-Jay, faz parar -Alu me olhou. Ja fazia um tempo que capturamos demonios em busca de respostas e os torturava.
-Tem uma menina la. -Disse ela.
Os gritos cessaram, Sam saio do porão com uma faca meio torta... esquisita e suja de sangue.
-O que...? -Ia perguntar mas vi Leon fazendo sinal negativo com a cabeça... sabia que estava perdida. So faltava 4 meses e não encontramos Crechimo.
-Ate quando vamos ficar torturando demonios? -Perguntou Alu a mim num sussurro. -Sabe que tem uma pessoa com eles.
Eu sabia muito bem... realmente a Alu estava certa. Tínhamos que parar com isso.
-Prometo que essa foi a ultima vez. -Disse para a minha irmã.
Sai da casa e me sentei embaixo de uma arvore... por que Alu tinha de ter morrido...? Por que meu pai morreu...? Isso era justo?
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5 anos atras.
Esperei ate que ele dormisse, o que não demorou muito. Peguei a arma. Ferrari se levantou do sofá e me seguiu.
-Fica -Disse a ele mas não me obedeceu e continuou a me seguir.
-Ta... pode vir mas faça silencio. -Disse a ele.
Peguei a bicicleta e fui ate a industria dos Haiters onde minha irmã morreu. Fui ate a porta e a abri. Ferrari entrou primeiro farejando tudo. Entrei em seguida deixando minha bike na entrada. Peguei o diário do meu pai e abri a pagina de acordos e fiz o símbolo no chão com meu sangue... logo ele apareceu.
-Ola Jay, cade sua irmã? -Perguntou ele num sorriso.
-Quero fazer um acordo -Disse tremendo -Quero que ela volte.
-O que você tem para me oferecer em troca. -Nunca tinha lidado com um acordo antes... não sabia o que oferecer mas no diário diz que todos querem a mesma coisa, a alma.
-Te dou minha alma em troca. -Disse.
-Feito. -Ele se aproximou e fez uma coisa que estranhei... me beijou, literalmente, acho que sou a única menina do mundo que tirou o BVL com um demónio.
-Cade ela ? -Perguntei após o beijo.
-Onde você viu ela pela ultima vez?
Estava ferrada... lembro que eu e papai enterramos a Alu. Sai correndo da industria peguei a bike e fui ate o cimiterio... não tinha nenhuma pá então fiz a coisa que mais impossível do mundo... comecei a cavar com as mãos e logo Ferrari começou a ajudar. Vi que depois de um tempo algo também cavava de dentro do buraco. Alu cavava também. Logo a desenterrei... a abracei e a levei para casa. Ela tomou um banho, comeu quase tudo da geladeira e começamos a perguntar o que tinha acontecido. No meio da conversa papai apareceu, olhou para a Alu e me tirou de perto dela e jogou agua benta, olhou para ela ainda desconfiado. Ele pegou uma lamina de ferro.
-Alu... tenho de fazer isso. -disse ele e cortou um pouco a mão da minha irmã... ela fechou os olhos. Meu pai ao realmente acreditar que era ela mesmo a abraçou.
-Como? -Ele me olhou.
-Desculpe papai... eu tinha de fazer isso. -Ele me olhou com tristeza e raiva.
-O que ele pediu em troca? -Ele perguntou.
-Minha alma. -Disse.
Papai se levantou e pegou um ferro da lareira, sabe aquele ferro de marca boi?! Então, foi um ferro como aquele mas com a marca de um pentagrama na ponta. Ele o aqueceu olhou para mim e para a Alu. Eu sabia o que ele iria fazer e fui a primeira voluntária. Ele tirou minha blusa e me colocou de costas e encostou o ferro um pouco abaixo do meu ombro. Comecei a chorar... não so porque estava doendo... mas também por que ele nunca se orgulhou de mim.

DIAS ATUAIS
Ferrari se sentou ao meu lado e nada disse. So olhava para as estrelas comigo.
-Sempre era você? Toda vez que eu via meu cachorro... era você? -Perguntei.
-Sim. -Disse ele se virando para me olhar.
-Você foi comigo fazer o acordo.
-Pois é o que você tinha na cabeça criança? -Disse ele.
-Também não sei. -Olhei para baixo. -Você me promete uma coisa? -Perguntei
-O que? -Ele perguntou
-Quando o meu prazo acabar... não quero que a Alu veja, então quero que cuide dela e não a deixe fazer um acordo.
-O seu prazo não vai acabar... não vou deixar. -Disse ele
-So me prometa. -Falei com raiva... o que um cachorro poderia fazer para mudar minha morte?
-Prometo. -Disse ele.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.