A Baixinha E O Metaleiro

4 Capítulo 3 –– Chaves?


Notas iniciais
Voltei, voltei, voltei, e espero que gostem desse capítulo, mas acho que vão me matar para quererem a continuação, suas safadinhas! u_u AHEUAHEAUEHAUHEA

Capítulo 3 –– Chaves?

Continuamos nos beijando por um longo tempo, suas enormes mãos passavam pela minha cintura e nuca, e eu, timidamente segurava sua blusa com vontade de soltá-lo imediatamente, e ao mesmo tempo de continuar os movimentos ritmados do nosso beijo, mas eu não iria abrir mão de minha dignidade, e era isso que Gajeel queria, apenas me ver como uma idiota em seus braços para depois me jogar fora. Minha tática de “amigos” teria de dar certo, e mais um de meus beijos fora roubados pela mesma pessoa...

–– C-Chega, Gajeel... –– tentei balburdiar algumas palavras o empurrando lentamente por conta do fôlego que quase não existia em meus pulmões.

–– Pensei que tivesse gostado... –– ele disse tentando não me encarar nos olhos, parecia também sem fôlego.

–– Eu não disse isso... O-Olha, o filme acabou, vamos embora, já deve ser tarde! –– mudei ligeiramente o nosso assunto.

–– Claro, vamos. –– e me soltou, levantando-se, apenas o acompanhei.

Saímos da sessão de cinema, e sem perceber, eu vi que estava usando sua jaqueta de spikes, corei me lembrando.

FLASH BACK ON

–– O que foi? –– ele perguntou.

–– Está um pouco frio aqui, eu não devia estar usando essa blusa, é um tanto fina e... –– eu me tremia constantemente tentando não deixar meu calor ser levado.

–– Tome... –– e me entregou sua jaqueta olhando para o lado oposto de mim por algum motivo.

–– Não... precisa... Você vai ficar com frio também!

–– Eu não sou fraco, baixinha, pegue logo. –– e aproximou mais a sua jaqueta de mim, a peguei devagar e me vesti.

–– O-Obrigada... –– corei um pouco.

Ele resmungou alguma palavra e voltou sua atenção ao filme. Sua jaqueta era tão quente que acabei adormecendo por alguns instantes, mas na verdade, ele era quente.

FLASH BACK OFF

–– Ér... Sua jaqueta, muito obrigada. –– andei um pouco mais rápido para alcança-lo, ele se virou e a pegou com um pequeno sorriso.

–– Você é realmente fofa. –– riu, bati em seu ombro de leve, mas com certa vergonha.

–– Não sou!

–– Quer ir comer alguma coisa na lanchonete aqui de baixo? Ainda são 17h. –– perguntou me ignorando.

–– Daqui a pouco vai escurecer, e eu vou de ônibus, nem pense em querer pagar um taxi. –– saí em sua frente, ele segurou meu braço.

–– Como é? De ônibus? Claro que não. A gente vai comer e vamos juntos, pode deixar que eu pago, por favor, pode ser?

–– Você é insistente, sabia? –– suspirei.

–– Sabia sim, agora vamos! –– pegou minha mão e me levou até uma lanchonete do cinema. Ok, precisava segurar minha mão? Não.

E finalmente chegamos, sinceramente eu estava morrendo de fome, apenas uma pipoca com refrigerante não iria saciar minha vontade de comer um x-burguer com tudo que tenho direito.

–– Quero sem verdura, Gajeel. –– avisei, detesto verduras.

–– Certo.

Gajeel me pediu para sentar enquanto ia até o atendente pedir dois lanches especiais, esperei ansiosa, ainda sobrara um tanto de dinheiro exclusivo para alguma guloseima engordativa, vi-o voltando bem feliz por sinal, até que me lembrei do beijo, gelei.

–– Pronto, não vai demorar muito. –– sorriu se sentando a minha frente.

–– É-Ér... que bom, não é? –– comecei a falar indiferente, era óbvio que ele perceberia.

–– O que foi? –– arqueou uma sobrancelha.

–– Nada! –– respondi quase que em cima dele.

–– Sei que eu devia ter perguntado se você queria me beijar, só que foi mais forte do que eu. –– falou com tranquilidade, enrubesci forte.

–– NÃO TEM NADA A VER COM O BEIJO! Q-Quer dizer... –– tentei abaixar o tom de voz, pois pessoas nos olhavam, falhei.

–– Então você gostou? –– ele sorriu.

–– Por que você me faz esse tipo de pergunta? –– fuzilei-o com os olhos.

–– Por que não?

–– Você é idiota? Pensa que eu sou como suas piranhas que você pega e depois joga fora? –– pensei em me levantar, mas eu não queria que Gajeel fizesse uma confusão.

–– Eu disse alguma coisa sobre isso? Ou você acha que –– ele se aproximou sensualmente –– nós devemos ter um relacionamento mais íntimo depois dessa?

