A Caçadora E O Vampiro
17 O passado de Laureen
Notas iniciais
Eu não gostei muito deste capítulo, mas não tive como tentar melhorar por causa da falta de tempo e não queria deixar vocês sem algum capítulo novo por muito tempo...
Já vou deixar avisado que não vou poder postar nada por pelo menos duas semanas, já que minhas provas começam amanhã... Desejem-me sorte!!!
Enjoy it!!
(Ponto de vista da Laureen)
Meu corpo estava dolorido, meu estômago se retorcia dentro de mim, não conseguia acreditar que tinha me deixado chegar a um ponto tão extremo, não sabia quanto mais aguentaria, mas não podia deixar Alice sozinha com a Sophie. As alucinações haviam cessado há algum tempo, o que indicava que ela estava prestes a se transformar, não podia deixá-las em uma hora como aquelas, eu era a única que saberia o que fazer. Sophie dormia encolhida em uma bola com vários edredons a esquentando, ela ressonava baixinho ritmicamente. Acompanhava cada movimento que fazia atentamente, não sabia se estava vidrada nela por causa da sede que sentia ou se era por causa da preocupação constante que assolava meu corpo.
“Laureen, você está bem?” perguntou Alice me olhando intrigada e levemente assustada, não sabia o que meu rosto transparecia, mas não devia ser uma expressão muito amigável.
“Estou sim, só que a sede está cada vez pior” confessei, não tinha porque mentir a ela. Havia contado a Alice enquanto cuidávamos de Sophie que era uma vampira, ela não se assustou ao saber o que eu era como achei que faria, ela apenas fez algumas perguntas sobre como era ser o que era. Acho que o fato de ser uma bruxa e estar cuidando de uma amiga prestes a se tornar um lobisomem a deixava imune ao impacto de saber o que eu era.
“Você devia ir, então. Posso cuidar das coisas por aqui enquanto você está fora, se precisar eu ligo pra Millie” ela tentou me convencer, mas nada me faria deixar aquele quarto tão cedo.
“Não, eu não posso. É perigoso demais” cruzei os braços sobre o peito para parecer mais autoritária.
“É ainda pior para você, se for mordida você vai morrer” alegou irritada com meu comportamento teimoso.
“Eu sei, mas não posso deixar que você cuide dela sozinha, nunca enfrentou nada parecido antes, você vai precisar de mim caso a transformação se inicie. E além do mais, eu sei me cuidar” me encaminhei para a poltrona que ficava em um canto do quarto e me sentei, cruzando as pernas. Não havia nada que ela dissesse ou fizesse que me faria sair dali, minha sede poderia esperar mais um pouco, apesar de não me sentir tão confiante assim quanto a isso, mas era uma vampira experiente, sabia me controlar.
“Você é muito teimosa, sabia?” resmungou frustrada.
“Eu sei” sorri triunfante, ela havia desistido de me fazer sair dali.
“Como será que a nossa vida vai ser a partir de agora? Quero dizer, ninguém mais é normal por aqui, mas ainda assim vamos ter que voltar para a faculdade e fingir levar uma vida normal” comentou pensativa.
“É difícil pensar que depois de passar por tudo isso ainda vamos ter que levar uma vida normal, não sei se vamos parecer muito normais ao voltar.” eu tinha que concordar, era realmente estranho pensar sobre isso, era como se nossas vidas tivessem tomado um rumo completamente diferente e tivéssemos que retroceder depois de tudo que passamos para podermos seguir o caminho que trilhávamos anteriormente.
“E a sua relação com o Dave?” perguntou mudando de assunto. Tinha me esquecido completamente dele nestes últimos dias, parecia que já se passaram séculos desde a noite na fogueira.
“Nós somos só amigos” dei de ombros, tentado parecer relaxada quanto a isso, mas no fundo isso me incomodava, gostava dele.
“Eu sei que você gosta dele mais do que como um amigo, isso é muito óbvio, Laureen. Você devia ir procurar ele quando tudo isso acabar”
“Eu não sei, não sei se é certo me envolver com alguém.”
“Por que?”
