A Beautiful Mess
18 The Lake House
Notas iniciais
Mas ai está o capítulo, espero que gostem e nos vemos lá embaixo.
PS: OBRIGADA HAHA16 PELA RECOMENDAÇÃO!
PS2: GENTE, EU MUDEI O CAPÍTULO DOS PERSONAGENS, VÃO LÁ VER OK?
Cheguei em casa mais ou menos umas três e meia, Sally estava na sala com meu pai terminando de arrumar algumas coisas para a viagem quando eu tive uma súbita lembrança de um pequenino detalhe: eu esqueci de arrumar minhas coisas.
Sou uma gênia.
Subi as escadas apressada e fui logo pro meu quarto. Peguei minha mochila de viagem pois já que só íamos passar dois dias lá não precisava de uma mala muito grande – abri o meu armário e peguei as roupas: um short, blusas, uma calça e uns dois casaquinhos, geralmente em casas de lago o clima não é calor então eu peguei umas roupas mais de manga, e depois peguei um vestido que eu usaria no tal do aniversário da mãe da Sally.
Joguei tudo meio bagunçado meio arrumado — mais bagunçado do que arrumado – na bolsa, peguei uma roupa e fui tomar banho. Quando sai do banheiro, peguei minhas coisas e desci destrambelhadamente as escadas.
Todos já estavam prontos na sala, então assim que eu cheguei nós nos dirigimos ao carro e guardamos as coisas na mala.
Meu pai entrou no lado do motorista, Sally ao seu lado e Percy sentou no banco atrás dela. Eu me dirigi a porta traseira do lado esquerdo e respirei fundo antes de entrar no carro. Eu entrei, coloquei o cinto e respirei fundo, muito fundo, novamente.
E minhas maravilhosas duas horas começam agora.
• • •
Acho que depois que uns quarenta e cinco minutos que nós saímos de casa eu percebi que a viagem poderia não ser tão torturante como eu pensava. Sally e meu pai conversavam sobre assuntos corriqueiros enquanto eu ficava ouvindo as músicas que tocavam na rádio e observando as ruas e a estrada pela janela do carro.
E acho que dois minutos depois disso eu voltei a conclusão de que sim, a viagem seria um pesadelo pra mim.
Estava eu lá observando a estrada quando sinto algo pesar nas minhas pernas. Desço os olhos em direção a elas e encontro os pés do Percy apoiados em minhas pernas. COMO? Olhei pra ele com uma cara indignada, mas ele estava com os olhos fechados, ‘dormindo’ – ou fingindo, como você queira chamar.
Empurrei os pés dele em direção ao chão, mas ele apenas os recolocou onde estavam. Fizemos isso por mais duas vezes antes de eu perder a minha paciência.
– Percy, é sério, tira logo o pé!
– Por quê?
– Porque eu não quero que você coloque os pés aqui? – eu perguntei como se não fosse algo óbvio.
– Por favor.
– Não.
– Deixa de ser chata.
– Quando você deixar de ser esticado.
Ele revirou os olhos e tirou os pés, colocando-os no banco na metade dele. Eu respirei fundo para encontrar minha calma e tranquilidade novamente (n/a: soqn) e coloquei os meus pés no banco também, na minha metade. Fechei os olhos e apoiei minha cabeça no banco tentei dormir quando sinto pés me cutucando.
Agora ele está provocando.
E liberando a raiva de Annabeth.
Respirei fundo e abri os olhos.
– Que é? – perguntei.
– Nada.
– E por que tá me cutucando então?!
– Deu vontade de ver você irritadinha.
– Ah é? Deu é? Pois conseguiu, tô irritada agora. – eu disse chutando ele de volta.
– Minha nossa olha a agressão! – ele disse levantando as mão em forma de rendição, mas continuou a me cutucar com os pés.
Depois disso eu comecei a chutar ele mais forte – e vice versa – e eu dei um tapa nele. Uns cinco segundos depois parecia mais uma briga de Tom e Jerry.
– Meninos, parem! – Sally disse se virando no banco da frente, mas não adiantou muito.
– PAREM OS DOIS AGORA MESMO, ANNABETH E PERCY! – ela repetiu aumentando a vocês e nós paramos.
Ficamos ainda nessas briguinhas até o que eu acho que era a metade do caminho. Um tempo depois que Sally mandou a gente parar ela pegou dois chocolates e entregou um pra cada um. Quando eu estava acabando de comer o meu chocolate sinto ser atingida por uma embalagem de chocolate vinda na direção do Percy. Rapidamente eu joguei de volta e depois joguei a embalagem do meu. Ele revidou e nós ficamos jogando os papeis um no outro até que dessa vez quem interferiu na briga foi meu pai.
Como eu não queria saber o que aconteceria se Sally ou meu pai tivessem que chamar a nossa atenção mais uma vez, e também não queria saber qual seria a próxima briga que eu ia ter com Percy – já que no final das contas o banco de trás parecia mais uma zona de guerra – eu me acomodei melhor no banco e acabei cochilando, só acordando com meu pai me avisando que tínhamos chegado.
