A Coffee Tale

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Leia ouvindo: https://www.youtube.com/watch?v=U05QfLENZA8

Kurt sentiu a água escorrer pelo seu corpo; de certa forma, desejava que todas as suas dúvidas pudessem ser lavadas e que ele lhes pudesse dizer adeus enquanto elas se perdiam no ralo. Mas as coisas não eram assim. Ainda que ele quisesse abordar Blaine, beijá-lo e proclamar o seu amor por ele, ele tinha medo de qual seria a reação do cantor. Tinha medo da rejeição. Inferno, ele tinha medo de que as coisas não voltassem a ser as mesmas.

Ele sabia que Blaine não tinha experiência em relacionamentos sérios, e por mais que Kurt quisesse, quisesse muito, entrar num relacionamento com Blaine, ele tinha medo de que algo desse errado. Tinha medo de que as inseguranças de ambos acabassem vencendo. Ele não queria ser mais um na lista de filhos da puta que tinham magoado o ser maravilhoso que Blaine era.

A verdade era que, a cada dia que se passava, Kurt descobria mais e mais coisas sobre Blaine e todas elas pareciam lhe dar apenas mais motivos para se manter afastado. Blaine não precisa de Kurt em sua vida, ele não precisava de mais bagunça nem confusão. Blaine precisava de alguém emocionalmente estável que o pudesse ajudar, e Kurt não era essa pessoa. O próprio Kurt estava uma bagunça. Como ele conseguiria ajudar Blaine?

Mas não era só isso. Naquela altura, Kurt já estava tão envolvido que afastar-se agora acabaria por o machucar, e por machucar Blaine também. Ele prometera a Blaine que não o abandonaria. O próximo passo era previsível, era lógico, e, para Kurt, isso era óbvio. Eles tinham passado os últimos dias construindo aquilo, lentamente, certo? Criando uma história. Criando a sua história.

Kurt queria mais do que tudo ter um final feliz. E ele amava Blaine mais do que tudo, não era suposto que houvesse algo a impedi-lo de admitir isso para Blaine. Mas havia. Kurt estava com tanto medo.

Terminou seu banho e enrolou-se numa toalha, tomando o seu tempo para se secar e se vestir. Blaine não estava em casa, aquela era a terceira tarde que ele passava fora, por causa de uma surpresa que ele estava preparando para os fãs. Kurt teria todo o tempo de mundo para pensar e isso não era necessariamente uma coisa boa. Com Blaine, ele conseguia filtrar os pensamentos negativos e focar nas coisas boas. Mas Blaine não estava ali.

A verdade é que Kurt gastava muito do seu tempo a preocupar-se e a pensar.

Decidiu então passar algum tempo em seu celular. O seu Twitter estava uma ligeira bagunça, os seus seguidores estavam constantemente lhe perguntando coisas sobre os seus projectos. Respondeu algumas, até que passou por um link que captou a sua atenção. Era um videoclipe de Blaine, mas Kurt nunca o tinha visto antes. Talvez fosse antigo?

Não era. O vídeo tinha sito publicado há meia hora. Era um novo single de Blaine; imediatamente, Kurt percebeu qual era a surpresa para os fãs que Blaine tinha passado tardes a preparar. O vídeo começou, e Kurt não estava preparado para o que viu depois.

Naquele momento, Kurt decidiu que a voz de Blaine era a melhor coisa que ele já ouvira. Mas não só a voz dele; o seu rosto, os seus olhos, Blaine era a pessoa mais linda que ele já vira. O vídeo começava com Blaine, apenas Blaine, encarando Kurt como se, através do ecrã que os separava, ele pudesse tocar em sua alma.

Glow is low and it's dimming (o brilho é baixo e está escurecendo)

And the silence is ringing (e o silêncio está tocando)

And I can almost feel your breath (e eu quase posso sentir sua respiração)

I can almost feel the rest (eu posso quase sentir o resto)

O vídeo passava-se numa típica Londres chuvosa. Blaine estava dirigindo, mas ele não estava sozinho no carro. Ao seu lado estava um garoto, e, embora não fosse possível ver o rosto do ator, eles conversavam e trocavam olhares. A primeira coisa que passou pela mente de Kurt foi que Blaine poderia ser um ator. A segundo foi que aquele garoto era parecido demais consigo.

