A Baixinha E O Metaleiro

36 Capítulo 33 –– Mas nossos corações nunca se separarão/ FINAL


Notas iniciais
Mii chan Heartfilia, MUUUITO OBRIGADA PELA ENORME E LINDA RECOMENDAÇÃO! Infelizmente você não vai aparecer no meu discurso de agradecimentos, mas eu estou agradecendo só você agora, ok? Se sinta especial. ♥ OBRIGADA E OBRIGADA! Gente, e chegamos ao final da fanfic, não é? Não estou nem acreditando que clicarei em "história terminada" daqui a pouco! Pode ser que eu não satisfaça alguns leitores com esse final, mas também posso agradar muitos. Vamos tirar um pouco do resto das dúvidas que sobraram e tudo mais. Eu me emocionei muito escrevendo e até chorei, mas vou falar tudo isso nos agradecimentos - que no caso, não será um agradecimento normal - Mas só vejam quando terminarem de ler, certo? *-* Depois de verem, comentem o capítulo, por favor. ♥ Não vou agradecer agora, até porque você vão ter muito pra ouvir depois de lerem e até quem sabe, chorar - pra quem é emotiva assim como eu - Então aproveitem o capítulo e espero que nos vejamos em minha próxima fic que eu comentarei no final de tudo! - detalhe, eu mandarei um link para vocês acessarem nas notas finais, lá estará tudo. *-* E pela última vez... Aproveitem e boa leitura! ;=; - haverá música de encerramento ♥

Capítulo 33 –– Mas nossos corações nunca se separarão/ Fim

Meus passos apressados com meu pequeno salto ecoavam no chão branco e triste do hospital. Eu não havia conseguido parar de chorar pensando em tudo que tinha acontecido em tão pouco tempo. Com rapidez, avistei a recepcionista vestida com uma blusa fechada e uma calça comprida, tudo branco. Ela era morena e olhava alguns folhetos perto de um computador.

Quando me despedi de meus tios na porta de casa, o motorista me deixou no aeroporto e eu comprei a passagem de última hora. Eu não acreditei quando me contaram que eu ainda poderia pegar o avião, talvez fosse um bom sinal de que tudo desse certo no final dessa história frenética que estava acontecendo.

No caminho, consegui me comunicar com Lucy por mensagem de celular e contei a ela que já estava a caminho. Ela revidou dizendo que me contaria tudo, mas o estado de Gajeel não estava nada bom. Não me aguentei e chorei até chegar à cidade ao lado de Magnólia.

Eu conhecia Gajeel mais do que qualquer um e sabia que ele não desistiria de mim tão fácil –– ou eu sonhava que não, para parar de chorar um segundo sequer.

A aeromoça ficou superpreocupada comigo e me ofereceu vários calmantes, mas não aceitei nenhum. Eu não queria acabar dormindo quando chegasse. Agradeci, apenas.

Quando cheguei, não me lembrei de mandar outra mensagem a Lucy, mas praticamente voei até o hospital. Ao chegar até a atendente, respirei fundo para não deixá-la confusa.

–– Por favor, eu preciso saber em qual sala se encontra Gajeel RedFox. –– minha respiração estava descompassada e eu gaguejava muito, por sorte a mulher entendeu.

–– Claro, só um minuto –– e foi até o computador e digitou algo. –– Bem, ele já pode receber visitas. Ele se encontra na sala 35, segundo andar.

Me perguntei como ele poderia receber visitas se ele precisava de uma transfusão de sangue. Eu estava tão confusa que nem estava mais pensando nisso, eu apenas queria vê-lo.

–– Muito obrigada. –– quase gritei e saí correndo para subir as escadas, sem nem olhar para o elevador, pois obviamente demoraria.

Quando cheguei ao segundo andar, já estava muito cansada, mas não parei de correr. Parei brutamente ao ver um homem que parecia ter seus 45 anos, com terno, e de cabelo bastante grisalho sair do quarto em que Gajeel estava. Ele parecia calmo, mas ao mesmo tempo, apreensivo. Estranhei aquela cena.

Desviei meu olhar dele ao ver Lucy e Natsu correrem até mim. Ela não parecia tão nervosa, o que era estranho, mas não achei ruim.

–– Levy, oh, Deus, Gajeel recebeu sangue um pouco antes de você chegar! –– disse Lucy, me dando um abraço forte.

Eu fiquei inerte, sem saber o que falar, mas não demorou muito para que um sorriso fraco aparecesse em meus lábios. Gajeel estava bem!

