Notas iniciais
Gente, desculpem-me pela demora, mas saiu '-'

Quando os semideuses mostraram que unidos conseguiram resgatar a Atena Parthenos, ouve enfim paz entre os acampamentos. Todos foram tomados pelo sentimento de sensatez e assumiram que o único jeito de combater as forças de Gaia era enfrentando-as juntos.

Reyna, sua irmã Hylla e Octavian, além de mais alguns membros do acampamento Júpiter, estavam no acampamento meio-sangue desde que Leo enviou a Reyna uma mensagem de Íris contando que estavam no caminho de volta.

Nenhum dos dois havia assumido, mas Leo e Reyna estavam apaixonados um pelo outro. Eles estavam meio que sobrando entre Percy e Annabeth, Jason e Piper, Hazel e Frank... Até mesmo Nico estava namorando.

Leo a completava. Reyna era a garota madura, séria, que resolve os problemas da melhor forma possível após muito analisa-los. Leo era o menino brincalhão, que levava tudo na brincadeira, que não pensava antes de fazer as coisas. No início ela o via como um retardado, mas começou a notar o garoto doce e parceiro que ele era.

Aurum e Argentum a acompanharam e se encontravam sempre ao seu lado. Eles confiavam em Leo e o obedeciam, sinal que Reyna podia confiar nele.

Reyna havia deixado Dakota, o filho de Baco viciado em suco de morango, como pretor temporário no acampamento romano em sua ausência.

***

A filha de Belona estava em seus aposentos na Casa Grande. Vestia a camisa roxa do acampamento Júpiter por baixo de uma armadura romana dourada, o cabelo preto numa trança que pendia para o lado.

Alguém bate à porta.

- Reyna? – a garota reconhece a voz de Hylla, sua irmã.

- Entre. – diz Reyna abrindo a porta.

Hylla era uma amazona. Tinha um corpo esguio, embora muito forte e ágil, como um felino. Usava uma roupa típica de uma adolescente. Uma camisa sem manga branca, short jeans e tênis. Não fosse a coroa prateada em sua cabeça, o cinturão de Hipólita e a aljava nas suas costas, pareceria uma mortal.

- Notícias. – diz Hylla – Rachel acaba de fazer uma profecia. Estamos à sua espera no refeitório.

- Se referia a que? – quer saber Reyna, já caminhando para fora do quarto em direção ao local onde estariam em reunião.

- Não me contaram ainda. – responde Hylla – Apenas Quíron e o fauno, ou sátiro como preferem, Grover, viram a profecia.

Quando chegaram ao refeitório, Reyna encontrou o local cheio de semideuses. Reuniam-se em mesas de acordo com seu parente olimpiano. Quíron, Grover, Rachel e Octavian estavam à frente de todos.

Octavian ainda não aceitara o fato de haver um oráculo humano. Ele se encontrava naquele momento esfaqueando mais um inocente urso de pelúcia, fazendo o enchimento de algodão cair a seus pés. Feito isso ele olha incrédulo para Reyna.

- O que diz a profecia? – pergunta Clarisse, a líder do chalé de Ares, filha do admirado deus da guerra, com um ar impaciente.

- Acho que nossa querida Rachel é a melhor pessoa para nos dizer isso... – fala Quíron.

- Quinze meios-sangues para as raízes voltarão... – Rachel começa.

- Quinze? – reclama Octavian – É muito arriscado! Se enviarmos quinze semideuses, apenas sete sobreviverão para realizar a Grande Profecia!

- Deixe-a terminar! – ordena Reyna. Octavian fica com uma expressão furiosa – Depois debateremos sobre.

- Obrigado – agradece Quíron, com um sorriso fraternal para Reyna.

- Quinze meios-sangues para as raízes voltarão. Os augúrios apontarão o caminho da missão. O inimigo dos deuses irá conspirar. Em tempestade ou fogo o mundo irá acabar.

De repente, Ella, a harpia de penas vermelha que estava empoleirada no ombro do ciclope Tyson, dá um grito.

- Fogo... Fogo... O filho de Hefesto... A pomba... Inimigo dos deuses! – então ela cai desmaiada.

- Ella! – grita Tyson a segurando nos braços.

Todos estavam em choque. Fogo... O filho de Hefesto... Só poderia ser Leo, afinal ele tinha controle sobre o fogo. Seria Leo o responsável pelo mundo se acabar em fogo? Ela sentiu um frio na espinha. Mas o que uma pomba tinha a ver com isso? Seria o inimigo dos deuses? Reyna estava confusa.

