A Casa do Medo

1 Capítulo Único


Hana gosta de basquete, mas nunca tentou jogar. E agora ela acaba de ter essa oportunidade.

- O que? – Ela perguntou, olhando para o moreno na sua frente.

Ela tinha acabado de sair de uma loja de relógios, onde comprou seu item da sorte e viu um homem alto e moreno jogando basquete na quadra a sua frente. Ela atravessou a rua e agarrou a grade que “fechava” a quadra, olhando o moreno fazer mais uma cesta. Ela nunca vira alguém tão bom assim.

Ao fazer a cesta, o homem pegou a bola e olhou Hana que estava de boca aberta o encarando.

- Oe — Ele gritou para Hana- Quem é você?

Por um momento, Hana não sabia o que falar. “Ele quer saber meu nome?”, Hana pensou.

- É... Saito Hana. Eu o atrapalhei? Desculpa, é que... – Hana pensou em algo- É que você é muito bom.

Ele sorriu e coçou a cabeça de leve. “Ufa!”, Hana pensou. E com isso Aomine se aproximou da grade com a bola embaixo dos braços.

- Eu sou Aomine. – Ele parou- Aomine Daiki.

- Conheço esse nome de algum lugar... — Hana olhou para cima e então falou- Ah, você é o Aomine da Touou!

Ao ver a menina sorrir, perguntou:

- Oe Hana, quer jogar?

Hana o encarou. Ela não acreditava que aquilo estava acontecendo. Ela ao menos sabia segurar a bola.

- O que? – Ela perguntou, olhando Aomine

- Eu perguntei...

- Eu não sei jogar basquete – Ela o cortou- Me desculpe, mas eu não sei jogar basquete.

- Pelo menos tenta – Ele sorriu

E assim Hana percebeu o quanto Aomine era competitivo. Ela sabia que ia perder. Nunca tentara quicar a bola. Mas mesmo assim ela aceitou.

O jogo acabou com Aomine fazendo 5 pontos e Hana 0.

- Eu. Estou. Morta. – Hana falou pausadamente.

Eles estavam sentados no chão, encostados na grade que outrora Hana estava agarrando.

- Você não é tão ruim quanto eu esperava – Aomine disse- Eu achava que você não conseguia nem correr com a bola.

- Eu também achava. Sendo que nem correr eu corri. Eu mal pegava a bola e você a roubava de mim.

Aomine riu.

- Quer beber alguma coisa? – Aomine perguntou- Ali na frente tem uma máquina. Podemos comprar algo pra a gente beber.

- Por mim tudo bem.

Aomine levantou e ajudou Hana a se levantar. A máquina ficava a 5 minutos da quadra. Aomine comprou uma coca para ele e Hana comprou uma lata de feijão vermelho gelado.

- Eca – Aomine disse ao ver Hana com a lata na mão

- O que foi? É muito gostoso -Hana disse abrindo a latinha e dando um gole- Hey, tem um parque aqui perto. Quer ir?

Aomine concordou com a cabeça e ambos foram até o parque.

Já estava de noite. Aomine foi comprar os ingressos e eles decidiram começar com a Montanha Russa.

Aomine sorria o tempo todo, parecia estar gostando de estar no brinquedo. Já Hana estava pálida, quase vomitando.

Quando o brinquedo parou, Hana precisava da ajuda de Aomine para descer. Aomine riu, dizendo que ela era muito fresca e com isso Hana deu um tapa na cabeça do mesmo, e acabou rindo também.

Ao estarem no parque, eles não se importavam com as horas. Iam aos brinquedos mais arriscados, mesmo com Hana dizendo que não queria ir porque era perigoso. Aomine apenas a puxava, alegando mais uma vez que ela era muito fresca, mas Hana acabava cedendo.

Só tinha mais dois tickets e Hana pertubava Aomine dizendo que queria ir à Casa do Medo. Aomine não queria. Ele não gostava desses brinquedos que davam susto. Mas ao ver que Hana ia aos brinquedos perigosos só por causa dele, decidiu dar de vencido e foi com ela à Casa do Medo.

- Obrigada Aomine-kun! –Ela sorriu feito uma criança após ganhar doces

Aomine deu um meio sorriso, entregou os tickets à mulher a sua frente e entrou com Hana no brinquedo.

O lugar não era como Aomine esperava: Vazio com teias de aranha de mentira no teto e fantasmas dando susto nas pessoas. Na verdade, ele tinha entrado em um lugar escuro. Completamente escuro.

Aomine olhou para o lado e não viu Hana. Na verdade, ele não enxergava nada.

- Hana? –Aomine perguntou

- O que foi?

Pela voz, ele percebeu que ela estava ao seu lado.

- O que tem a...

E então começou a tocar uma musica. E de repente sentiu algo molhado caindo em seu rosto.

- Que merda é essa? –Aomine perguntou baixinho enquanto levava sua mão ao rosto.

Aomine ouviu gritos. Sentiu alguém o puxar pelo braço, era Hana.

-CORRE! – Hana gritou, rindo

E assim ele fez.

Algumas luzes azuis começaram a aparecer, mostrando o que tinha naquele local.

Aomine ficou de boca aberta.

Ossos de todos os tamanhos nos cantos do chão, tecidos das paredes rasgados, o teto era uma imitação de uma rocha e nele tinha vários escorpiões, fantasmas saindo das paredes, um homem com uma metralhadora correndo atrás de um casal atrás dele, zumbis agarrando pessoas e outras coisas que ele não conseguia ver, pois estava correndo com Hana.

Depois de tanto correr, chegaram à saída e Hana não parava de rir. Aomine apenas a olhava incrédulo. “Ela não estava assustada?”, Aomine pensou. Ele havia levado um baita susto.

- Você... — Ela tentava falar, rindo- Você tem que ver a sua cara! Estava com medinho Aomine Daiki?

Aomine riu coçando a cabeça e fitando o chão. E então levantou os olhos e viu Hana toda vermelha com os olhos lacrimejados de tanto rir.

-O que foi? –Ela perguntou sorrindo

“Acho, que posso me acostumar em ter uma garota assim ao meu lado”, Aomine pensou, sorrindo, ainda olhando para a garota a sua frente.

Fim

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