–– Eu fiquei com tanto medo... Acho que vou desmaiar. –– resmunguei, sendo levada até uma cadeira.

–– Calma, Levy, ainda não acabou –– ela suspirou. –– O problema foi como nós encontramos Gajeel.

–– Eu estou muito curiosa a respeito disso. Como ele sofreu esse acidente? –– franzi o cenho, ainda com medo.

E ela me contou, me fazendo ficar de queixo caído.

[...]

Magnólia, 18h40, apartamento de Gajeel.

Lucy chegou com Natsu até a porta do apartamento de Gajeel. Ela estava apreensiva, pois não sabia o que ele estava fazendo. Natsu já estava sabendo da ligação de Levy, então, estava do mesmo jeito.

–– Gajeel, você está aí? –– perguntou Natsu, batendo algumas vezes na porta, mas ninguém respondeu. –– Gajeel?

–– Será que ele saiu? –– perguntou Lucy, tocando o ombro do futuro noivo.

–– Talvez, mas é melhor chamarmos mais –– ele bateu mais duas vezes e mexeu na maçaneta e ela estava aberta. –– Olhe, ele deve estar, vamos entrar.

Lucy concordou um pouco ociosa e entrou após Natsu, se deparando com uma cena horrível.

A casa estava em completa bagunça. Roupas estavam jogadas em qualquer canto da casa e havia restos de comida na mesa da sala e na cozinha; Lucy arregalou os olhos e franziu o cenho.

–– Meu Deus, que horror! –– ela exclamou ao entrar totalmente, deixando a porta aberta.

–– Gajeel, está aqui? Sou eu, Natsu! –– ele gritou um pouco mais alto.

Ambos se assustaram com algo caindo e vindo do quarto de Gajeel. Ele saiu lentamente de lá, usando roupas amassadas e os cabelos em cima do rosto. Estava assustador.

–– Mas que porra, Gajeel, você nos assustou –– ele disse. –– Por que está assim?

Ele riu com desdém, parecia febril e suava muito: –– Ora, porque fui deixado pela mulher que eu amava pra caralho!

–– Você andou bebendo? –– Lucy perguntou.

–– Não, ele não bebe, deve estar doente. –– disse Natsu.

–– É claro que eu não bebi. Não sou uma mocinha apaixonada –– ele tropeçou no próprio pé por causa da visão turva da febre. –– A Levy quebrou meu coração, eu odeio ela...

Lucy abriu a boca em protesto.

–– Mas o que foi que você disse? Você está sofrendo de amnésia por acaso? Ela foi morar com os tios dela e você aceitou que ela fosse, lembra? –– ela praticamente gritou.

–– E ela foi! Por que ela quis e não me ama como eu a amo –– ele quase chorou ao dizer isso e pegou um casaco de couro do sofá. –– Tchau pra vocês.

–– Como é? Você vai sair doente assim? –– perguntou Natsu, tentando impedi-lo com o braço.

–– Sim, meu amigo já me emprestou a porra do carro dele, vou pra longe daqui.

Lucy pensou que ele estava ficando obcecado pela Levy só com uma simples febre. Gajeel meio que tirou Natsu da sua frente e saiu apressado até a porta do prédio. Ambos foram atrás dele para tentar acalmá-lo.

–– Ei, Gajeel, você não pode dirigir assim –– disse Lucy, atrás dele. –– A Levy está muito preocupada e liga pra você direito, mas você não a responde.

Gajeel fingiu não escutar e continuou a descer as escadas até a entrada do prédio. Um carro preto estava bem próximo. Ele abriu a porta e entrou antes que Natsu conseguisse chegar até ele.

–– Para com isso, cara! Você é louco? –– ele bateu no vidro do carro. –– Se você se machucar, como a Levy vai ficar?

–– Ela não se importa comigo. –– ele ligou o carro e saiu em disparada.

Natsu correu até o seu carro e entrou nele para segui-lo. Lucy entendeu o que ele queria e também entrou.

–– Está louca? –– ele perguntou. –– Se acontecer alguma coisa com meu filho eu não sei o que faço!

–– Deixe de drama, eu quero ajudar!

–– É melhor você sair, só estou fazendo isso porque ele é meu amigo.

–– E a Levy é a minha amiga –– ele bufou, ligando o carro e indo atrás de Gajeel.

O tempo era pouco e eles precisavam se apressar para nada acontecer com ele. Enquanto eles procuravam Gajeel, conseguiram avistar o carro em menos velocidade.

–– Rápido, Natsu! –– ele assentiu e acelerou.

Mas foi tarde.

