A Coffee Tale

5 Capítulo 5


― Kurt, qual é o nome do hotel, mesmo? ― Blaine tentou; Kurt, por outro lado, praticamente dormia no banco traseiro do carro. Eles haviam parado para que Blaine desse alguns autógrafos no aeroporto e o que eram alguns passaram a ser muitos, o que levou a um atraso de quase três horas no seu horário.

― Nham… Ari–hm. ― Kurt tentou verbalizar.

Blaine bufou, tentando decidir se ria ou estapeava Kurt, resmungando alguns palavrões. Então, murmurou para o motorista:

― Nick, nos leve para minha casa. Kurt pode ficar lá essa noite, não é, Kurt? ― deu um tapinha no braço do escritor, soltando uma gargalhada com o palavrão que o outro lhe dirigiu, já adormecido demais para protestar contra a decisão do moreno.

Blaine ponderava sobre as últimas horas. A viagem de avião foram oito horas que, ao mesmo tempo que passaram rápido demais para o gosto de Blaine, pareceram uma vida. Kurt parecia uma pessoa verdadeiramente interessante e interessada em Blaine, parecia querer saber tudo sobre o seu passado e não somente por causa do livro; parecia disposto a ajudá-lo.

Kurt era instigante. Conseguia ser enigmático e extrovertido, divertido e irônico, gentil e grosso ao mesmo tempo. Ele era estranho de um jeito surreal, era interessante e cada vez mais Blaine tinha vontade de o descobrir. Totalmente.

Cada vez mais Blaine sentia algo em seu peito quando Kurt falava, cada vez mais ele queria ouvir sua voz e ver seu sorriso. E cada vez mais isso estava assustando Blaine. Ele estava terrificado. Ele não era experiente em relações, de jeito algum; ele era experiente até ao ponto em que escrevia sobre relações bobas típicas de filmes que qualquer adolescente sonha em viver.

Acontece que ele não era mais um adolescente e Kurt realmente despertava nele coisas que ele não estava acostumado. Nem um pouco. Ele pegava-se pensando em o que Sebastian diria se estivesse ali. “Consiga o cara, Anderson”, seria algo desse género. “Não seja um frouxo.”

Blaine lembrava-se de quando era menor e costumava brincar de pega-pega com Sebastian no jardim dos pais do garoto; Sebastian sempre ganhava, mas era legal brincar com ele. Uma vez, Blaine estava puto por um problema que tivera com uns valentões na escola e Sebastian disse-lhe para se levantar e conseguiu fazê-lo esquecer-se. E custava-lhe pensar em todas as horas que Blaine não estivera lá depois.

“― Ei, Anderson. ― o garoto não era muito mais alto que Blaine, vestia roupas casuais e carregava um sorriso travesso caraterístico seu ― Você está legal? Eu posso sempre dar uma surra naqueles idiotas.

― Não se meta nisso, Seb, por favor. ― pediu ao amigo. A sua camisola estava ligeiramente amarrotada, mas ele não se importava. Enquanto ele tivesse pessoas a amá-lo, como Seb, seus pais e seus irmãos, ele estaria bem e nenhum valentão poderia mudar isso ― Eles são somente ignorantes, e se eu não ligar eles vão se afastar.

― Tal como não ligou quando Matt insultou Rachel, Blaine? ― Sebastian sentou-se ao lado do amigo com o seu olhar carregado de uma inocente preocupação infantil ― Eu não estou julgando você, não estou mesmo. Mas essa história de “ignore ele e eles vão te ignorar” não passa de papo furado. Você tem que se impor, Blaine. Pessoas como Matt, Tyson e Charlie não reagem bem a ser ignorados, exatamente.

― Eu não quero envolver você nisso.

― Eu estou envolvido desde o momento em que eles mexeram com meu melhor amigo, Anderson ― Sebastian deu um pequeno soquinho no ombro de Blaine, tentando descontrair ― Amanhã, no recreio, a gente vai enfrentar eles. Juntos, Blaine, lembra? Sempre.

Blaine fungou, abraçando Sebastian fortemente e se permitindo chorar, sabendo que o amigo fingiria não ver. Logo, Seb disse: ― Agora se anima, Blaine. Vamos brincar de pega-pega?

― Você sempre ganha, Seb. ― Blaine riu da tentativa do amigo; amigos como Sebastian era o que ele precisava, não gente malvada como os valentões que o atormentavam.

