A Baixinha E O Metaleiro
22 Capítulo 20 –– Jogo dos palitinhos?
Notas iniciais
Capítulo 20 –– Jogo dos palitinhos?
Toda a semana passou voando, e voando literalmente. Gajeel passou uma semana sem ir para a escola, mas era óbvio que eu não deixaria por aquilo. Avisei ao diretor Makarov sobre o assunto, mas por quentões familiares, lhe contei sobre Rogue e sua estadia em seu apartamento pelo resto da semana. Makarov entendeu perfeitamente, também o avisei que iria dar as aulas ditas do dia a ele, até porque a matéria estava bem fácil e eu poderia explicar se prestasse bastante atenção na aula.
Lucy faltou os últimos dias da semana, não pude me comunicar com ela por causa das aulas, mas podia ser algo dela. O estranho era que Natsu também havia faltado, será que eles estavam até perdendo as aulas para... Bem, apaguei aquilo da cabeça, a vida era dela, mas depois eu teria uma conversa com ela.
Passando-se os dias, Gajeel foi muito bom em minhas aulas. Eu deixava Rogue jogando em seu Nintendo Wii e aproveitava para dar as aulas no quarto com ele. Realmente, Rogue não parecia ter medo de que Gajeel me causasse algum “mal”. Me aliviei, pois não era fácil aturá-lo.
Passava as mesmas atividades da escola a ele, e as questões que ele acertava eram inacreditáveis. Eu ainda não havia visto nenhuma prova dele, mas as provas parciais estavam chegando.
Na sexta-feira, Rogue se despediu de nós, e sim, ele chorou, e muito. Sua apegação com Gajeel havia voltado, o problema era que ele também havia se apegado a mim, então as coisas foram difíceis. Tivemos que mentir para Minerva sobre minha morada lá por “uma semana” e que já iria embora ao mesmo dia também, pois ela não precisa saber do nosso namoro, não ainda.
[...]
–– Oe, Gajeel. –– o chamei enquanto ia até a sala.
–– Sim?
–– Ér... como você é nas provas parciais?
–– Não tiro notas baixas. –– riu.
–– Como?
–– Pois é, minhas notas são de seis pra cima, tirar menos disso é difícil –– piscou um olho para mim. –– Sei que também é nerd.
–– Seu idiota! Achei que fosse um burro. –– não consegui me manter séria e me pus a rir muito.
–– O quê? –– perguntou se levantando do sofá, fingindo um olhar de ódio e segurando meu braço logo em seguida. –– Vai me pagar por dizer isso, baixinha.
E me beijou. Se aquilo era o seu “pagar”, estava enganado.
Um beijo voraz e apaixonado se seguiu, não consegui soltá-lo, eu também estava desesperada para beijá-lo, nós ficamos sem nos tocar desde o dia do parque de diversões, era tortura ficar longe dele, muito.
–– Estou a fim de jogar um jogo com você, aceita?
–– Espere –– empurrei-o lentamente para poder respirar, ele praticamente havia retirado todo o ar dos meus pulmões. –– Que tipo de jogo?
–– Hum... –– me olhou pervertidamente, corei. –– Dos palitinhos.
Suspirei aliviada, pelo menos não era strip poker ou outra coisa tentadora, mas assustadora. Sorri de leve e balancei a cabeça positivamente, Gajeel segurou minha mão e me levou para seu quarto, lá estava apenas com uma lamparina acesa, aceitei.
Me pediu para sentar na cama e foi até seu armário, de lá pegando uma caixinha de metal, aquelas típica dos palitinhos. Ele se sentou na minha frente e jogou os palitos na cama, mas antes, colocando um livro em baixo.
–– Por que não no chão? –– perguntei.
–– Bem, como eu posso dizer... Esse jogo tem outra regra.
–– Não é pra não mover os palitos?
–– Isso ainda é certo...
–– Então...?
–– Mas quando a pessoa mover o palito, vai ter que cumprir uma prenda do adversário. –– sorriu malicioso, corei absurdamente e abri a boca.
