Notas iniciais
Pandinhas >
Espero que gostem
Bjs

Em uma noite perturbadora de Halloween todas as crianças saíram de suas casas para pedir “gostosuras ou travessuras”, inclusive Bela uma pequena garota de 10 anos, com olhos esbugalhados, cabelos castanho esvoaçantes e traços angelicais. Caminhando cuidadosamente pelos becos e vielas, ela avistou um castelo e resolveu ir ate lá. Após percorrer um longo caminho chegou à porta do castelo amedrontador o qual em um rangido a porta se abriu fazendo-a saltar para trás. Vacilante perguntou: G-gostosura ou travessuras?! Como ninguém apareceu pensou que não seria uma grosseria de sua parte se fosse investigar. Enquanto desbravava casa adentro se deparou com um ambiente amedrontador, aterrorizante onde os móveis eram submetidos aos maus tratos do tempo. Ela avistou uma linda escadaria onde logo começou a subir e subir até chegar ao andar de cima, onde tinha um longo e horripilante corredor, com lamparinas quebradas e com algumas portas, mas por algum motivo inconsciente ela caminhou até a última do corredor que tinha apenas um rastro de luz, ela ficou parada fitando o que tinha lá dentro, rapidamente seu semblante ficou aterrorizado, seu coração acelerado, foi quando um suspiro doido e amedrontado se espalhou pelo quarto, fazendo com que uma criatura notasse sua presença e logo avançasse furiosamente contra ela. Sua única saída foi correr e se esconder num quarto ao lado. A horenda criatura nada, mas fez, não deu nenhum passo, nem mesmo procurou a jovem, apenas encostou a porta e virou cuidadosamente a chave fazendo da menina sua refém. Depois de perceber que o quarto estava aparentemente seguro ela saiu de trás do armário, observou cada canto, cada prateleira que havia uma grossa camada de poeira e diversos livros, os móveis estavam cobertos com lençóis brancos o que descartava qualquer hipótese dele ser usado por alguém ou pela criatura. Desorientada ela se sentou encostada nos pés da cama e começou a chorar pensando qual seria seu futuro e os planos daquele ser. Pensou também em como fugir e foi até a porta tentar abri-la, tentativa em vão, pois foi nesse momento que a criatura girou a maçaneta e foi quarto adentro a fazendo saltar vacilante para trás. A besta fitou os traços angélicos da garota com doçura e anseio, o que fez com que ela percebesse suas verdadeiras intenções, que não eram machucá-la, mas sim lhe dar comida, pois ele trazia consigo uma bandeja com pães e leite, a menina então resolveu aceitar o agrado do ser. Passando-se os anos, encostada na janela a menina observava o bosque onde uma pequena camponesa sempre passava no meio da tarde dançando e cantarolando sempre a mesma canção. Em um dos dias que a garota observava à camponesa, viu a criatura do outro lado do castelo em uma pequena janela fitando aquela situação. Já entediada a menina resolve procurar algo sobre aquela estranha figura. Olhando entre os livros ela encontra um livro de capa vermelha com o titulo “A fera” que não havia lhe chamado a atenção ainda. Folhando o livro em uma das páginas ela encontra um trecho que lhe chama a atenção “A Fera, com seus grandes olhos negros, cabelos castanho, com uma grande cicatriz próxima ao seu olho direito, varias marcas por todo seu corpo, sempre com sua fisionomia ameaçadora...“ e ela percebeu que a descrição de um dos personagens era idêntica a da criatura e se aventurou a ler toda a história. Nela dizia sobre uma maldição feita por uma moça que não aceitará a traição de seu lindo príncipe o transformando em uma criatura estranha, assim fazendo-o sofrer por estar sempre sozinho trancado em um castelo no alto da montanha. De repente ela escuta um estrondo, olhando para trás se depara com a Fera caída no chão, apesar do susto, ela rapidamente o acolhe em seu colo tentando ajudá-lo. Vendo que a Fera não estava bem e que ele precisava dela, ela consegue com muito esforço colocá-lo sobre a cama, vendo que a Fera estava pálido resolveu ir buscar uma bacia com água e um pano úmido, iria ser a primeira vez que ela iria sair do quarto depois de 9 anos, pesar do tempo ela tinha mapeado em sua mente cada canto do castelo. Ao descer viu que tudo estava completamente em seu lugar, cada objeto, cada móvel. Foi direto para a cozinha, onde achou uma vasilha velha e um pano. Assim que chegou ao quarto, Bela observou a Fera que ainda estava lá, imóvel sobre a cama. E assim passaram-se os dias sem a Fera dizer-lhe nenhuma palavra, porém em um dia escuro e frio de inverno ele encostou suavemente a ponta de seus dedos em seu delicado rosto e disse: — Por que você ainda está aqui? Por que você esta me salvando se você poderia estar longe daqui? Ela lançou-lhe um olhar obscuro e faiscante. -Você aceitaria jantar comigo esta noite como um agrado? — Disse-lhe a Fera. Ainda olhando-o Bela retira as mãos de Fera de seu rosto e diz. -A última noite... Com dificuldade a Fera aponta para a porta e diz: -Na terceira porta a direita há um quarto e nele um armário branco onde esta guardado um longo vestido amarelo. Bela vai para o quarto e ao abrir a porta vê marcas explicitas de luta, o que a princípio a deixou aterrorizada, mas nada era capaz de tirar sua curiosidade em relação as vestimentas. Quando abriu o armário viu um longo vestido amarelo desbotado, envolvido por uma renda fina. Apesar de velho ainda tinha algo de especial e diferente. Voltou para o quarto um tanto feliz, (pois seu plano tinha chance de dar certo. Um plano astuto, que leva anos para ser planejado, feito e desfeito)mas ao entrar no quarto algo estava errado... a criatura já não estava mais lá, Bela teve um sobressalto ao perceber que ele estava a sua volta sinistro dizendo: -Tome um banho e esteja pronta até às oito e não se atrase... Depois disso ele somente saiu e encostou a porta, as oito horas ela estava pronta com o vestido amarelo bufante e decidiu descer (e por seu plano em pratica). Já estava no final da noite quando Bela sente uma atração inculta pela fera de olhos negros que sugam tudo e ao mesmo tempo não soltam nada, um beijo insano acontece, mas junto com ele as lamparinas que iluminam o salão começam a vacilar interrompendo-os, Bela assustada olha para todos os lados mas o que vê são apenas vultos de contorno feminino com capuz escuro... Até que todas as luzes se apagam e juntas, a única coisa que sente é a Fera cair no chão golpeado. As luzes voltam e com elas o desespero de ver a Fera ao chão, ao invés de tentar socorre-lo Bela corre tentando fugir, mas também é atingida por algo na cabeça e cai desmaiada no chão. Depois disso ela escuta apenas passos em sua direção e foi golpeada novamente, porém mais violentamente pela figura feminina com cabelos negros como seus olhos. O vulto caminhava cuidadosamente até a Fera, aparentemente mal- intencionada, mas quando chega até lá, se ajoelha e toca com as mãos seu rosto marcado e diz: -Ela pagará por nós meu amor... Revirando os olhos Bela apenas vê aquele inabalável castelo sendo consumido pelas chamas sem nascente que se multiplicava por todo canto. Com seus olhos se fechando ela tenta focar mais na imagem a sua frente e vê a camponesa de todas as tardes deitada ao lado da Fera e assim seus olhos vão perdendo o foco.

Notas finais
Espero que tenham gostado ;D
Bjss
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!