A Bússola Da Morte

10 10 - Voamos do Texas em busca de São Francisco



Voar de pégasos não era tão difícil assim. Claro quando você pega o jeito. Percy,Annabeth e Grover sabiam como montar. Eles me disseram que em muitas missões eles tiveram que montar em pégasos. Eu , Riley e Nico já não éramos tão sortudos assim. Nico sentia medo de cair, Riley não gostava de altura e eu estava com problemas técnicos. Mas depois nos acostumamos e seguimos rumo ao céu.

_Para onde? – perguntou Annabeth.

_Para... – apertei o mecanismo da bussola e ela flutuou indicando a direção – ...leste

_Onde isso vai dar? – perguntou Percy.

_São Francisco. – respondi. Eu não sei como, mas eu tinha certeza de que era São Francisco.

_Como você sabe?

Todos me olharam esperando a resposta.

_Eu não sei. Só veio na minha cabeça.

_Apolo é o deus da profecia , da visão – respondeu Annabeth – é por isso que você sabe. Alem disso os filhos de Apolo sempre acertam seus palpites e alguns raramente tem o dom da visão.

_Como a Rachel? – perguntou Grover.

_Não exatamente , mais sim, um pouco parecido.

Aquilo passou pela minha cabeça e ficou lá mesmo. Imagine como seria saber as coisas do futuro. Mas como Annabeth disse, acontece raramente ter um filho de Apolo com esse dom.

Todos nos estávamos cansados de ter batalhado com criaturas gigantes. A cada instante que seguíamos viagem algo estranho acontecia. Primeiro uma nuvem de pássaros. Depois um avião. Já estávamos cansados e com fome. A medida que o sol se punha meus olhos ameaçavam se fechar. Os outros estavam dormindo em seus pégasos. Somente eu estava acordado. Estava pensando em como a adaga de Ártemis veio parar em minhas mãos naquele instante.

O sol se pôs. Os pégasos estavam cansados de terem voado por tanto tempo. Acordei Percy e pedi para ele manda-los pousar. Estava na hora de descançar.

Pousamos em uma floresta na montanha. Pensei que fosse um bom lugar ja que era bem escondido e não podiamos sair por ai com pegasos a amostra. Eles ficariam com agente apenas ate São Francisco, depois eles iriam partir em retirada devolta para o casa. Todos continuavam dormindo. acendi uma fogueira, peguei o arco e saí pela floresta procurando por galhos secos e outros materiais para construir um abrigo. Estava tarde , seria perigoso para um grupo de semideuses como agente andar por ai. Alem de sermos muitos , o cheiro do Percy era mais fácil de achar pois ele é filho de um dos grandes. Pindurada em uma arvore achei uma lona em bom estado. Eu estava meio desconfiado , aquilo podia ser uma armadilha e quando se é um semideus , acredite , você tem que desconfiar de tudo , mas mesmo assim a peguei. Vi um esquilos andando pelos galhos da mesma arvora que estava a lona , eles estavam comendo uma nozes e u pensamento veio a minha cabeça: não tinhamos nada para comer. Continuei vagando pela floresta até achar um pequeno quiosque fechado. Não tinha outra escolha além de entrar e pegar algumas coisas. Lá dentro tinha tudo o que você imaginar: refrigerantes , bolinhos e muito mais. Em cima do balcam estava um pode com bastante carne seca. Peguei o pode com carne seca , algumas diet — cola e alguns bolinhos. Em um friser gigante havia algumas mini-pizzas, eu não hesitei em pegalas. Deixei um pouco de dinheiro no baucam e voltei para o acampameneto

Chegando lá a fogueira estava quase apagando. Armei a "barraca" e arrastei todos paa lá no exato momento em que começou a chover. Tirei uma camisa de frio da minha mochila e armei o arco. Tive que fazer uma pequena fogueira dentro da barraca para manter todos aquecidos e assar algumas mini-pizzas.Os pegasos estavam se divertindo bastante com a chuva. Estava tão frio que dava para ver fumaças saindo do meu nariz. Estava tudo quieto , quieto de mais. Escutei um barulho vindo das arvores. O barulho se repitiu e eu nem hesitei em saber o que estava causando aquele barulho, aquilo deveria ser apenas um cervo ou algo parecido. Estava escuro demais , eu não conseguia enxergar quase nada , apenas um vulto negro andando. Cheguei mais perto, o vulto já não era mais um vulto e sim um homem de barro. Tentei não fazer barulho e só observar mas parece que ele sentiu meu cheiro pois estava andando na minha direção. Ele não tinha olhos em nenhuma parte do corpo, ele provavelmente se guiava pelo son ou pelo cheiro. Seus passos começaram a ficar mais fortes, ele estava correndo. Armei uma flecha e a atirei no meio da testa dele , mas parece que não adiantou, ela apenas foi engolida pelo seu corpo.Ele continuou a avançar contra mim e eu atirava saraivada de flechas nele , mas não acontecia nada. Ele me alcançou , me bateu com seu braço me jogando para longe me fazendo bater em uma arvore.

