, faremos uma reunião com a banda para ver os festivais que eles vão tocar, saiba que já tem um convite para o SWU no Brasil. E as turnês são por conta da banda. Alguma dúvida?

M: Não senhora, tudo esclarecido. – ela me entregou o cronograma e eu me levantei para sair. – Muito obrigada senhora Houston, qualquer coisa eu ligo e deixo recado com o Andrew.

JU: Ok, eu te acompanho até a porta.

Saí da diretoria nervosa, a banda teria menos de seis meses para concluir o álbum, teriam que começar a compor urgentemente. Teríamos muito trabalho pela frente, teremos que começar imediatamente após as férias. Passei correndo na sala de Noah pra me despedir e pegar as chaves do carro. Entrei no estacionamento e esbarrei com Mark Fiore, esqueci completamente de que iria me encontrar com ele.

M: Oi Mark. –sorri e fui em sua direção.

MA: Mel, que saudades, mulher! – me abraçou. – E aí, quando voltamos as gravações?

M: Assim que as férias acabarem, aí você pode ir lá pra casa, porque como sempre os processos de criação começam no estúdio do Mike. Saí agora da sala da Juliet, vai ser correria dessa vez.

MA: Qual o prazo?

M: 2 de setembro. – disse rindo e coçando a cabeça.

MA: Eles estão ferrados. – rindo.

M: É verdade. Vou indo então. A gente se vê lá em casa.

MA: Ta certo, dá um braço no Mike por mim.

M: Pode deixar, tchau.

Entrei no carro e o celular tocou, era o Mike.

M: Oi amor!

MK: Oi vida. E aí? Já conseguiu resolver as coisas?

M: Quase, estou esperando a Juliet desocupar, ela está numa reunião, parece que vai demorar um pouco. – menti.

MK: Ah, sim. Quando sair daí você vem pra casa?

M: Vou. Almoço com você depois vou para o escritório deixar esses materiais e trabalhar em um novo layout para o site do LPU. Aliás, como foi o chat?

MK: Incrível, batemos o recorde de fãs online. Foram 350.000!

M: Nossa! Que ótimo! Você falou das novidades?

MK: Falei tudo. Amor, não pensei que tínhamos tantos fãs no Brasil, eles foram maioria no chat hoje.

M: Eu falo isso pra você, já te disse pra voltar lá na próxima turnê!

MK: Pois é, vamos ter que ir. Já que você vai demorar aí eu vou sair com o Brad, a entrevista deles acabou e eu aproveito pra saber como foi.

M: Leve a Kiara e o Doug pra passear.

MK: Mas é isso que eu vou fazer. A gente se vê em casa. Beijo.

M: Beijo, tchau.

Desliguei o celular dei a partida e saí do prédio. Fui para a casa do Chester. Cheguei lá e toquei a campainha. Ele veio abrir, ainda estava com a roupa que havia saído, calça jeans, all star sem cadarço, camisa gola V cinza de manga comprida e jaqueta militar preta.

C: Oi, entra. – abrindo espaço para eu entrar.

M: Obrigada. – ele fechou a porta e me abraçou, depois deu um beijo carinhoso em meus lábios. – E aí, como foi a entrevista.

C: Tranqüila, a entrevistadora não foi invasiva, era bem profissional, fez perguntas simples, nada capcioso, foi bem legal. Vem cá, senta aqui. – sentando no sofá e batendo no assento ao seu lado para que eu me sentasse.

M: Que bom, mas agora vocês terão muito trabalho, estou com o cronograma. – disse sorrindo.

C: Qual o prazo?

M: 2 de setembro. – ri.

C: Essa velha tem problema, só pode. Como ela quer um álbum completo em seis meses? O Meteora levou dois anos pra sair. – disse nervoso, mas sem perder o bom humor.

M: Eu sei, Chazzy, por isso vocês têm que começar isso bem rápido pra dar tempo.

C: É, to vendo. Coitado do Mike, vai endoidar. – rindo. – Mas eu não quero falar disso. Estava morrendo de saudades de você.

