A Caçadora E O Vampiro
12 Lua Cheia...
Notas iniciais
Só para avisar, eu vou ficar sem postar por um tempinho, que as próximas duas semanas são as semanas de prova da faculdade e eu tenho que estudar muuuito, então eu vou ficar sem tempo para escrever, mas assim que as provas acabarem tudo volta ao normal...
Espero que gostem deste capítulo...
O mês de Setembro passou rapidamente. O frio aumentava conforme o inverno se aproximava lentamente e as árvores perdiam suas folhas, se preparando para o frio que chegava.
Nestes últimos dias eu fui feliz, mais feliz do que me lembro de já ter sido. Mark e eu estávamos juntos, a cada dia que passava ele estava mais seguro de si, não se isolava mais e tudo parecia perfeito. Já fazia algum tempo que não tinha notícias de Dean, o que era bom, queria muito que ele me deixasse ser feliz e desistisse dessa missão, mas sabia que era muito para se pedir a ele, querendo ou não ainda esperava pelo pior. Sophie ainda namorava o lobisomem e ela estava feliz, mas eu continuava a observar de longe, pronta para intervir caso fosse necessário, mas nada havia acontecido, os ataques não voltaram a se repetir.
A sensação de calmaria que se apoderara da minha vida nos últimos dias era maravilhosa. Estava vivendo minha vida, me sentindo normal, feliz e completa. Finalmente estava vivendo a felicidade que merecia viver, depois de tantos anos sombrios estava finalmente vivendo na luz. A caçadora estava trancada em um quarto escuro dentro de mim, da onde eu não a deixaria sair, não queria voltar a ter aquela vida.
Alice já estava se reunindo com o comitê de organizações para planejar a festa de Halloween, sinceramente não via um motivo razoável para comemorar o dia das bruxas, era uma noite sombria onde as pessoas fingiam ser monstros, já estava cansada de ter que lidar com os verdadeiros seres sobrenaturais, não precisava de fantasias me lembrando da minha vida como caçadora. Foi difícil aprisioná-la dentro da minha cabeça e essa festa poderia resultar na volta do meu antigo eu que tanto odiava – tudo por causa do meu relacionamento com o Mark, claro.
Uma batida na porta me tirou de meus devaneios. Peguei minha bolsa correndo, dei uma última olhada no espelho antes de sair, meu cabelo estava bagunçado, mas não consegui arrumá-lo, acabei desistindo e corri para a porta.
Mark estava parado lá, parecendo um modelo saído de uma das revistas de esporte que vira na banca de jornais mais cedo. Seu cabelo desalinhado como sempre, jeans, camiseta cinza justa que parecia esculpir seu corpo perfeito e sua habitual jaqueta de couro preta que o deixava com um ar de badboy que eu amava. Ele sorriu ao me ver, fazendo-me esquecer de tudo a minha volta, mesmo depois de quase um mês juntos seu sorriso ainda tinha um efeito hipnotizante sobre mim. Ele passou os braços pela minha cintura, me puxando para mais perto de seu corpo, juntando seus lábios aos meus em um beijo rápido e carinhoso.
“Oi” falou, ainda me segurando firme.
“Oi” respondi sem jeito, ainda me sentia flutuar perto dele.
“Podemos ir?”
“Sim” me soltei de seus braços e peguei sua mão.
Caminhamos para o carro que estava parado na estrada de veículos que levava à garagem coberta. Mark abriu a porta do passageiro para mim, como um perfeito cavalheiro do século passado – o que, por sinal, ele era. O observei andar despreocupadamente para o lado do motorista. Ele parecia tão... humano. Sorri com a ideia, na hora me pareceu um pouco engraçado.
Logo o motor rugiu baixinho e entramos em movimento indo em direção à cachoeira – a que servia de palco para várias festas da faculdade – onde iríamos encontrar alguns amigos para um luau particular, mais uma das ideias de Alice. Tinha que admitir que essa ideia era boa, estávamos precisando de algo que nos ajudasse a espairecer, eram tantas provas e trabalhos que estávamos tendo que enfrentar na nossa vida acadêmica que a maioria de nós estava prestes a surtar – eu com certeza estava.