Eles gritaram ao ver o carro onde Gajeel estava bater em outro que vinha em contramão. O estrago foi grande e eles se apressaram para ir até ele e chamar uma ambulância.

[...]

Saíam muitas lágrimas de meus olhos quando ouvi aquela história. Gajeel estava achando que eu tinha deixado-o? Me senti um pouco triste com aquela história que Lucy havia me contado.

–– Calma, amiga, talvez fosse a febre fazendo ele delirar. Ele te ama.

–– Vou conversar com ele depois, mas eu preciso saber quem doou o sangue pra ele...

Lucy e Natsu se olharam e a resposta me assustou.

–– O pai dele.

Meus olhos se arregalaram e eu me levantei para vê-lo. Seu pai? Do que eu me lembrava, ele nunca se importou com Gajeel. Deixei Lucy e Natsu e corri até seu quarto sem ver as enfermeiras.

Gajeel estava deitado em uma maca e parecia sério, mas ao mesmo tempo, liberto de algum tipo de peso e eu já imaginava qual. Ele estava com vários machucados em seu braço e alguns em sua testa. Sua cabeça se virou lentamente até onde eu estava. Ele arregalou os olhos para mim como se eu fosse um fantasma. Senti uma lágrima descer. Eu o amava mesmo com tudo o que ele havia dito de mim, era inevitável.

Fui lentamente até uma cadeira ao seu lado e me sentei. Seus olhos ainda estavam surpresos, vidrados em mim. Eu sorri fraco e olhei para as minhas mãos.

–– Eu vim... –– sussurrei, querendo chorar de novo.

–– Levy –– ele tentou falar, mas não conseguia.

–– Nunca mais diga que eu não te amo, por favor... –– comecei a chorar desesperadamente e pus as mãos no rosto.

Ele desviou o olhar de meus olhos e parecia arrependido.

–– Eu não queria, desculpe –– ele suspirou, tocando uma das minhas mãos. –– Eu estava querendo você de volta, mas ao mesmo tempo, queria que ficasse.

Eu não conseguia entendê-lo direito, mas sabia que estava sofrendo como eu. Não estava dando certo nosso acordo de ficarmos separados.

–– Eu fiquei tão preocupada com você –– funguei. –– Mandava mensagens, ligava, mas você não me retornava em nada. Pensei que tinha me esquecido.

–– Eu sei, estou muito arrependido e com vergonha do que fiz, mas não imaginei que viesse só pra me ver –– ele sorriu e beijou a palma de minha mão com ternura. –– Eu te amo muito.

–– Eu também te amo –– sorri. –– Eu soube de quem te doou sangue...

–– É –– ele riu abafado. –– Foi muito estranho. Ele foi avisado pelo meu irmão, sabe? Por um momento pensei que fosse morrer sem te ver uma última vez.

–– E eu vim pra cá para você não morrer –– sorri. –– Parece que seu pai realmente se preocupa com você, no final das contas.

–– Tivemos uma conversa e tanto...

–– E?

–– Bem, meu irmão não podia vir, mas meu pai, sim –– suspirou. –– Daí eu pensei: “Porra, é hoje que eu vou morrer sem ver o amor da minha vida”. –– sorri timidamente. –– Ele me disse que, mesmo com o meu jeito “diferente” de ser, ele me ama. Eu admito que eu fiquei um tanto emocionado, mas não estou tão reconciliado com ele, ainda temos que conversar mais.

Beijei seus lábios: –– Estou feliz por ele ter te ajudado. Eu faria de tudo pra te ajudar, mesmo sendo menor de idade...

–– Tá tudo bem, minha baixinha, eu to bem –– ele ficou sério por um momento e eu estranhei. –– Mas você vai ter que saber de uma coisa.

Oh, Deus.

–– Pode dizer, já descobri bastante coisa hoje.

–– Eu vou sair da escola, também –– ele sorriu fraco e me olhou. Arregalei os olhos e o encarei. –– Vou para a Itália.

–– Itália? –– meu coração se acelerou. Ela muito longe e praticamente impossível de se comunicar. –– Com quem? Como?

–– Com meu pai... Vou estudar e aprender algumas coisas com ele.

Senti vontade de chorar novamente, mas segurei.

–– P-Passar quanto tempo?

–– Só voltarei quando terminar os estudos no colegial, Levy, assim como você –– sorriu. –– Eu te amo e nunca vou cometer outro erro.

Senti uma tontura e respirei fundo.

–– Você está bem? –– ele me encarou com os olhos cheios de preocupação.

