A Baixinha E O Metaleiro

18 Capítulo 16 –– Atrasados


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOI. VAMPIRA, MUITO OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO, EU AMEI ♥ Enfim, eu devia ter postado ontem, certo? Certo! Mas meus ensaios de dança estão me matando, então tenho que ir cedinho para a escola à tarde, como 14h ou 15h todos os dias, semana que vem terei a semana cultural, ou seja, uma semana inteira na escola, mas não se preocupem, terei tempo para atualizar as fics (acho) KKKKKKKKKK. -q Aproveitem, esse cap. tá parado, mas o próximo vai ser bem legal, até lá. *3*

Capítulo 16 –– Atrasados

Comecei acordando lentamente por conta do horário que provavelmente era cedo, muito cedo, aliás, eu tinha aula, então esse era o certo. Fui movendo minhas pernas com intuito de tirar aquela fadiga terrível do meu corpo, e ainda com os olhos fechados, os esfreguei com minhas mãos moles e preguiçosas. Ao tentar abrir os olhos, me deparei com algo estranho que se aparentava do meu lado da cama, com certeza aquilo não eraum travesseiro, me ajeitei à cama pensando que pudesse ser minha imaginação ou por causa da luz que emanava em meus olhos.

Era Gajeel.

Arregalei os olhos no mesmo momento de uma combustão em minhas bochechas enquanto soltei um grito esganiçado e empurrava Gajeel para fora da cama. Jesus, o que ele fazia lá? Agradeci mentalmente pelo mesmo não estar de Box, seria muito mais constrangedor, mas enfim, o que eu queria saber era de como aquele ser havia dormido em minha cama, milhares de coisas pervertidas vieram a minha mente, corei um pouco mais enquanto o ouvir soltar um grunhido depois da queda.

–– Mas que porra foi essa!? –– perguntou com uma voz arrastada do sono, mas com certa irritação.

–– Eu que pergunto! –– gritei com o rosto vermelhíssimo, ainda bem que eu não havia colocado meu babydoll rosa claro, com certeza não seria bom.

–– Ora sua... –– resmungou enquanto se levantava por completo e via o que realmente estava havendo. –– A-Ah, bem...

–– Pode ir me dizendo o que faz no quarto! Pervertido!

–– Calma aí, eu só vim porque... É que você... Ér... –– percebi sua insegurança em pensar uma boa desculpa, provavelmente.

–– Nem sabe o que mentir, não é? –– me emburrei. –– Pensei que cada um dormiria em um quarto!

–– E é assim que vai ser!

–– Então porque...

–– Olha, eu só fui beber água, juro, mas quando eu estava voltando tive vontade de ver se estava tudo bem. Sei lá o que deu em mim, só sei que quando abri a porta ouvi você falando umas coisas estranhas como: “Socorro”, “Não me deixe” ou até “Não quero ficar sozinha” –– parou de falar para fitar o chão com certa vergonha, fiz o mesmo. –– Me preocupei com você e entrei para te dar conforto, por algum motivo você parou quando eu dormir abraçado com você...

–– F-Foi isso? Então...

–– Com o que estava sonhando?

–– Não é nada demais –– sorri amarelo, era mentira, mas eu não queria comentar meu passado. ––, é que eu tenho esses sonhos nada a ver de fez em quando, só isso.

–– Entendo, posso ficar despreocupado?

–– Pode, mas não minta pra mim, sei que aproveitou a oportunidade! Seu tarado, ainda me abraçou!

–– Pode deixar de ser chata? Eu te ajudei a dormir... –– rolou os olhos, irritado.

Me dei por vencida, ele havia realmente me ajudado. –– Ok, desculpa, obrigada por me acolher, foi útil, eu acho...

–– De nada, afinal, sou seu namorado. –– sorriu malicioso, corei.

–– T-Também obrigada por me deixar morar aqui, vai ser bem entranho, mas tudo bem...

–– Não é nada estranho, assim podemos ficar mais... íntimos. –– voltou com seu olhar depravado, que idiota!

–– Pode parar com isso? É chato... Não acho que posso brigar com você, até porque é você quem paga o apartamento –– repensei, de repente me veio a vontade de perguntar mais. –– Ah, tenho uma curiosidade, como você paga o apartamento?

