“já descobriu o que é?” – House pergunta a Cameron que entrava em seu escritório.

“vc é um maldito desgraçado! Como pôde? Fazer uma competição em cima de uma moça com estado terminal, não tem tratamente, ela não merece!” – Cameron despeja tudo em cima de House, ela estava cansada dos jogos dele, a maneira como ele fazia as coisas. E ainda estava irritada com a canalhice de Foreman.

“Primeiro” – ele numera com a mão – “a doença é terminal, não tem tratamento!”
“e qual é a segunda?”
“não precisa de segunda, a primeira já é ótima, não acha?”
“ÓTIMA? Não!”

“calma, Cameron. Eu não fiz isso porque sou um maldito desgraçado e infeliz, fiz pq eu sabia que ela não precisava sofrer na mão de um médico como eu que só iria rir da cara dela quando caísse, ou quando desse um ataque de riso, ou quando não conseguisse prender e fizesse suas nessecidades no meio de um exame… alias, ela fez isso?”

“Sim, tudo.” – Cameron puxou a cadeira para perto da poltrona e entregou os exames para House – “ deu positivo para proteinase K, a MR mostrou que o cérebro dela tá se transformando em esponja, os sintomas batem… só pode ser Febre Kuru…”

“é nisso que dá em comer cérebro… ela tem pouco tempo de vida, só veio para o hospital pq foi encontrada desmaiada no parque. É melhor vc ir lá falar com ela…”

“eu não vou conseguir” – Cameron fez cara de choro.

“então, eu esqueci que é com vc que estou falando. Segure na mão dela, olhe nos olhos, fale que ela vai morrer, quando ela chorar, a abraçe, chore junto. Faça o que vc sabe fazer. Não vai ser mais nem menos humana por isso.”

“está bem… ” – ela se levanta.

“Ah! Não coma e nem deixe que os outros comam o cérebro dela, depois que morrer! Quero vc viva pra viajem!”