Além de tudo que estava enfrentando na faculdade, do meu relacionamento com Mark e das minhas idas e vindas na casa da Alice para a ajudar com os feitiços, eu tinha começado a trabalhar como garçonete na lanchonete da cidade. Me sentia sobrecarregada, precisava de algum tempo para descansar e sair um pouco sem me preocupar com a minha vida agitada. O luau chegou na hora em que mais precisava descontrair.
Mark estacionou o carro no acostamento. Saí do carro antes que ele pudesse abrir a porta para mim, não estava acostumada ao lado antigo dele. Ele pegou minha mão, entrelaçando nossos dedos. Ainda tinha problemas para andar sozinha na floresta, meu senso de equilíbrio ainda era péssimo, mas parecia piorar quando estava perto dele. Ele apertou minha mão gentilmente para me passar confiança e nos embrenhamos na floresta precariamente iluminada pela luz que saía da lanterna que Mark carregava na outra mão. Não tinha notado que ele carregava uma lanterna, mas estava grata por ele ter se lembrado de trazê-la, ele podia enxergar no escuro, eu não.
Conforme nos aproximávamos da clareira o barulho da cachoeira parecia aumentar. Era um som confortador e relaxante que fazia meus músculos relaxarem aos poucos, tirando o peso que carregava nos ombros por causa da minha vida sobrecarregada diminuir consideravelmente. Era exatamente disso que precisava. Mark também parecia mais relaxado, parecia que ele se sentia mais confortável ali na floresta, ouvindo o som da água corrente ali perto.
A clareira estava iluminada por uma alta fogueira, suas chamas bruxuleantes e alaranjadas crepitavam, mas era praticamente inaudível por causa do barulho da cachoeira. Parecia que o som da água estava mais alto do que da última vez que fui à clareira, mas talvez eu estivesse ficando paranoica.
Alice estava sentada no colo de Mike perto da fogueira, os dois pareciam apaixonados, nem prestavam atenção no que acontecia ao seu redor. Sophie e Daniel estavam se aproximando da fogueira com alguns gravetos que acharam na floresta. Laureen conversava com um menino loiro e alto, ele carregava um violão preto para perto da fogueira, provavelmente ele foi incumbido de trazer o violão. Ia ser um luau autentico, com música ao vivo e marshmallow – que Alice insistira para que trouxesse.
“Oi, Millie” gritou Alice, acenando. Ela ainda estava grudada em Mike, mas nos olhava animadamente.
“Oi gente” sorri, caminhando para perto de onde eles estavam, puxando Mark comigo.
“Só estamos esperando a Valerie e o Greg, eles ficaram de trazer a cerveja” explicou, voltando sua atenção para meu irmão novamente.
Me sentei ao lado do casal apaixonado fazendo Mark se sentar ao meu lado. Ele passou um braço pela minha cintura possessivo, apoiei minha cabeça em seu ombro olhando a fogueira. Era lindo como as chamas pareciam dançar uma dança própria e complexa, se intercalando uma na outra, pulando e tremulando por causa da brisa noturna.
Sophie distribuiu os gravetos para cada pessoa ao redor da fogueira, indo se sentar com Daniel do outro lado do fogo. Eles pareciam apaixonados, por mais que não gostasse que ela estivesse namorando ele especificamente, não podia negar que eles gostavam um do outro, o modo como se olhavam dizia tudo. No fundo eu acreditava que ele nunca seria capaz de machucá-la, mas continuava alerta a cada movimento que ele fazia, a coda toque, a cada troca de olhares. Não podia me impedir de zelar pelo bem estar de minha amiga.
Laureen se sentou ao lado de Mark, perto do garoto loiro que estudava junto com Mike, não o conhecia muito bem, acho que o vi em casa uma vez só e foi algo muito rápido já que eles estavam prestes a sair, se não estou enganada seu nome era Dave Frederik. Ele tinha o violão no colo e estava afinando-o concentrado. Percebi que Laureen o olhava atentamente e de um modo abobalhado. Revirei os olhos sorrindo, para uma vampira velha e experiente ela podia agir como uma perfeita adolescente às vezes.