Night is young and we're living (a noite é jovem e estamos vivendo)

Hands move, moving steady (mãos em movimento, em movimento constante)

And the time is moving slower (e o tempo está passando lentamente)

I can feel we're getting closer, closer (posso sentir que estamos cada vez mais perto)

O casal, Blaine e o garoto-parecido-com-Kurt, caminhavam por uma rua e pareciam divertir-se, partilhavam olhares, risadas e brincadeiras. Parecia uma relação interessante; se fossem outras as circunstâncias, e se Kurt não estivesse tão curioso, ele poderia ter sentido ciúmes. Eventualmente, o vídeo mostrava cenas de Blaine sozinho, num quarto, cantando, mas logo cortava novamente para o casal. Kurt não percebeu o que estava a acontecer até que o casal chegou ao London Eye. Oh, meu Deus.

Standing in the eye of the storm (de pé no olho da tempestade)

My eyes start to roam (meus olhos começam a rolar)

To the curl of your lips (para a onda de seus lábios)

In the center of eclipse (o centro do eclipse)

In total darkness I, I reach out and touch (na escuridão total, vou chegar e tocar)

Os momentos que se seguiram foram mais quentes. O casal estava no quarto, e eles estavam trocando carícias e toques. Mãos tocavam mãos, peles tocavam peles, lábios tocavam lábios. Não era difícil perceber o que estava a acontecer. Novamente, o vídeo passou para a cena do encontro do casal. Agora, eles já estavam dentro da roda gigante, e Kurt já não estava surpreso ao ver que eles estavam na cápsula do cúpido. Ele estava perplexo, no entanto.

My mind's gone on racing (minha mente está correndo)

On a horse that's escaping (em um cavalo que está escapando)

And I'm ready to jump, (e eu estou pronto para saltar)

Yeah, I'm ready to swim (agora eu estou pronto para nadar)

Viu-se Blaine, novamente, cantando, sozinho no quarto que Kurt percebeu ser o mesmo quarto onde antes se podia ver o casal a se pegar. De facto, Kurt não demorou a perceber que tanto os momentos do casal na cama como os momentos do encontro eram, supostamente, memórias de Blaine. Foi nesse momento que Kurt percebeu que estava chorando.

Life is chances that are taken (chances de vida que são tomadas)

But nothing's ever broken (mas nada está sempre quebrado)

They're just pieces on the ground (elas são apenas pedaços no chão)

Your hands need to build them (suas mãos precisam construí-las)

O encontro foi mostrado novamente, e o casal parecia tão feliz. Cada toque parecia fazê-los sorrir, cada momento do seu passeio fazia Kurt quase ter inveja do seu amor. E novamente a cena da pegação; era quente demais, era sexual demais e nem sequer mostrava nada demais. O vídeo construíra todo um clima de romance e sensualidade, de tristeza e de alegria. E, imediatamente, Kurt percebeu que era exatamente isso que Blaine pretendia. Era assim que Kurt via a relação deles: cheia de altos e de baixos, cheia de momentos bons e de momentos maus.

My mind's gone on running (minha mente já se foi)

My hands cut loose (minhas mãos cortam frouxamente)

Yeah, but there's no need for answers (mas não há necessidade de respostas)

Just the things you gotta do (apenas as coisas que você tem que fazer)

Blaine era tão lindo, e cada segundo do vídeo causava arrepios em Kurt porque era tudo simplesmente demais. O vídeo parecia tão perfeitamente pensado, e cada momento parecia ter um significado escondido que só Kurt podia entender.

And I need you to trust (e eu preciso que você confie)

That I'm lost and we must (que eu estou perdido e temos de)

Get past all these rules (passar todas estas regras)

We must choose (devemos escolher)

To reach out and touch (alcançar e tocar)

Em certo ponto, Blaine levantou-se e dirigiu-se para uma mesa, onde começou a escrever uma carta. Não era nada de especial, certo? Afinal, pessoas a escreverem cartas em videoclipes era comum, se calhar até demais. Mas esta carta tinha algo que fez Kurt soltar um soluço. As duas primeiras palavras que Blaine escreveu foi “Querido Seb,”. Tudo o que veio depois não era legível, mas, nesse momento, Kurt quis abraçar Blaine e nunca o largar.

