A Caminhada Dos Mortos, A Hey Arnold
1 o inicio
Notas iniciais
Olhando para o céu azul parece que nunca vai acontecer nada de emocionante, nada de excitante, algo que mudasse o dia. Tudo tão calmo, mesmo sendo um lugar urbano, nada de mais acontecia lá em Hillwood, às crianças corriam, os adultos trabalhavam, nada fora do comum e já intediante.
Em um dia normal, uma garota loira fazia 18 anos, já tinha deixado bem claro que não gostava de festas nem presentes nos anos passados. Achava tão bobo, dizia ela, Helga Geraldine Pataki, já se irritava pelo simples fato de ligarem pra ela com a frase feliz aniversario, as vezes nem atendia. Mostrava-se alguém amarga, sem sentimentos, nunca ninguém notara que um dia amou alguém, ou que demonstrou algum sentimento. Não se dava ao luxo de ter amigos, os chamavam de conhecidos.
Tinha o costume de sair a tarde, apenas para andar, contemplar o tédio da cidade, e assim fez no seu aniversário, algumas pessoas passavam por ela, diziam “feliz aniversario”, mas ela não dava ouvidos.
De um modo estranho, ia diminuindo a quantidade de pessoas que passavam por ela, um ar gélido percorria seu corpo, não era uma simples brisa, era algo a mais, nunca sentira algo como isso. De repente ela se encontra em uma rua deserta, e estava escuro, escuro demais para a hora, a cada passo parecia surgir uma névoa mais intensa.
Ela começa a andar mais rápido, sem rumo, procurando alguém... Não havia ninguém por lá. Ela ouve um barulho estranho e olha pra traz, tem a sensação de que alguém a espreitava... E agora esta correndo atrás dela. Na mesma hora ela começa a correr, ainda sem direção, parecendo ser guiada por algo inexplicável.
Ela para de correr, sobe em uma soleira e arromba a porta de uma casa, a fechando imediatamente.
-HELGA?
-ARNOLD???
-fica quieto. Disse a loira
- que houve?? Ele indaga
-tem alguém atrás de mim, estava correndo atrás de mim.
-e quem era?
-Como eu vou saber sua cabeça oca.
Ele revira os olhos em uma ação irônica.
-o tempo, pareceu mudar de uma hora pra outra... Ficou sombrio. Ela disse com medo nas palavras.
-bom... Se quiser eu te levo até sua casa.
-sair? Vai saber o que esta lá fora. Ela cobre a cabeça com as mãos
- então... Pode... Ficar aqui essa noite.
-não posso, eu...
-péra, você não quer sair mais também não quer ficar... Você é maluca
-cale a boca, seu cabeção.
-olha, fique aqui, faça o que quiser, mas não venha com essa de ofensas, ok
Ela fica em selênico por um tempo
- cara... Valeu. Ela agradece do jeito dela
Ele sorri de leve e sai da sala.
Fale com o autor