Batalha da Cidade

Capitulo 10

Eu estava exausto. A cabeça estava latejando levemente. O corpo estava tão pesado que mover-se era inconveniente. A barriga reclamava que queria mais do que o parco sanduíche que Aline havia nos arrumado para o dejejum. E ainda por cima eu não percebi o tempo passar.

– Sonhando acordo? -

A voz de Rogério tirou-me daquele transe de quase duas horas. Tínhamos ido para a praça da cidade, um local arborizado e com bastante espaço, onde o palanque para a cerimônia de encerramento foi montado. Estava agarrado ao braço de minha irmã fazia umas duas horas e nem havia percebido que as pessoas começavam a chegar.

Durante as duas horas, que talvez tenha cochilado já que não lembrava nada, eu fiquei meio perdido entre o cansaço e a lembrança da batalha mais humilhante que já presenciei. Houndoom, o pokémon de fogo do Patrick encarou Steelix, pokémon de Rogério, e acabou sendo massacrado.

Steelix é uma enorme serpente de pedra cinzenta. Possui um corpo segmentado e três dessas seções possui grandes espinhos. Sua cabeça é bem grande sendo uma arma poderosa. Seu corpo é muito rígido, mas ainda assim ele possui certa agilidade. Embora seja tipo metal e terra, pode realizar uma variada gama de ataques.

A principal arma era a poderosa mandíbula, completamente de metal. As presas de Metal fizeram o trabalho no primeiro ataque, quando a agilidade do cão de fogo ainda estava iniciando. A serpente de metal cravou os dentes em duas patas de seu adversário acabando com a velocidade dele. Houndoom tentou um Lança Chamas no rosto de seu adversário, aproveitando a proximidade, mas a dor acabou impedindo que ele concluísse o ataque. Depois disso foram cinco fortes pancadas com a calda e a cabeça.

O pokémon de Patrick não conseguia defender-se e ferido nas patas dianteiras, sua mobilidade era quase nula. Achei no inicio que era cansaço da luta tripla, ou talvez eu estivesse casado demais e por isso impressionado demais. Mas, a verdade era que o pokémon de Rogério era monstruoso.

Rogério merecia ser o primeiro colocado. O pokémon dele era incrível e eu não tinha a menor vontade de desafiá-lo naquele momento, pois sabia que não tinha chances. Também porque quando via aquele gigantesco Steelix eu via o pai dele refletido.

– Quase isso! -

Rogério ganhou do pai, no natal passado, a inscrição para ser Treinador Júnior. Eles não tinham muito, mas era o último ano em que ele poderia estar participando como tal. Para pagar a inscrição do filho o pai trabalhou dobrado e pegou escalas especiais, inclusive na manhã de natal. Após um café da manhã com a família ele saiu e nunca mais voltou. O local onde ele trabalhava foi assaltado e todos que estavam no lugar foram assassinados.

Rogério trocou de escola, passando a estudar a noite para trabalhar em uma empreiteira, dificilmente eu o via. Ele tinha que ajudar a sustentar a família. Nem fiquei sabendo que ele era Treinador Junior, ou mesmo que havia conseguido encontrar tantos adversários. Mas, ao ver esse Steelix, duro, forte, imediato, disciplinado e completamente dedicado aos comandos de Rogério, era difícil não pensar que um pedacinho do pai estava naquele pokémon.

– Desculpe por acordá-lo, mas acho que deveria ver isso. -

Rogério apontou para a entrada da pracinha. Uma multidão estava chegando com cornetas, bandeiras e outros materiais típicos de uma manifestação, ou passeata. Todos uniformizados como se estivesse indo para aula, apesar de muitos estarem com rostos pintados. A frente deles estava Patrick. O estranho era que até adultos, bem velhos, estavam no grupo. Parecia que toda a escola estava ali, fazendo uma chegada triunfal em uma pequena passeada. A distância não permitia que eu identificasse bem o uniforme, mas aos poucos podia escutar-se o brado de guerra do grupo. Patrick é o salvador do Colégio Estadual! Patrick é o salvador do Colégio Estadual! O nome era repetido tantas vezes que eu não conseguia entender o que estava realmente acontecendo.

