Notas iniciais
Essa história é crack puro, surgido de uma conversa com a Kamy Kimura, baseada em fatos reais: é verdade que um milionário chinês está construindo uma arca, e que uma empresa russa vende os kits para fim do mundo, incluindo, é claro, vodka (x
E, hm, meio paródia da Arca de Noé, mas eu sou cristã católica e não tenho a intenção de ofender religião alguma, muito menos a minha própria.
Não me perguntem como o Ivan sai de Moscou e vai pra Xangai, tipo, em uns minutos u.u
Não me responsabilizo por perda de massa encefálica.
Erhn, eu sou chata e a história é idiota, mas reviews plz? ^^

Em 2012, os países eram perversos e rebeldes. Nenhum deles se importava com valores morais e cada um fazia o que bem lhe apetecia. Violência e muita injustiça reinavam por todos os lados. Além disso, as nações mesoamericanas espalhavam o medo, afirmando que seus ancestrais, os maias, previam o fim do mundo para aquele ano.



Um certo país oriental, supersticioso como ele só, acreditava piamente no calendário maia.



–Shinatty-chan! O que eu vou fazer, aru? Não quero morrer antes de desbancar o América como maior economia do mundo, aru! –China abraçava sua, eufemicamente falando, bem-fornida e felpuda companhia, chorando em absoluto desespero.



–Tirarei da face da Terra tudo o que tem vida, inclusive os animais! –uma voz fantasmagórica foi ouvida.



–Sh...Shinatty-chan? –o oriental assustou-se. –Shinatty-chan está possuída!



–Não, Yao, meu pequeno gafanhoto. –um chinês idoso, com uma longa barba e um elegante robe de seda verde, foi adentrando a sala de chá de China. –Sou eu, seu mestre.



China mal podia acreditar. Confúcio havia largado seu merecido descanso no paraíso para lhe dar um recado? Não pensou duas vezes, pulou nos braços de seu querido mestre.



–Mestre Kong! Senti sua falta, aru!



–Igualmente, China.



Yao, em meio a seu mar de felicidade, recobrou um pouco os sentidos. “Tirarei da face da Terra tudo o que tem vida, inclusive os animais!”, não fora isso que seu mestre dissera?



–Mestre, mas não foi o senhor quem disse "não faças aos outros o que não queres que façam a ti"? Não seria um tanto quanto errado destruir a Terra e toda a vida então, aru?



–Ah, esqueça isso, é que eu só queria chegar com uma frase de efeito, meu pequeno gafanhoto. –Confúcio respondeu, como se fosse a coisa mais óbvia deste universo. –Tenho um aviso para você, Yao.



China engoliu em seco, tenso. O que quer que Confúcio tinha para lhe falar era, sem dúvidas, algo importante.



–Você é uma nação honesta e justa, merecedora deste planeta. Acredita que o mundo acabará no dia vinte e um de dezembro?



O país oriental baixou os olhos, deixando uma lágrima escorrer. Ainda era tão cedo...



–Sim, Mestre Kong, acredito.



–Seu idiota. –Confúcio lhe deu uma bofetada na cabeça abaixada, para o choque de Yao. –De qualquer maneira, construa uma embarcação com madeira resinosa, e que tenha compartimentos. Revista-a de alcatrão no interior e no exterior. Terá de ter 150 metros de comprimento, 25 de largura e 15 de altura. –China foi anotando tudo com tinta no próprio braço, bem ao estilo Mulan. –No interior terá três andares, com uma janela no telhado e uma porta de lado. O fim do mundo começará nas águas, mas lá será o único lugar que servirá de escapatória.



A forma de Confúcio foi se esvaindo.



–Mestre Kong, não vá, aru! –China suplicou.



–Só mais uma coisa –Confúcio já era uma névoa disforme. –Leve a Shinaaaatty.



China foi deixado sozinho, apenas com Shinatty de companhia e a dor na cabeça como lembrança de seu mestre.



–Shinatty-chan –China encheu o peito, orgulhoso. –Vamos construir essa arca e deixar Mestre Kong orgulhoso!





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As outras nações debochavam de China, concentrado no penoso trabalho de construir a arca. Faltavam dez dias para o suposto fim do mundo, e a embarcação estava quase concluída.


–Eu não me importo com o que eles falam, Shinatty-chan –dizia a velha nação asiática- Porque eu sei que nós dois e os pandas vamos sobreviver ao apocalipse maia! E talvez a Taiwan, porque ela é fofa e acho que quero levá-la comigo! E vamos deixar o Mestre Kong orgulhoso!






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Enquanto isso, Rússia, quase tão preocupado quanto China sobre o fim do mundo, se abastecia de sardinhas, sabonetes, velas, remédios, fósforos, cordas e, é claro, muita vodka.



“Como será que meu Yao-Yao está?”, Rússia se perguntou. Resolveu que faria uma última visita ao chinês, que pelo menos diria que o amava antes do fim do mundo.



E assim fez, se dirigindo ao Sul para chegar em Xangai, a residência preferida de China, onde sabia que o encontraria.