Standing in the eye of the storm (de pé no olho da tempestade)

My eyes start to roam (meus olhos começam a rolar)

To the curl of your lips (para a onda de seus lábios)

In the center of eclipse (no centro do eclipse)

In total darkness I, reach out and... (em total escuridão, eu vou alcançar e…)

Logo depois, o casal está num bar e o ator-parecido-com-Kurt, cujo rosto não fora mostrado durante o vídeo inteiro, está segurando uma caneca cheia de café, café tão quente que é até possível ver fumaça a sair dele. Se Kurt tinha alguma dúvida de que aquele era ele, não tinha mais. Essa cena não dura muito mais tempo, no entanto; logo vê-se outra vez o casal, na cama, desta vez abraçados; as suas mãos estavam se tocando e eles trocavam olhares, apaixonados. Ele adorava ver aquele olhar nos olhos de Blaine.

Standing in the eye of the storm (de pé no olho da tempestade)

My eyes start to roam (meus olhos começam a rolar)

To the curl of your lips (para a onde de seus lábios)

In the center of eclipse (no centro do eclipse)

In total darkness I reach, I reach out and touch (em total escuridão eu alcanço, e toco)

Mas Kurt não estava nem de longe preparado para o que veio depois. A música acabou a última cena a ser mostrada foi a de Blaine escrevendo a carta. Kurt não estava nem de longe preparado para o que Blaine escrevera. Mesmo com a sua caligrafia difícil, Kurt conseguiu distinguir uma pequena frase que o atingiu como uma onda gigante. “Eu amo-o, Seb.”

O vídeo acabou, mas Kurt continuava encarando o ecrã, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto, mas sem se dar ao trabalho de as limpar. Kurt percebeu bem a mensagem daquele vídeo. Seria verdade? Blaine realmente o amava? Seria possível que desse certo? O casal no vídeo parecia feliz demais, e Kurt queria que eles fossem aquele casal. Inferno, eles eram aquele casal.

Ele só queria que Blaine chegasse em casa. Ele só queria tocá-lo, abraçá-lo, beijá-lo, agarrá-lo e nunca o largar, porque, merda, ele amava-o. Muito. E, naquele momento, por mais medo que ele tivesse do que pudesse vir a acontecer, ele só queria poder dizer que Blaine era seu, só seu e de mais ninguém. Queria segurá-lo em seus braços e protegê-lo de tudo e de todos, queria impedir que mais alguém o machucasse. Porque Blaine não merecia ser machucado.

Em algum momento, Kurt adormeceu, apesar de estar no sofá, com apenas uma t-shirt vestida e numa posição desconfortável.

Blaine chegou não muito depois. Estava entusiasmado, curioso; estava ansioso para saber se Kurt já tinha visto o vídeo, mas também estava nervoso e, acima de tudo, tinha medo da reação do escritor. E se ele não tivesse gostado? E se Blaine se tivesse precipitado? A verdade era que, por mais medo que ele tivesse de tudo o que pudesse vir a acontecer, ele tinha finalmente achado a coragem dentro de si para se declarar para Kurt. Ele estava cansado de ter medo, cansado de não viver com medo de se machucar. Kurt era a pessoa certa, e Blaine confiava nele para não o machucar – mas, se machucasse, Blaine sentir-se-ia mais que honrado por ser machucado por Kurt.

Blaine sorriu ao ver Kurt dormindo, ele parecia tão angelical e tão belo; Blaine perguntava-se como era possível um ser humano ser tão perfeito. Até há algumas semanas, Blaine não acreditava que tal perfeição fosse possível. E, ainda assim, ali estava Kurt. Kurt era a sua nova definição de perfeição.

A posição em que Kurt estava não parecia a mais confortável, no entanto. Blaine removeu o portátil do colo do escritor e pousou-o na mesa de vidro à frente do sofá. Sem muita dificuldade, pegou nele e começou a dirigir-se ao seu quarto, sorrindo quando Kurt se aninhou em seus braços, enterrando sua cabeça em seu pescoço.

— Mm, v-você é forte demais… — Blaine ouviu um Kurt muito sonolento murmurar. Riu, divertido. Sabia que um Kurt totalmente consciente nunca diria algo assim.

— E você é adorável. — ele chegou ao quarto e pousou o escritor na cama, o cobrindo. Kurt, no entanto, estava com seus olhos bem aberto e parecia muito mais acordado. Ele segurou a mão de Blaine e chamou-o:

— Blaine?

