A Baixinha E O Metaleiro

5 Capítulo 4 –– Juntos no apartamento


Notas iniciais
Oi suas lindas! ♥
Não demorei muito, certo? Até acho que estou indo rápido demais. AHEUAEHAEUHAE
Espero que gostem desse capítulo, e não me matem, ok? t.t
Lê lá õ

E pra quem me amar e quer me conhecer (nem me acho e.é), meu facebook: https://www.facebook.com/helooisaxavier

Capítulo 4 –– Juntos No Apartamento

Voltei até a porta do apartamento de Gajeel, ele se aparentava recostado à porta com a mesma cara de idiota impaciente. Aproximei-me devagar fingindo que dormir na casa do meu vizinho era a coisa mais normal do mundo. Pior. Havia várias pessoas do prédio passando por lá, ou seja, todos me iriam ver entrando pela mesma porta que ele. Não, não. Isso não poderia acontecer, eu tinha que pensar rápido, fui até ele como... eu mesma.

–– E aí? Hoje tá frio, não? –– boa ideia, certo? Não.

–– Quê? Você tá bem? Entra logo, quero dormir. –– disse em um tom razoavelmente alto, pois algumas pessoas se viraram a nós, corei forte.

–– Shh, espera o pessoal de o prédio passar o corredor! –– sussurrei me aproximando.

–– Ah, é isso? Foda-se. –– disse brutamente, fiz um “o” com a boca, deve ter sido engraçado, porque ele riu da minha cara.

–– Foda-se você! –– pela primeira vez falei um palavrão, até me assustei, Gajeel arregalou os olhos surpreso.

–– Nossa, você? Nunca imaginei... –– e fez um rosto esnobe.

–– É culpa sua! Vamos entrar logo nessa joça, eu quero tomar banho. –– eu disse entrando brutamente, logo, ele entrou junto, rindo baixo.

O apartamento dele era igual ao meu, mas era óbvio que ele o mudou totalmente, tinham CD’S de rock e metal espalhados pelo criado-mudo e um gatinho preto muito fofo que dormia em um tapete vermelho com branco.

–– Como é o nome dele? –– me abaixei para acariciá-lo.

–– Lily.

–– É tão fofo. –– falei com uma voz um tanto meiga.

Gajeel colocou (jogou) seu casaco no sofá e se esparramou nele, andei lentamente até uma extremidade da sala e o encarei um tanto desconfiada. Até porque eu não iria tomar banho muito tranquilamente com um provável pervertido que olharia através da porta.

–– Não vai tomar seu banho? É na terceira porta à esquerda.

–– Ah, claro... –– ironizei –– Com um tarado em um mesmo apartamento eu iria tomar banho de boa.

–– Acha que eu quero te espiar no banheiro? –– me encarou com um rosto óbvio –– Acho que não.

–– Por que não? Você já me beijou a força na sala e não pode me espiar? –– franzi o cenho.

–– Beijar é uma coisa, mas esse seu corpinho é tão sem graça que não tenho vontade de olhar, não vai me excitar mesm... –– o interrompi jogando minha bolsa em sua cara, com ódio.

–– Idiota! O que é que tem se eu sou pequena demais? EU NÃO TENHO CULPA DE TER NASCIDO ASSIM! –– corri até o banheiro que ele havia me indicado e bati a porta com força e logo a tranquei.

Não sei o porquê de eu ter feito aquilo, talvez eu estivesse cansada de ser tratada sempre como “a baixinha” ou “a sem graça”, seria possível não existir nenhum homem que se importasse com meu interior? Eu, apenas, havia cansado disso.

Pela sorte da vida, havia uma toalha preta no banheiro, por um momento fiquei com medo de Gajeel usá-la diariamente, mas eu não iria falar com ele depois do ato de loucura que tive. Certo, eu tinha realmente me arrependido. Tirei todas as minhas peças de roupa, eu estava a ponto de começar a feder se eu não tomasse urgentemente um banho. Liguei o chuveiro e adentrei nele, naquele frio, uma água quente era um Deus no paraíso, fiquei possuída pela água que batia em minha pele, depois de alguns segundos me molhando, peguei o sabonete e me ensaboei toda nele, era tão cheiroso...

Depois de um longo tempo me deliciando no chuveiro, finalmente saí, me enrolei na toalha e me enxuguei deixando apenas o cabelo molhado, eu secaria no quarto de hóspedes que ficaria. Peguei minhas roupas que eu estava usando a pouco e as cheirei, estavam um tanto suadas e “quase” fedidas para usar depois de um banho tão gratificante como aquele, peguei-as ao braço ainda de toalha e abri a porta do banheiro devagar olhando os dois lados com medo que Gajeel me visse naquele estado.

