Tudo começou quando Hector estava no trabalho. Ele estava no estoque de doces empilhando caixas cheias de caramelos e chocolates. Era cinco horas da tarde de sexta-feira. Ele nem imaginaria que coisas ruins iriam acontecer quando aquela mulher que entrara na loja mais cedo. Não era só uma mulher. Era uma mulher dragão. Se a loja não estivesse vazia, apenas com ele e com a Sra. Jackson , não saberia o que fazer.

_Volte aqui — dizia a mulher dragão para ele com a voz áspera como ferro.

_O que você quer? — ele perguntava enquanto disparava flecha após flecha na direção dela.

Tinha se passado apenas um mês após da missão que ele e os amigos fizeram. Ele sabia que mais cedo ou mais tarde seria atacado, só não esperava que acontecesse no trabalho.

_Sra. Jackson — disse ele — se esconda nos fundos da loja. Eu resolvo isso. — ele queria parecer confiante, não um mané. Concordando ela se dirigiu para os fundos da loja. A mulher dragão nem se importou com isso. Seus olhos estavam tão vidrados em Hector que ela nem se quer tirou os olhos dele.

_Você pode escolher entre vir comigo ou morrer aqui mesmo. — disse a dracaenai sibilando as palavras.

A situação não estava nada fácil para ele. Metade da loja estava destruida e ele estava todo arranhado. A dracaenai estava se arrastando por toda a loja. Essa era uma das lutas mais irritantes que ele já teve por todo o ano.

_Você quer me pegar? — disse ele se dirigindo a saída. — Então venha.

Ele correu por toda Manhattan atirando flechas em uma mulher dragão. Os humanos nem pareciam se importar com aquilo. Seja lá o que eles estavam vendo, eles não estavam dando a minima.

Ele conseguiu chegar até a avenida Time Square vivo, e foi ai que surgiu seu plano. Ele parou e decidiu se misturar com as pessoas. De um lado os carros não paravam de passar, do outro ele observava a dracaenai a sua procura. Ele a observava com cuidado, mas isso não durou muito. Ela acabou conseguindo sentir seu cheiro e começou a ir em sua direção. Seu plano estava dando certo. Sem hesitar , ele atravessou os carros com bastante precissão. Quando chegou do outro lado da avenida, viu a dracaenai seguir ele. E foi aí que aconteceu o acidente. Um enorme caminhão atropelou a dracaenai , que imediatamente se tornou uma pilha de pó. As pessoas começaram a se apavorar e a sair em pânico com o susto. Essa foi a chance perfeita para Hector sair dali.

Hector estava procurando um telefone público. Ele estava cançado de tanto correr e preocupado. Achando o telefone ele discou para a loja e avisou para a Sra. Jackson que estava tudo bem. Ela pediu a ele para procurar Percy, e avisa-lo sobre isso. Ele deixou Ílios armado e a adaga de Ártemis preparada para qualquer outro ataque enquanto seguia para a casa de Percy.

Hector aproveitou o sol da tarde para mandar uma mensagem de Íris para o amigo. Se esse era primeiro ataque, significava que mais irião vir por ai, e eles deveriam recorrer ao Acampamento Meio-Sangue.

_Percy? — disse ele — Cara você está aí? — ele não conseguia ver a imagem de Percy no arco-íris.

_Hector? — ele conseguiu escutar a voz dele — É você?

_Sim cara. Aconteceu algo na loja, uma dracaenai me atacou. Quíron nos avisou que se isso acontecesse deveriamos ir para o Acampamento. Prepare suas coisas. Temos que ir o mais rápido possível.

_Ataque? Vocês estão bem? Minha mãe está bem?

_Não se preocupe, ela está bem. Quando eu chegar ai eu te explico. Agora se prepare , temos que partir agora. — O arco-íris sumiu e ele continuou seguindo pela grande Manhattan.

Chegando lá, ele se deparou com Percy e Blackjack no telhado do prédio. Ele subiu até lá e explicou para Percy o que aconteceu.

_Achei que demoraria para isso acontecer — disse Percy.

_É , eu também. Mas agora temos que ir. — respondeu Hector.