O cantor sorriu gentilmente e perguntou: — Sim?

— A gente precisa falar. — Kurt sussurrou, acariciando a mão de Blaine e retribuindo o sorriso.

— Agora? Você parece exausto. — Blaine respondeu, mesmo que estivesse bastante curioso. Kurt aproximou-se de Blaine, e os seus rostos estavam cada vez mais próximos.

— Isso é algo que não pode esperar. — ele inclinou seu rosto e os seus lábios entraram em contato com os de Blaine, que não estava à espera daquilo. Ainda assim, Blaine retribuiu quase imediatamente, segurando o rosto de Kurt, o beijando não com desejo, mas com a adoração e o amor de um homem que acabou de encontrar a sua alma gémea. Kurt beijava Blaine com saudade, com necessidade, porque ele não queria arriscar perdê-lo, beijava-o com ternura, com paixão. Beijava-o como que quisesse limpar toda a maldade e sofrimento presentes na vida do cantor.

Eles separaram-se, mas permaneceram com suas testas juntas, permitindo que suas respirações se misturassem, como se eles fossem um só, e Kurt queria que fossem. Ele queria abraçar Blaine e nunca mais o largar.

— Eu vi seu vídeo — Kurt sussurra, ao fim de um tempo. — Eu amei cada segundo. E eu quero que você saiba que nos últimos dias eu tenho travado esta batalha interna, porque eu tenho tanto medo do que pode acontecer. Mas eu não quero mais lutar. Eu me rendo. Eu te amo. E eu entendo que você queira levar as coisas devagar, eu entendo que você tenha medo e que você não se queira comprometer. Mas eu não tenho mais forças para negar isso. Eu te amo.

Blaine encarou Kurt com devoção em seu olhar. Tudo aquilo parecia-lhe irreal. Não era possível que alguém tão belo, tão puro como Kurt pudesse gostar de alguém como Blaine. E, ainda assim, ali estava Kurt, se declarando. Era demais para processar. Mas Blaine também estava cansado de lutar. Estava cansado de ter medo. Então, antes que pudesse pensar novamente e decidir não o fazer, ele disse tudo o que tinha passado pela sua cabeça nos últimos dias:

— Eu também te amo. E eu tenho, sim, medo, mas eu quero estar do seu lado. Eu não quero esperar mais, não quero mais viver em inseguranças. Eu te quero, Kurt, eu quero poder te chamar de meu na frente de todo mundo. Chega de levar as coisas devagar. Chega de ter medo de compromisso. — ele olhou para baixo — Não estou dizendo que vai ser fácil. Eu nunca fiz isso, eu não sei o que é estar numa relação, tudo isso é novo para mim, mas eu estou disposto a descobrir. E me parece tão surreal que alguém tão perfeito quanto você possa amar alguém como eu. Mas eu não podia ser mais agradecido.

Kurt estava sem palavras. A única coisa que lhe restou fazer foi beijar Blaine novamente, porque só assim ele conseguia dizer tudo o que o seu cérebro não estava a conseguir traduzir para palavras. Todos os sentimentos que eles guardavam foram partilhados naquele beijo, o amor, a devoção, o desejo e a insegurança da descoberta de algo que era novo para ambos.

Blaine deixou as suas mãos percorrerem o torço de Kurt, quase que desesperadamente. Ambos ansiavam o toque um do outro, ambos ansiavam sentir o calor do contato de seus corpos. Era como uma droga. Eles precisavam um do outro. Não era hora para provocações nem para jogos. Eles estavam queimando.

— Blaine… — Kurt murmurou, captando a atenção do moreno. — Me faça seu.

O cantor não precisou ouvir aquilo duas vezes. Beijou Kurt como se nunca o tivesse feito, com o desespero de alguém que só quer demonstrar o seu amor por outra pessoa. Blaine estava feliz. Ele tinha alguém para chamar seu. E não era só alguém; era Kurt. As suas mãos apressaram-se a tirar a camisa de Kurt, enquanto o mais alto travava uma batalha com o cinto das calças do moreno. Quando Kurt finalmente removeu o obstáculo, ele não demorou a tirar as calças e a blusa de Blaine.