– Achei que Patrick havia ficado em terceiro. -

Comentei levantando-me, erguendo minha irmã junto, para ver melhor a multidão. O resultado da Batalha da Cidade havia saído e Rogério ficou em primeiro, eu em segundo, Patrick em terceiro, Aline em quarta e Douglas em quinto. Aquela comemoração toda não poderia ser apenas por Patrick ter ficado em terceiro. Nem Rogério, que havia ficado em primeiro, estava tão animado.

– A baixinha estava certa. -

A voz de Aline chamou minha atenção e pela primeira vez, desde que havia saído da minha soneca de olhos abertos percebi que o grupo estava alterado. Não via Taina. Além disso, havia um casal bem elegante, com cara nada contentes. Eles pareciam com Aline, apesar da loira estar mais sorridentes que o habitual. O único que não estranhei a ausência foi a de Alberto.

Após a batalha contra Patrick resolvemos vir direto para a praça, sabíamos que iriamos pegar no sono caso passássemos em casa. O Resultado final ainda não tinha saído, mas pelo que Alberto verificou na pokeagenda, ele não poderia mais ser ultrapassado. Havia ficado entre os quarenta melhores, junto com seus quatro companheiros de orfanato. E isso significava que ele havia conseguido seu objetivo.

Todo ano bem feitores ajudavam o orfanato de várias formas e uma delas seria dando cinco inscrições para os jovens tornarem-se Treinadores Juniores e assim desenvolverem algumas de suas potencialidades e chamarem a atenção de empresas que quisesse contratá-los ou lhes dar bolsas de estudo na fase adulta. No ano que vem todos os cinco órfãos ganhariam inscrições, era a premiação para quem ficava entre os quarenta primeiros, outros cinco ganhariam inscrições como habitualmente ganhavam de bem feitores e com um pouco de sorte até poderiam atrair mais pessoas interessadas em ajudar o local em que morava.

Eu estava surpreso com o esforço que ele havia feito e com o que havia conquistado. Rogério e Alberto eram sinônimos de determinação realmente. Eu disse a ele, antes de ir que ele deveria ficar para a cerimônia, mas após passar uma noite fora, sem dar nenhum tipo de aviso, ele sentia-se no dever de voltar. Queria comemorar com os irmãos de morada.

– Ela não quis ficar para prestigiar Patrick e sua gangue. — Aline falou um pouco azeda. — Mas, pela quantidade de pessoas que estão aplaudindo o terceiro lugar dele, e esse ridículo brado de “Patrick é o salvador do Colégio Estadual!”, acredito que toda a confusão que a cidade viveu nos últimos dias tenha sido um plano dele para que eles vencessem a competição das escolas. — Olhei para Aline, tentando acompanhar aquele raciocínio. — Uma estratégia ardilosa e com poucas falhas, já que eles eram a maioria. -

Taina é uma garota de uma personalidade forte e acho que depois de tentar evitar que pessoas como Patrick ganhassem algo na Batalha da Cidade seria normal ela não querer estar aqui quando ele recebesse tal premiação. Mas, diante à ideia de Aline fico imaginando se Taina, todo o tempo, não soubesse, ou ao menos desconfiasse, desse plano de Patrick para com o colégio.

Agora percebo que sei tão pouco das pessoas que enfrentei ou mesmo as pessoas que estiveram ao meu lado nessa aventura. Será que é assim mesmo que deveria ser? Enfrenta-los e partir para o próximo sem saber o porquê lutam? Fazer alianças por causa de objetivos comuns e uma vez alcançados cada um deveria ir para seu lado?

Acho que vou visitar Alberto e Taina essa semana após as aulas. Quero garantir que Alberto seja treinador o ano que vem e não seria ruim conversar com Taina sem estar correndo ou preso. Ela até que é bonitinha.