_O que é você? — perguntei, o monstro não respondeu apenas rugiue veio correndo em minha direção — Já chega , isso acaba aqui. — atirei uma flecha de luz em seu peito que foi engolida pelo seu corpo como eu planejava. O monstro parou de correr e fez uma cara como se queresse vomitar , e então ele explodiu jogando barro para todos os lados. Minha respiração estava pesada mas aliviada. Fiquei observando a floresta quando uma coisa muito estranha começou a acontecer. A lama começou a se juntar , mas não como um monstro e sim como um redomuinho de lama ambulante. Levantei pronto para atacar até que o redomuinho começou a me sugar, soltei o arco e me agarrei em uma arvore mas um braço saiu do redomuinho me agarrando. Ele estava me apertando muito forte , não consegui manter as mãos na arvore por muito tempo. Ele agora estava me arrastando pelo chão. Eu estava desesperado , tentando agarrar qualquer coisa. Agora o que eu tinha era apenas uma aljava. Um galho caido no chão veio em minha direção me acertando em cheio em minha tempora e em dois segundos tudo estava girando, minhas pernas já estavam dentro do redomuinho. Que jeito de morrer idiota. Um menino morto por um redomuinho monstro lama.

Eu não tinha nada para me defender , apenas o arco que estava a metros de mim e a.... a adaga de Ártemis , pensei.

Tirei a adaga da cintura e começei e começei a esfaquiar a redomuinho de lama. Aquilo parecia estar funcinado pois a cada movimento o redomuinho fica mais e mais lento. Um arbusto foi atirado em meu rosto , mas eu nem liguei para isso , tinha que me libertar dali.

Eu já estava cançado, eu não podia desistir estava quase conseguindo , então dei um golpe com toda minha força restante. O redomuinho agora era uma posa borbolhando. Eu estava me arrastando para fora até que a propria posa me espeliu para fora.

Eu não conseguia mecher um musculo.Não reparei mas a chuva sesou , devia ser uma daquelas chuvas passageiras. Tentei me levantar mas senti uma dor estrondosa no tornozelo direito. Me forcei a ficar de pé, guardei a adaga na minha sintura e fui mancando até o arco. Fui andando devolta para o acampamento , ainda estava tarde, deveria ser mais ou menos meia noite. No meio do caminha encontrei um riacho que eu nem tinha reparado. Me agachei na margem do riacho , peguei um pouco de agua com as mãos e molhei o rosto. Minhas mãos estavam ardendo, quando olhei para elas , estavam raladas e sangrando. Olhei meu reflexo na agua e não dava pra acreditar no que eu via : minha testa estava cortada e meu resto com alguns arranhoes causados pelo arbusto. Me levantei e fui direto para o acampamento.

Quando cheguei lá as mini-pizza estavam prontas , quase queimadas. Todos ainda estavam dormindo. Peguei uma mini-pizza e embrulhei o reto para os outros.

Estava observando a noite misteriosa na floresta , sem se preocupar em cuidar das feridas, não eram feridas graves . Estava escutando o estalar das chamas na fogueira quando Riley acordou:

_Onde estamos?O que aconteceu com vc? Que ferimentos são esses?

_Calma — disse eu sorrindo — um monstro me atacou na floresta, não é nada demais.

_Como assim não é nada demais , olhe essa ferida na sua tempora , e seu rosto esta todo arranhado. Espere ai , eu vou te ajudar.

_Não precisa , eu...

_Não , você ajudou a todos nós com nossos ferimentos , agora é sua vez. — ela pegou na sua mochila um quite de primeiros socorros. Ela pegou um pouco de algodão , molhou em um pouco de néctar e começou a limpar minha ferida na cabeça.

_Isso não doí? — perguntou ela.

_Na verdade não, acho que já tive ferimentos piores que esse.

_Sabe , quando eu entrei no Acampamento Meio-Sangue , eu não sabia que coisas assim aconteciam.

_Nem eu. Na verdade , só faz um ano que eu entrei lá. Percy me achou na nossa escola. Foi bem divertido descobrir que eu tinha irmãos de quem nunca ouvi falar. — ele conteve uma risada.

Ela olhou para mim e nossos olhos se encontraram, ouve um momento de silencio. Ela começou a aproximar seu rosto ao meu , eu correspondi sem hesitar, nossos labios estavam prestes a se encontrar quando Grover murmurou alguma coisa sobre fome e latas de diet cola. Aquilo realmente estragou tudo, mas eu não o culpo, ele não havia comido nada desde que saímos em nossos pégasos.

_Obrigado — disse — mas agora é melhor você comer , já faz tempo que você não come nada.

Ela quis recusar mas sabia que era verdade. Eu estava de guarda enquanto ela comia. Ela pediu para ficar de guarda por um tempo , mas eu recusei , ela deveria descançar. Ela voltou a adormecer e então tudo voltou ao silêncio.