–– Gajeel, não é isso, entenda, eu não pedi pra que você me beijasse, eu estava com medo por conta do filme, tudo bem, mas... –– parei, eu não queria me estressar.

–– Quer esquecer isso? –– e ficou sério.

–– É o que devemos fazer... não é? –– olhei para o chão um tanto desconfortável.

–– Como quiser –– sorriu ––, olhe, a comida está chegando, estou morrendo de fome.

Por algum motivo não gostei de ter visto Gajeel ter ficado um tanto feliz depois dessa conversa, como eu imaginava, ele não gostava de mim, era óbvio que ele fazia isso com todas as coitadinhas que acreditavam em seu papo, e por eu nunca ter um namorado, (eu nunca quis!) eu não sabia o certo a se fazer, não era proibido fazer amizade com ele, então, fiquei calada esperando a comida, meu estômago roncava.

–– Nossa, parece bom! –– exclamei surpresa.

–– Com certeza, nunca experimentei o hambúrguer daqui, mas parece ótimo.

Ele era enorme, dentro havia duas carnes, dois queijos, dois presuntos e muitas batatas fritas ao meio, adeus corpo magro. Gajeel já enchia o dele de ketchup e maionese, ri da sua cara de morto de fome, ele me viu rindo e corou um pouco.

–– Coma! Não olhe pra mim...

–– C-Certo. –– também enrubesci e coloquei apenas o ketchup, logo, dando uma mordida grande e sujando minha boca sem perceber.

–– Sua porquinha –– riu levando seu dedo polegar para limpar minha boca, o encarei sem pensar, ele percebeu e ficou meio sem jeito ––, sua boca está toda suja...

–– O... Obrigada... –– corei limpando o resto de minha boca com um guardanapo que tinha do meu lado.

Comemos bem, sem deixar sobrar nenhum pedaço de sanduiche para contar história, como sempre, discutimos para ver quem pagaria a conta, paguei minha parte depois de muita discussão e saímos para pegarmos um taxi, que para minha “sorte”, era o mesmo taxista de antes, entrei um pouco desconfortávele Gajeel foi ao meu lado.

–– Você por acaso é amigo dele? –– me aproximei muito de seu ouvido, cochichando.

–– Oe, Oe, não precisam cochichar, podem namorar à vontade. –– disse o taxista, logo depois dando uma risada típica de velho enxerido, corei novamente.

–– Na verdade, nós não somos namorados. –– disse Gajeel sem expressão.

–– Ah, não? Mas você di...

–– Levy, gostou do filme? –– disse ele interrompendo o velho.

–– O que você acha? Foi espetacular, tanto que eu nem assisti por inteiro! –– briguei.

–– Que medrosa você. –– ele riu.

–– Certo, certo... –– bufei olhando para o outro lado da janela.

Depois de algum tempo sem conversarmos, finalmente chegamos, Gajeel pagou-o e logo saímos do carro, o taxista apareceu pela janela com um olhar meio pervertido para nós dois.

–– Mesmo apartamento? Hm...

–– Até mais, senhor! –– eu disse sorrindo, mas claro, sem nenhuma felicidade interiormente.

–– A gente se vê depois. –– disse Gajeel acenando ao carro que partia.

–– E você também, até mais. –– eu disse já entrando no apartamento, ele veio logo ao meu lado.

–– Ainda não, moro do seu lado, esqueceu? –– sorriu para mim, suspirei.

–– Que seja...

Quando chegamos a nosso quartos, abri minha bolsa para pegar a chave e tomei um susto quando não a encontrei, Gajeel percebeu meu desespero.

–– O que foi?

–– M-Minha chave, droga! Acho que a perdi...

–– Nossa, como você é atenciosa com suas coisas. –– e segurou uma risada.

–– Cale a boca, vou pedir ao apartamento que providencie outra chave e dormirei na casa de Lucy, de manhã volto pra pegar minhas roupas e livros. –– disse me virando, mas sendo barrada por Gajeel.

–– Não precisa, peça a chave e durma no meu apartamento. –– o encarei desconfiada, seu olhar não mostrava malícia, mas sim, inocência até demais.

–– Não! Com certeza não é uma boa ideia.

–– Mas você vai ter que voltar aqui e buscar suas coisas, certo? Vai chegar atrasada na escola.

–– Eu acordo cedo...

–– Prometo que não tentarei nada, somos amigos, não?

–– Olha...

–– Eu durmo no sofá e você na cama. –– sorriu.

–– Como é? Eu não v...

–– Tá, tá, você é muito chata, peça a chave pra amanhã e durma no sofá já que quer tanto! –– bufou, sorri vitoriosa.

–– Volto daqui a pouco. –– disse saindo apressada.

Era meio óbvio que isso não daria em boa coisa, mas eu não era louca para dormir em seu quarto, ninguém saberia se ele me faria uma “visitinha” à calada da noite, pedi minha chave com urgência e voltei aos aposentos de Gajeel.

Notas finais
E aí? Acontece o quê? AHEUAHEUAHEA =9
Até o próximo, comentem, certo? ♥