– Agora pretende usar isso como desculpa? -

Eu olhei para o senhor que falava, deixando de lado minhas lamentações sobre não saber muito dos meus novos amigos. Acreditava se tratar do pai de Aline. Ele parecia sério e nem mesmo olhava para a filha.

– Todos esperavam que fosse a primeira colocada e que levasse sua escola a mais uma vitória. No entanto, foi derrotada por jovens que tem até dificuldades de tomar banho. -

– Ei! -

Eu ensaiei uma reclamação. Eu ensaiei um sentir-se ofendido. Não negava, após toda a correria do dia anterior e ter sido jogado em uma cela da prisão, eu estava imundo. Mas, não tive tempo de defender-me. A voz estridente reclamando da ofensa foi mais rápida e me surpreendeu. Minha mãe estava ali.

Todos se viraram e viram minha mãe, atrás de nós, indignada com o que havia escutado. Minha irmã abraçou rapidamente, indicando a todos que ainda não sabiam que era minha mãe. Beijando minha irmã ternamente ela logo encarou o pai de Aline. Morena de cabelo escovado, em um vestido meio formal, roxeado. Não era de barracos, mas não gostava que falassem mal de alguém de sua família, ainda mais se a ofensa fosse contra seus filhos. Se alguém ofendesse a ela era uma coisa, mas ofender seus filhos significava que estavam ofendendo os seus filhos e a ela também.

– Escute aqui senhor! Tenho certeza que se essa é a educação que dá a sua filha, ela jamais teria como vencer meu moleque sujo. — Minha disse isso pegando a minha orelha e torcendo. Emiti um grito que desapareceu rapidamente, sabendo que seria pior se reclamasse. — Isso mesmo! Não faça essa cara de idiota. Eu chamei meu filho de moleque sujo, mas apenas eu posso chama-lo, porque ele é meu filho. — Ela falava com tanta naturalidade que eu me perguntava se ela tinha ciência que estava puxando minha orelha no meio da praça da cidade, com várias pessoas olhando. — Além disso, tenho certeza que ela aprendeu muito com eles durante a noite que passaram batendo perna, sozinhos pela cidade. Foram até presos juntos. -

– Bem... — O pai de Aline ficou meio perplexo. Acho que era confuso para ele lidar com o fato de minha orelha estar sendo quase arrancada, ao mesmo tempo pela mesma pessoa que me defendia. — Você foi presa? -

Aline gaguejou que não havia sido ela, mas eu já estava perdido e não dei a mínima atenção para eles. Minha mãe, de alguma forma sabia de tudo e eu já estava com minha orelha nas mãos dela. Certamente ela seria o primeiro pedaço arrancado. Talvez com sorte eu pudesse subir ao palco sem estar completamente desfigurado.

– Não tente fugir. Sabe a vergonha que passei por ter seu pai indo na saída do meu serviço contar-me tudo o que estava acontecendo? — Minha orelha foi torcida um pouco mais e eu tive certeza, ela não pretendia me deixar receber nenhum prêmio. — Ele ainda foi exibindo a porcaria do distintivo. Todos imaginaram que eu estava para ser presa pelo delegado da cidade. — Ela ele vou um pouco mais a mão e eu comecei a sentir como se a orelha sangrasse.

Meu pai era um idiota. Tratávamos com respeito, mas não tínhamos exatamente uma relação familiar. Ele foi promovido a delegado da cidade e começou a ficar dias fora de casa até que minha mãe mandou ele escolher entre ela e o trabalho. Infelizmente, para ele, ele levou um segundo pensando. Minha mãe diz que se você precisa de mais de um segundo para responder o que é mais precioso para você na sua vida, é porque você não sabe. Meu pai sabia disso e sabia que em seguida sentiria a ira dela. Minha mãe agrediu meu pai e ele a prendeu por agressão.

Se ele tem coragem de prender a própria esposa, que chances o pobre filho tinha? Por sorte ele nunca foi um idiota completo. Ele já havia descoberto onde estava minha irmã e simplesmente não estava preocupado. Queria me ensinar uma lição da vida.