Eles não tinham tempo para tomar seu tempo. Eles precisavam de se tocar, precisavam sentir as mãos um do outro. Blaine empurrou Kurt levemente, fazendo com que as costas nuas do escritor entrassem em contato com os lençóis. Blaine começou a distribuir beijos pelo torço do homem, e Kurt suspirou, mas aquilo não estava nem perto de ser o que eles precisavam.

Blaine desceu e tirou os boxers de Kurt, expondo seu pênis, e o encarando com devoção. Blaine amava cada parte do escritor, cada uma. Com maestria, ele pegou na base do pênis de Kurt e começou a masturbá-lo, lentamente, nunca tirando seus olhos de Kurt, observando cada reação do homem. Momentos depois, Blaine baixou-se e começou a chupá-lo, fazendo todos os possíveis para dar o máximo de prazer a Kurt.

Kurt era uma bagunça de gemido. Ele contorcia-se por baixo de Blaine, arqueava suas costas e gemia o nome do cantor. Ele podia sentir seu clímax se aproximando, mas ele não queria gozar já. Era cedo demais. Ele queria gozar com Blaine, ele queria partilhar esse momento com ele.

— B-Blaine… P-pare. Eu preciso de você dentro de mim. — ele implorou — A-agora. P-por favor.

Blaine não precisou de muito mais incentivo. Afastou-se, deixando Kurt com um sentimento de vazio, mas ansioso pelo que viria a seguir, e pegou um pacote de camisinhas e um tubo de lubrificante que sempre ficavam na última gaveta do criado-mudo. Subindo novamente para a cama, ele beijou Kurt e colocou sua mão sob os joelhos do castanho, os levantando até Kurt estar completamente exposto. Então, afastando-se novamente, ele pegou no tubo de lubrificante e colocou um pouco em seus dedos, e começou a preparar Kurt, começando com um dedo, fazendo movimentos lentos de vai-e-vem.

Blaine adorava observar cada reação de Kurt. Sinceramente, adorava saber que Kurt se entregava a ele daquele jeito, saber que ele confiava tanto em si. Kurt contorcia-se, seus olhos estavam fechados e seus lábios entreabertos num gemido que acabou por não ser ouvido. Para Blaine, aquele era o rosto de um anjo.

O cantor logo inseriu o segundo dedo. Por mais ansioso que estivesse, ele queria preparar Kurt decentemente. Começou a fazer movimentos de vai e vem, e logo acrescentou o terceiro dedo. Kurt não sentia nem o menor desconforto. Aquilo era bom demais, Blaine era bom demais. Ele não sabia quanto mais tempo poderia aguentar.

— B-Blaine, eu n-não sou mais virgem, lembra? S-só… E-eu preciso de você dentro de mim. — ele implorou, jogando sua cabeça para trás. — P-por favor.

Por mais que Blaine quisesse tomar seu tempo para preparar Kurt e para garantir que o castanho não sentiria nenhuma dor, ele próprio não conseguia esperar mais. Retirou seus dedos e observou Kurt se contorcer devido à falta de contato. Tirou seus boxers e abriu o pacote da camisinha, a deslizando por seu pênis. Depois, colocou mais um pouco de lubrificante em sua mão, se masturbando, cobrindo seu pau com lubrificante. Quando esse processo estava terminado, nenhum dos dois capazes de esperar mais, Blaine penetrou-o.

Ambos gemeram jogando suas cabeças para trás por finalmente estarem se aliviando. Nos primeiros momentos, Blaine ficou parado, mas, quando a espera se tornou difícil e intolerável, ele começou a se movimentar, estocando bem lentamente. Kurt, no entanto, queria mais, e gemeu, implorando a Blaine por mais velocidade. Blaine cedeu e aumento a velocidade das suas estocadas, segurando os quadris de Kurt para facilitar os movimentos.

Kurt jogou sua cabeça para trás, seus olhos estavam fechados e sua boca estava aberta. Aquilo era bom demais. Blaine era bom demais.

— Você é perfeito… — Blaine murmurou, aumentando ainda mais a velocidade das estocadas, cada vez mais buscando contato e alívio. Kurt cruzou suas pernas em torno dos quadris de Blaine, o forçando a ir mais fundo e mais forte, e ambos gemeram quando Blaine atingiu aquele ponto que fez Kurt tremer.