–– Estou bem, mas nervosa –– passei a língua em meus lábios ressecados. –– Eu apenas não vou me opor...

–– O que isso quer dizer?

–– Mesmo se não conseguirmos nos comunicar durante esse tempo, eu não vou me opor a isso –– solucei e ele tocou meu rosto, impressionado. –– Eu te amo mais do que tudo nesse mundo e vou te esperar em Magnólia, onde vivíamos antigamente, no apartamento que morávamos. Mesmo que você demore mais do que esse tempo ou não apareça nesse dia, eu vou te esperar, vou esperar até minha vida inteira se precisar, mas eu não vou te esquecer, nunca... –– e comecei a chorar.

Poderia parecer brega, mas era a total verdade. Ele ia estudar em outro lugar, na Itália, onde ele já havia me falado sobre há uns meses. Seu pai estava morando lá e queria uma vida diferente para o filho. Olhei para Gajeel e vi em seus olhos a sinceridade máxima de que ele estava feliz com o presente e com a reconciliação futura com seu pai. Era algo que ele realmente precisava.

–– Eu que devo dizer isso –– sorriu. –– Eu fiz muita merda até esse dia, eu admito. Vou mudar minha vida e ser alguém que faça algo que preste. Quando eu voltar, vou te dar uma vida de rainha e nos casaremos, eu tenho certeza. Vamos morar naquele mesmo apartamento e seremos felizes até podermos nos mudar para algum lugar maior para cuidarmos dos nossos futuros filhos.

Fiquei tão emocionada com suas palavras que não consegui segurar os soluços altos. Sentei em sua maca e o abracei, molhando todo seu rosto de lágrimas. Eu não estava triste e confiava nas suas palavras.

–– Adeus, Gajeel –– murmurei, saindo de seu abraço, ainda chorando.

Ele tocou meu rosto, sorrindo, mas por dentro, também sofrendo.

–– Adeus, Levy.

E me beijou. O último beijo de muito tempo.

Saí do quarto e conversei com Lucy e Natsu, contando tudo o que aconteceria no futuro, no meu futuro, mas também o de Gajeel. Eles me dariam apoio sempre que eu precisasse e me sentisse só.

Poderíamos não estar juntos, mas nossos corações nunca se separariam. Ele era o homem que eu amava e sempre amaria.

[...]

Epílogo

Um ano e sei meses depois

O vento que batia em meu rosto após embarcar em Magnólia assanhava meus cabelos. Sorri com aquele clima tão familiar e chamei um táxi rapidamente para chegar ao apartamento que eu ansiava chegar.

A última vez que eu havia voltado tinha sido há um ano, quando fui ao casamento de Lucy e Natsu. Foi tudo perfeito e eu finalmente vi seus dois filhos lindos. Eram gêmeos, dois menininhos, um com cabelos róseos e outro loiro. Esse dia eu fiquei muito triste, pois Gajeel não pôde comparecer, mas ele conseguiu me mandar um carta dizendo que me amava.

Eu o encontraria. Gajeel não conseguiu se comunicar comigo depois do casamento e provavelmente batalhou muito nos estudos. Não fui diferente. Eu cursaria Letras, mas não em Tóquio, e sim, em Magnólia, onde era a minha casa.

Se eu não encontrasse Gajeel àquele dia, eu não me importaria, pois eu sabia que algum dia ele iria até mim. Eu estava madura e pensava com uma adulta com o pouco tempo que passou. Lucy e os outros ficariam muito felizes em me ver, mas primeiramente eu queria descansar.

Saí do táxi depois de alguns minutos e paguei a viagem. Ele pegou minha bagagem e se despediu. Olhei para trás e olhei o apartamento. Ele estava lindo e não havia mudado muita coisa, apenas a cor. Eu já havia reservado nosso antigo quarto.

Olhei para os lados e não vi ninguém. Ainda era manhã. Respirei fundo e entrei, pegando a chave na recepção e indo até meu quarto. No elevador, pensei em Loray. Ela havia conseguido engravidar e teve seu filho há seis meses. Ele era muito fofo e se parecia muito com Honnei. Eu brinquei muito com ele e foi uma luta para nos despedirmos.

Quando cheguei até o quarto, me arrepiei um pouco, mas abri a porta rapidamente. O lugar estava com os mesmo móveis de quando fui embora, mas com panos por cima. Suspirei e me sentei no sofá, deixando a mala no chão. Por algum motivo eu sabia que não me encontraria com Gajeel, não ainda.

