A Baixinha E O Metaleiro

10 Capítulo 9 –– Brigas


Notas iniciais
AAAAAAAAAAAAAAH, finalmente terminei de fazer esse capítulo, espero não ter perdido leitoras! Eu demorei muito, não é? ç.ç

zizinha1, muuuuuuuuuuuuuito obrigada pela recomendação, estou muito feliz, nunca imaginei que eu ganhasse mais uma, eu amei de paixão, amei, amei. ♥ *-*

Ok, eu sei que amaram aquele capítulo passado, mas não me matem quando lerem esse, certo? Em toda fic precisa de algo assim, não peguem suas armas! D=

Boa leitura! =3

Capítulo 9 –– Brigas

Todo nosso acampamento havia sido bem divertido, pelo menos não houve nenhuma confusão que fizesse nosso passeio ser estragado, nem as aulas, elas também foram bem legais.

Depois do “encontro” que eu tive com Gajeel na cachoeira, deveria ser o último de todos, era o que eu dizia a mim mesma, até porque logo depois que nos beijamos, não conversamos tão formalmente, aquela tinha sido muito diferente que todos os beijos que demos um no outro, nem eu conseguia explicar o certo.

Ao passar aquela noite, cada um deveria dividir a barraca com outro do mesmo sexo, óbvio, dividi com Lucy, Erza com Juvia, Lissana com Mira, e Cana choramingou por não poder dormir com um sexo oposto, tentei não rir da sua cara patética, os garotos se resolveram em uma boa. Pela manhã, comemos e logo depois voltamos para o hotel, para definitivamente pegarmos nossas coisas e irmos para o ônibus de volta, e foi o que fizemos. Até aí tudo o ocorreu normalmente, a não ser o momento de se sentar aos assentos.

–– Por favor, sentem-se com a mesma pessoa com que vocês vieram! –– mandou Bisca.

–– Mas por quê? –– perguntei um tanto embaraçada, Gajeel estava a centímetros de mim escutando tudo com cautela.

–– Será melhor para que nós vejamos se alguém não está presente conosco –– sorriu ––, até porque se vieram com essa pessoa, não se importam de ficar ao lado dela novamente, correto?

–– A-Ah, acho que sim... –– corei direcionando meu olhar para Gajeel que sorria um sorriso sem malícia, pelo menos.

Sentamos-nos aos assentos e esperamos o ônibus partir, minha noite havia sido terrível, era a primeira vez que eu dormia em barracas em uma floresta, fiquei escutando barulhos nada bons durante a madrugada e Lucy dormia como uma pedra, o que eu queria fazer era chegar a casa e me jogar na cama, e no sábado teríamos aquela festa, eu nem sequer sabia qual era seu tipo e que roupa eu deveria usar, o único modo era perguntar a Gajeel que ouvia música nos fones de ouvido.

–– Ei... –– chamei-o e ele não escutou, ousei chamá-lo novamente –– Gajeel!

–– Ah, o que foi? –– se assustou tirando os fones com pressa.

–– Ér, qual é o tipo de festa que vai ter na escola amanhã? –– perguntei um tanto nervosa, rezei para que ele não percebesse.

–– Uma festa normal, usando roupas de festa e tal, você usa um vestido, talvez? –– sorriu.

–– Ah... Você vai tocar algo?

–– Quem sabe, ainda não tenho certeza, mas sei que o pessoal da minha banda vai.

–– Legal, espero ver! –– sorri, talvez fosse bom tê-lo pelo menos como amigo.

–– Claro, vamos torcer –– pausou por um tempo –– Oe, sobre aquilo na cachoei...

–– Nada! –– o interrompi –– Não aconteceu nada, certo?

–– Nada mesmo? –– franziu de leve o cenho.

–– Q-Quer dizer, aconteceu, mas vamos fingir que não, ok?

–– Tá... –– voltou a ficar sério e a ouvir sua música.

Minha cabeça ficava mais confusa a cada momento, Gajeel me tratava diferente do que com as outras garotas, era como se ele se importasse comigo, mesmo que fosse mentira, era diferente. Meu subconsciente me avisava que dar alguma chance a ele seria perda de tempo e eu me decepcionaria no futuro com certeza, mas sua presença me deixava calma, então a amizade seria tudo que sobraria.

