A Aurora

22 ...têm um final feliz. FINAL


Notas iniciais
Chorando? Se escabelando? Morrendo de vontade de ler a sneak peek?Seja o que for, pode xingar a autora (euzinha ♥) mas não a mãe dela - a coitadinha não tem culpa.

Eu estava sentada no meu computador com Retaliadora nos meus pés, pronta para enfrentar qualquer monstro que conseguisse passar pela minha avó e viesse até mim, quando digitei uma simples palavra na barra de buscas do Google.

Tártaro

Eu naveguei por alguns sites, excluindo alguns trabalhos infantis de escola e optando por resenhas universitárias de história, mas não encontrei qualquer vestígio de uma história mítica de alguém sobrevivendo a ele, quanto mais saindo.

Determinada a não deixar meu estado de espírito baixar, eu me lembrei da senhora do rio e das minhas mãos molhadas quando eu estava lutando com os autômatos de Ronald Mcdonald e senti que talvez eu tivesse uma resposta. Eu “minimizei” aquela janela na minha mente me lembrando que eu sabia algumas coisas sobre o tártaro detalhadamente, e sem pensar, peguei um lápis e o meu guia de estudos (que deveria ser um caderno de anotações para matemática, mas que eu nunca realmente usava) e fui para a primeira folha.

O meu lápis estava pousado no caderno e eu não tinha ideia do que escrever. Então, devagar como uma mula, eu fui deixando as memórias da minha amostra grátis de Tártaro voltar a minha mente, e inconscientemente eu havia feito alguns desenhos tensos.

Quanto mais eu os observava, mais detalhes eu tinha do lugar e então eu estava com uma memória tão rica em detalhes que quando fechei os meus olhos eu estava lá. Eu os abri quando ouvi um trovão retumbando no céu, e soube que com toda a certeza eu estava no caminho certo.

Assim que tinha feito tudo o que eu podia pensar com os meus desenhos, eu me sentei de novo no computador e digitei rapidamente algumas poucas palavras.

Mulher rio

Fui levada até uma página cheia de propostas amorosas para mulheres no Rio de Janeiro, então torci o nariz e tentei de novo.

Deusa rio

Antes que eu pudesse dar enter para procurar, o Google me ofereceu diversas opiniões para completar a minha busca, entre elas, uma me deu interesse.

Deusa do Rio Nilo

Antes que eu apertasse enter, olhei rapidamente para a minha porta esperando por qualquer tipo de monstro avançar, mas nada apareceu. Então rapidamente eu apertei enter, e fui seguida por muitas resenhas mal feitas da wikipedia e sites de venda de amuletos africanos assim como estatuetas. Sem querer, eu cliquei em um site qualquer desses blogs amadores e me deparei com um grande resumo da mitologia egípcia.

Osiris, Set, Isis, Toth, Geb, Nut, Horus, Bes...

Neftis.

Lá estava ela, a mulher que havia me ajudado no rio. Havia um desenho provido de um hieróglifo ao lado, e era quase que um retrato da mulher. Então o assunto se aprofundou, e lá estava a palavra que desandou com o meu destino: Magia.

“Os egípcios acreditavam que os poderes naturais proviam dos deuses, tais como as coisas do mundo. Segundo a sua mitologia, os seres humanos não possuíam um grande ‘estoque’ de magia em si, nem o conhecimento da mesma causando muitas vezes catástrofes. Em contrapondo com isso, os deuses possuíam a magia e o conhecimento, mas não o poder de intervir na terra e de governar por aqui, tal como a criatividade para fazer coisas novas – pensando nisso, os deuses se uniram aos homens e assim eles criaram a magia dos deuses.”

Eu parei por um momento, lendo e relendo até que finalmente me dei conta da informação. Uma fronteira que ela passou – dissera Oliver, assim como todos os outros. Então eu simplesmente olhei para o meu desenho, e me dei conta de que poderiam ser hieróglifos.

O céu retumbou de novo, e desta vez, eu não tive medo.

Após um longo tempo com tentativas estranhas, eu desci as escadas para fazer um lanche, e encontrei a minha avó no sofá.

Diferente do costume, a tevê estava desligada e vovó parecia triste e cansada, e não irritada. De fininho, eu me aproximei para ver o que ela estava fazendo, e me deparei com a velha fitando uma foto tão antiga quanto aquela na Grande casa.

Nesta foto, vovó estava um pouco mais velha e parecia mais feliz. Ela estava com o mesmo conjunto de camisa laranja com calças camufladas e botas de combate – talvez fosse de família – e seu cabelo cacheado que na época era de um laranja brilhante estava na cintura dela. Ao lado dela, havia um homem com a mesma idade e uma mão ao redor da cintura dela. Eu não conseguia enxergar muito bem por que era uma foto antiga e borrada, mas o homem tinha um largo sorriso e uma pele negra muito escura.
– Esse é o vovô? – eu disse por fim. Vovó não pareceu assustada e apenas assentiu – Ele era um meio sangue? – ela não respondeu, mas de certo modo eu já sabia que ele não era um meio sangue.

Ele era outra coisa.

Notas finais
Essa história foi abandonada! Leiam a minha história atual - http://fanfiction.com.br/historia/434398/A_Feiticeira/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!