A Beautiful Lie

18 Cap. 16 - Nada É O Que Parece...


Notas iniciais
Hey, sei que demorei e tals, mas eu estava mudando detalhes do cap. e andava um pouco sem tempo com a volta as aulas :s
Bem, agora já estou aqui, então, sem ameaças ^-^
Cap, dedicado a lunalove pela recomendação perfeita que alegrou minha tarde, amei muito flor, Obrigada e seja bem-vinda ;)
Beeeme, agora que tudo está mais calmo eu posso falar sobre os leitores novos do ultimo cap.: RockyStocky, miss_halle, FilipaBlack e Chanandler Bong. Bem-vindas suas lindas e fofas *-*
Então, sem demoras, aqui está o cap.
AVISO: Eu tive que colocar um pequeno POV da Hermione, iria ser no próximo, mas acho q ficou melhor nesse mesmo uahusahuasa
.
Espero que gostem ^-^

POV — Hermione Granger


Dizer que o que Draco me disse antes de sair havia me feito cogitar a ideia de matá-lo era pouco. Ele estava me chantageando e usando minha mãe para isso, o único ponto que me faria ceder em toda essa história...

No outro dia, quando acordei, permaneci algum tempo na cama, me decidindo se deveria ou não me levantar. Sabia que Rony provavelmente havia contado a sua família o que tinha presenciado aqui e também sabia as perguntas que teria que enfrentar durante todo o dia, mas eu não iria me esconder como se eu fosse uma criminosa. Eu não iria fraquejar!

A segurança que eu sentia — ou que eu estava me forçando a sentir — começou a se dissolver minutos após eu ter chego à editora, quando notei Rony me olhando descaradamente.

Continuei sentada, tentando me focar em meu trabalho, mas estava ficando cada vez mais difícil já que sempre que eu me mexia sentia os olhos de Rony em mim.

Enquanto eu estava sentada a mesa, vendo algumas revisões, Gina passou por mim e me cumprimentou um tanto quanto indiferente. De certa forma, eu não poderia esperar nada diferente. Rony era seu irmão.

Quando finalmente me levantei para ir à sala de Harry, ele me tratou normalmente, mas a forma como ele me olhava quando pensava que eu estava distraída o suficiente me mostrou que ele também já sabia do ocorrido. Minha constatação sobre isso veio minutos depois, quando eu já estava saindo de sua sala após definirmos o cronograma do mês.

– Não sabia que você e Draco Malfoy são amigos. — a última palavra saiu com ênfase, denunciando o quanto ele sabia — Rony já havia me falado que você havia trabalhado para os Malfoys, mas eu nunca imaginei que-

Eu parei com a mão na maçaneta e o olhei.

– Eu não gostaria de falar sobre isso. — eu disse em um tom que eu esperava ser educado, mas ao mesmo tem sério.

–Claro, me desculpe. – a forma como ele se desculpou não soou como se ele se sentisse culpado — Na verdade, eu só gostaria de entender e saber o que vocês dois têm em comum.

–Não temos nada em comum, e é por isso que eu estou aqui e não lá! — falei começando a me irritar com todos querendo ser muito gentis e me ajudar. Será que ninguém via que eu nunca me envolveria com alguém como o Malfoy? — Se me der licença, senhor Potter, eu ainda tenho que ir até a sala de impressão. — falei já girando a maçaneta da porta e saindo sem esperar resposta.

Enquanto seguia rumo à sala de impressão, eu não olhei para ninguém ao meu redor. Tinha pela consciência dos olhares que recebia enquanto caminhava. Não duvidava que agora o que eu tanto lutei para esconder se espalhasse. Minha tentativa de ficar ao menos alguns minutos longe de todos foi embora assim que ouvi uma voz atrás de mim.

– Pensei que não viria mais trabalhar agora que tem um casamento para ser organizado.

Não precisei me virar para saber quem havia falado. O barulho da impressora era a única coisa que se ouvia.

–Harry já falou com você sobre o...

–Você costumava ser mais corajosa do que isso, Hermione. Vai realmente fingir que tudo está exatamente igual à antes?

Com um suspiro pesado, eu me virei para ele, me arrependi assim que o fiz. Rony me olhava com raiva, isso estava explícito em seu rosto

– O que quer Rony? — perguntei, tomando cuidado para que o meu tom de voz não piorasse as coisas.

–Eu queria que você tivesse sido sincera comigo! Que tivesse me dito que estava envolvida com alguém, mas principalmente que esse alguém era Draco Malfoy.

–Isso não lhe diz respeito, Ronald! – falei me irritando com seu tom de voz. Nós dois sabíamos que eu não sentia por ele nada mais do que simpatia e eu nunca lhe dei esperanças de que isso fosse além. Eu não gostei de como ele soou, como se fosse minha obrigação lhe contar sobre toda a minha vida...