M: Eu também. – nos aproximamos e começamos a nos beijar.

Nosso beijo começou calmo, lento e foi se intensificando aos poucos, Chester apertava minha coxa e eu envolvia seu pescoço com minhas mãos, arranhando de leve sua nuca. Ele se ajeitou no sofá colocando minhas pernas em volta de sua cintura e deitando por cima do meu corpo. Beijava minha orelha me fazendo arrepiar, desci minhas mãos até seus ombros fazendo-o tirar sua jaqueta. Ele me deu espaço para que eu pudesse tirar o blazer e voltou a me beijar. Suas mãos subiram para o meu rosto e desceram para meus seios, explorando-os. Depois ele abriu o zíper da minha calça e começou a acariciar minha vagina que já estava úmida pela excitação. Não me contive e soltei um breve gemido. Desci minhas mãos por seu peito e tirei sua camisa, ataquei seu pescoço com leves mordidas que fizeram Chester estremecer. Ele tirou minha blusa e meu sutiã, e enquanto me estimulava, sugava meus seios com avidez, mas sem marcá-los. Sem esperar, tirou minha calça por completo e puxou a calçinha com a boca. Deitou por cima de mim e pude sentir o conflito entre seu pênis e suas calças. Ele me beijou e eu abri seu zíper, deixando sua cueca boxer azul à mostra, comecei a masturbá-lo devagar e ele gemeu. Meus movimentos aos poucos foram aumentando e ele me fez parar e terminou de se despir. Deitou outra vez por cima de mim.

C: Pronta? – perguntou antes de me penetrar.

M: Sempre!

Chester me penetrou de uma vez, me olhava com desejo, mordia o lábio inferior. Começou com movimentos lentos, fazendo com que toda a extensão de seu membro roçasse em meu clitóris aumentando meu prazer. Seus movimentos se tornaram intensos, precisos, freqüentes e frenéticos. A cada estocada eu gemia deixando Chester cada vez mais excitado. Ele deixou o peso de seu corpo sobre mim e aumentou o ritmo de suas investidas.

C: Mel, e-eu... Aaaah! – chegou a seu ápice.

M: Ah, Chazzy! Aw aaah! – Também gozei.

Gozamos juntos. Chester beijou minha testa, depois meu nariz e depois meus lábios e me olhou com um sorriso lindo. Eu sorri ofegante e acariciei seu rosto, ele me abraçou e virou no sofá para que eu ficasse por cima dele.

C: Deixa eu curtir você mais um pouquinho. – disse de olhos fechados.

M: Claro que sim, não quero sair daqui tão cedo. – me aninhei em seu peito.

Mike:

Desci com os cães e fui até o parque Hillgard que ficava na esquina da minha rua, caminhei um pouco e liguei para Brad.

B: Fala Shinoda.

MK: Quer me encontrar aqui no parque?

B: Pra que? – disse meio entediado.

MK: Que tal encontrarmos uma velha amiga?

B: Espera no portão principal. Estou indo para aí. – desligou o telefone e eu comecei a rir.

Não demorou muito para que Brad chegasse. Ele estava como costumava andar, de agasalho de moletom e all star.

B: Vamos encontrá-la com eles? – apontando para os cães.

MK: Claro que não, eu estava passeando com eles, vamos deixá-los em casa e vamos até a galeria de artes. Ela trabalha lá.

B: Tá, então vamos logo. – pegou a guia de Doug. E foi correndo até meu prédio.

Deixamos os cães no apartamento e fomos até a galeria onde Gabi trabalha, mas quando chegamos não a encontramos, então perguntamos a um senhor que trabalhava lá.

MK: Com licença, Gabrielle Anderson trabalha aqui, não é?

Senhor: Trabalha sim, mas hoje ela está de folga. Quem procura por ela?

B: Somos amigos de infância dela, pode nos dizer onde ela mora?

Senhor: Claro, ta vendo aquele prédio amarelo ali? – apontando. – Uma rua depois daquele prédio, vocês entrem à direita é uma casa azul de madeira.

MK: Muito obrigada.