Desajeitadamente me espreguicei dentro do carro e passei as mãos no rosto tentando tirar minha cara de sono. Olhei no relógio, já eram quase seis horas e sol estava se pondo. Peguei minha bolsa no banco e desci junto com meu pai, Sally e Percy já tinham saído do carro.
Quando eu sai fui olhar a casa e- minha nossa, que casa.
– Uau, essa é a casa do lago? – eu murmurei pro meu pai admirada.
– Parece que sim. – ele respondeu murmurando no mesmo tom e também admirado.
Nós fomos em direção a mala do carro e tiramos as coisas que tinha lá, eu coloquei minha mochila no ombro e me virei novamente para a casa, vi que um homem de cabelos pretos, que parecia ter mais ou menos a idade do meu pai, e uma mulher muito bonita que lembrava um pouco a Sally vinham em nossa direção.
Sally e Percy foram logo cumprimentando eles com um abraço enquanto eu e meu pai ficávamos parados sem saber ao certo o que fazer quando Sally nos apresentou.
– Fred, Annie, essa é Maria, minha irmã, e esse é Hades, o marido dela. Hades, Maria, esses são Fred e Annie. – ela disse.
– Ah sim, me lembro no casamento. Como vai? – Hades respondeu apertando a mão do meu pai.
Depois disso eles nos guiaram até a casa, onde dois adolescentes, um menino e uma menina estavam. Percy foi logo falando com ele.
– Fala Nico! – ele disse apertando a mão dele e depois se virou para a menina dando um beijo na testa dela – Oi Bianca.!
– Oi! – ela respondeu e depois se virou pra mim. – Você deve ser a Annabeth, certo?
– Aham, mas pode chamar de Annie.
– Bom, seja bem vinda! Eu sou Bianca. – ela disse com um sorriso e depois me cumprimento com um abraço.
– Nico. – o menino disse. – E você é a menina que atura esse imbecil todo dia. – ele completou com um sorriso e me deu um abraço.
– Pode crer. – eu respondi rindo e dei um sorriso mais cínico pra Percy, que respondeu com outro.
– Bom, eu vou mostrar o seu quarto, nós vamos dividir um certo? – Bianca me disse.
– Tudo bem. – eu respondi.
Ela me guiou para o interior da casa, que era tão bonita quanto era por fora, e Percy e Nico seguiram atrás, conversando sobre alguma coisa que eu não estou com muita disposição de saber. Bianca parou e abriu a terceira porta do corredor e entrou no quarto, eu fiz o mesmo. Antes de fechar a porta do quarto pude ver que Percy e Nico tinham entrado no quarto do lado.
Ah que ótimo, mas nem aqui eu vou ter sossego?!
Me virei para ver o quarto e vi que tinham duas camas, coloquei minhas coisas em cima da primeira e comecei a conversar com Bianca. Ela era super legal, tinha 16 anos, o irmão dela, Nico, tinha 17 e os dois moravam com os pais, Maria e Hades, em Eastwick, mas de vez em quando iam a West Point. Ela me disse que hoje só tinham chegado nós mesmo, mas que amanhã viria uma boa parte da família e amigos da família, o que – segundo ela – era uma boa quantidade de gente.
Fui tirando algumas roupas da mina mochila e pendurando no armário para não amassar muito enquanto conversava com ela e depois disso nós fomos pra varanda da casa, onde Sally e Maria estavam fazendo algumas coisas da decoração.
Quando chegamos lá todos estavam na varanda conversando enquanto as mulheres estavam terminado de cortar umas flores e colocá-las em alguns vasos. Me sentei ao lado de Bianca e nós voltamos a conversar.
– Então, me diz uma coisa: como você consegue aturar o Percy? Por que assim, eu que sou prima dele mal consigo. – ela disse com um sorriso.
Eu ri e respondi:
– Talvez eu não consiga aturar ele. – eu disse dando uma rápida olhada nele, que conversava com Nico, e percebi que ele olhava pra mim. Por uma fração de segundo nossos olhos se encontraram então nós viramos o rosto.
• • •
Quando já eram umas oito horas nós fomos jantar, Maria tinha feito uma lasanha — que estava deliciosa, por sinal – e eles ficamos – eu ficava mais calada do que falava — conversando sobre assuntos corriqueiros até umas nove, dez horas. Como eu tinha acordado cedo e estava m pouco cansada por causa da viagem, fui até o banheiro – que era no quarto – tomei um banho morno e fui logo dormir. Um tempo depois percebi Bianca entrando no quarto e indo dormir também.
Fechei os meus olhos e lembrei do momento em que meu olhar e o de Percy se encontraram, lembrei daqueles olhos verdes que ainda vão, provavelmente, me deixar louca.
Notas finais
E vão visitar o meu blog! E se quiserem pedir as suas capas, peçam!
Beijos e nos vemos nos reviews - ou recomendações, quem sabe -.
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