–Claro, até porque eu não sou o pai do seu filho. – seu tom foi tão afiado quanto o meu, mas então sua expressão mudou de muito irritado para algo parecido com decepção — Pensei que fossemos amigos, Hermione.

–E nós somos. – falei baixo, mas mantendo o meu tom firme.

– Então porque escondeu de todos que o pai do seu filho é Draco Malfoy?

–Eu não escondi! Só não queria as pessoas comentando sobre isso quando é um assunto pessoal. – me arrependi pela escolha das palavras assim que fechei a boca.

–Você é como se fosse da família, Hermione. Sabe que pode contar conosco para o que precisar...

–Eu sei disso. – afirmei, embora fosse mais para mim mesma do que para ele.

Ele não pareceu confiar em minhas palavras.

–Não, você ainda não sabe. – ele se virou para sair e me deixar lá sozinha, mas então se voltou – Você está diferente hoje... – ele me avaliou da cabeça aos pés, como se procurasse por algo e então balançou a cabeça – Tenha cuidado no que está se metendo, Hermione. Nós dois sabemos que não se confia em um Malfoy. — ele pausou e então me olhou brevemente, apenas para eu ver a amargura em seus olhos — Eu só queria saber o que você viu nele...

Ele saiu quando percebeu que eu não diria nada. Afinal, o que ele esperava que eu dissesse? Ao menos ele falou comigo, não sendo um diálogo dos mais amigáveis, mas era melhor do que nada.

Eu peguei o que precisava e sai, voltando para minha mesa. Gostaria de dizer que eu pude me concentrar em meu trabalho e esquecer um pouco o que estava me atormentando. Não sabia onde meus problemas terminavam.

Como tudo podia mudar tão drasticamente em tão pouco tempo? Há três meses eu era uma empregada com uma vida monótona. E agora, eu estou sem saber ao certo o que fazer. Minha mãe está pior do que nunca, Rony estava magoado com o que eu disse e provavelmente falar com ele ou com sua família novamente não seria como antes. E, além disso, ainda tinha Draco que agora me perseguia com um plano maluco de se casar comigo depois de tudo.

Quando eu saí encontrei Gina do lado de fora. Embora ela tenha se esforçado para parecer natural e fingir que não sabia de nado, aquilo estava praticamente estampado em seu rosto. Isso apenas se comprovou quando eu neguei a carona e ela aceitou sem insistir muito.

Não me permiti magoar por aquilo. Em seu lugar eu provavelmente faria o mesmo... Mas o que me incomodava era eu não ter culpa pelo que havia acontecido. Todavia, esse era um preço que eu sempre soube que pagaria se aceitasse a proposta de Draco.

Somente quando eu peguei um taxi e fui para casa eu realmente comecei a pensar em mim, no que era melhor. Nunca fui do tipo vingativa, até conhecer o quanto um Malfoy pode ser nojento e desprezível. Até saber como Draco realmente joga. Ele havia, novamente, me colocado no chão, tirado de mim as únicas pessoas que se importavam comigo. E ele iria mesmo se arrepender disso. E para isso, eu não precisaria descer tão baixo quanto ele. Eu lhe daria exatamente o que ele queria, do meu jeito.


POV – Draco Malfoy

Assim que cheguei à mansão chamei Susann para preparar o jantar e subi para o meu quarto, pronto para um banho. O dia havia sido mais cansativo do que o desejado. Hermione Granger realmente estava sendo um desafio e tanto, mas nada com que eu não pudesse lidar.

Despi-me e quando tirei o celular do bolso da calça que eu usava, vi algumas ligações de Kevin. Provavelmente ansioso por notícias.

Tomei um banho demorado, pensando em qual seria meu próximo passo. Até agora tudo estava indo exatamente como eu imaginei. Hermione era difícil e não seria assim tão fácil fazê-la aceitar um casamento e muito menos me deixar participar de sua gravidez... Mas isso era algo que eu poderia mudar com o tempo.

O que me incomodou foi o homem que estava em sua casa. Hermione estava solteira, era o que Kevin havia me dito. Se ela estivesse com alguém, por mais superficial que fosse essa relação, poderia fazer com que algo desse errado... Eu ainda podia praticamente sentir o soco que aquele idiota me dera. Na próxima vez que nos virmos ele não teria tanta sorte como da ultima vez...

Sai do banho e me vesti. Eu mal havia acabado de calçar os sapatos quando meu celular tocou. Eu o peguei e vi o nome na tela, já o atendendo.

– Como foi?

–Bem, estamos indo bem. – falei não me importando por ele não ter me cumprimentado. Gostava de ir direto ao assunto — Ela ainda reluta, mas está começando a aceitar o fato de que eu sou o único que pode ajudar sua mãe. – eu disse prendendo o telefone entre o ombro e o ouvido enquanto ia até o espelho.