Voltamos para a escola sem conversar mais nada, Lucy se divertia na frente com o resto da sala, coisa que eu não me acostumava a fazer por ser um pouco impopular. Ao chegarmos, todos desceram do ônibus e mais uma vez Gajeel me ajudou com as bagagens. Desci já morta de cansada, fui então me despedir de Lucy.

–– Lu-chan, vou pra casa, estou bem cansada. –– disse enquanto ela se desgrudava de Natsu, um milagre.

–– Ok, amiga, qualquer coisa me liga, a gente se vê na festa, certo? Use um vestido bem bonito! Não se atrase, 19h já quero você pronta. –– sorriu.

–– Claro, vou usar. –– sorri acenando e fui para o ponto.

Sem muito tempo, Gajeel apareceu a meu lado um pouco sem jeito, sorri para ele enquanto ele se acomodava, nem eu conhecia aquele meu lado tão singelo, ainda mais com ele.

–– Quer ajuda? –– me perguntou olhando a bolsa.

–– N-Não precisa, estou bem.

–– Certo...

* * *

Saímos do ônibus indo direto a nossos quartos, não conversamos nada em especial, ele apenas me contou um pouco sobre sua banda, o grupo se conheceu em uma festa de rock que houve na cidade, fizeram amizade rapidamente e montaram a banda, Gajeel também era o segundo vocal, aquela eu não esperava, fiquei curiosa para saber se ele cantava realmente bem.

Quando chegamos à frente de nossas portas, fiquei um pouco embaraçada para me despedir, sem saber o que falar, eu nunca havia ficado daquele jeito, “aquilo tudo foi por causa de um beijo?” Era o que eu pensava.

–– Então, até a festa?

–– Até... –– respondi abrindo minha porta e entrando logo em seguida.

Ao entrar, soltei um longo suspiro e me joguei no sofá, a preguiça de tomar um banho era arrebatadora, mas era preciso, muito. Peguei minha toalha e fui para o banheiro, tirei minhas roupas e liguei o chuveiro, ah, tão quentinho, foi ótimo.

Saí do banho depois de mais ou menos meia hora e me vesti com um vestido casual, preparei algo para comer novamente, eu estava quase morrendo de fome e eram apenas 10h. Após comer peguei meu celular para olhar algumas coisas quando escutei a campainha tocar, me perguntei quem poderia ser àquele momento, mas fui atender com pressa.

–– Leeeeeeeeeeeevy! –– para minha surpresa eram Jet e Droy, ambos não foram ao acampamento por questões familiares.

–– O-Oi –– sorri, mas com certa vergonha do grito dos dois ––, aconteceu algo?

–– Nada, nós só viemos saber como foi o acampamento! –– disse Droy.

–– Ah, claro, ent... –– tremi quando vi Gajeel aparecer pela porta com um olhar penetrante, gelei.

–– O QUE ESSE CARA TÁ FAZENDO AQUI? –– gritaram juntos, massageei as têmporas, bela hora para ele aparecer.

–– Eu moro aqui, e daí? –– perguntou com um rosto mortal, até eu tive medo.

–– Por que não nos contou, Levy?

–– Eu não queria que fizessem confusão como agora! Mas tudo bem, agora estamos... nos dando bem. –– briguei, mas logo fiquei sem jeito pelo sorriso que ele deu.

–– Sério mesmo? Ele não está te ameaçando? Nem tentando te atacar à noite? –– arregalei os olhos com a pergunta de Jet.

–– C-Claro que não, seu idiota!

–– Levy, como você é amiga destes babacas? –– perguntou Gajeel, respirei fundo sem paciência.

–– Ora seu...

–– Chega, Jet, entrem logo, vou fazer chá pra vocês. –– falei tentando ser calma, mas Gajeel se aproximou puxando a porta antes que eu fechasse.

–– Chá? Ok, eu também quero.

–– Levy, não deixe esse cara entrar! –– gritou Droy, Deus, como ele era escandaloso.

–– Gajeel, pra quê isso? –– sussurrei morrendo de vergonha.

–– Não posso mais? E o nosso bei...

–– Entra logo! –– o puxei para dentro antes que ele terminasse de falar.