–– Não sou eu quem pago –– disse com um sorriso. –– É meu pai, acho que falei dele pra você ontem.

–– Disse sim, mas ele não vem te visitar ou vise-versa?

–– Não nos falamos muito, mando recados pelo meu irmão.

–– IRMÃO!? –– ok, foi muita falta de consideração, essa parte eu não sabia.

–– Você nunca perguntou se eu tinha –– disse levantando os braços em rendição, me levantei da cama. –– Ela é o vice-presidente da empresa, o nome dele é Ryan, bem mais velho que eu.

–– Entendo, então acho que ele não se parece com você –– brinquei soltando uma risada, mas o vi ficar um pouco triste –– D-Desculpa, eu não quis...

–– Não é nada –– disse. –– É melhor nos apressarmos para a escola.

–– Meu Deus, é verdade! –– arregalei os olhos correndo para o banheiro.

* * *

Chegamos à escola com muita pressa, Gajeel me puxava pelo braço. Mesmo que ele já estivesse voltado a brincar comigo, ainda percebi um pouco de tristeza por eu ter dito aquilo sobre ele e seu irmão, eu precisava saber mais, mas perguntar seria bem difícil, Gajeel parecia fugir desse tema de sua vida. Quando paramos em frente da porta da escola, o coordenador Mystogan nos parou, olhei para ele como se pedisse perdão, Gajeel o olhava irritado.

–– Desculpe, mas vocês só poderão entrar na segunda aula. –– disse ele.

–– M-Mas agora que são... –– peguei meu celular e olhei a hora, eram 7h10m certos. –– Droga...

–– Posso deixá-los em uma das cadeiras aqui dentro, não é legal deixar o casalzinho na rua.

–– Ér... Obrigada, eu acho... –– ótimo, até ele sabia do nosso namoro.

Entramos juntos e ficamos em duas cadeiras mais isoladas dos coordenadores, era horrível aquela sensação, pela primeira vez eu havia chegado tarde ao porto de ficar esperando a segunda aula, mas bem, ficar com Gajeel não era tão ruim. Minha cabeça estava encostada em seu ombro enquanto ele fazia carinho em minha mão.

–– Psiu. –– chamou minha atenção.

–– Hn...?

–– Vou te beijar agora. –– sussurrou em meu ouvido, me arrepiei.

–– N-Não, algum coordenador pode passar...

Gajeel pareceu não se preocupar muito e me beijou, mas beijou mesmo, com muita vontade e luxuria, tremi com o toque de sua boca na minha. Sua língua me invadiu com veemência, os barulhos que saiam de sua língua sugando a minha era totalmente sensuais e excitantes, fazendo com que eu soltasse alguns gemidos não tão baixos. Não sei o porquê, mas por algum motivo seu beijo estava mais desesperado que os outros, de mesmo modo era bom. Não, não era bom, era ótimo.

Depois de sermos pegos pelo Mystogan que nos deu uma bela bronca, fomos para a sala na segunda aula, Lucy parecia preocupada, mas antes do professor chegar a contei o que havia acontecido, como ir morar com Gajeel, e ao invés dela achar ruim o fato de eu ter perdido o apartamento, ela vibrou, vibrou muito. Depois da aula voltamos para casa, me tranquei no quarto para fazer minhas atividades da escola, coisa que Gajeel não fazia, o mesmo ficou escutando músicas na sala de fones de ouvido, agradeci aos céus de não ter um namorado barulhento com caixas de som.

Mais uma semana se passou, nada de mais havia acontecido, apenas Gajeel que ensaiava com a banda às tardes e parecia um pouco mais desesperado no quesito beijar, como se eu pudesse ir embora ou como se fosse acontecer algo estranho depois de um tempo, não ousei perguntar o que era, talvez fosse coisa da minha imaginação. Ou não. Finalmente a sexta havia chegado, sem aulas, sem tarefas, sem nada, era uma ótima oportunidade para sair com Gajeel, mas claro, eu iria esperar alguma reação dele, era o primeiro fim de semana em que eu morava na mesma casa de um namorado.

Notas finais
Reviews? Necessito. :c