A Baixinha E O Metaleiro

27 Capítulo 24 — Macarronada


Notas iniciais
Evellyn Wendy Taylor, muuuuito obrigada pela recomendação, você falou taanta coisa fofa. Amei. ♥ Oi, meus leitores. Vim bem rápido, mas antes eu queria pedir uma coisinha pra vocês que gostam de SasuSaku! Vocês poderiam dar uma passada na one-shot que eu fiz e dar uma comentada no que acharam? Eu ficaria muito feliz, e quem sabe eu não poste o hentai Gale mais rápido se fizerem isso, hein? u____ú Sim, eu estou apelando, pois quero muito saber a opinião de vocês. '-' Link> http://fanfiction.com.br/historia/458987/Da_cor_do_Ebano/ Boa leitura e até os reviews.

Capítulo 24 — Macarronada

— Gajeel, acorda! — eu o remexia de todas as maneiras possíveis, mas ele não acordava.

— Não. — resmungou, dentro dos lençóis.

— Por favor, já são quase 7h, a gente só tem 20 minutos.

O problema era que eu e Gajeel ficamos o domingo acordados, assistindo os filmes que passavam na TV à cabo. Quando cansamos de assistir filmes, já eram quase 00h00minh da madrugada. E eu tinha a certeza que Gajeel não ia querer levantar pela manhã.

Sentei na beirada da cama e continuei balançando seu corpo grande e pesado.

— Pode ir, eu chego na segunda aula, gihi. — deu aquela sua risadinha chata. Bufei e puxei seu lençol com toda a força que eu tinha.

E eu vi a cena mais constrangedora da minha vida.

Gajeel estava apenas de cueca Box branca. Merda. Provavelmente, naquele momento, eu estava mais vermelha que um tomate fresquinho. Ele não pareceu se importar muito, logo se aproximou de mim com aquele olhar safado.

— O que é isso, baixinha? — sussurrou em meu ouvido, sentado na cama, me arrepiei. — À essa hora? — reprimiu uma risada.

— Idiota! — praticamente gritei, me levantando da cama e fazendo de tudo para não olhar o corpo dele, o que era impossível. — Se vista logo, merda.

— Ui. — fez uma voz fresca e se levantou. — Quer me olhar trocando de cueca?

— Vá à merda. — cuspi. — Vou te esperar na sala, se apresse!

— Ok, ok... — respondeu, com preguiça.

Fui rapidamente até a sala e o esperei. Eu não havia dormido, fiquei pensando na tal festa de aniversário que Gajeel havia me convidado — e a festa nem sequer era para ele —, e refleti se comprava algum presente, mesmo sem conhecer Jose.

Eu teria que saber sobre ele com Gajeel, mas sem contar sobre o presente, pois com certeza ele iria querer pagar. Uma blusa cairia bem, pelo menos em meu bolso, sim.

Depois de cinco minutos, Gajeel apareceu vestido para a aula. Me levantei do sofá, cansada e com sono.

— Até que enfim.

— Está de TPM, baixinha?

— Talvez. — e era verdade. Estava perto de minha menstruação chegar, e eu temia ter que pensar na possibilidade de Gajeel saber que eu estava soltando poças de sangue. — Vamos, vamos.

— Ok.

[...]

— Então, esse tal Jose é metaleiro? — perguntei, enquanto entrávamos na escola.

— Ele curte as músicas, mas não se veste como eu. — riu.

— Entendo. — suspirei. — Essa festa está certa?

— Sim, antes de dormir eu liguei pro pessoal. Eles disseram que vão resolver com o pessoal do apartamento.

— Legal, vai ser nesse sábado mesmo?

— Isso, você vai, não é? — me olhou com malícia, não entendi.

— Sim, eu vou. — sorri timidamente. — Mesmo sem conhecê-lo, fiquei curiosa para ver como ele é.

— Não vai se arrepender. — piscou um olho e me beijou, aproveitando que não passava ninguém no corredor da nossa sala.

Eu nunca me cansaria de beijá-lo, isso era óbvio, mas em um corredor não me trazia boas recordações, como da última vez que fomos pegos pelo Mystogan. Mordi seus lábios, tentando ser sensual e parar o beijo. Ele sorriu.

— Está aprendendo a me seduziu com quem?

— Não interessa. — sorri, fingindo ser fresca. — Eu tenho muita experiência, se quer saber.