“Da última vez que gostei de alguém, ele se transformou em um lobisomem e morreu por causa de uma mordida de vampiro... nunca consegui me perdoar por isso” minha cabeça começava a se encher de lembranças dolorosas que haviam permanecido trancadas no meu subconsciente por anos. Sentia meus olhos marejando, mas enxuguei-as rapidamente, torcendo para que ela não as tivesse visto.
“Como assim?” perguntou Alice, era óbvio que ela ficaria curiosa, não tinha como dizer algo do tipo sem ser bombardeada por perguntas logo em seguida, não enquanto estivesse perto dela.
Alemanha – Dezembro de 1890
Mais uma viagem, mais uma vez teria que deixar uma cidade para trás para que não suspeitassem do que éramos. Por mais que fossemos apenas dois, muitas mortes já estavam sendo registradas e vários policiais tentavam desvendar o que estava acontecendo, não estavam acostumados a encontrar corpos totalmente sem sangue jogados na mata.
Mark andava comigo cabisbaixo. Era mais difícil para ele do que para mim, ele ainda tentava lutar contra o que era, ele era um vampiro recém-criado, não sabia se controlar, o desejo por sangue era muito forte, mas ele estava se saindo muito bem, provavelmente por causa da repulsa que sentia pelo que era.
“Você está bem?” perguntei, ele parecia estar imerso em lembranças que fazia seu rosto se retorcer de dor e fúria.
“Estou, mas não consigo tirar aquela noite da cabeça... minha mãe morta... eu bebendo o sangue daquele assassino frio e sem coração...” ele tinha um sério problema quando o assunto era o pai, sabia que ele não o perdoara pelo que havia feito a mãe que ele tanto amava.
“Você vai ficar bem, Mark. Com o tempo as lembranças começam a ficar menos vívidas, principalmente as lembranças da sua vida humana” tentei reconfortá-lo, mas não estava acostumada a fazer tal coisa, não estava me saindo muito bem como psicóloga. Ele suspirou.
“Queria poder tirar isso da cabeça logo, não quero ter que reviver essa noite todos os dias” sua voz tinha um toque de dor, tristeza e ressentimento que partia meu coração, ele era um irmão para mim, não gostava de vê-lo assim tão vulnerável.
“Sabe do que você precisa?” perguntei, mas não dei tempo para que respondesse “Uma noite fora, beber alguma coisa, ficar bêbado e esquecer de tudo isso... vai fazer bem a você. Quando chegarmos ao continente vamos achar um hotel, deixar nossas malas e achar um bar”
“Você é louca, sabia?” ele sorriu ao dizer isso, era bom vê-lo sorrir, algo raro desde que nos conhecemos na França.
Quando saímos do navio estava de noite, mas o porto estava lotado pelos parentes e amigos que vinham receber as pessoas que navegaram conosco durante aqueles últimos dias. Estava faminta, não bebia desde que entrara no navio, não podia chamar atenção para nós lá, mas agora que estávamos na Alemanha tínhamos que satisfazer nossos desejos. Mark parecia faminto também, mas ele nunca admitiria.
Não carregávamos muitas coisas conosco, apenas algumas roupas e alguns pertences com valores sentimentais, viajávamos tanto que não podíamos carregar muitas coisas. Fomos até um hotel barato perto do porto, era um lugar mal iluminado e pequeno. Deixamos nossas malas nos quartos e saímos para a noite mais uma vez. Nos alimentamos rapidamente, tomando cuidado para não mancharmos as roupas, escondemos os corpos e fomos até um bar não muito longe dali. Mark parecia se sentir culpado pelo que acabara de fazer, mesmo que isso fosse a única coisa que garantia sua sobrevivência.
O bar era mal iluminado e parecia sujo, mas era o único que ainda estava aberto. Não havia muitas pessoas lá, já era tarde. Fomos até o balcão e pedimos as bebidas. Bebemos muito naquela noite, Mark parecia não se importar mais com o que era, ele estava rindo e parecia feliz. Um homem se juntou a nós no bar, seu nome era Albert. Ele tinha cabelo castanho escuro, sua pele morena clara e seus olhos verdes, ele era muito bonito e simpático, me contou sobre sua vida e contei um pouco da minha também. Quando o sol já estava começando a nascer, nos despedimos, combinando de nos ver a noite no bar novamente.
