A Batalha No Pôr-do-sol
6 Confissão
Notas iniciais
LENALEE
Depois do golpe que recebi, eu desmaiei, não lembro de mais nada, até eu acordar em uma cama de hospital, uma enfermeira estava vendo alguma coisa em uma prancheta, quando ela me viu acordada, brotou um imenso sorriso, a enfermeira tinha cabelo loiro cacheado até os ombros, sardas no rosto e olhos de um verde profundo.
–Você acordou – ela disse se sentando em uma cadeira ao lado da cama
–O-O que houve? – perguntei me sentando na cama
–Eu não sei ao certo, só que você tinha um grande ferimento, felizmente os doutores conseguiram fechar o ferimento e a sua vida não corre mais perigo
–C-Como eu cheguei aqui?
–Ah, um garoto trouxe você, ele veio te visitar todos os dias desde que você chegou – ela disse com um sorriso no rosto
–E há quanto tempo eu estou aqui? – perguntei confusa
–Quatro dias. Você chegou quatro dias atrás
–Q-Quatro? Tudo isso?
–Sim, foi realmente um ferimento profundo, mas agora que acordou, logo receberá alta
–Só por curiosidade, quem me trouxe aqui? – perguntei
–Ah, foi um garoto, o nome dele... Deixe me lembrar... Ah... Allen. Isso era esse o nome dele
–A-Allen-kun? – perguntei confusa, aos poucos ia me lembrando do que aconteceu na ordem, de eu me meter na frente do inspetor para tentar salvar a vida do Allen, e no final foi ele quem me salvou?
A porta se abriu e atrás dela apareceu ele... Allen-kun, Tim estava rodeando ele, quando ele me viu acordada veio direto até mim e se ajoelhou ao lado da cama
–Lenalee, você está bem? – ele perguntou
–S-Sim, eu acordei agora
–Bom, eu vou indo nessa – disse a enfermeira se levantando – Por volta de amanhã ela já poderá sair
–Certo – respondi
Ela saiu do quarto deixando eu e ele sozinhos no quarto.
–A-Allen-kun
–Sim?
–O que aconteceu lá na ordem? Tipo, como você me trouxe pra cá – perguntei curiosa
–Bem, eu me desesperei quando vi você no chão... Então eu quebrei o selo e fugi da ordem com você pela arca – ele disse olhando o chão
–Quebrou o selo? E como você conseguiu? – perguntei mais curiosa ainda
–Eu recebi ajuda – ele disse – Mas isso não é muito importante agora, eu quero saber por que você fez aquilo.
–Aquilo?
–Ter se enfiado na frente do inspetor, você sabia que isso não teria efeito, agora você é considerada uma traidora também – ele disse me olhando nos olhos
–Não, eu já estava pensando em fugir da ordem de qualquer maneira – desabafei
–F-Fugir da ordem? Por quê?
–Eu precisava achar você... Não agüentava mais aquela agonia de não saber se você está bem ou não – falei, agora eu olhava fixamente para as minhas pernas, não conseguia encará-lo nos olhos.
–Por que iria tão longe por minha causa? Seus amigos estão todos lá na ordem – ele disse
–P-Por que... Allen-kun... Eu... – meu coração batia a mil, era agora, eu ia dizer a ele como eu me sentia, eu precisava dizer isso a ele
Levantei o rosto e o olhei nos olhos, eu devia estar alguns tons mais vermelha, mas isso não importava agora.
–Allen-kun... Eu... Eu te amo! – quase gritei, mas ele ouviu, e foi o suficiente – E-Eu não sei se você sente o mesmo por mim, mas eu quero que saiba, que é por isso... É por isso que eu vou tão longe por sua causa... Eu te amo... Te amo muito!
Baixei o rosto de novo, qual seria a resposta dele? Será que ele me via apenas como uma amiga? Ou será que...
–Lenalee – ele disse, então pegou meu queixo, virou meu rosto e me beijou. Foi o melhor momento da minha vida, aquilo era um sim? Tinha de ser!
Só separamos os lábios quando o oxigênio acabou, então ele disse
–Eu também te amo... Lenalee.
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