–– E-E-Está maluco? Eu n-não...
–– Por que está corada? Eu não disse nada.
–– Não espero nada de bom de um pervertido como você.
Ele riu, ficando sério logo em seguida. –– Não acha que já devemos dar o outro passo na nossa relação?
Comecei a ficar nervosa, aquilo não era bom, nada bom, com aquele jogo antes inocente, poderia ser a perda da minha inocência, que já não era tão inocente assim depois de viver com ele. Olhei para ele sem jeito.
–– Você sabe que eu...
–– É virgem, eu sei que é.
–– Não acho que eu deva perder assim... com uma brincadeira...
Gajeel pensou um pouco antes de responder, e dando-se por vencido, completou:
–– Então vamos fazer com coisas leves, pode ser?
–– Leves?
–– Sim, só com beijos, mordidas, carícias...
Me arrepiei com seu tom de voz rouca, era uma delícia ouvi-lo dizer aquilo. Me senti uma pervertida com as coisas que pensei dele, mas me aquietei e aceitei brincar com ele, parecia em si que não valia nada de... saliente.
Gajeel novamente soltou os palitos. Eu escolhi começar, mas me arrependi logo em seguida, todos estavam em dificuldade para serem puxados, pensei um pouco até tirar algum, e quando eu menos esperava, encontrei um palito quase fora do entulho, o retirei com cuidado e não houve nada, sorri vitoriosa.
–– Sua vez. –– sorri.
–– Eu sei, baixinha...
E com isso, Gajeel pensou em pouco tempo qual tirar, e felizmente, por conta daquela sua bruta mão, (que não era bruta em todos os momentos) alguns palitos se moveram.
–– O que quer de mim? –– perguntou.
–– O-O que eu... quero? –– corei, só naquele momento me lembrei das regras.
–– Sim, você pode decidir o que quiser. –– sorriu.
Pensei um pouco antes de responder, e me lembrei das coisas maravilhosas que ele sabia fazer com a boca. Me afastei um pouco dos palitos e dei um espaço para Gajeel sentar ao meu lado, com o rosto em combustão, dei duas batidas no mesmo local em que eu estava, ele entendeu o recado e se sentou no lugar.
–– Já sabe?
–– S-Sim...
–– O que é?
–– Ahn... Ér... –– eu não conseguia falar, era constrangedor pedir aquilo.
–– O que foi? O gato comeu sua língua? Será que foi o Lily? –– riu, ri um pouquinho, mas logo voltei a ficar roxa de vergonha. –– Vamos, me peça.
–– A-Aqui... –– coloquei meu cabelo ondulado para o lado e mostrei boa parte de meu pescoço, ele me olhou confuso. –– N-Não me marque.
–– Não quer um chupão?
–– Não! Lucy quase desconfiou quando fui à escola com cachecol no primeiro dia. –– corei, Gajeel soltou uma gargalhada se lembrando da cena, foi terrível.
–– Quer um beijo? Quer que eu lamba?
–– É-É...
Eu não respondi nenhum dos dois, mas Gajeel pareceu entender o recado. Me empurrou de leve para que eu me deitasse na cama, e entrou entre minhas pernas, ficando sobre seus joelho. Pensei em pará-lo, pois aquela posição era vergonhosa demais, mas o máximo que consegui fazer foi acariciar seu braço, como se dissesse que estava ótima aquela sensação.
Gajeel, primeiramente sentiu meu perfume sobre meu pescoço, suspirei pesado e virei mais meu rosto e pescoço, dando mais acesso a ele. Começando, ele deu um beijo singelo no local, senti meus pelos se eriçarem com força, eu adorava aquilo, muito. Senti seu sorriso entre os beijos. Eu não havia gemido nenhuma vez, consegui engolir minha voz, apenas foi impossível quando senti sua língua dominar toda a extensão de minha garganta até o pescoço novamente, um gemido saiu de mim e Gajeel segurou minhas costas com as duas mãos, me puxando para ficarmos sentados na cama. Minhas duas pernas ficaram entre sua pelve, e ele ainda mantinha os joelhos na cama.