Brad parecia que ia tirar o pai da forca, andava rápido, nunca o vi tão ansioso. Chegamos onde o homem havia indicado e paramos em frente à casa azul. Era uma casa pequena, porém era linda, parecia uma casinha de bonecas. Bem a cara dela.

Toquei a campainha, e ouvi um “já vai”. Logo depois ela abriu com um belo sorriso.

G: Mike, oi! Como me achou a... Brad? Não acredito! – pulou no pescoço dele.

B: Gabi, quanto tempo amor! Ah, como é bom te encontrar. Como está linda! – disse enquanto saia do abraço.

MK: Eu falei. – rindo.- E eu não mereço abraço?

G: Claro, bobo. – me abraçando. – Entrem, não reparem a bagunça.

MK: Parabéns, sua casa é linda. – disse enquanto entrava.

G: Obrigada. Sentem, não façam cerimônia, nem parece que fomos criados juntos. – se jogou no sofá de dois lugares e nós no de três. – Cabeludo, quanto tempo! Quando namorávamos seu cabelo era liso.

B: E você era morena, e eu vivia te pedindo pra clarear que você ficaria linda. – sorria feito bobo.

G: E eu vivia tentando te fazer cachinhos! — rindo. – Os anos passaram muito rápido, olhem só pra vocês: Se tornaram homens bem sucedidos, lindos e formaram suas famílias e a Gabrielle aqui virou uma solteirona. – disse envergonhada.

MK: Só porque você quer, está linda! Aposto que os homens babam em você, mulher.

G: Ah, meu amigo... quando éramos jovens época eu queria muito me casar, ter filhos, um cachorro no quintal e ficar velhinha ao lado do homem dos meus sonhos, mas depois de tudo que passei... – ela me encarou profundamente, fiquei sem graça, pois Brad notou o olhar dela para mim, apesar de eu não ter entendido. – resolvi me focar na minha carreira e se eu encontrar um homem que me ame, não vou me prender.

MK: Entendo. Mas e aí, depois que viemos pra Los Angeles, perdemos totalmente o contato. Eu fui para a faculdade de artes, Brad foi para a UCLA e você? Iria para a faculdade no ano seguinte. O que fez? – disse tentando dispersar o clima e fingir que não notei a encarada de Gabi.

G: Fui para New Jersey estudar História da Arte, estou trabalhando como pesquisadora na galeria. Antes, eu fiquei um tempo com minha mãe, depois recebi essa proposta de vir para cá e aceitei. – ela parou de falar e se virou para Brad que ainda sorria. – Que foi cara-de-pão? Por que está me olhando assim?

B: Saudade de você, é inevitável não ter lembranças. – seu sorriso sumiu por um instante e ele adquiriu uma expressão triste. – Não queria ter te deixado, te feito sofrer.

G: Bradford, o que passou, passou! Foi difícil de um dia pro outro ficar só e sem vocês, mas foi preciso. Veja como vocês estão hoje! É isso que me deixa feliz, acima de qualquer coisa vocês são meus amigos. Se estão felizes eu também estou. – sorriu amigavelmente.

B: Mas pequena eu...

G: Brad, esquece isso, por favor! Não quer que eu fique brava, né? – fingiu estar emburrada.

B: Claro que não...

MK: Pelo amor de Deus, não! Eu me lembro muito bem de suas crises, não quero apanhar. – rindo. Aquilo estava me trazendo uma sensação gostosa, como voltar ao passado quando eu ainda era um adolescente cheio de sonhos.

G: Podem me esperar um momento, preciso pegar uma coisa lá dentro. – disse levantando se sofá.

B,MK: Claro.

G: Eu já volto.