– Vamos deixar as orelhas iguais. — Disse minha mãe saltando uma orelha e pegando a outra. — O que estão olhando? Ele não é filho de vocês. Se fosse, tenho certeza que fariam a mesma coisa. -

Douglas e a família de Aline olhavam incrédulos a ação e as simples palavras de minha mãe, como se aquilo tudo fosse muito corriqueiro. Rogério e minha irmã, por outro lado, já sabiam que poderia sobrar para eles caso não ficassem quietos o suficiente.

“Senhoras e Senhores! Muito obrigado pela presença de todos no encerramento de mais uma edição da Batalha da Cidade...”

No palco a cerimônia começava e eu cheguei a ficar esperançoso de sobreviver mais alguns instantes, mas a cada segundo que passava as falas do apresentador indicavam que até o momento de subir no palco, as coisas demorariam muito.

– Vamos nos posicionar atrás do palanque. — Disse Aline. — Logo precisaremos subir. –

A menina despediu-se rapidamente dos pais e me puxou pelo braço, arrancando-me das mãos de minha mãe. Pensei por um instante que minha orelha fosse partir

– Não demore muito meu filho. — Disse minha mãe. — Você ainda precisa aprender a não deixar sua irmã sozinha e nem a vadiar pela noite correndo atrás de criminosos imaginários. -

O caminho era complicado com tantas pessoas no local, em especial porque Rogério liderou o grupo tentando evitar o gigantesco grupo do Colégio Estadual. Mas, minhas orelhas agradeciam os poucos minutos de liberdade que estavam tendo.

– Obrigado! -

Eu precisava agradecer. Normalmente seriamos chamados do palanque, ao final, para que passássemos pela multidão com todos nos identificando. Mas, aquela loira patricinha percebeu que eu precisava ser salvo.

– Seria indelicado da minha parte, sair daquela situação e deixá-lo sendo castigado. — Aline deu um sorriso amarelado.

– Acho que se tentasse sair por conta própria seu pai ia fazer que nem a mãe de Rafael. –

Rogério comentou arrancando risadas de todos. Pensar que a patricinha tinha pais que bateriam nela apenas por não ganhar uma competição era algo realmente divertido, apesar de cruel. No entanto, as risadas não duraram muito. Quando chegamos atrás do palanque, encontramos Patrick com um sorriso debochado. Por um momento me perguntei se encarar minha mãe e a dor não seria melhor que esse sorriso.

– A cara de derrotados de vocês não combina com a posição. — Ele sorriu maliciosamente. — Não é possível que estejam tão desanimados com a posição de vocês. -

Revirei os olhos pensando realmente que minha mãe e suas tentativas de arrancar minha orelha fossem uma opção plausível. Mas, antes que pudesse ver a reação dos outros, Douglas começou a falar.

– Então... — Douglas pareceu pouco interessado em falar. — Essa posição surpreendeu-me! — Ele parecia escolher as palavras. — Estou me preparando para o vestibular, mas não consegui desistir da ideia de ser treinador. Resolvi fazer os dois juntos esse ano para ao menos ter o gostinho de batalhas uma vez na vida. Não era para eu terminar em quinto colocado. -

– Como é? — Patrick pareceu não entender. — Você virou treinador para fracassar? -

Eu não conhecia as pessoas que estavam ao meu redor. Seus sonhos ou medos. Eu nunca levei a sério a ideia de escolher uma profissão e confesso que me sinto mal por Douglas. Teria sido uma decepção grande fracassar nas batalhas, mas certamente seria mais fácil para ele optar pela faculdade. Afinal, quantos são os treinadores pokémon que destacam-se?

– Continue com os dois enquanto aguentar. — Disse Rogério. — Trabalhei, estudei e fui treinador por essa parte do ano. Tenho certeza que você consegue. -

Douglas olhou para Rogério pensando no que ele disse. Seu olhar desviou rapidamente para Patrick que parecia também concordar que ele deveria fazer os dois. Não sabia o motivo de Patrick concordar com aquilo, mas talvez ele tivesse uma vida tão dura que ele fosse incapaz de ser um idiota diante o trabalho duro dos outros.