— M-me deixa… — Kurt gesticulou e, de alguma forma, Blaine entendeu, e movimentou-os, de modo a que ele ficasse sentado na cama com Kurt por cima de si. Eles estavam quase abraçados, e não demorou muito até o escritor se começar a movimentar, fazendo movimentos de subida e descida firmes e rebolando contra Blaine, fazendo ambos gemerem. Blaine buscou os lábios de Kurt com os seus, mas eles não ficaram se beijando por muito tempo, porque logo seus ápices se começaram a aproximar e seus gemidos estavam cada vez mais incontroláveis.

— Blaine… E-eu vou…

— Shhh… E-eu sei — Blaine respondeu, mordendo o lábio — E-eu também…

Kurt foi o primeiro a atingiu seu ápice, mordendo o ombro de Blaine para conter o grito que ameaçava sair de seus lábios. Blaine gozou logo depois, gemendo o nome de Kurt como uma mantra, segurando seus quadris como se sua vida dependesse disse.

Quando eles terminaram, tomaram seu tempo para recuperar suas respirações e ficaram em silêncio. Silêncio este que foi quebrado por Blaine: — Eu te amo. Eu te amo. — ele beijava o rosto de Kurt com adoração e ternura — Eu te amo.

Kurt não respondeu de imediato. Tudo aquilo ainda era surreal demais para ele. Não era possível que alguém como Blaine se interessasse por alguém tão banal e normal como Kurt. Kurt simplesmente não conseguia entender.

— Blaine… — ele chamou — O que nós somos?

Blaine olhou-o e pareceu pensar por alguns segundos, mas logo respondeu: — Namorados, se você quiser, é claro. Porque eu quero. E muito. Eu quero que você seja meu, quero muito.

Kurt não precisou ouvir mais nada, nem precisou responder. Depositou um pequeno selinho nos lábios do cantor e sussurrou: — Eu te amo.

Eles trocaram sorrisos ternurentos e carícias apaixonadas. Em certo momento, eles adormeceram, juntos, naquela que seria a primeira de, espera-se, muitas noites juntos, como um casal. Como um só. Kurt amava Blaine. Blaine amava Kurt. E, naquele momento, naquele precioso momento, aquilo era tudo o que ambos precisavam. Que se fodessem os medos e as inseguranças. Naquele momento, eles só queriam se amar.

Notas finais
HELLOOOOOOOOOOO, IT'S MEEEE. Sorry. Então, eu sei que provavelmente, vocês querem meu coração numa bandeja. Eu entendo, e não adianta ficar me desculpando. Mas, mesmo assim, me desculpe por esse hiatus repentino. Aulas, provas, blá-blá-blá. Me desculpem, mesmo. Eu nem sei se ainda tem alguém lendo isso, mas se tiver, esse capítulo é dedicado a você, pessoinha do outro lado da telinha, que está a ler isso. É dedicado a todas as pessoas que comentaram, recomendaram, leram e favoritaram. Às pessoas que me motivaram a escrever e trouxeram ACT até aqui. Então, eu não tinha ideia nenhum do que estava escrevendo quando comecei a escrever este capítulo. Eu tive até que reler a fanfic desde o início porque eu estava completamente perdida. Eu só sabia que queria escrever, porque ACT é meu bebê e vocês não merecem um sumiço de sete meses. Eu costumo dizer que eu não mando nas personagens nem na fanfic, eles é que mandam em mim, então esse capítulo levou um rumo completamente diferente de qualquer coisa que eu pudesse ter em mente quando escrevi a primeira frase. Mas eu amei. Sinceramente, deixou meus feels no lixo. Eu espero que vocês gostem. E espero que não tenham parado de ler, embora eu entenda se vocês tiverem desistido, porque sete meses são muito tempo. Mas obrigada se vocês ainda estão aí lendo isso. Eu amo vocês. Não posso prometer que vou milagrosamente começar a publicar regularmente, mas posso prometer que vou tentar escrever sempre que possível e aproveitar cada momento, e também posso prometer que nunca mais vou sumir por sete meses. Então, pessoinha, se você ainda está aí, e se gostou do que leu, comente, nem que seja para me xingar ou para dizer que ainda está lendo. Me diga o que achou do capítulo, é realmente muito importante para mim. Obrigada e até depois :3
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