Pensei em correr até o quarto, até porque ele não fazia ligação com a sala, esfreguei meus pés no chão para me certificar que eu não escorregaria, e apressei meus passos, logo corri dando pulos.

Abri a porta do quarto e liguei a luz sem pensar, fechei-a rapidamente fazendo um barulho um tanto alto, me virei e vi Gajeel logo a minha frente com os olhos arregalados, dei um grito fino com o susto enorme que levei e deu um passo para trás, tropecei no fio do carregador de seu celular e ele me puxou pelo braço com medo que eu caísse, mas seu puxão foi um tanto forte para minha estrutura.

Caímos juntos no chão.

Foi tudo tão rápido que só depois que abri os olhos percebi que eu estava em cima de Gajeel, ele havia batido a cabeça no chão, estava resmungando alguma coisa por conta da dor. E o pior, eu não podia me levantar, ou então minha toalha cairia, e se eu tentasse me levantar apenas com um braço eu ir-me-ia “esfregar” nele. Não, não, não.

–– Outch, essa doeu... –– finalmente entendi o que ele disse –– Pode sair de cima de mim?

–– D-D-Desculpe, mas está meio complicado... –– corei absurdamente, e Gajeel finalmente tinha me visto de toalha, que situação...

–– O que está fazendo no meu quarto? –– ele disse olhando ao lado oposto um tanto vermelho e me empurrando para sentar no chão.

–– E-Eu errei de porta, sinto muito, vou para o meu... –– me levantei rapidamente, mas ele me puxou pelo braço.

–– Oe, desculpa pelo que eu disse agora a pouco, eu até que estava bem errado. –– e me olhou pervertidamente, corei novamente puxando meu braço com muita força.

E eu desloquei meu braço...

[...]

–– Minha nossa, você não para, não é? –– perguntou Gajeel passando um gel gelado em meu braço direito, eu já estava vestida com uma blusa preta enorme dele junta de uma calça, estávamos dentro do quarto.

–– Culpa sua! Você brinca demais. –– virei meu rosto com raiva.

–– É, mas eu estava me desculpando.

–– Sobre isso... eu desculpo você, até porque você falou a verdade sobre mim... –– entristeci.

–– Não, eu estava brincando, e eu te falei que eu estava errado, certo? –– sorriu amigavelmente, mas com uma pequena malícia, não me importei muito.

–– Você é louco! –– ri.

–– Louco de vontade de te perturbar. –– riu.

Por um momento achei que ele diria “Louco por você”, acho que estou lendo mangás Smut demais. Espera, mas o quê? O que estou dizendo? Cancela!

–– Idiota... já passou a droga do gel?

–– Já, amanhã ele está melhor. –– sorriu se levantando da cama.

–– Boa noite... –– eu disse me levantando com ele até a porta.

–– Boa noite –– eu ia fechar a porta, mas ele a segurou ––, cadê meu beijo de boa noite?

–– C-Como? –– corei.

–– Um. Beijo. De. Boa. Noite. –– falou pausadamente cada palavra.

Aproximei-me de seu rosto, ele realmente tinha a esperança que eu beijasse sua boca, pois até fechou os olhos, mas não, segurei seu queixo e o virei dando um beijo rápido em sua bochecha macia, ele bufou em resposta, ri.

–– Não é esse tipo de beijo que eu quero!

–– Mas é só esse tipo de beijo que você vai ganhar por me deixar dormir aqui. –– sorri marota fechando a porta.

Fui até a cama com muito cansaço depois de tudo que aconteceu, Gajeel era tão bonito... Espera. Bonito? Como? Para quê pensar nisso agora? Ok, ele era bonito mesmo, mas isso não me faria ficar apaixonada por ele, até porque eu sabia qual era a sua tática comigo. Tirar minha virgindade e depois nunca mais olhar na minha cara, correto? Sim!

Dormi muito bem até o dia seguinte de aula, a cama era tão fofinha...

Lembrei-me também de coisas importantes que eu devia fazer amanhã, na verdade, perguntar, principalmente à Lucy, quem sabe ela poderia estar namorando finalmente com Natsu. Ia ser um dia longo de surpresas.

Notas finais
Gostaram? HAEUAHEUAHEUA. Gajeel safadinho! u_u
Comente, isso me alegra.
Recomende, isso me deixa com criatividade máxima.
Kissus ♥