Gajeel entrou como se a casa fosse dele e se sentou no sofá do lado oposto de Jet e Droy, eu, sinceramente não sabia o que fazer, se eu não fosse astuta teria um briga certeira. Pensei rápido.

–– Vou trazer o chá, tentem não quebrar a casa, nada de brigas também. –– disse indo até a cozinha.

–– Ainda não concordo com ele aqui! –– disse Droy.

–– Droy, já chega! –– voltei à sala.

–– D-Desculpe...

Cheguei até a cozinha e coloquei o chá para preparar, eu não queria demorar muito com medo de que os três brigassem, por esse motivo fui em direção à sala, mas parei antes que eu chegasse lá por conta de uma conversa que eles estavam tendo.

–– Gihihi, parece que vocês não sabem que ela gosta da minha presença. –– disse Gajeel, corei.

–– Até parece, você nem ouse seduzi-la! –– disse Jet.

–– Por que não? –– tremi.

–– Eu sei que você é do tipo de cara que engana as garotas, deve dormir com elas quando estão apaixonadas, não é?

–– E se for?

–– A Levy é nossa amiga, não fará isso com ela!

–– E eu por acaso falei que queria seduzi-la? Não mesmo. –– senti um aperto no coração, a expressão em seu rosto era séria, muito séria.

–– Precisa falar, óbvio que quer?

–– A Levy nunca será do meu tipo, não tem atrativo nenhum, se eu quiser fazer algo com ela eu faria, mas como vocês dois são uns pés no saco, não vou, satisfeitos? –– disse com um tom de voz mais elevado, nesse momento eu desejei chorar, mas engoli-o indo até a sala com muita raiva.

–– Você é um id...

–– Gajeel... –– interrompi os três.

–– Levy? Desde quando está aí? –– arregalou os olhos como se estivesse com medo, com certeza seria outro jogo sujo para o meu lado.

–– Desde sempre, posso te fazer uma pergunta? Por que quis entrar se não sente “atrativo nenhum” por mim?

–– Levy, eu...

–– Jet, Droy, vocês poderia ir pra casa? Depois dessa eu quero ficar sozinha... –– falei com ódio no olhar.

–– H-Hai, Levy... –– disseram se retirando também com certo medo.

Os dois fecharam a porta, Gajeel se mantinha em pé encarando o chão.

–– Aquilo que eu disse não é...

–– CALA A BOCA, quem você pensa que é? O dono do mundo? Não, não é, não fale que poderia me pegar a qualquer hora, eu não sou como aquelas putas que você pega quando quer! Eu te odeio, sai logo daqui e não olha mais na minha cara! –– gritei alto, mais lágrimas ameaçaram cair, segurei ao máximo.

–– ERA MENTIRA! –– ele também gritou com desespero.

–– Claro, claro, era mentira, quando eu apareço sempre é, mas basta eu sair de cena que você fala qualquer coisa, não é?

–– Aqueles seus amigos já estavam me enchendo! Você sabe muito bem que eu acho você...

–– Eu pensei que você fosse diferente... –– interrompi-o –– Não acredito que ainda deixei você me beijar...

–– Eu sou, Levy! Me escuta, porra!

–– Não! Sai, sai daqui logo! –– joguei um travesseiro nele, era a única coisa que tinha a meu alcance.

–– É isso mesmo que você quer?

–– Quero, vá pegar a Cana já que ela te quer tanto, pode transar com ela à noite toda!

–– Então está certo, se não acredita em mim, é isso que eu vou fazer! –– e saiu batendo a porta com força.

Nesse momento meu coração já doía muito, as lágrimas que lutavam para sair finalmente tiveram liberdade, caí aos prantos me deleitando ao chão, eu soluçava e gemia por conta da dor. Nunca pensei que Gajeel poderia dizer aquilo de mim, me magoou demais. Naquele momento eu percebi que o que eu sentia por ele era mesmo o “amor”, mas que já estava se partindo depois de tudo que escutei.

Notas finais
Gostaram? Não, né? AEHAUEHAUEHAU.
Provavelmente o próximo capítulo vai ter fortes emoções, boas e ruins! Kkkkkkkkkkkkkkk.

Até lá ♥ Kissus *3*
Comentem, certo?