― Isso é porque eu sou rápido, Anderson ― o outro já corria para longe, sendo seguido pelo amigo. ― E meu cruzado é o melhor. E isso, meu amigo, é o porquê de aqueles otários irem parar de te importunar milagrosamente amanhã. ― piscou.”

Blaine sorriu levemente. Aquelas memórias eram dolorosas, mas ele não via hora melhor para as reviver. Tinha que ser, ele devia isso a Sebastian, à família de Sebastian, a Rachel, aos seus fãs… A Kurt e a si próprio. Talvez fosse hora de seguir em frente e ajudar os outros a seguir em frente.

Sebastian lhe diria que já era para ele ter superado e chutaria sua bunda, é, soava como ele. Mas Sebastian também saberia exatamente o que ter feito em todos aqueles momentos.

“― Eu ouvi que vocês têm andado mexendo com Blaine ― Sebastian tinha os braços cruzados sobre o seu peito e enfrentava os três garotos ― E isso tem que parar.

Blaine estava encolhido ao lado de Sebastian. Ele tentara convencer o amigo a não enfrentar aqueles meninos, mas quando Seb colocava algo na cabeça era impossível tirar. Blaine só não queria que ele se machucasse por sua causa.

― E é a princesinha aqui que vai nos obrigar? ― Matt soltou uma gargalhada.

― A princesinha aqui pode até ser uma princesinha, mas pelo menos eu não encontro prazer na tristeza dos outros. Feche os olhos por um segundo e se coloque no lugar de Blaine… ― Sebastian tentou apelar, mas pareceu ter uma ideia melhor e disse: ― Quer saber? Eu acho que você vive se colocando no lugar de Blaine e gosta do que sente, não é mesmo? Eu acho que você tem inveja de Blaine, Matt. Me conta, como é saber que Blaine tem uma irmã doente, problemas financeiros e diariamente maltratado na escola e ainda assim é mais feliz e tem mais amor verdadeiro que você? Deve doer para caramba ― Sebastian soltou uma piscadela para o garoto, provocando uma careta brava nele.

Aconteceu tudo muito rápido, depois. O garoto projetou-se para atacar Sebastian, os três garotos, na verdade. Seb, no entanto, não se abalou. Soltou um soco na cara de Matt e outro na cara de Tyson, enquanto Charlie chutou a canela de Sebastian.

Blaine percebeu, aterrorizado, que Sebastian não tinha chances.
No entanto, Sebastian nunca fora um garoto de ligar para as chances. Desferiu um soco no maxilar de Tyson e uma cotovelada na barriga de Charlie que o deixou sem ar. Matt tentou apertar o pescoço de Sebastian, mas levou um chute nas costas que o deixou no chão.

― Parem! ― Blaine guinchou, puxando Sebastian do meio da briga ― Vocês são patéticos ― disse, para os três valentões ― Vocês não conseguem aceitar que alguém está bem, vocês são desprezíveis. ― Tyson tentou bater em Blaine, mas levou um soco certeiro do menino.

Blaine ofegou. A sua mão doía, mas ele sentia-se bem. Sentia que descarregava tudo o que guardava havia muito tempo.

― Vocês não passam de garotinhos que vivem se achando mas não conseguem ganhar uma luta desigual… Onde vocês têm a vantagem. ― Sebastian disse. E, dito isso, puxou Blaine para fora do recreio. ― Como você está?

― Minha mão dói. ― e, juntos, eles foram rindo para casa, como sempre fora desde que eles se lembravam. E o facto era que nenhum deles voltou a importunar Blaine durante tempos. Nem Matt, nem Tyson, nem Charlie.”

― Senhor Anderson, chegamos. ― o motorista anunciou, arrancando Blaine de seus devaneios. O cantor encarou Kurt que dormia profundamente do seu lado, soltando um sorriso de canto. Ele não se importaria se Blaine o carregasse até ao quarto, importaria?

Os braços de Blaine percorreram o corpo de Kurt e ele comprovou que o escritor não era muito pesado. Amparou as costas do homem em um dos seus braços e as pernas no outro, vendo os braços do homem instantaneamente abraçarem o pescoço de Blaine.

― Nick, me ajuda a levar as malas para dentro? ― Blaine perguntou, sorrindo para o motorista ― E avisa para Rachel que Kurt vai ficar cá hoje. ― o homem assentiu para Blaine, correndo em direção à traseira do carro, enquanto Blaine transportava Kurt para dentro da casa.

