A Baixinha E O Metaleiro
11 Capítulo 10 –– Reconciliação?
Notas iniciais
Essa atualização do Nyah quase me enlouquece, fiquei procurando o "Editar" em todo lugar, tsc. -.-
Enfim, boa leitura. ♥ Kissus.
Ps: haverá hiper-link.
Capítulo 10 — Reconciliação?
Passei o resto da tarde deitada no sofá pesando em minha vida, em como Gajeel era idiota, e em como eu sofri. Minha vontade era de ligar para Lucy e chamá-la para vir a minha casa, mas eu estava tão depressiva que nem queria pegar no celular. Como Gajeel podia ter me deixado assim? Mesmo que eu soubesse que tudo aquilo que ele havia dito era verdade, nunca pensei que ouvir aquilo saindo de sua própria boca me deixasse tão magoada, ali eu me detonei mentalmente, magricela, despeitada, e desprovida de qualquer outra coisa boa.
Ok, mas não era hora para depressão, me levantei bruscamente por conta do cansaço e fui fazer algumas atividades da escola pendentes, no relógio ainda marcava 15h, quando acabei, procurei algo para fazer, mas não passava nada em minha cabeça. Foi quando escutei risadas medonhas vindo do corredor, risadas de mulher, e eu reconhecia bem aquela voz, fui devagar até a porta para me certificar se era quem eu pensava.
–– Aah, Gajeel-kun, eu estou tão feliz por estar vindo para o seu apartamento... –– isso, era Cana, me arrepiei só de ouvir sua voz terrivelmente falha. Ela estava bêbada em um dia daqueles?
–– Pare de ficar se encostando a mim, você tá fedendo! –– brigou, eu não acreditava que ele estava realmente fazendo aquilo, pensei que Gajeel tentasse se desculpar, mas foi bem o contrário.
Mas foi aí que me lembrei de algo que disse:
–– Vá pegar a Cana já que ela te quer tanto, pode transar com ela à noite toda!
Merda, aquilo foi uma frase retórica, mas mesmo assim, eu não queria prendê-lo, era óbvio que ele poderia transar com quem ele quisesse, mas fazer aquilo no mesmo dia em que brigamos apenas para zoar com a minha cara? Senti tanta raiva que acabei abrindo a porta sem pensar, logo me arrependi fortemente.
–– LEVY?! –– exclamou Cana totalmente bêbada a me ver saindo da porta com os olhos arregalados –– Você mora do lado do apartamento do Gajeel? Nossa, já pegou ela também?
–– Eu não... Ér, Levy... –– gaguejou enquanto empurrava Cana para dentro do quarto e fechava a porta na sua cara, escutei-a resmungando, mas ignorada.
Eu não conseguia decifrar o quanto eu estava com raiva e envergonhada, agora todos da escola saberiam daquilo, era um milagre Gajeel não ter contado nada, me preparei para abrir a porta, mas aquilo havia sido tão desafiador que soltei uma risada sarcástica olhando para a maçaneta.
–– É incrível o qual você é cara de pau.
–– Levy, não é bem isso...
–– Sério? Ainda quer me enganar? Não estou nem aí pra quem você fica ou deixa de ficar, a vida é sua.
–– Dá pra prestar atenção do que eu digo? –– aumentou o tom de voz.
–– Não!
–– O que eu tenho que fazer pra que você acredite que era mentira?
–– Gajeel, não adianta, não tem como você querer minhas desculpas se acabou de chamar a Cana pra dormir com você! –– o encarei com lágrimas nos olhos, tentei pará-las, mas falhei.
–– Você... está chorando? –– se aproximou um tanto preocupado –– Eu te magoei?
–– Sai daqui! –– bati em sua mão para que não me tocasse –– Estou com nojo de você!
–– Levy, você gosta de mim? –– ficou sério, corei um pouco.
–– C-Claro que não! Quem sã consciência gostaria de você?