Vi Pansy entrar no quarto e se sentar em minha cama. Ela apenas sorriu quando eu apontei para a porta, sinalizando que ela saísse. A voz de Kevin me levou a ignorá-la um pouco.

–Tome cuidado com o que está fazendo. ­–Aconselhou como se eu não soubesse o que estava fazendo– Não se arrisque muito e nem faça um drama desnecessário! Lembre-se que se ela sonhar que não há mais nada de errado com a mãe e que você anda subornando médicos para falsificar exames ela sairá de perto de você.

–Eu não sou idiota, sei muito bem o que estou fazendo e ela não irá descobrir!

Era o que eu esperava. Hermione era inteligente, mas não quando se falava sobre sua mãe, a única família dela. Ela ficava vulnerável e não pensava bem nas consequencias quando o assunto era aquele. O valor que os médicos estavam cobrando para continuar com aquele teatro todo estava praticamente acabando com o dinheiro reserva que eu tinha, mas era um sacrifício necessário. Eu realmente esperava que Hermione não se demorasse a decidir e a perceber que eu era o único que poderia ajudar sua mãe.

– Tudo bem. – ele disse dando um suspiro – Eu preciso desligar agora, ligue-me assim que tiver noticias.Lhe espero amanhã em meu escritório para conversarmos.

Eu desliguei o telefone e o joguei sobre a cama.

– O que faz aqui? — perguntei quando estava perto de Pansy.

Ela sorriu mais ainda e cruzou as pernas.

–Queria apenas saber como você estava já que mal aparece em casa.

–Caso ainda não tenha percebido, Pansy, mesmo eu ainda não sendo totalmente dono da empresa do meu pai, eu ainda trabalho lá. E sua presença constante aqui é um dos motivos para que eu quase não venha mais para casa. – falei contendo o impulso de ser mais grosseiro.

–Mesmo? — ela fez um estalo com a língua e sorriu com malicia — Pensei que isso tivesse algo a ver com a tal ex-empregada, qual era mesmo seu nome? Hermione, correto?

Eu congelei no lugar. Havia ouvido bem? Em um piscar de olhos eu a segurei pelos ombros, a deixando de pé a minha frente. Vi um lampejo de medo passar pelos seus olhos, mas tão rápido quanto pareceu ter vindo se foi.

– O que você sabe sobre isso? – sibilei a chacoalhando um pouco.

Ela riu alto.

–Bem, o suficiente. Ou melhor, tudo. — ela parou de rir e me olhou séria — Não dará certo, ela não é tão burra quanto você e o tal advogado pensam. Provavelmente ela vai descobrir tudo. E aí, Draquinho, você vai estar ferrado. – falou e espalmou uma de suas mãos em meu peito — Admita que eu sou a única que pode lhe ajudar agora. — seus dedos tracejaram meu abdômen por baixo da camiseta que eu usava e eu tratei de tirá-la dali, principalmente porque a memória do que a Granger havia feito mais no outro dia ainda estava fresca em minha mente.

Eu a soltei e fui até a porta, a abrindo.

–Saia desta casa, Pansy! Eu já lhe disse que-

–Que não me quer aqui, sim, eu ouvi. – disse revirando os olhos. — Mas, você deve se lembrar que meu apartamento está em reforma, então, eu realmente acho melhor ficar aqui. Ah!, Não se preocupe — falou se levantando da cama e caminhando lentamente em minha direção — Eu não vou atrapalhar seus planos. — sussurrou quando estava perto o suficiente — Até porque, duvido muito que ela vá aceitar.

Eu não aguentei mais ver aquele sorriso em sua boca e a peguei pelo braço, a colocando fora do meu quarto.

–Eu já disse para sair, Pansy!

Fechei a porta com força enquanto ela a esmurrava e gritava o quão tolo eu estava sendo. E eu concordei em partes com aquilo. Eu realmente havia sido um tolo quando pensei que poderia ter algo sério com Pansy Parkinson...

Quando fiquei sozinho em meu quarto, não ouvindo nada além dos gritos de Pansy que já não me incomodavam tanto, eu me peguei lembrando o que havia acontecido em tão pouco tempo.

Lembrei-me do que eu já havia feito apenas para conseguir o que eu queria. Granger veio junto com as lembranças... Quando fui a sua casa pela primeira vez, eu realmente pensei que Hermione não seria tão inteligente ao ponto de desconfiar que houvesse algo errado, mas, aparentemente, ela não era como eu pensei. O hospital havia sido a forma mais rápida — mas nem por isso a mais fácil — de conseguir o que eu tanto almejava.