_E então , como vamos para lá? Estava pensando em ir voando , mas você não tem nenhum pegasos.

_Não se preocupe. Lembra daquela coruja gigante? Então... — Hector se concentrou por um tempo. Por um momento nada aconteceu, mas então asas gigantescas surgiram em cima deles. A coruja que ele usara para salvar os amigos estava lá.

_Como você fez isso? — perguntou Percy.

_Annabeth me ensinou.

_Legal.

_Agora vamos.

Os dois montaram e seguiram para Long Sland.

A coruja se mostrava uma exelente ave. Desviava de arranhaceis e torres de telefonia com tamanha facilidade e precisão. Voar nela era como viajar nas sombras, só que no claro. Hector estava feliz por voltar ao acampamento. Desde que voltou da missão da bússola, sua conciencia pesava e ele não conseguia se concentrar na escola.

Infelizmente não demorou muito para novos ataques começarem. Equanto eles estavam chegando no estreito de Long Sland, se depararam com espíritos da tempestade. Eram como anjos do mal feitos por nuvens escuras de tempestade. Alguns deles se transformavam em cavalo e tornavam a sua forma normal. Parecia que os monstros não queriam que eles chegassem no acampamento. Não estava nada fácil para eles , já que eles estavam no terrenos dos monstros.

_O que são eles? — perguntou Percy para Hector. Eles já estavam soando.

_Não sei — respondeu Hector — eu já li sobre eles mas esqueci seus nomes. — Ele acertou um com uma de suas flechas.

_Não importa — disse Percy, acertando em cheio outro. — temos que sair daqui.

Hector concordou mesmo sabendo que demorariam muito para saírem de lá. Os espéritos da tempestade os cercaram. Faltava só alguns kilômetros para paçarem a barreira protetora do acampamento e quando isso acontecesse , eles estariam protegidos e não precisariam se preocupar com monstros por bastante tempo.

_Como vamos fazer isso? — perguntou ele.

_Tenho uma idéia — respondeu Percy. — Me siga. — Sem hesitar Percy passou em meios os montros e Hector o seguiu como planejado.

Em baixo deles, a bahia de Long Sland refletia o fim do por do sol. Aquilo deixou Hector um pouco inseguro. Se algo acontecesse , o sol era um dos jeitos de ele se curar.

_E agora?

_Deça até ficar perto do mar.

Hector conseguiu descobrir o que Percy estava querendo. Ele queria usar o mar a seu favor. Ele assentiu com a cabeça. Os espiritos seguiram eles como pplanejado.

_Vou tentar distrai-los enquanto você se prepara — disse ele a Percy , que assentiu de imediato. Ele armou Ílios e começou a disparar flechas nos monstros. Algumas vezes os monstros desviavam, outras eles não conseguiam fugir da mira de Hector. Ele adorava seu arco. Agora que voltou ao acampamento, poderia continuar a dar aulas de arco e flecha para os campistas.

Derrepente uma imenssa onda começou a se formar atrás deles. Percy estava tão concentrado que começou a soar. Hector imaginou o quanto aquilo deveria ser difícil. Os espíritos do vento se espantaram , mas não tiveram tempo para fugir , e foram engolidos pela onda. Eles comemoraram, Hector reparou que Percy estava exausto.

_Percy, você está bem? — ele estava preocupado. Eles não chegaram até ali para um deles darem um problema e desmaiassem logo ali.

_Tá tudo bem...eu só...preciso descançar.

_Terá muito tempo para descançar no acampamento. — disse ele sorrindo. — Mas o que é aquilo?

Hector estava reparando em um estranho volume surgindo no mar. Parecia uma bolha se formando. Ele esperava que os monstros tivesssem sido afogados pela onda gigante. Não havia nada dentro da bolha. Ela aumentava constantemente de tamanho.

_É você que está fazendo isso? — perguntou Hector, ele nunca tinha visto algo tão estranho acontecer.

_Não — disse Percy.

_Então estamos com problemas. Rápido , vamos ir mais alto. — disse ele, mas era tarde demais. A bolha explodiu jogando os dois ao mar.