Trabalho duro! Acho que todos nós, a nossa maneira, demos tudo de nós nas últimas horas. Taína não alcançou o que ela queria, mas para todos os outros funcionou muito bem.

– Que bom que estão ai! — Uma voz veio das escadas de acesso ao palanque. — A medida que o nome de vocês for falado, subam, acenem e posicionem ao lado esquerdo de quem entra. — Ele parou observando se havíamos entendido. — Será em ordem descrescente, quinto para o primeiro. -

Ele não aguardou confirmação de que havíamos entendido a última informação, voltando para uma posição do palco que não podíamos vê-lo. Perfilamo-nos, meio que para não sermos pegos de surpresa. Mal nos posicionamos e múltiplos bips começaram a ecoar próximo de nós.

– Finalmente! — Patrick falou de forma convencida pegando a pokeagenda e abrindo-a.

“Parabéns! Seu desempenho na Batalha da Cidade foi excelente. Por isso está sendo convocado para participar do TES — Torneio Estadual Secreto. Dentro de uma hora e meia deve estar na rodoviária da cidade com pokeagenda e pokémon. Não conte a ninguém ou será desclassificado.”

Eu ainda estava tentando processar o que havia escutado quando Patrick fechou e guardou a pokeagenda. Parecia estar curtindo com a nossa cara de espanto. Ficamos em silêncio e pensativos, ninguém parecia ter realmente acreditado naquilo. Mas, eu já estava adorando a ideia de disputar um título estadual. Ainda mais se pudesse lutar contra Rogério e Marlon.

Retirei meu aparelho da mochila e abri, verificando minha convocação. Vibrei em um grito contido, aquela informação de ser desclassificado caso falasse par alguém me assustou. Olhei para Rogério que esticou a agenda mostrando a convocação. Era evidente que o primeiro colocado não iria ser deixado de lado.

– Eu não sabia que existia uma competição como essas. — Disse Douglas. — Mas, parece que estarei com vocês nessa. -

– Convidam os 5 primeiros colocados e mais 3 que eles julguem terem tido desempenho interessante, seja por estratégia, reações, boas batalhas ou pelos adversários que derrotaram. — Comentou Patrick. — Mas, isso a loirinha já sabia. -

– Você não presta! — Aline cruzou os braços encarando-o. — Então foi você que torturou um aluno no inicio do ano? -

– Torturei? — Patrick deu um sorriso sínico. — Não lembro. Conversei com um garoto da sua escola, realmente. Um dos primeiros colocados nos anos anteriores. — Patrick tinha um sorriso malicioso nos lábios. — Ele até contou que na escola havia passagem de conhecimento quanto à competição secreta. — Ele olhou de forma debochosa para Aline. — Vocês são trapaceiros. -

Aline e Patrick ficaram se encarando enquanto Rogério, Douglas e eu parecíamos surpresos com o que era revelado.

“Por favor, que venha ao palco o quinto colocado!“

O mundo das batalhas pokémon era muito maior do que eu podia imaginar. Douglas subiu as escadas deixando-nos para trás, certo de que logo estaríamos correndo para a rodoviária, sem conseguir explicar a ninguém o que estava acontecendo.

“Agora a quarta colocada!”

Seria mais uma maratona de batalhas, estratégias e correrias. Eu esperava não ter que correr pela minha vida ou pela de outro, novamente.

“Terceiro colocado!”

Só havia um problema. Minha mãe ainda quer minhas orelhas e deixou claro estar esperando-me após a cerimônia. O que será que ela vai fazer se eu ignorar o aviso? Minha cabeça permaneceria junto do corpo?

“Aplausos para o segundo colocado!”

Notas finais
E assim termina nossa história da Batalha da Cidade! Ela foi planejada para ser curtinha e bem diferente das habituais de pokémon, espero que ela tenha agradado!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!