A Bússola Da Morte
20 20 - Chegamos no Acampamento Meio-Sangue em grande
Ao contar pela cara dos campistas , estavamos mesmo em grande estilo. Na verdade , a coruja estava em grande estilo. Nós estavamos acabados, sujos e com roupas rasgadas. A viagem durou a noite toda, então chegamos lá de tarde.
Quando pousamos Percy e os outros foram socorridos imediatamente. Quíron estava junto aos campistas me fitando com os olhos serios. O Sr. D não estava lá, o que foi um alivio já que sai do acampamento sem permissão. Enquanto a coruja voava rumo ao céu , meus irmãos vieram até mim.
_Desculpa — disse meu irmão James Logan — Não conseguimos manter seu plano em segredo. Quíron descobriu quando percebeu que você não estava em lugar nenhum.
_Não tem importancia — disse — obrigado. Eles estam bem agora. O Sr. D deve ter acabado com vocês. Eu não devia ter pedido isso a vocês.
_Na verdade — disse Quíron trotando entre os campistas. — Ele está te esperando agora mesmo. Nós três temos uma longa converça pela frente. Me acompanhe por favor.
O Sr. D seria bem mais assustador se não fosse pelo seu tamanho e a camisa de estampa de leopardo. Quando chegamos na sala da Casa Grande , ele estava falando com aquela cabeça de leopardo assustadora em cima da lareira.
Ele estava dizendo algo sobre transformar alguem em coelho e joga-lo para ela. Ele me fuzilou com os olhos e parou a discursão com o leopardo.
Eu me sentei enfrente o Sr. D. Ele estava com uma lata de Diet Cola na mão e estava quase a partindo ao meio.
_Sabe — disse ele. — eu cuido muito bem desse acampamentozinho e vocês adoram burlar as regras. O que foi? Vocês não gostam de mim? — Eu queria dizer sim mas ele iria me transformar em uva ou coisa assim. — Eu gostaria de transforma-lo em um pequeno coelho e joga-lo para ele. — ele apontou para a cabeça de leopardo que lanbeu seus beiços — mas graças ao centauro ai , eu não vou . Isso poderia causar uma briga entre mim e seu pai , e outras coisas. — Ele deu um gole na sua Diet Cola — A questão é que , se eu não fizer nada sobre isso , os outros vão querer começar a fugir do acampamento. Seu amigo Peter Jonhonson por exemplo, ele é bem rebelde por aqui.
Acho que ele estava falando a respeito de Percy. Eu não sabia o que ele iria fazer comigo , mas não seria nada bom.
_Sr. D , eu sinto muito. Eu só queria ajudar meus amigos.
_Eu entendo — disse ele. Eu adimito que fiquei impressionado. — mas não ache que vai sair impune disso. O castigo ideal seria expulsar você daqui e deixa-lo ser comido por monstros. — ele deu uma pequena pausa e olhou para Quíron. — Mas como eu tenho muitos deveres como deus do vinho, eu vou deixar isso com o conselheiro do acampamento. Mas a minha punição será que você terá que lavar todos os pratos do acampamento por uma semana.
Eu queria discutir e falar que era bem injusto , mas isso é bem melhor do que ser expulso ou virar coelho. O Sr. D se retirou e me deixou sozinho com Quíron.
_Você devia agradecer a ele por não ter te expulsado. — disse Quíron. Ele me encarava com aqueles olhos valentes. O arco atrás das costas como de costume. — O que você fez foi bem arriscado. Você se colocou em perigo e quase colocou seu chalé em uma grande encrenca. — eu acenti com a cabeça abaixada. — mas parece que um novo herói nasceu hoje.
Eu o olhei e ele estava com um olhar confiante , e não de desaponto.
_Mas como o Sr. D disse, você não sairá impune disso. Você terá que... — eu já estava esperando o pior, se bem que não a nada pior do que lavar pratos com lava derretida e arpias gritando com você — ... me ajudar a dar aulas de arco e flecha.
Eu o olhei mais uma vez. Eu não acreditei que ele queria que eu ensinasse arco e flecha para os campistas. Aquilo seria emocionante.
_Mas Quíron isso...
_Isso seria bem trabalhoso? — ele disse piscando para mim — Claro que seria. Você terá um grande trabalho pela frente. Agora descance um pouco. Vamos ter que nos reunir novamente para discutir o que aconteceu com vocês nessa missão. Vocês teram que contar tudo em detalhes.
_Claro , obrigado. — ele acentiu, e fui direto ao chalé sete.
Quando cheguei lá despenquei em minha cama. Meus irmãos não estavam lá, eles estavam fazendo as atividades do acampamento. Finalmente estava a sós , sem perguntas para responder , ou ameaças de morte.
Com as roupas esfarrapadas , eu adormeci em minha cama.
Sonhei que estava devolta ao Monte Talmapas, dessa vez meus amigos e Polifermo não estávam lá. Reia estava a minha frente , seu olhar era de raiva. Você vai se arrepender disso, dizia ela. Você e seus amigos podem ter se livrado de alguns de meus aliados , mas não acaba por aqui, quando eu me apoderar da arma de Cronos , ninguém sera pareo para mim. Eu queria dizer umas coisas bem sujas para ela mas minha voz não saia. Eu estava sendo forçado a escutar e não podia dizer nada.Ela fez um gesto com a mão e me jogou na escuridão profunda. Depois disso nada aconteceu.