Depois de retirar os panos de cada móvel. Tomei um longo banho e me preparei para sair de casa para fazer uma surpresa à Lucy. Resolvi sair quando fosse à noite, pois seria melhor para sairmos todos juntos. Os seus filhos deveriam estar lindos.

[...]

Já às 19h, resolvi sair do apartamento em direção à casa de Lucy. Aproveitei e resolvi ir a pé, assim eu poderia ver se a cidade havia mudado. Dei boa noite aos que trabalhavam no prédio e saí.

Lá fora estava calmo e algumas pessoas passavam com namorados ou pais. Pensei em Gajeel e entristeci. Eu estava ciente de que nos encontraríamos algum dia, só não sabia quando. Eu o amava e desisti até de me comunicar com ele. Mais de um ano e a saudade só aumentava todos os dias. Eu disse a ele que aguentaria ficar sem vê-lo, mas ver tantos casais felizes me deixava um pouco triste.

Continuei a andar pelas ruas e senti ser vigiada por um momento, mas por um segundo eu não me importei. A rua não estava vazia e eu não queria pensar em outra coisa a não ser rever meus amigos.

A sensação de ser observada continuou depois de um tempo e eu comecei a ficar com medo. Andei mais rapidamente, mas senti que alguém havia ficado mais próximo de mim. Quando cheguei a uma rua mais movimentada, parei de andar e a esperar o que ia acontecer.

–– Cara, você anda rápido demais. Cansei. –– ouvi um lamento de cansaço misturado com diversão logo depois que uma pessoa que eu conhecia muito bem apoiava um dos braços em minha cabeça.

Meu coração quase pulou pela boca e eu senti meus olhos arderem, mas não olhei para trás, apenas comecei a chorar mais e mais.

–– Hã, Levy? –– me virei lentamente para ele que parecia preocupado com minha reação.

Seus cabelos estavam curtos e batiam um pouco acima de seus ombros, mas continuavam tão arrepiados como antes. Quase dois anos o mudou muito, ele parecia um homem formado e usava calças compridas e uma blusa de algodão branca, mas estava sem malas.

Meu choro não cessava. Vê-lo ali, de frente para mim, me deixou sem forças para falar. Abracei-o pela cintura e chorei mais alto.

–– Seu idiota! Não faça brincadeiras com coisa séria.

–– Desculpe –– ele parecia arrependido, mas ainda continha diversão em sua voz. ––, eu não queria te fazer chorar como sempre.

Parei de abraçá-lo e o encarei.

–– Dessa vez estou chorando de emoção, seu metaleiro estúpido –– funguei, passando as costas de minha mão no nariz. –– Merda, isso não foi nada sexy.

–– Você é sexy –– sorriu, piscando um olho. –– Está mais bonita, Levy, me pergunto se outras coisas também estão mais... gostosas.

Corei. Como ele fazia essas brincadeiras em momentos como aquele?

–– Você cortou o cabelo –– toquei seus fios negros enquanto ele segurava minha cintura. –– Está lindo.

–– É, eu precisava trabalhar e meu cabelo não ajudava muito pra isso –– ele deu sua risada típica. –– Como foi em Tóquio?

–– Deu tudo certo, mas sem você nada era cem por cento.

–– Digo o mesmo, mas agora já estamos juntos. Deixei minhas malas na recepção enquanto te seguia. Vamos voltar logo.

–– Mas eu estava indo até a casa de Lucy. –– fiz um biquinho.

–– Podemos ir amanhã. Estou há um ano e seis meses sem poder ver você desnuda.

–– Como você pode ser tão pervertido, hein? –– ri, mas ainda com indícios de choro, a emoção era grande, mas era como se estivéssemos sempre nos vendo.

–– Você me faz mais feliz –– sorriu e acariciou meu rosto. –– Eu te amo, minha baixinha.

–– Eu também te amo. –– sorri e o beijei, como não beijava depois de tanto tempo.

Ele sorriu e me levou de volta ao apartamento. Era a primeira vez que eu sentia tanta felicidade. Revê-lo depois de tanto tempo me fez ver do quanto eu deveria prezar pelas coisas que eu amava. Falei para mim mesma que nunca mais iria deixá-lo novamente. Para onde ele fosse, eu iria com ele. Se ele precisasse de mim, eu estaria ao seu lado...

... Isso porque ele era o meu metaleiro.

FIM

Notas finais
AGRADECIMENTOS AOS LEITORES AQUI: https://www.youtube.com/user/TheHeeloX/videos (ENTREM NO CANAL E CLIQUEM NO VÍDEO DO AGRADECIMENTO) COMENTEM DEPOIS DE ASSISTIREM ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!