Começamos a sair depois disso, gostava muito dele, sempre gentil e um perfeito cavalheiro, me tratava muito bem, mas não podia contar a ele o que era, não conseguiria suportar perdê-lo e o fato de estar escondendo algo dele me consumia por dentro.
Alemanha — alguns dias depois, ainda em Dezembro de 1890
Estava voltando de um passeio com Albert, desde que o conhecera alguns dias atrás não nos desgrudávamos. Odiava deixar Mark sozinho, tinha medo de que ele fizesse alguma besteira, mas não podia deixar Albert, ele havia se tornado muito importante para mim, não conseguia viver sem ele.
Estávamos na ponte principal da cidade, já era tarde e as ruas estavam desertas. Era uma cidade pequena, mas não era cercada por florestas, mas sim por outras cidades, algo estranho para a época. Andávamos de braços dados calmamente conversando sobre nossas vidas antes da Alemanha, adorava ouvir as histórias de suas viagens, eram todas fascinantes apesar de ele achar as minha mais interessantes – eu discordava.
Ouvimos um barulho se aproximando de nós, mas não demos importância, devia ser apenas mais um bêbado perambulando pelas ruas da cidade adormecida. Era a minha hora favorita, sem ninguém por perto, podia ter a atenção de Albert sem interrupções ou olhares invejosos. O barulho parecia chegar cada vez mais perto, até que a fonte deles apareceu a nossa frente. Um lobo majestoso, de pelagem escura e grandes dentes amarelos, seus olhos estavam vidrados em mim. Ele começou a grunhir e salivar. Albert estava aterrorizado ao meu lado, não era comum vermos animais na cidade, apenas gatos, cachorros, pássaros e vários ratos.
O lobo se preparou para atacar, estava pronta para bater nele e mandá-lo para longe, não podia deixá-lo ferir Albert, se sentisse o cheiro se sangue era capaz de não conseguir controlar minha sede e nunca me perdoaria se o matasse ou se o transformasse em um vampiro. Quando o lobo pulou em nossa direção, Albert se pôs a minha frente, tentando me proteger em vão, não tive tempo de tirá-lo de lá. Vi os dentes do lobo cravando no braço do meu salvador, o cheiro de sangue logo me atingiu, mas ao ver Albert com uma expressão de dor, a sede sessou. O lobo saiu correndo dali, uivando.
A ferida que fora aberta sangrava livremente. Rasguei a camisa de Albert, enfaixando seu braço com ela para estancar o sangramento. Não demorou muito para que ele desmaiasse. O peguei nos braços e o levei para o hotel, que estava vazio e escuro. O deitei na minha cama e fui molhar algumas toalhas para tentar fazer a febre que havia se apoderado de seu corpo baixar. Passei a noite toda assim, tentando cuidar dele debilmente enquanto toda a água que havia em meu corpo se transformava em lágrimas de dor e desespero, não sabia o que faria sem ele.
Naquela mesma noite, as alucinações começaram. Foi doloroso ver que ele não se lembrava de mim, era ainda mais doloroso não saber o que estava acontecendo. Mark tentou me ajudar, tentou me consolar, mas nada adiantava, meu estado de espírito era muito depressivo.
Quando as alucinações acabaram, as coisas começaram a piorar. Ele saiu correndo do quarto quando a lua cheia já estava a pino, gritando de dor. Seu corpo se contorcia em ângulos estranhos e assustadores, ele tremia convulsivamente, seu rosto se deformando aos poucos... e os gritos não cessavam. Foi então que ele se transformou e eu finalmente entendi o que estava acontecendo. Ele era um lobisomem.
O lobo no qual ele se transformara olhava para mim rosnando, pronto para atacar. Saí correndo o mais rápido possível de volta para o hotel, mas ainda podia ouvir as batidas na porta causadas pelo corpo do lobo que tentava invadir o lugar.