Quando acordei já era noite. Todos estavam no pavilhão do refeitório jantando. Fui tomar um banho e depois aproveitei para passar na enfermaria. Meus amigos estavam enfaixados e com alguns ematomas curados. Eles estavam jantando e converçando.
_E então? — perguntei. — estão melhores.
Eles acentiram confortaveis.
_É bom estar de volta. — disse Riley. — Eu sobrevivi a minha primeira missão. — todos riram com ela. Aquilo era mesmo tranquilizador. Todos estavamos a salvo. Sem aranhas , lobos , dragões e sem lanchonetes assassinas.
_Você tem razão — disse — isso é muito impolgante. Quando vocês teram alta?
_Já, já — disse Percy. — Nos disseram que iriamos ficar aqui por mais uma noite. Então amanha já estaremos prontos. Eu tenho que voltar a dar aulas de esgrima. — acenti.
_E você? — perguntou Annabeth — Está tudo bem?
_Sim. Eu só vou ter que lavar os pratos por uma semana. Nada demais. E também vou começar a ajudar Quíron com as aulas de arco e flecha.
_Como assim? — perguntou Grover. — Ele te pediu isso?
Contei-lhes a conversa que tive com Quíron e o Sr. D. Eles ficaram impressionados e um pouco tensos na parte do coelho e da reunião que teriamos.
Os enfermeiros disseram que eles deveriam descançar , então não discuti e sai em direção ao pavilhão do refeitório.
Os campistas mal começaram o jantar. A fila das oferendas dos deuses estava quase no final. Peguei um prato , coloquei um pouco de filé de frango e fui em direção a fila. Não estava com fome, então não hesitei em jogar toda minha refeição na fogueira.
_Obrigado pai. — disse — Você também Ártemis. Obrigado pelo seu conselho Atena. — fui à mesa de Apolo onde meus irmãos me esperavam para saber sobre a missão e a bronca do Sr. D.
Contei-lhe toda a história , tirando a parte sobre o filho de Apolo indesejado e que eu morreria. Não queria compartilhar aquilo com ninguém. Não ainda.
Eles ficaram felizes por saber que um filho de Apolo iria ensinar aos campistas arco e flecha. Aquilo me deixava feliz. Todos no acampamento eram uma família. Era bom saber que eu tinha uma.
Quando o jantar acabou , todos voltamos para nossos chalés.
Eu estava inquieto. Não conseguia dormir. Eu não sabia se era pelo DATH ou pelo fato de eu ter dormido a tarde inteira. Me levantei e fui até a praia de Long Island, a brisa marinha e o som do mar eram reconfortantes. Chegando lá vi uma garota com cabelos negros sentada na praia. Era Riley. Ela estava abraçada aos joelhos fitando o mar.
_Oi — disse — está sem sono também?
_O-oi. Sim um pouco. Eu ainda estou um pouco abalada com a missão.
_Está tudo bem — disse. Eu sabia o que ela estava sentindo. Passamos pela nossa primeira missão juntos, e não foi nada fácil. Tivemos altos e baixos.
_Eu sonhei com meu pai. Ele disse que irá me visitar logo.
_Isso é bem legal — respondi — Agora você vai poder perguntar as coisas que queria a ele.
Ela acentiu.
_É bem difícil lidar com essa vida de meio-sangue. Mas até que eu gosto. Você nunca sabe o que está prestes a acontecer.
_É — concordei. — Sabe Riley, quando estavamos naquela pousada em São Francisco , você estava um pouco abalada. O que houve?
Ela pareceu desconfortável. Ela esticou suas pernas e se apoiou em seus braços.
_Naquela noite — disse ela com uma pausa. — eu...digamos que eu não tive bons sonhos.
_O que foi que você sonhou? — estava curioso para saber. Esse sonho a deixou bem arrasada. Não devia ser coisa boa.
_Eu sonhei que você...morreu. Eu sonhei que você morreu.
Eu senti como se tivesse levado um chute de um centauro. Não bastava os deuses me dizerem isso , mas minha amiga também teve uma previa do meu destino.
_Nossa — disse com uma careta. — Isso não foi nada legal.
_Eu sei. Eu não quero que você morra. Nós acabamos de nos conhecer. Agora somos amigos e... — eu a interrompi.
_Pode ficar tranquila — disse. — Eu não vou morrer tão cedo. Tenho muitas coisas a fazer ainda. — ela riu. — Não se preocupe, só...vamos esquecer isso. — eu tentava ser confiante mas não sabia se estava dando certo.
_Aquilo que aconteceu na floresta...eu...
Minhas orelhas começaram a queimar. As bochechas dela estavam vermelhas. Eu sabia que ela estava falando sobre aquela tentativa de beijo. Foi um pouco constrangedor falar sobre aquilo.
_Eu não deveria ter feito aquilo. Me desculpe. — disse eu me levantando. — Agora é melhor nós irmos, as arpias já devem ter nos notado.
Estendi minha mão para ela. Ela acentiu e pegou minha mão. Seus cabelos negros estavam bem bonitos a luz da noite. Ela seguiu para a enfermaria e eu fui para meu chalé.
Quando me deitei o sono finalmente chegou. Eu estava um pouco nervoso sobre a converça do conselho. Eu teria que esclarecer tudo a eles. Afastei aquele pensamento da cabeça. Estava pensando em Riley naquela noite. Em fim adormeci sem sonhar com nada, apenas uma noite normal.
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