–– Eu não chamei a Cana, ela que me encontrou enquanto eu voltava da casa do Laxus, daí ela se separou das amigas e me seguiu.
–– Problema seu, já disse...
–– Você não respondeu minha pergunta.
–– Não, Gajeel, não gosto de você, aproveite que a Cana está aí. –– limpei o resto de minhas lágrimas e tentei abrir a porta, mas ele me segurou.
–– Ei, eu estou confuso... –– corou um pouco, mas não abaixei minha guarda –– Se você está chorando, só pode significar que...
–– Você me chamou de puta, não é uma boa resposta?
–– Vai-me dizer que está triste com isso? Foi apenas para aqueles dois idiotas saírem do meu pé, é meu jeito de ser, não entende?
–– Não, não entendo...
No fundo eu queria perdoá-lo, mas meu orgulho não queria me soltar, Gajeel poderia estar mentindo, mas quanto eu mais olhava em seus olhos, mais eu tinha vontade de beijá-lo.
–– Quem sabe... –– corei –– Se você mandar a Cana embora, eu te perdoe...
–– Só isso? Não era óbvio que eu já ia fazer tal ato? –– sorriu fraco.
–– Era? Não sabia, mas a conversa já termina aqui, quem sabe amanhã ela nem se lembre de que veio pra cá.
–– Ok, fico feliz que “quase” tenha me entendido.
–– A gente se vê amanhã na escola. –– sorri.
–– Claro, até lá. –– ele ia sair, mas parou o percurso e se virou para mim.
–– O-O que foi?
–– Posso t... Não, deixa pra lá, até amanhã. –– o vi enrubescer um pouco, despedi-me dele e entrei rapidamente.
Escorei-me a porta para ouvir o que estava para acontecer, eu não sabia se sorria ou se ficava com medo do que eu tinha feito, na minha cabeça Gajeel falava a verdade, mas eu ainda queria ter certeza, na festa eu iria tentar descontrair, e infelizmente ainda teríamos metade das aulas, então eu ainda teria que vê-lo pela manhã.
Logo, ouvi Cana berrar por não querer ir embora, mas Gajeel chamou um dos homens que trabalhavam por lá para levá-la, sorri quando o ouvi entrando em casa, suspirei fundo e fui matar o tempo lendo alguns livros.
* * *
–– Alô? –– atendi ao telefone quando acordei em cima do livro.
Levy-chan? Como vai? Pronta para amanhã? –– era Lucy.
–– Ah, não vou comemorar agora, ainda temos aula... –– bocejei.
É uma pena, mas e a roupa, já escolheu?
–– Puxa, é verdade, me lembrei de que não tenho nenhum vestido novo aqui, ainda são 17h, dá tempo comprar um, obrigada por me lembrar.
Amigas servem pra isso, eu vou com você, pode ser?
–– Sério? Obrigada, Lu-chan. –– sorri arrumando meu cabelo.
A gente se encontra em frente àquela loja no centro, ok?
–– Certo, até lá. –– desliguei.
Arrumei-me apressadamente para me encontrar com Lucy, ela tinha um ótimo gosto para roupas, a não ser seu amor incondicional por rosa, mas fazer o quê? Pelo menos seu estilo era lindo, chegava a dar inveja.
Encontramos-nos no local combinado, conversamos enquanto procurávamos um vestido que ficasse bem em mim. Quando finalmente me apaixonei perdidamente por um vestido azul que havia lá. Lucy me levou apressadamente para um provador, havia ficado realmente bonito.
Voltamos para casa depois de também ter comprado um sapato alto para mim, Lucy insistiu em comprar, e quando ela queria algo, ninguém a parava, nem eu.
Quando chegou de manhã, fui para a escola como todos os dias, um pouco nervosa de ter que ver Gajeel depois daquela conversa, mas eu, particularmente iria tentar ser a mais normal possível.
Notas finais
Comentem, e também me respondam uma coisinha; é só no meu perfil que os meus favoritos não estão aparecendo que foram atualizadas? =/
Kissus ♥
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