Valerie e Greg não demoraram a chegar. Ela era alta, tinha cabelos loiros cacheados que chegavam à cintura, seus olhos eram escuros, mas não consegui distinguir a cor por causa da falta de luz. Usava uma camiseta preta com Slipknot escrito em vermelho que parecia justa de mais e jeans escuros. Greg tinha cabelos ruivos e olhos claros, usava óculos quadrados que transmitiam uma aparência de nerd a ele. Usava jeans e uma camiseta branca lisa que deixava sua magreza ainda mais acentuada. Ele carregava dois engradados de cerveja e veio se juntar a nós rapidamente.
Depois que as bebidas foram distribuídas e os marshmallows começaram a assar, Dave começou a tocar uma música lenta e suave no violão.
“Millie, já sabe o que vai vestir na festa do Halloween?” perguntou Alice, me olhando desconfiada, não era nenhum mistério que não gostava dessa data comemorativa.
“Eu não sei se eu vou a essa festa, Ally, desculpa” sabia o que estava por vir, um sermão dizendo que eu tinha a obrigação de ir, que eu era amiga dela e que eu não podia faltar na festa que ela estava organizando, ela era muito previsível. Suspirei.
“Não ouse faltar a essa festa, Camillie!” seu tom de voz autoritário não combinava com seu rosto suave e delicado “Você vai nessa festa nem que eu tenha que te acorrentar e te puxar até aqui a pé!”
“Sério Alice, eu não gosto do Halloween, não quero ir nessa festa” tentei persuadi-la inutilmente.
“Você pode não gostar do Halloween e tudo mais, mas vai ir sim, tenha um pouco de consideração comigo, eu estou trabalhando muito nessa festa, se você não for vou ficar com muita raiva de você” ela estreitou os olhos para parecer mais autoritária.
“Vou pensar no assunto, pode ser?” tentei ser educada, ela bufou contrariada, um sinal que indicava que discutiríamos mais tarde. Revirei os olhos, ela era tão infantil às vezes.
Dei uma mordida no marshmallow que estava deixando esfriar e dei um gole na cerveja. Não queria ter que discutir, queria apenas aproveitar minha noite.
“Se eu for nessa festa, você vai?” perguntou Mark baixinho para que ninguém nos ouvisse.
“Provavelmente não. Você está pensando em ir?” o olhei para ver se estava sendo sincero.
“Não sei, pelo menos a fantasia eu já tenho. Uso ela todo dia” riu baixinho. Revirei os olhos sorrindo, ele era ótimo tentando me distrair.
A noite passou rapidamente, conversamos sobre vários assuntos, comemos todos os pacotes de marshmallow que levara, os engradados de cerveja logo acabaram, rimos, cantamos, dançamos... Foi bom esquecer das coisas e me divertir.
“A gente vai dar uma volta” avisou Sophie, se levantando com Daniel.
Fiquei os observando entrar na floresta. Queria poder ir atrás deles, mas não era o certo a se fazer, não tinha o direito de persegui-los vinte e quatro horas por dia, tinha que confiar nele um pouco, mesmo que isso me deixasse muito preocupada. Mark reparou e me olhou interrogativo.
“Eu não confio nele” expliquei cochichando, ninguém precisava saber disso.
“Por quê?”
“Você não sabe o que ele é?” perguntei incrédula, ele sempre me pareceu bem informado quanto ao mundo sobrenatural.
“Ele é um lobisomem. Mas eu ainda não entendi o problema” suspirei contrariada, por que será que ele não me entendia?
“Ele é um lobisomem! A Sophie namora um lobisomem! Precisa de mais explicações?” meu tom de voz soou rude, mas não foi de propósito.
“E eu sou um vampiro, você namora um vampiro. Acho que você não pode julgar muito”
“Mas é diferente. Ele machucou meu irmão!”
“Como assim?” ele me endireitou para que pudesse me olhar melhor, ele parecia transtornado.
“Ele tentou comer meu irmão pro jantar, acha que agora eu tenho razão de não confiar nele?”
“Por que você não me contou antes?”
“Foi antes da gente começar a namorar, nem me lembrei de comentar” dei de ombros.