E se eu estava precisando subornar tantas pessoas, eu realmente esperava que valesse a pena. Nunca tive algo contra a mãe de Hermione, mas não estava em meus planos que ela fosse melhorar tão cedo. Na verdade, eu nunca esperei que ela fosse viver por muito tempo... Mas agora, ali estava a oportunidade perfeita para conseguir o que eu queria.

Hermione estava abalada e ambos sabíamos que se tinha alguém a quem ela poderia recorrer esse alguém era eu. Não me importo de ter alterado alguns fatos para isso...

Admito que nem todo o meu plano saiu como esperava. E também não sei onde estava com a cabeça para beijá-la daquela forma...

Eu devia ter feito como Kevin me orientou e agir com calma. Mas enquanto eu olhava naqueles olhos castanhos, eu realmente senti uma urgência em beijá-la e provar daqueles lábios... O que havia sido um erro meu, um bom erro, mas ainda sim um grande erro.

No que está pensando, Malfoy? – censurei-me enquanto saia do quarto e nem ao menos via sinal de Pansy.

Eu não devia nutrir algum sentimento por Hermione. Já estava tudo planejado. Eu me casaria, registraria a criança e então depois eu poderia muito bem arrumar alguma desculpa para o divorcio.

A criança era o que mais me importava nessa história toda. A forma como Hermione falava dela, mostrava claramente que se dependesse da mesma eu nem ao menos teria acesso a seu crescimento, mas eu não podia deixar daquela forma.

Querendo ou não, gostando ou não, ainda era meu filho.

Eu desci para jantar, sozinho, e nem ao menos pedi que chamassem Pansy. Eu sabia como Hermione e ela sentiam-se em relação uma a outra. Pansy definitivamente poderia colocar todos os meus planos a perder...

Quando levantei na manhã seguinte, eu fiquei surpreso quando não vi sinal de Pansy e muito menos escutei um de seus gritos com qualquer empregado. Não que eu reclamasse por isso, obviamente.

Também confesso que me surpreendi quando desci naquela manhã, pronto para ir trabalhar e Susann me informou que tinha uma mulher me esperando no escritório.

Eu realmente esperava que não fosse Pansy... Já estava começando a ficar irritado com suas investidas em mim, mas tinha que mantê-la por perto. Sabia bem o quanto Pansy me conhecia e principalmente o quanto ela poderia ser vingativa quando queria.

Bem, eu não tive que me preocupar com ela quando, assim que entrei em meu escritório, encontrei Hermione sentada no sofá de coro calmamente.

Ela tinha as mãos em seu colo e as apertava uma a outra. O barulho da porta se fechando atrás de mim pareceu ser o suficiente para que ela erguesse a cabeça e me olhasse, pouco antes de se levantar.

–Granger? – perguntei, não confiando em que meus olhos viam.

– Bom dia, Draco. – falou. Em seus lábios levemente rosados estava um pequeno sorriso que a meu ver parecia estar sendo um pouco forçado.

Eu abri a boca pronto para lhe perguntar o que ela fazia ali, mas então me calei. Vá com calma, Draco. A voz de Kevin soou em meus ouvidos. Eu não poderia assustá-la.

–Hermione, e-eu não esperava vê-la por aqui. – falei me atrapalhando com as palavras. Eu realmente nunca esperei que ela viesse ao meu encontro. – Sente-se, eu vou pedir a...

–Não é necessário. – falou, usando um tom de voz tão amigável que eu temi aquilo ser um sonho – Eu vim apenas para lhe dizer algo e vou ser breve, prometo. – assegurou-me.

–Pois bem, então diga. – a instiguei a falar, mesmo tendo quase total certeza de que não ouviria nada mais que alguns insultos já tão conhecidos por mim. Ou talvez... Bem, talvez ela tivesse lido algum manual de obscenidade e estivesse aqui para testá-las comigo.

Notei quando ela voltou a entrelaçar as mãos, nervosa e morder o lábio inferior.

–Eu vim aqui para dizer que... –parou subitamente, e então me olhou. Ela parecia estar determinada com algo que eu não fazia a mínima ideia do que era. Esperei pacientemente — me forçando a não mandá-la falar logo ou ir embora — até que ela voltou a falar. Desta vez, sem pausas ou interrupções — Vim aqui dizer que eu aceito me casar com você, Malfoy.


Notas finais
Uai sô, tenho nada a declarar sobre o capítulo não ashaushausahas
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Sem spoilers porque... Porque quero todo mundo curioso aushaushas #Brinks, é q ainda estou arrumando detalhes no prox. cap. ;)
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Mereço comentários? E recomendações?
kkk'
Lindos e lindas até a próxima que será muito, muito em breve se depender de vocs uhausahsas
Todos comentando pra deixar a tia Lyla feliz, néah? Oks uahsuahs
Bjo Bjo