A Cidade da Névoa
3 Separados, morreremos
As coisas não estavam boas, Isaak admitia, mas isso era ridículo.
Uma espécie de planta carnívora com forma humana andava em direção a ele, e Isaak só possuía uma faca como arma.
“Fugir! Fugir é um bom plano! Corre!”
Esse pensamento, por algum motivo, não se concretizava. Algo no monstro o atraia de uma maneira macabra. Como se algo tenta-se adverti-lo. Algo como...
— Não pode ser!
O monstro fez um movimento, quase imperceptível, com a mão esquerda. Um movimento que assustava Isaak. Um movimento que só viu uma pessoa fazer.
Ele, por instinto, corre de monstro, não por ser o que era, mas pelo movimento.
“Isso não pode estar acontecendo! Não pode! Não ele!”
Isaak entra em uma casa, e fica contra a porta, tentando impedir que o monstro entra-se.
Algo brilhou em frente aos olhos de Isaak. Uma arma. Varias armas. Mas uma brilhava em especial. Uma que estava em uma moldura. Uma magnum de um alto calibre.
Ele imediatamente corre ate a moldura e a pega. Ele corre imediatamente até a porta.
— Isso vai ter que servir! — Disse, segurando a arma e abrindo a porta.
No primeiro tiro, Isaak segurava a arma com uma mão. A arma quase saiu da mão pelo recuo. Nos outros sete tiros, ele segurou a arma com as duas mãos.
A munição só era isso, então ele improvisou. Segurou a cabeça do monstro e a cortou com a faca.
— Prazer velo de novo, bastardo.
Uma carta estava em cima da mesa. Ele a pegou e leu:
“Feliz aniversario!
Sei como gosta de armas, Ivan, então pedi para um amigo meu me arrumar essa.
Só consegui, alem das oito balas nela, vinte e quatro.
P.S.: Não atire no próprio pé, pois duvido que sobre algo dele.”
Ele largou a carta e pegou a munição.
Uma sirene começa a tocar ao longe. Isaak por um momento pensou se alguém podia estar tocando-a, e depois não pensou mais nada. A dor de cabeça começou, quase que insuportável, fazendo-o desmaiar.
Horas? Dias? Segundos?
Isaak não sabia quanto tempo havia passado, mas tinha uma certeza:
Tinha que acordar.
Ele abre os olhos na mesma sala em que estava, mas algo aconteceu por lá. Parecia que um açougueiro maluco tinha passado por lá. Ele se levanta, ainda tonto, e procura pela planta que acabara de matar.
Apenas uma mancha de sangue.
Esse lugar estava brincando com a mente de Isaak. Ou ela própria tinha tirado férias.
— Okay... Preciso chegar no hotel, e depois... — Ele não havia pensado nisso. Sua prima o chama para um lugar que ele nunca viu, daí ele encontra uma versão bizarra de Henrico, e então o mundo muda.
Ele sai da casa. Caminha por um tempo, e ouve o som do motor de um carro.
— Conveniente demais. Não tenho nada a perder, então vamos.
Ele senta no carro, e começa a dirigir até o hotel. No caminho, percebeu que as coisas que passavam eram atraídas pela luz do farol, então o desligou, e tentou fazer menos barulho. Conseguiu.
Ele deixou o carro para traz assim que chegou perto do hotel.
Na porta do hotel, havia uma charada. Isaak passa a mão pelos cabelos. Já tinha a resposta.
Dentro do hotel, uma policial pensava se conseguiriam passar pela charada.
Estava tudo silencioso, quando um carro atravessa a porta da frente, deixando tudo abaixo.
— É assim que dirijo! — Isaak grita saindo do carro.
A policial saca sua arma, mas a abaixa logo ao perceber que era humano na medida do possível.
— Como passou pela charada?
— Hum? — Isaak não tinha percebido que tinha alguém lá. Tremeu ao pensar que poderia ter a matado. — Estava escrito “Sinal verde para VOCÊ”.
— Pra mim era outra resposta... mas tudo bem.
— E você. Como entrou?
Ela ficou calada. Isaak resolveu segui-la.
Isaak começou a fazer perguntas. Ela respondeu poucas.
— Okay, Cybil, não? O que traz você aqui?
— Vi dois idiotas entrarem na cidade. Tentei avisar, mas estavam longe. Depois a cidade mudou, e parei aqui, com tudo trancado.
Isaak deduziu que ela sabia de algo. Não se avisa alguém de algo que não se sabe.
— Você sabe se tem uma mulher aqui?
A policial parou. Pegou um pequeno no livro do bolso e o examinou.
— O nome?
— Angela Orosco.
Cybil parou ao ouvir o nome. Ela parecia pensar se o contava algo ou não. Optou por contar.
— Olha, não me pergunte como sei, não faça perguntas. Apenas aceite. Ela está morta. Não pode fazer nada. Desculpe.
Isaak ficou parado. Não sabia o que isso significava, mas a revelação de que sua prima estava morta apenas confirmou suas suspeitas enquanto o mundo voltava ai normal.
Alguém o queria ali.
E o queria morto.
Notas finais
Espero que gostem do capitulo!
Fale com o autor