Um uivo alto e agudo me fez estremecer. Involuntariamente olhei para o céu. Era noite de lua cheia. Sophie corria perigo. Tinha me esquecido completamente que era noite de lua cheia. Meu rosto transparecia a aflição que sentia. Olhei para Mike que entendeu rapidamente. Ele se levantou e eu fiz o mesmo, puxando Mark comigo já que ainda não havia soltado minha mão. Nem reparei em todos os olhares confusos e divertidos que recebia, tudo que importava era chegar até Sophie o mais rápido possível.
Saímos correndo em direção à floresta. Outro uivo, dessa vez um pouco mais baixo, reverberou na noite. A floresta parecia ainda mais escura, mais gelada, mais assustadora. O fato de um lobisomem estar escondido dentro dessa floresta, prestes a comer minha amiga fazia meu peito apertar e meu corpo estremecer, não podia deixá-lo machucar Sophie. Eu devia ter seguido eles, devia ter impedido, devia ter lembrado que aquela era a primeira noite de lua cheia da semana. Minha estupidez colocou Sophie em perigo. Se algo acontecesse a ela seria culpa minha. Mark apertou minha mão, me fazendo olhar para ele. Sabia que minha expressão mostrava meu estado de espírito.
“Vai ficar tudo bem” falou, tentando me fazer relaxar, mas não adiantou. Ainda sentia como se meu peito estivesse sendo esmagado pelo meu descuido, eu a tinha deixado entrar na floresta com um lobisomem em uma noite de lua cheia!
Chegamos onde Sophie estava. Ela estava caída no chão, tentava inutilmente se afastar do lobo à sua frente se arrastando pelo chão úmido e frio da floresta, seus olhos o encaravam amedrontados. O lobo rosnava, mostrando todos os seus dentes. Cheguei perto de Sophie, ajudando-a a se levantar. O lobo não tirava seus olhos dela. Ela tremia, seus soluços faziam seu corpo pulsar, as lágrimas escorriam livremente pelo seu rosto. Ela afundou o rosto em meu ombro desolada.
O lobo tomou impulso e pulou em nossa direção, mas Mark entrou na nossa frente, o impedindo, batendo nele antes que pudesse nos tocar. O lobo caiu a alguns metros de onde estávamos, gemeu e investiu contra ele por tê-lo impedido de nos atacar. Mark parecia tenso, sua postura mostrava o predador que era, nunca o vira assim antes, chegava a ser assustador. Um rosnar baixo saía de seu peito, seus dentes a mostra, prontos para atacar o lobo mais uma vez.
“Leve ela pra fogueira, eu cuido dele” falou Mark entre dentes.
Obedeci, não estava preparada para lutar com Daniel, não trouxera nenhuma arma comigo. Desde que Dean sumiu de minha vida não sentia a necessidade de carregar aquelas coisas comigo, não era mais uma caçadora. Sabia que Mark ficaria bem, ele sabia se defender, minha única preocupação naquele momento era Sophie.
Passei um braço por sua cintura e Mike fez o mesmo, ela passou seus braços em volta de nossos pescoços e começou a dar pequenos passos adiante. Ela não estava em condições de andar sozinha, ela parecia que ia desmaiar.
“Ai” reclamou.
“Que foi?” perguntei preocupada, parando de andar.
“Minha perna tá doendo” sua voz fraca tremia, sua fala não passava de um sussurro desajeitado.
Me abaixei para olhar o que a estava incomodando e ao ver sua perna minha cabeça começou a girar conforme a verdade se assentava em mim. Era tudo culpa minha, meu cérebro não me deixaria sair impune dessa situação, não conseguia deixar de me culpar pelo que tinha acontecido.
“Mike, nós temos que tirá-la daqui rápido” falei apressada, meus olhos encontraram os dele, mostrando a aflição e o medo que sentia por ela. Como sempre, ele entendeu.
Ele a pegou nos braços e começamos a andar apressadamente para a clareira. Sophie ainda reclamava de dor, sua perna ardia. Nós íamos cada vez mais rápido, cada gemido dela nos fazia aumentar a velocidade.