Fiquei olhando enquanto ela se afastava. Gabrielle era um ano mais nova do que a gente, mas parecia ser muito mais nova, tinha rostinho de menina. Quando éramos adolescentes ela era magrela, espevitada, não era patricinha, era a menina mais amável que eu já conheci, não era de se maquiar, usava roupas comuns, na maioria das vezes jeans e camiseta, cabelo preso em coques ou rabos-de-cavalo. Hoje ela ainda me parece assim, pois estava de legging, camiseta branca, descalça e com um belo coque, a diferença é que ela era branca e seus cabelos eram negros, bem escuros e cacheados, hoje ela fez luzes loiras e seu cabelo está mais liso. Seu corpo magricela deu lugar a curvas, suas pernas finas agora estão grossas e bem torneadas, seu quadril está mais largo e seu bumbum está avantajado, continua sem barriga e com a cintura fina. Brad a olhava sair da sala com a boca aberta e assim que ela saiu, ele me cutucou.

B: De onde saiu esse corpão? – sussurrou de olhos arregalados.

MK: Ela já passou dos 30, não é mais virgem... Você acha que ela ia ter o mesmo corpo de quando tinha 17 anos? – sussurrei de volta, rindo da cara que ele estava fazendo.

Gabi voltou com um violão familiar nas mãos. Era o violão preto que Brad ganhou dela quando namoravam, ela pediu na época que eu customizasse. Desenhei centenas de estrelas prata nele.

B: Ei, esse violão não era meu? – apontando para o instrumento.

G: Vamos relembrar os velhos tempos, roubei ele de você na véspera da sua viagem para a faculdade. – ela entregou o violão para ele e sentou no mesmo lugar que estava. – Vamos fazer o que fazíamos quando estávamos juntos na casa do Mike: Vamos cantar!

B: Você ainda canta? – começou a dedilhar o violão.

G: Nunca deixei de cantar, eu e Mike éramos da mesma igreja e eu era solo do coral, na escola eu fazia parte do Glee Club e na faculdade, eu cantava no coral também. – disse sorrindo.

MK: Beleza, e o que quer cantar?

G: The first time ever I saw your face, Celine Dion. – sorriu ainda mais.

MK, B: Tá brincando, né?

G: Que foi? Eu sou romântica ainda, e convenhamos: Essa música é linda.

B: Nisso você tem razão, mas pensei que fosse querer cantar...

G: Uma música do linkin park? – interrompeu Brad. – Previsível demais né? Eu estava me lembrando dessa música e me deu vontade de cantar.

MK: Cante, sinto falta de ouvir sua voz. – disse fechando os olhos.

The first time, ever I saw your face

A primeira vez que vi seu rosto

I thougth the Sun rose in your eyes

Eu achei que o sol estivesse nascendo em seus olhos

And the moon and the stars

E a lua e as etrelas

Were the gifts you gave

Eram o presente que você deu

To the dark, and the endless skies, my love

Aos céus escuros e vazios, meu amor

A voz de Gabrielle invadiu minha mente e fez com que eu me lembrasse da nossa infância e adolescência juntos, sua voz não era nem grave, nem aguda, era limpa, poderosa, era como veludo: Macia, porém impactante enquanto ela cantava, seus olhos estavam fechados. Brad dedilhava no violão e eu não conseguia acompanhá-los, era tão lindo ouvir aquilo que eu não quis interferir.

And the first time, ever I kissed your mouth

E a primeira vez que eu beijei sua boca

I felt the earth move in my hands

Eu senti a Terra se mover em minhas mãos

Like the trembling heart

Como o coração estramecido

Of a captive bird

De um pássaro engaiolado

That was there at my command, my Love.

Que está lá ao meu commando, meu amor.

And the first time ever I lay with you

E a primeira vez que fiz amor com você

I felt your heart so close to mine

Eu senti seu coração tão próximo ao meu

And I knew our joy

E eu soube que nossa alegria

Would fill the earth

Encheria a Terra

And last ‘till the and of time, my love.

E duraria até o fim dos tempos, meu amor.

Antes que a música acabasse, Gabi abriu os olhos e me encarou, como se estivesse cantando para mim. Brad também a olhou e viu que ela me olhava.

The first time,

A primeira vez

ever I saw

que vi

your face

seu rosto.

Seus olhos se encheram de lágrimas e eu não conseguia parar de olhá-la, algo me prendia a ela. Senti algo estranho, uma conexão, uma vontade de abraçá-la, de beijá-la, mas não como amigo.