No outro dia de manhã, tudo parecia ter voltado ao normal. Albert já estava na forma humana novamente, porém não se lembrava dos ocorridos enquanto lobo.
Alemanha – Fevereiro de 1982 (noite de lua cheia)
Eu estive presente em todas as suas transformações desde então, ajudando-o a não machucar ninguém. Depois que as noites de lua cheia acabaram ele voltava a ser o mesmo homem pelo qual estava apaixonada. Não precisava mais esconder o que era dele, afinal ele era um lobisomem agora, e isso me deixava aliviada, não existia mais nenhum segredo entre nós.
Porém naquele mês algo diferente aconteceu.
Estávamos em uma floresta longe da civilização, Albert não queria correr o risco de machucar alguém, havia sido uma discussão muito longa quando falei que estaria lá para ele, algo que ele não queria por medo de me machucar..
Ele se transformou e como em todas as noites, ele se preparou para me atacar. Já sabia que isso iria acontecer, mas naquela noite, ele estava mais feroz, mais forte, como se ele estivesse se aperfeiçoando como lobo. Mesmo que eu corresse, ele me alcançava, mesmo que me escondesse ele me achava.
Ele me atacava, eu apenas o empurrava para longe, tentando evitar seus dentes, não sabia o que aconteceria se ele me mordesse, não era humana. Ele lutava comigo cada vez mais intensamente, estava ficando mas difícil de me defender sem machucá-lo, estava aterrorizada. Agi por instinto, estava apenas tentando me salvar. Eu o mordi, fazendo-o ganir de dor. Ele se afastou rapidamente, mas não conseguiu ir muito longe, cambaleava a cada passo que dava. Seu corpo tombou para o lado, ele parecia estar se contorcendo de dor, sua boca espumava, seu pelo perdia o brilho, escurecendo consideravelmente. Até que ele parou de se mexer e a minha respiração era a única que podia ser ouvida na floresta.
Eu o matara, as lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto meu coração petrificado era partido em milhões de pedaços.
“Eu sinto muito” falou Alice, vindo até mim, me abraçando. Não conseguia reprimir as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Albert foi o único homem que amei e iria continuar assim para sempre, havia prometido a mim mesma quando o vi deitado no chão úmido e frio da floresta sem se mexer. Mas sentia algo por Dave, e isso era errado, contrariava minha promessa. Enxuguei o rosto, precisava ser forte.
Ficamos em silêncio depois disso, Alice parecia estar processando tudo que contara e eu tentava rechaçar as lembranças daquela última noite, não queria me lembrar da dor que havia causado a ele. E era tudo culpa minha, eu não conseguira protegê-lo do lobo e o havia matado com meu veneno.
Não tive tempo para pensar em mais nada, Sophie havia acordado. Seus olhos arregalados me fitavam em choque, seu corpo tremia. Não demorou muito para que os gritos começassem. Olhei para Alice que parecia estar paralisada de medo e preocupação. Ela me olhou.
“Está começando, não está?” sua voz fraca por causa do medo.
“Está, temos que tirá-la daqui. Liga pra Millie e pro Mike, pede pra eles virem aqui.” falei, me aproximando da Sophie, ajudando-a a se levantar. Suas pernas bambearam ao pisar no chão, consegui segurá-la antes que caísse.
A peguei no colo, correndo para fora da casa rapidamente. Alice corria atrás de mim, mas eu era mais veloz, mesmo não usando toda a minha capacidade. Fui até o jardim dos fundos, entrando na floresta, ninguém podia vê-la naquele estado. Diminui o passo para que Alice pudesse me alcançar.
“O que fazemos agora?” perguntou arfante.
“Temos que levá-la para dentro da floresta, longe da cidade, é perigoso demais deixá-la por aqui” voltei a andar na floresta. As árvores não deixavam muita luz se infiltrar por lá, mas eu conseguia enxergar tudo perfeitamente. Alice segurou minha camiseta para não se perder e caminhou ao meu lado insegura.
