A Cerejeira da Estrada de Ballete
3 Cap III- A Madrinha
Liza confortável na poltrona do escritório de Sarah sua chefe como sempre, a acompanhava em sua pausa para assistir o jornal e aproveitava para almoçar feliz com a companhia dela apesar da estranha indiferença total na alma da empreendedora, ela era gentil e agradável, do seu próprio jeito. Quando foi contratada, Sarah teve a paciência de treiná-la e até a buscava no ponto para o trabalho, não conversavam muito mas eram boas amigas.Na grande Tv no canto do escritório parado em frente a um ônibus em chamas, o repórter transmitia tristeza para o espectador, como se falasse de seu coração, atingindo a todos com compaixão com seu tom de voz e expressões suaves. E a cada golpe apelativo a sensibilidade, Liza sentia mais preocupação e Sarah abafava um riso, em uma simples reportagem de dois minutos com mais intensidade que uma novela. E assim que foi dito "É com vocês no studio " sem dar brecha para âncora ela desligava a televisão com a mesma indiferença habitual.
— Ele consegue dar intensidade até a uma corrida de lesmas,! isso é moleza — a chefe deita no sofá ao lado da poltrona — Não sei como ainda consegue se preocupar com qualquer coisa que ele fale Liz.—E como você sabe isso? Encontrou ele em algum baile de ricaços ala "olhos bem abertos" — Brincou, deitando na poltrona. —Aham e vamos nós casar semana que vem — jogou ao vento com a indiferença costumeira que sempre confundia a jovem . — Sinceramente, nunca sei quando você está brincando — e em resposta Sarah apenas mostrava a foto do papel de parede do celular onde ela e Anthony sorriam em um restaurante, ele com um belo sorriso simpático e ela com um sorriso forçado pelos dedos indicadores dele que a abraçava por trás da cadeira onde estava sentada. Roubando o celular da mão dela e inspecionando cada milímetro da foto, perguntou perplexa — como diabos se conheceram ?—Em um baile de ricaços ala "olhos bem abertos- indagou olhando para a jovem que a encarava com olhos atentos que pediam uma boa história de romance contada pela versão humana da voz do google — Bem ..."Meus pais estavam dando uma festa quando ainda tinham uma mansão aqui, eu devia ter uns dezenove anos enclausurada no meu quarto ouvindo "Korn" no último volume com a porta trancada tentando ignorar a orgia romana que eu tinha sorte dos centímetros de concreto e madeira manter longe de mim, acho que notou que nunca gostei de festas, de qualquer forma, era meu conforto no meio do inferno até que o "estrela da manhã" em pessoa entrou pela janela, literalmente pela janela. Ele devia ter uns dezesseis e tinha o ego do próprio Satã, mas tinha uma certa, como posso dizer, algo que me ‘’atraia’’ a ele porque diferente de todos os caras com quem eu tinha saído … acho que até de todos com quem me comuniquei, ele é o único que sabe quando ficar quieto. Sério naquela noite foi a primeira vez que eu acho que realmente participei de uma conversa, eu achava que apenas ele estava falando e quando reparei seus olhos encontravam os meus eu sentia que podia confiar nele e já contava minha vida a ele. Trocamos número e começamos a sair, dois anos depois meus pais se mudaram para o exterior, eu me mudei com ele para um apartamento próximo de uma emissora onde ele queria trabalhar e meu pai me deu a livraria dele como presente de partida."—Ele ainda tem um ego escroto, mas já me acostumei — concluía indo tomar uma xícara de chá — eu vou fazer trinta mês que vem e depois de dez anos finalmente vamos nos casar.—Você vai se casar, que lindo, quando? — finalmente processando o anúncio do matrimônio sem conter seu ânimo Liza abraçava ela, e cutucava seu rosto — do jeito que você não sorri nunca, vai parecer que ele te forçou !—Fui eu que pedi ele em casamento, bem, diz ele não acreditar em casamento mas está disposto a passar pela "tortura", e aliás, ele adora festas — voltava para a cadeira em sua mesa- de qualquer forma, acabou o intervalo e temos trabalho a fazer! Chegou "A torre dos Vigias " e quero que você organize nas estantes, e me manda uma lista dos livros que estão a mais de dois meses na estante. E sem esperar reação da jovem, voltava sua concentração ao trabalho. E quando Liza ia fechar a porta. —Ah! E Liza, me manda também uma lista de vestidos roxos de sua preferência, minha madrinha tem de se vestir bem- anunciou sem sequer olhar para ela—Tem certeza chefe — perguntou contendo sua felicidade. —Você é a única amiga que eu tenho — fitando os olhos da jovem e gesticulando para que se retire- até mais.Porta fechada, fazendo a dancinha da vitória Liza voltou ao trabalho ignorando os olhares e ajeitando sua franja e suéter.
Notas finais
Acho que esta rápido demais '-'
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