- Não pode ser! – Octavian diz, com raiva – Há um traidor entre os jovens da missão! Só pode ser um dos gregos! – ele fala grego como se fosse uma ofensa.

A pomba... Reyna analisa. O símbolo de Afrodite era uma pomba. Piper.

Ela prefere não comentar nada. Fica em silencio.

- Esperaremos os semideuses chegarem com o Argo II. – diz Quíron, em voz alta – Com eles nós decidiremos como agir. Já devem estar perto.

***

A silhueta do Argo II se destaca por entre as nuvens. Estavam chegando. Frank e Hazel infelizmente não retornavam da missão. Nico e Calipso tripulavam o barco, mas dentre eles Calipso não era uma semideusa, e jamais poderia se incluir entre os sete.

O Argo II fora o maior projeto mecânico do acampamento meio-sangue, planejado e construído por Leo e seus irmãos. Definitivamente não parecia amigável. Duzentos metros de comprimento, com um casco banhado em bronze e um dragão flamejante de metal como uma figura de proa.

Reyna lembrou-se da primeira impressão que teve daquele barco. Um navio voador grego, transportando inimigos nos quais não podia confiar.

Agora ele representava esperança. E vinha a bordo, o garoto com quem ela passara noites sonhando. Leo Valdez.

O Argo II pousa e Leo é o primeiro a descer. Reyna toma a frente de todos. Não resiste e corre para abraça-lo. Leo corresponde à sua expectativa e também a abraça afetuosamente. Eles se beijam. A menina sente seu corpo sendo erguido do chão e girando duas vezes, enquanto seus lábios tocavam os lábios de Leo. Era a melhor sensação da vida.

***

Era estranho ver o Argo II sem Hazel, Frank e o treinador Hedge, mas Reyna cumprimentou a mais nova tripulante Calipso.

Estavam agora todos os semideuses novamente reunidos. Quíron, Grover e Rachel contaram a Percy e aos outros, o que havia acontecido.

- Quer dizer que eu serei o causador do fim do mundo em fogo... – Leo diz coçando a cabeça. Com a outra mão ele segurava a mão de Reyna – Como se eu já não tivesse causado confusão o bastante... – ele diz olhando para Percy e Annabeth com uma expressão triste.

- Cara, você não pode ficar se culpando para sempre... – Percy tenta anima-lo.

- Temos que decidir logo quais serão os quinze meios-sangues que irão para a Grécia. – Octavian reclama.

- Além de mim, Percy, Jason, Piper, Leo e Nico – diz Annabeth mostrando nos dedos a quantidade de semideuses – Com certeza você deve ir. A profecia diz que os augúrios apontarão o caminho da missão.

- Eu? Viajar pelo Mare Nostrum numa missão suicida? – ele grita – Jamais!

- Concordo com Annabeth. – Reyna afirma – Octavian, você irá.

Acaba soando como uma ordem. O garoto magricela parecia com raiva, mas se submete à sua ordem.

- E eu também me voluntario a ir! – Reyna diz.

Leo olha para ela, como se implorasse para ela voltar atrás. Octavian poderia parecer medroso, mas uma coisa era certa: A missão era suicida para muitos. Apenas sete sobreviveriam a ela. Quinze menos sete igual a oito semideuses mortos.

- Eu também irei! – Thalia, uma filha de Zeus com estilo de roqueira diz, levantando a mão.

- E eu! – dizem Clarisse e Hylla ao mesmo tempo.

- Já temos onze semideuses. – Quíron comunica. – Alguém se voluntaria a ocupar as quatro vagas restantes?

Os jovens ali pareciam tensos. Poucos pareciam dispostos a arriscar suas vidas.

- Se eu pudesse, eu mesmo iria... – diz Grover. – Mas a profecia se restringe a meios-sangues...

- Está bem, eu vou... – fala Chris, o namorado de Clarisse.

- E eu. – diz Victor, um dos centuriões romanos, um filho de Mercúrio.

- Nós dois também... – se voluntariam dois irmãos, Noah e Charlie, filhos de Ceres, jovens ainda em probatio que acabam de demostrar coragem incrível.

- Nosso time está formado! – decreta Quíron.

Notas finais
E então, dependendo do retorno de vcs eu continuo.. '-'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.