“E o que vamos fazer depois de deixá-la? Não podemos deixar ela sozinha”
“Não temos outra escolha, é perigoso ficar lá, ela não vai conseguir se controlar. Ficamos lá por um tempo, quando ela estiver prestes a se transformar saímos correndo para sua casa.”
“Tudo bem... eu liguei pro Mike, eles estão vindo pra cá”
“Certo”
Ficamos em silêncio durante o resto do trajeto. Quando já estávamos embrenhadas no fundo da floresta, a luz parecia ter diminuído ainda mais. Parei e coloquei Sophie no chão, onde ela começou a se contorcer de dor. Vi Alice a observar sem conseguir enxergar muito bem, seu rosto demonstrava todo o medo que sentia por dentro. Os gritos de Sophie estavam cada vez mais altos enquanto seu corpo começava a se torcer em ângulos dolorosos, podia ouvir seus ossos estralando conforme ia se modificando para a forma lobo. Por ser a primeira transformação sabia que o processo iria demorar , ainda tínhamos bastante tempo para ficar com ela antes de termos que deixá-la. Foi um tempo muito longo, reviver aquilo me deixava péssima, lembrava-me de Albert a todo momento. Quando Sophie começou a tremer violentamente puxei Alice para podermos sair dali, tínhamos que correr.
O escuro não ajudava nada, mesmo segurando sua mão, Alice caiu diversas vezes, nos retardando. A ajudava a levantar e voltávamos a correr, nossas roupas enganchando nos galhos das árvores, se rasgando facilmente. Um uivo reverberou pela noite, seguido de vários outros. O bando devia estar se reunindo, presumi. Peguei Alice no colo para que pudéssemos ir mais rápido, mesmo carregando conseguiria correr mais rápido do que com ela correndo na velocidade normal para humanos.
Pude ouvir uma respiração pesada e ofegante se aproximando de nós, sabia que Sophie estava nos perseguindo, já na forma de lobo. Avistamos a casa logo depois, ao ver o lobo atrás de nós Alice gritou de medo. Corri até a entrada, coloquei Alice no chão para que pudesse abrir a porta e entrar na casa. Quando fechei a porta pude ouvir as batidas do corpo do lobo de encontro com a madeira grossa. Me encostei na parede ali perto ofegante, tinha conseguido trazer Alice em segurança, mas por muito pouco não fomos alcançadas.
Sentados no sofá estavam Mark, Millie e Mike, que nos olhavam preocupados, analisando nossos rostos e nossas roupas rasgadas. As batidas havias cessado. Os três vieram para junto de nós, nos guiando para o sofá. Millie foi até a cozinha nos trazer um copo de água com açúcar para que pudéssemos nos acalmar. As batidas voltaram e Mike foi até a porta para ver o que era.
“NÃO!!!” gritei, impedindo-o. Ele deu de ombros e voltou para a sala, se posicionando ao lado de Mark, que me olhava consternado.
Millie voltou com a água. Alice bebeu rapidamente, mas o copo tremia em suas mãos por causa do jato de adrenalina que percorria seu corpo. Bebi o conteúdo do meu copo – mesmo sabendo que não surtiria efeito em um vampiro – e o entreguei a Millie, que os levou para a cozinha voltando logo em seguida.
“O que aconteceu?” perguntou Mark, mesmo já sabendo a resposta.
“A Sophie se transformou” respondi.
Todos os rostos na sala se voltaram para mim assustados esperando por mais detalhes. Descrevi do melhor jeito que pude o que havia acontecido desde que Sophie acordara. Millie me olhava preocupada, Mark andou até a janela para olhar o que estava acontecendo lá fora, já que as batidas continuavam, seu rosto indicava que não gostava do que via. Mike era o único que parecia conformado com minha história, mas ainda assim abalado.
“O que vamos fazer agora?” perguntou Millie.
“Esperar até que o dia amanheça, trazer Sophie para dentro de casa e explicar tudo para ela” respondi, nossos olhares se encontrando, ambos demonstrando que não gostavam da ideia, porém era algo que não podíamos mais adiar, Sophie tinha que saber o que estava acontecendo de uma vez por todas.
Notas finais
Beijinhos e até o próximo capítulo...
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