A casa de Blaine não era propriamente pequena. Estava mais para uma mansão, de facto; estava rodeada de um grande jardim e árvores, tinha uma piscina e um grande muro reforçado de seguranças que o protegeriam, e à sua família, do assédio dos fãs. Às vezes, era necessário.

O Kurt adormecido em seus braços parecia um anjo; era uma faceta do escritor que Blaine não estava acostumado a ver frequentemente.

Blaine tendia a comparar Kurt a Sebastian, às vezes. Claro era que Blaine não tinha os mesmos sentimentos pecaminosos com Seb que tinha com Kurt, e que eles eram incomparáveis. Mas, para além de Sebastian, Kurt foi talvez a única pessoa que fez Blaine se sentir seguro. E Kurt fez isso rapidamente, quase sem que Blaine se apercebesse, e com maestria.

Blaine sentia-se verdadeiramente confuso sobre Kurt; sentia-se confuso sobre o que sentia sobre ele. Ele queria proteger Kurt, abraçá-lo e rir com ele, ao mesmo tempo que queria tirar toda a sua roupa e fazê-lo gemer seu nome até ficar sem voz. Ele tinha pensamentos conflituosos demais acerca de Kurt, de facto. Ele não sabia o que pensar sobre Kurt. Mas, acima de tudo, ele não sabia o que pensar acerca do que pensava de Kurt.

Chegando ao quarto de hóspedes, ele deitou Kurt sobre a cama. Discretamente, mas sem conseguir se controlar, acariciou o rosto do mais velho. Ele estava ferrado.

Desceu as escadas praticamente correndo; ele teria um furacão quase tão grande quanto suas dúvidas para enfrentar. Nick estava de saída, aparentemente. Blaine desferiu um tapinha no ombro do amigo e murmurou: ― Obrigado, Nick. Como ela está?

― Uma fera. ― Nick riu. ― Boa sorte, meu amigo.

Blaine respirou fundo. Subiu novamente as escadas correndo, em direção ao quarto de Rachel, quase sendo atingido por uma almofada excessivamente cor-de-rosa. Blaine ironizou: ― Olá, Rachel. Senti sua falta também.

― É, claramente! ― ela jogou os braços para o ar ― Sentiu tanta a minha falta que não pensou duas vezes em trazer um dos seus peguetes cá para casa. Nós falamos sobre isso, Blaine! Deixe suas fodas fora de nossa casa!

Blaine revirou os olhos. Às vezes esquecia-se da falta de capacidade da irmã para identificar ironias, ou para aceitar mudanças. Rachel era uma garota difícil.

― Primeiro, não fale de Kurt desse jeito! ― ele resmungou ― Depois, eu senti, sim, sua falta. Para além disso, ele é apenas meu amigo e está aqui a trabalho, se lembra? É ele que vai escrever o meu livro, ele está aqui a trabalho ― disse devagar.

― Eu posso ser doente mas não precisa falar para mim como se eu fosse uma retardada, Anderson ― ela fuzilou-o. Ele revirou os olhos fortemente e bufou, não respondendo. Já estava acostumado às grosserias de sua irmã, era uma caraterística de família, talvez.

― Você não é doente ― ele resmungou, cruzando os braços. Ainda estava esperando um cumprimento decente da irmã.

― Ah, eu sou sim ― ela arregalou os olhos para ele ― E é bom que todo mundo pense isso, assim eu tenho uma desculpa para dar à polícia quando matar você.

A única coisa que Blaine sentiu a seguir foi o corpo de Rachel em cima de si, o abraçando fortemente. Ela bagunçou o cabelo cacheado do irmão e, então, soltando-se dele, disse:

― Blaine… E-eu senti sua f-fal-… ― a garota não conseguiu terminar a frase, baixando a cabeça. Blaine sorriu de canto para ela e disse:

― Eu sei, Rach. Eu senti sua falta também.

Ela sorriu ligeiramente para ele e voltou a abraçá-lo. Blaine sentiu-se bem; fazia semanas que não estava com Rachel e ter a irmã, ali, em seus braços, clamando para ser protegida, machucava-o. Ele não gostava de ver as pessoas ao ser redor desprotegidas. Nem Kurt, nem Rachel, nem ninguém. Ele provara um pouco do que estar desprotegido era e não era um sentimento que ele desejasse a ninguém.

― Blaine? ― o cantor voltou-se rapidamente, vendo Kurt encará-lo com uma cara de sono impagável. ― Onde a gente está? Estou interrompendo algo?