Your face...

Seu olhar era cada vez mais intenso, uma emoção grande foi crescendo em mim. Ela segurava as lágrimas, sua voz ficou trêmula.

Your face...

Não notava mais a presença de Brad, era como se estivéssemos a sós na sala.

Your face!

Ela finalmente deixou que as lágrimas rolassem, não conseguia decifrar seu olhar. Ela me olhava na alma, seus olhos me penetravam como ninguém nunca me olhou. De repente ela “despertou” e nos deparamos com Brad nos olhando com um misto de raiva e decepção no rosto. Ela saiu chorando e correndo para seu quarto.

B: Gabi! – se levantou do sofá e fez menção de segui-la, mas e eu o impedi.

MK: Deixa que eu falo com ela, Brad. – ele sentou-se novamente e eu fui na direção que ela havia seguido. O caminho dava para um corredor e no fim desse corredor estava o quarto dela.

A porta de seu quarto estava entreaberta e eu pus a cabeça para dentro, com cautela para não assustá-la. Gabrielle estava sentada na cama com a cabeça baixa e chorava silenciosamente.

MK: Gabi? – ela me olhou rapidamente, mas voltou a posição que estava antes. – Posso entrar?

G: Pode. – disse enquanto limpava as lágrimas com as mãos.

MK: O que aconteceu? Por que saiu daquele jeito? – entrei e me sentei ao seu lado.

G: Não foi nada, apenas lembrei de algumas coisas e me emocionei, desculpe ter assustado vocês. –sorriu triste.

MK: E por que estava me olhando daquele jeito enquanto cantava? – quis saber.

G: Mike... é que... e-eu não estava, eu só...- ela ficou nervosa, suas lágrimas teimavam em cair uma atrás da outra.

MK: Pode me dizer, não fique assim. – me assustei com sua reação e pus a mão em seu ombro e ela estremeceu.

G: Mike... vá embora! – disse por fim e se levantou da cama.

MK: O que é isso Gabrielle, o que aconteceu? – levantei também e tentei tocar seu rosto, mas ela desviou.

G: Não foi uma boa ideia vocês terem vindo aqui, não estou num bom dia. Por favor, vão embora. – se dirigiu a sala e Brad se assustou com a postura que ela assumira.

B: O que nó fizemos?

G: Não me levem a mal, preciso ficar sozinha. Respeitem isso, por favor. Já sabem onde me encontrar, sempre que quiserem serão bem vindos, mas não hoje. Não estou me sentindo bem, se puderem me dar licença. – Ela abriu a porta e nós saímos. Nos despedimos dela e fomos para minha casa.

No caminho Brad não disse uma palavra, mas eu estava confuso, não entendi bem o que aconteceu e tive que falar.

MK: O que foi aquilo, Brad? – eu caminhava com as mãos nos bolsos, e olhei para ele de canto.

B: Aquilo o quê? – disse sem me olhar.

MK: O que aconteceu na casa da Gabrielle.

B: O quê? Ela cantar pra você ou o chilique dela ao notar que eu estava ligado? – cuspiu as palavras, como se estivesse com raiva.

MK: Cantar pra mim? Do que você está falando, ela estava cantando de olhos fechados e...

B: Mike, eu não sou besta. Ela te hipnotizou no final da música, olhavam um para o outro como se estivessem em transe, pensa que eu não vi? Ela ficou emocionada e quando viu que eu notei, se desesperou, ou ficou com vergonha e pra se livrar da situação, saiu correndo. – ele parou de andar e ficou de frente pra mim. – Eu sempre desconfiei disso e agora eu não tenho dúvidas.

MK: Desconfiou? Brad seja claro, por favor!

B: A Gabrielle nunca me amou... – disse cabisbaixo.

MK: Nunca amou? Ela era apaixonada por você, cara! Como pode dizer isso? Por que ela nunca te amou? – não estava entendendo.

B: Porque ela sempre amou você!

Notas finais
Gente, não deu tempo de betar, se tiver algum errinho, me falem! Beijos e até o proximo cap!