— Ah, é? — pôs um de seus braços do meu lado, me impedindo de fugir. — O que mais você sabe fazer?

— Gajeel. — gaguejei. — A aula está muito perto de começar.

Ele bufou: — Tá, tá, mas essa conversa não acabou, Levy-chan. — corei, mas nada disse.

Fomos para nossa sala, e quando entramos, a aula ainda não havia começado. Dei um selinho rápido em Gajeel, pois sentávamos um pouco longe por causa do mapeamento. Por sorte, Lucy ficava do meu lado.

Sobre Lucy, eu falava com ela diariamente, pois ela estava indo para as aulas como sempre. Sua barriga ainda não aparecia, estava com dois meses, perto de três. Natsu era um pai coruja, não deixava Lucy fazer absolutamente nada que requisitasse de força física.

Vi-a sentada em sua cadeira, conversando com algumas meninas, e quando me viu, sorriu.

— Bom dia, flor do dia. — ela disse.

— Bom dia, como está indo o dia?

— Melhor que agora, impossível. — riu. — Meu pai não está com barreiras para o meu casamento!

— Que maravilha! Espero que vocês sejam muito felizes.

— Sim, iremos. — sorriu. — E você e o Gajeel?

— Muito bem, percebo que a cada dia que passa, nos conhecemos mais. — sorri timidamente, ela riu novamente, só que mais travessa.

— E vocês já “coisaram”? — ela não conseguiu e caiu na gargalhada. Me senti uma idiota por não entender.

— Coisar?

— Fazer sexo, sua tonta.

— Shiiiiiiiiiu. — a reprimi, ela não havia falado alto, mas tive vergonha.

Gajeel me olhava sem nenhum pudor. Os garotos da sala conversavam com ele, mas ele não prestava o mínimo de atenção a eles.

— E aí? Sim ou não? — ela mordeu os lábios.

— Pervertida. — fiz biquinho. — Não, não rolou nada.

— Como é? — fez uma careta engraçada, ri. — Vocês estão namorando há eras.

— Eras? Quase três meses não são eras.

— É o tempo certo para confiar no parceiro, ainda mais porque vocês moram juntos. — fez um coração com os dedos. Dei um leve tapa em seu braço. — Ai, cuidado com meu bebê.

— Ele está no seu braço? — rimos juntos como duas condenadas.

— Enfim, se você se sentir bem com ele, tente, acho que você não vai se arrepender. — piscou o olho e se ajeitou na cadeira, o professor chegava.

Pensei na aula inteira sobre o que Lucy me disse. Fazer amor com o namorado não era errado, ainda mais quando ele dizia que a amava. E depois? O medo dela não era se arrepender, em primeiro lugar, e sim, a vergonha de ficar nua e ter que se abrir — literalmente — para ele.

Corei várias vezes na aula por conta dos pensamentos impuros. Pedi a Deus que ele não desconfiasse do que eu pensava, mas era difícil.

Prestei atenção à aula, dava mais futuro para mim.

[...]

No intervalo, eu e Gajeel comemos juntos, e por sorte ele não percebeu meu ataque de vergonha na aula. Ele estava estranho, não ria muito, como se estivesse nervoso, mas não me importei.

No final da aula, fomos juntos para casa, e lá, seus amigos ligaram para ele para falar sobre a festa. Eu estava ansiosa, e ia comprar seu presente à tarde. E por sorte, Gajeel teve que sair para ensaiar com a banda, ele me chamou para ir com ele, mas eu disse que iria fazer minhas tarefas. Por um milagre ele entendeu, e quando ele saiu, esperei um pouco até que fui para a loja de roupas.

Fiquei mais ou menos uma meia hora para escolher a roupa. Comprei uma camiseta masculina vermelha e torci para que ele gostasse, pelo menos eu havia comprado algo.

Voltei para casa e Gajeel não havia voltado, por ora, deu tempo de fazer algumas atividades. Assisti televisão até ele chegar, e quando ouvi a porta abrir, ele parecia cansado, então resolvi não perturbá-lo.

— Levy?

— Sim? — perguntei, olhando por trás do sofá.

— Os idiotas erraram a data do aniversário do velho. — ele riu. — Então a surpresa vai ter que ser amanhã.

Engoli em seco. Amanhã? Muito cedo. Eu não estava preparada psicologicamente.