― Sim, você est-… ― Blaine cortou Rachel, respondendo:

― Kurt… Eu te trouxe para minha casa, você estava praticamente chapado de sono e eu não consegui lembrar o nome do hotel. ― desculpou-se ― De qualquer forma, já é bastante tarde. Ou cedo, dependendo do seu ponto de vista. Por que não vai dormir e amanhã eu te deixo no hotel? ― perguntou, sorrindo para o escritor, que o encarava com um cara totalmente adorável. ― Ah, e a propósito. Essa é Rachel, minha irmã. Rachel, esse é Kurt. É ele que estará escrevendo o meu livro.

Kurt sorriu para ela e Blaine achou o sorriso encantador. Rachel, no entanto, não pareceu achar a mesma coisa, visto que não correspondeu à mão estendida de Kurt. Blaine bufou e puxou Kurt pelo braço e saindo do quarto, lançando um olhar assassino à irmã que apenas deu de ombros.

― Me desculpe por isso. ― tentou.

― Sem problema, de verdade ― Kurt disse, ainda um pouco abalado pela atitude da irmã de Blaine. Talvez a grosseria fosse de família.

― Tem problema sim ― Blaine cortou ― Ela não pode agir desse jeito, Kurt. Mas eu falarei com ela mais tarde; a doença não é desculpa para ela ser grossa desse jeito.

― Doença?

Kurt parou no corredor, encarando Blaine furtivamente. Então, Blaine respondeu, com descaso: ― Ela tem asperger.

― Oh ― Kurt exclamou ― Sinto muito.

― Não sinta ― Blaine sorriu ― Não é sua culpa. ― ele abriu a porta que Kurt reconheceu como a porta do quarto onde ele acordara há pouco ― Enfim, é a nossa parada, parceiro. ― ambos entraram no quarto. Blaine indicou a Kurt tudo o que ele precisaria e esperou o castanho tomar banho. Desta vez, para seu azar, Kurt se vestiria no banheiro.

Novamente, os pensamentos de Blaine voaram. Ele pensava na reação de Rachel perante Kurt – Sebastian fora a única pessoa que Rachel tratou desse jeito e acabou sendo um de seus melhores amigos. Rachel era dura na queda.

Era confuso para ele sobre como, naquelas últimas horas, ele pensara demais em Sebastian sendo que ele passara meses sem tocar naquele assunto doloroso. Kurt tinha esse poder em si, tinha o poder de o fazer repensar, ponderar e temer. Ele queria segurar Kurt para si e não o deixar escapar nunca. Mas Blaine tinha uma cota muito grande em perder as pessoas que mais amava, e ele não sabia se suportaria perder Kurt.

Kurt tinha em si um poder que ele não conseguia explicar. Blaine se pegara escrevendo músicas sobre um amor não correspondido dedicadas a Kurt e imaginando como seria segurá-lo para si. Talvez ele quisesse conquistá-lo, talvez ele quisesse ter Kurt para si. Definitivamente, ele queria. E isso assustava-o, verdadeiramente.

― Blaine… Está tudo bem? ― Blaine foi arrancado de seus pensamentos pela voz melodiosa de Kurt. Ele vestia um moletom preto e uma blusa azul, parecia preparado para dormir e, de facto, estava. Ele encarava Blaine preocupado, mas logo soltou um sorriso meigo quando Blaine o encarou desajeitado ― Terra chamando Blaine!

Blaine riu, dando um soquinho no ombro de Kurt, tentando parecer descontraído. Kurt sorriu e puxou os cobertores, colocando o seu corpo entre eles. Blaine respirou fundo e deu um tapinha no quadril de Kurt, levantando-se.

― Bem, eu vou indo. ― sorriu ― Alguma coisa, eu estou no quarto ao lado. Durma bem, Kurt… Te vejo depois. ― voltou costas, ligeiramente corado. Cara, o que Kurt estava fazendo consigo?

― Blaine? ― o cantor voltou-se rapidamente, vendo Kurt lançar-lhe um olhar manhoso ― Eu não tenho muita vontade de dormir agora ― Kurt soltou uma risadinha, a qual Blaine correspondeu. ― Você pode ficar aqui comigo? ― Blaine arregalou os olhos. Kurt realmente estava levando ele aos seus limites. ― Q-quer dizer… Okay se você quiser descansar e não puder ficar.

― Eu fico ― Blaine disse rapidamente. ― Eu estou acostumado a não dormir muito. ― soltou um sorriso de canto.