Sem eu pedir, ele me beijou e logo introduziu a língua na minha boca. Eu já sabia que brincar de “leve” nunca daria certo, e eu também sabia que daquele ponto não haveria mais volta. Já eram 20h da noite quando eu quis conversar com ele. Eu estava sim, completamente louca. Louca por ele. Louca por seus beijos.
Passei meus dedos por seus cabelos, que nos caso estavam em um rabo de cavalo, e os soltei. Gajeel passou os palitinhos e o livro que estava por baixo para o chão brutamente, nem me importei. Fomos um pouco mais para trás e novamente nos deitamos, voltando à posição anterior.
–– Desculpe... –– disse Gajeel, tão ofegante como eu. –– Não consigo pensar em outra coisa a não ser fazer isso com você...
Eu não conseguia falar nada, absolutamente nada, era como se meus nervos não estivessem trabalhando corretamente. Meus olhos lacrimejavam de desejo. Gemi quando senti sua mão apertar meu seio direito, mas não tão forte. Era a primeira vez que ele me tocava ali, logo senti uma dor em minha virilha, mas uma dor deliciosa.
Ele voltou a torturar meu pescoço, dando mordidas, lambidas, beijos, chupões... Eu iria matá-lo quando recuperasse minha sanidade. Com o tempo que ele ia continuando, seus toques iam ficando mais precisos, rápidos, excitantes. E quando ele se colou mais a mim, querendo de maneira nenhuma se desgrudar do meu corpo, senti sua ereção. Era enorme. Pulsante. O local de seu membro estava quente, como se quisesse rasgar o tecido da calça.
Eu pensei que sentiria medo, mas não, não senti. Eu queria mais, não importava se ia doer, só importava era que Gajeel estava ali, e me amava o tanto quanto eu amava-o –– O tanto para deixá-lo me tocar daquela maneira.
–– Te quero, Levy... –– sussurrou na borda de meu pescoço, me arrepiei novamente e senti um líquido invadir minha calcinha. –– Quero fazer amor com você. Diz que me quer também...
–– Sempre te quis. Sempre. –– disse, finalmente conseguindo soltar a voz.
Gajeel se soltou de mim e ficou novamente de joelhos na cama. Seus olhos eram pura luxúria. As pupilas estavam dilatadas, a voz rouca, a respiração ofegante, tudo por mim, tudo por causa de mim. Gajeel retirou a regata rapidamente, mostrando aqueles músculos perfeitos, cada um em seu devido lugar. Corei um pouco mais e virei o rosto.
–– Está com medo? –– perguntou, voltando a beijar meu pescoço.
–– Um pouco... –– eu realmente fiquei após sentir e vê-lo com tanto prazer.
–– Serei gentil. –– disse, indo beijar o vale entre meus seios ainda cobertos pela blusa, mas antes desse ato ter sido feito, escutei meu celular tocando.
–– Gajeel! –– o empurrei antes que tocasse meus seios, com certeza eu não pensaria mais após o ato.
–– Deixa ele tocar...
–– N-Não, pode ser importante. –– o empurrei mais um pouco e me levantei, minhas pernas estavam bambas. Fui até a sala lentamente, sem olhar para trás.
Eu não gostei daquilo, e digo do telefonema. Finalmente nós estávamos demonstrando nosso amor de uma forma mais nítida. Suspirei enquanto atendia ao telefone.
–– Alô?
–– Levy! –– disse Lucy. Deus, era ela? Ela estava chorando ao telefone, me endireitei.
–– Lu-chan? O que aconteceu? Por que está chorando? –– praticamente gritei, não era fácil vê-la chorar de verdade.
–– E-Eu estou com medo...
–– O que aconteceu?
–– Levy-chan... eu estou grávida...
Deus, não podia ser...
Fale com o autor