— Mas já?

— É, então é melhor se preparar, porque só vai ter uma mulher na festa.

— Como é?

Ótimo. Eu teria que ficar rodeada de homens, mas quem seria a mulher? Eu tentaria de todas as maneiras, ficar perto dela, independente de quem fosse.

— Mas tudo bem, a coroa é maneira.

— Coroa? — aquilo estava estranho.

— Na verdade, ela tem 30 anos, mas eu a chamo de coroa para zoar com a cara dela.

— E quem seria essa “coroa”?

— Uma mulher que conhece Jose, você vai conhecê-la.

Achei estranho apenas ter uma mulher, mas acabei concordando.

Corri para o meu quarto e procurei uma roupa decente para usar nessa festa. Como só iam ter roqueiros, optei por usar um vestido preto com um cinto branco no meio, a sapatilha também era preta, mas com muito brilho. Deixei o look guardado para o dia seguinte.

Fui para a cozinha preparar o jantar, já eram 18h e eu tinha muita fome.

— Gajeel, quer comer? — perguntei de trás da porta de seu quarto, ouvi-a sendo aberta e me afastei.

— Sim. — sorriu, mas não entendi aquele seu rosto.

— O que gostaria?

— Azuladas baixinhas. — ele riu, mas tossiu logo depois, pois eu havia ficado muito vermelha. — Brincadeira, eu quero macarronada.

— O-Ok... — gaguejei, mas não toquei no assunto.

— Sério, Levy, foi mal, eu queria ser engraçado, mas errei feio. — o vi corar, e isso me fez corar junto.

— T-Tudo bem, eu não me importo... — voltei minha atenção para a cozinha.

— Ér... Eu vou esperar na sala. — e saiu, apenas concordei com a cabeça.

Gajeel nunca se cansaria daquelas brincadeiras, e eu sabia daquilo, mas às vezes aquilo me afetava e eu tinha vontade de ceder aos seus desejos. Era melhor esperar um pouco mais.

Infelizmente me lembrei de que eu não era muito boa com macarronada. Era a primeira vez que ele me pedia isso, talvez nem ele tenha percebido.

— Ei, Gajeel. — o chamei.

— Sim?

— Poderia me ajudar com o molho?

— Claro. — ele sorriu sem jeito e saiu da sala, indo até onde eu estava. — O que eu tenho que fazer?

— Apenas coloque o molho da lata naquela panela e acenda o fogo. — apontei para a lata e logo a panela, ele acenou e fez o que eu pedi.

Coloquei o macarrão em outra panela e liguei o fogo. Pus um pouco de sal e olhei o que Gajeel fazia. Ele estava com dificuldade de abrir a lata, eu ri baixo, mas ele não deixou de escutar.

— Já pode parar de rir e me ajudar, sou péssimo com coisas manuais!

— Ok, chatinho. — sorri e peguei o abridor. — Olha, é assim.

Tentei abri-la, mas não consegui, talvez o abridor estivesse cego ou enferrujado. Gajeel soltou uma gargalhada.

— Nossa, como você é boa nisso.

— Ah, é? — o olhei com um rosto perverso. — Veremos se não sou.

Coloquei uma força tremenda na lata, e quando vi, molho espirrou de um buraco que eu havia aberto em meu rosto. Ótimo. Dei um gritinho com o susto. Escutei Gajeel gargalhar.

— É, você não é.

— Babaca! — peguei o molho do meu rosto e passei no seu, enquanto ele ria.

— Ei, o que é isso? — ele ficou boquiaberto com a minha ação e eu ri.

Começamos uma guerra de água e molhamos o chão inteiro. Eu tentei correr de um de seus ataques e escorreguei. Gajeel tentou me segurar pela cintura, mas acabou caindo comigo. Pelo menos eu caí por cima dele.

— Ai! — ele bufou de dor. — Acho que quebrei minhas costas.

— Ainda bem que não fui eu que comecei.

— Foi sim!

— Não fui eu quem ri. — sorri vitoriosa.

— Ok, não importa, vamos arrumar isso?

— Pode esperar. — e o beijei.

Gajeel se assustou com o que eu fiz, e até eu mesma me assustei. Continuei o beijando de uma forma lenta e amorosa. Ele se sentou no chão e me colocou em seu colo.

Eu não queria parar, percebi que ele também não.

Notas finais
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