― Mas se você quiser pode ir, e-eu… ― Kurt tentou, já arrependido por ter chamado Blaine.

― Cala a boca. ― Blaine soltou uma risadinha, sendo respondido com um sorriso lateral de Kurt. Então, Kurt sentou-se e Blaine fez o mesmo. ― Mas então, Kurt, me fale mais sobre você. Você sabe tantas coisas sobre mim e eu não sei nada sobre você. O quão injusto isso é?

― Não é nada injusto, de facto. Afinal, quem está escrevendo a biografia aqui sou eu. E é a sua biografia ― riu ― Mas nem há muito que dizer. Tive minha cota de valentões no ensino médio, não tenho uma boa relação com meu pai e minha mãe morreu quando eu era novo. Tenho uma meia-irmã e uma sobrinha, elas vivem em Los Angeles agora.

― E ainda fala que não há muito que dizer ― Blaine revirou os olhos. ― Você é profundamente irritante, sr. Hummel.

Kurt soltou uma gargalhada, respondendo: ― Isso não é sobre mim, Blaine Anderson. Isso é sobre você!

― Sobre mim? ― Blaine ergueu uma sobrancelha ― Gostei.

Kurt riu, acabando por soltar um bocejo entre a gargalhada. Blaine encarou-o, fingindo estar com raiva, e disse: ― Por que você me disse que não tinha sono, sr. Hummel? Tsc, tsc, tsc, mentir é feio.

― Talvez eu quisesse ficar um tempinho com você, antes de sua irmã me chutar ― ele soltou uma gargalhada, seguida de outro bocejo. Blaine riu, levantando-se e puxando os pés do moço, o fazendo ficar deitado na cama e cobrindo-o.

― Ela não vai, eu te garanto ― ele riu. Depositou um beijo na testa do homem e murmurou: ― Durma bem, sr. Hummel.

― Blaine, espere. ― Kurt chamou. Blaine aproximou-se novamente, logo se curvando em direção a Kurt ― Eu tenho algo para te dizer, chegue mais perto. ― e Blaine chegou. E ele podia jurar nunca esquecer o que aconteceu depois daquilo.

Kurt Hummel beijou-o.

O beijo não foi muito longo nem profundo, foi apenas um tocar de lábios que significou tudo para ambos. Ouviu Kurt murmurar um “Boa noite” e Blaine afastou-se, saindo do quarto sem falar mais nada. Ele estava terrificado.

Mas, ainda assim, ele tinha certeza total de algo: ele conquistaria Kurt. E foi aí que Blaine se pegou prometendo ao ar: ― Eu vou conseguir o cara, Seb. Eu vou.

Notas finais
HEEEEEEEEEEEEEY, MEUS LINDOS. SÓ TENHO UMA COISA PARA DIZER A VOCÊS: 14 MIL FUCKING PALAVRAS. ENFIM. COMO VÃO? Eu espero que bem! Gostaram? Não gostaram? Enfim, comentem, recomendem, casem, sejam felizeeeeeeeeees. Eu era para ter atualizado antes. Esse capítulo era para ter saído no dia dos namorados, MAS HÁ UM MOTIVO PARA EU NÃO TER POSTADO. É.............. O meu motivo totalmente considerável é que... EU COMECEI A ASSISTIR FLASH, CACETE. CULPEM BARRY ALLEN POR MINHA DEMORA (e aprecie a ironia de minha frase). Enfim, mais alguém por aqui assiste Flash? ME DIGAM QUE SIM. E eu sei que esse capítulo tem umas mil referências subliminares e DESCULPEM POR ISSO, MAS EU NÃO CONSEGUI ME CONTROLAR T__________T E acreditem que eu queria ter botado muito mais, acreditem mesmo. Mas eu me controlei. Dentro dos possíveis. Aliás, vocês têm sorte de eu não ter feito Sebastian virar o Flash. Vocês têm MUITA sorte. ENFIM, EU NÃO VOU MAIS MONOPOLIZAR VOCÊS. Muito. Vocês já notaram que eu falo "enfim" demais? Aliás, eu uso advérbios demais! ;-; Mas advérbios são legais U_U "Enfim" não é tãããão legal, mas eu não consigo não falar. Ai vida. FALEMOS SOBRE 06x07. TRÊS PALAVRAS: SOMEBODY LOVES YOU. E tá dito! U_U Enfim (olha de novo :3), COMENTEM, RECOMENDEM, FAVORITEM, DIVULGUEM, CASEM. É, vocês sabem. Xoxo, Angel Black