Quando chegamos à clareira, todos os rostos se voltaram para nós. Ao ver Sophie nos braços de Mike prestes a desmaiar, todos se assustaram e correram para nos ajudar, mas eles não poderiam fazer nada, somente Alice seria capaz de fazer alguma coisa para ajudá-la.
“Alice, nós precisamos ir pra sua casa” falei autoritária.
“Nós devíamos levá-la ao hospital. O que aconteceu?” ela olhava para o corpo inerte com olhos arregalados de preocupação.
“Nada de hospitais, eu te conto tudo no caminho”.
“O que a gente faz?” perguntou Laureen seus olhos me fitavam obedientes.
“Você pode vir com a gente, o resto de vocês tem que ir embora, não é seguro aqui” todos os rostos estavam voltados para mim, me olhando intrigados sem entender sobre o que estava falando. Felizmente eles começaram a recolher as coisas para ir embora.
“Vamos para o carro” falou Mike, nos apressando.
O caminho até o carro não era longo, mas dessa vez parecia ser infinito, parecia que nunca chegaríamos até a rua. Sophie resmungava, falava palavras embaralhadas que não compreendia, sabia o que aquilo significava e ainda não podia fazer nada.
Depois de muito tempo, chegamos ao carro. Alice e Laureen foram no banco traseiro com Sophie deitada em seus colos. Ela estava suando, sua temperatura alta demais. Mike entrou no carro e deu partida. Ele dirigia em uma velocidade altíssima, muito maior que o limite, mas estávamos com pressa, tínhamos que ajudar Sophie.
“O que aconteceu?” perguntou Alice, sem entender nada.
“Daniel” falei, sem maiores detalhes. Minha preocupação não estava me deixando raciocinar muito bem. Alice não voltou a me perguntar. Podia ver pelo retrovisor os olhares preocupados que lançava à Sophie e os olhares confusos que lançava à Laureen que os retribuía.
Ao chegarmos na casa dela, Mike pegou Sophie no colo novamente e a levou até o quarto de Alice, deitando-a na cama. Felizmente éramos os únicos na casa, isso ajudava a evitar perguntas desnecessárias.
“Ela está muito quente” falou Laureen, colocando a mão na testa da menina e depois no pescoço.
“Eu vou pegar algumas toalhas molhadas” Alice sumiu de vista, nos deixando a sós.
Ninguém falou, estávamos todos apreensivos, Sophie ainda balbuciava palavras desconexas. Isso estava começando a me assustar. Andava de um lado para o outro no quarto tentando pensar em uma solução, mas minha cabeça parecia vazia.
Alice voltou com duas toalhas de rosto molhadas, se sentou na cama e começou a passar a toalha pelo rosto da amiga. Laureen pegou a outra toalha e começou a imitar os gestos de Alice, tentando ajudar no que pudesse, desconfiava de que ela já sabia o que acontecera.
“Alice, nós precisamos dos seus livros, deve ter algum feitiço que impeça isso”
“Do que você está falando? Tá começando a me assustar, Millie.” ao ouvi-la falar isso, suspirei. Tinha que contar o que estava acontecendo, elas tinham o direito de saber.
“O Daniel é um lobisomem. Hoje é noite de lua cheia, eles entraram na floresta, ele se transformou e mordeu a perna dela” falei rapidamente, dizendo apenas o essencial, precisávamos arranjar um feitiço o mais rápido possível.
“Como assim ele é um lobisomem? Isso não existe” falou Alice, seus rosto transparecia o choque que a informação causara. Mesmo tendo dito isso, ela ponderava se lobisomens realmente existiam, ela era uma bruxa, os outros seres sobrenaturais provavelmente também eram reais...
“Alice, eu não tenho tempo para explicar tudo, vamos apenas dizer que vampiros e lobisomens não são apenas lendas ou histórias de terror. É tudo real. Temos que arranjar um feitiço para impedir que a Sophie sofra a transformação. A mordida do lobisomem vai transformá-la em um!”
“Minha amiga vai ser um lobisomem?” sua voz subiu algumas oitavas ao pronunciar estas palavras, o choque claramente estampado em seu rosto.
Não pude dizer nada, apenas assenti, sentindo o peso da verdade cair sobre mim.
Notas finais
Beijinhos e até o próximo capítulo...
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