A Centelha

3 Sempre há uma Primeira vez


– Sua irmã já chegou? –Questionou Cida.

– Ainda não mãe.-Respondeu Maria.

– É por que eu vou chegar mais tarde hoje, vou ligar pra ela e perguntar onde ela está.

– Beijo. – Desligou o telefone.

Maria voltou para a TV, ela esperava a novela começar enquanto passava o noticiário. Parou por um instante na frente da televisão, pensando em pegar o computador, nessa hora a âncora dizia: “ Natasha Silva de 19 anos terminava mais um dia de trabalho,a jovem desapareceu após ultimo programa , o principal suspeito é Valdomiro Carvalho, o ultimo cliente do dia.” Colocou a TV no mudo e abriu o Notebook.

As horas passaram sem que ela se desse conta do quanto a irmã demorava . Já passara das oito da noite e nada dala chegar.

O telefone tocou de novo, e escutou o barulho da fechadura.

– Alô?

–Sua irmã já chegou? -Falou nervosa.

– Ainda não...- Luiz apareceu na porta da sala acabara de chegar.

– Eu vou matar a Francielle!!!!

– Você conseguiu falar com ela? –Indagou Maria.

– O celular dela está desligado ou fora de área.

Dali a algumas horas Cida chegou e nada ainda da menina nem mesmo um telefonema, agora já passava das dez. A mãe decidiu então que deveria contatar os mais próximos, quem sabe eles não saberiam onde a menina estava aquela altura da noite.

Ligaram para praticamente todos que poderiam ter notícias dela, amigos, conhecidos, e parentes próximos , entretanto aparecia que ela havia desaparecido do mapa. Ao longo da noite a irritação que Cida sentia com o atraso se transformava em pânico, sentia-se aterrorizada com a ideia da menina estar sozinha na madrugada.

Luiz sentado no sofá junto da mãe e irmã, sentira algo esquisito, e logo depois ele parou ficou imóvel como uma estátua seus punhos fecharam e viu a irmã vagando por uma rua escura, amedrontada e com a mochila rasgada.

– Acho que sei onde ela está! Acho que ela pode ter sido assaltada ou coisa do tipo. –Terminou.

– Liga pro seu pai, eu vou tomar um banho e a gente vai lá buscar ela.-Entrou correndo pro banheiro.

Em questão de meia hora Leonardo pai de Luiz e Fran estava na porta da casa, Maria a mais jovem iria pra casa da vizinha pois já era bem tarde pra uma menina de dez anos ficar na rua.

Chegaram no centro, na rua em que Luiz havia visto em sua premunição, não havia ninguém lá, nenhuma só alma perdida.

– Não entendo, minhas visões nunca falharam, nem uma só vez! -O rapaz não sabia o que fazer.

– Vamos esperar mais um pouco filho, as vezes ela ainda vai passar por aqui. – Aconselhou o Pai, Leonardo costumava ser um homem muito tranquilo, por tanto não estava tão descontrolado quanto os outros com a situação.

O rapaz tremia em nervosismo, sentia um medo cada vez maior dentro de si, o tempo corria muito ligeiro e o desconforto dentro deles só crescia.

– Leo! Nós vamos ir para a polícia, agora!! Esbravejou a mulher entrando no carro.

Notas finais
Eu peço a todos que lerem, para postar comentários, para que eu tenha uma ideia de como está ficando a história. Os comentários me ajudam a melhorar o que estou escrevendo. Agradecida aqueles que compreenderem essa necessidade. Bjos!!