Chamou por Yao-Yao na imponente casa do estilo da dinastia Ming, mas China não se encontrava lá. Procurou Yao por toda a imensa Xangai, e quando estava quase desistindo, uma cena no Porto chamou sua atenção.



Yao e aquele asqueroso Shinatty-chan enfileiravam casais de pandas, que iam entrando em uma imensa e, julgou Ivan, recém-construída arca.



–Yao-Yao! –Rússia foi ao encontro do chinês, acenando alegremente. –O que está fazendo?



Rússia, suspirou China.



–Não é da sua conta, aru!



–Precisa me responder assim, Yao-Yao?–Rússia desta vez não simulou mágoa, a sentia de verdade. –Você realmente pretende salvar a si mesmo e aos pandas e me deixar sozinho?



China sentiu um aperto no coração. E tudo o que haviam passado juntos? E o que Confúcio havia o ensinado, "não faças aos outros o que não queres que façam a ti"? Gostaria ele de ser abandonado por Rússia?



–I-Ivan... eu realmente não ficaria com a consciência limpa se sobrevivesse sem você, aru. Então, dia vinte e um, quer estar na arca comigo? Não pense que estou fazendo porque gosto de você ou qualquer coisa assim, aru!



–Yao-Yao, é claro! –Rússia sorriu enormemente.



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Após passarem nove dias juntando suprimentos, acampando na arca e conversando, faltava menos de vinte e quatro horas para o fim do mundo. Yao encarregou um tailandês de cortar as grossas cordas que prendiam a embarcação ao porto. E ah, provavelmente ele morreria, e eu não me importo, ninguém precisa de tailandeses, pensou China, indiferente. Mestre Kong não ficaria orgulhoso de meus pensamentos, refletiu melhor.


Na alta noite do dia vinte, Ivan e Yao, vendo o navio se afastar de Xangai e aproveitando a ausência de Shinatty, que fora cuidar dos pandas, improvisaram um jantar na proa do navio, com chá e sardinhas.



–Yao-Yao –perguntou Ivan, adicionando vodka a seu chá, muito para o desgosto do chinês –De onde surgiu essa ideia de arca? Andou lendo a Bíblia?



–Não, aru! Você não vai acreditar se eu te contar, então... –Yao olhou para o lado, quase envergonhado.



–Sabe que vou acreditar em qualquer coisa que Yao-Yao disser. –Ivan sorriu, assegurando-o de que falava sinceramente.



–Mestre Kong... quero dizer, Confúcio surgiu do além e me disse que eu era uma boa nação, e que merecia sobreviver ao apocalipse maia. E me deu ordens para que construísse uma arca...



Rússia pareceu um pouco surpreso, mas não contestou a veracidade das informações.



–Meu Yao-Yao é realmente uma boa nação.



Rússia aproximou seu rosto um pouco, deixando que seu nariz roçasse o do chinês. Yao engoliu em nervosismo, mas não se afastou. Tomando isso como um incentivo, Ivan tomou os lábios de Yao para si, começando com um beijo lento e gentil.



O gosto de vodka misturado com chá não era tão desagradável quanto China previa. Separando os lábios para lhe assegurar a entrada, Yao gemeu ao sentir a língua de Ivan contra a sua. Tentou dominar o beijo, mas logo desistiu, deixando que Rússia controlasse tudo. Hmmmm, Ivan...



Os dedos de Ivan se entrelaçavam nos cabelos lisos de Yao. O chinês, que por sua vez buscava apoio, apertou os braços no pescoço de Ivan. Não sabiam se sobreviveriam ao fim do mundo, mas aquele momento era tão perfeito...



Apenas se separaram do beijo porque se lembraram de respirar. Yao, arfando, perguntou:



–Ivan... já é meia noite? E se o que conhecemos por mundo simplesmente acabar agora, aru?



–Se o mundo como ele é acabar agora, eu ainda tenho Yao-Yao, e isso é tudo o que me importa. –disse ele, e logo retomou o beijo.



–Haha, ai carajo! Eles caíram nessa, cabrones!Ivan e Yao se assustaram. Estavam em pleno mar aberto, quem poderia ser? Mestre Kong?, pensou China. Não, mestre Kong não chegaria falando “ai, carajo!”.



Ivan pegou uma das velas e fósforo que havia deixado prontos, para o caso de fim do mundo, e tentou iluminar o mar. Focalizou um barco, obviamente muito menor que a arca, mas ainda assim de tamanho considerável, com América e outras nações latinas como ocupantes.



–Aê, Rússia! –México acenou, animado. –Isso com o chinesinho foi sexy, queria ter visto mais, mas... carajo, não acredito que caíram nessa! Primeiro de abriiiil!


–México, não é abril, é dezembro. –Guatemala corrigiu, rolando os olhos.



–Que seja, vinte e um de dezeeeeeeeembro! –México riu. -Caramba, essa do calendário maia foi a melhor que eu poderia ter inventado!



Rússia estava chocado demais para falar qualquer coisa. Uma aura maligna se formava em volta da nação eslava que, a qualquer momento, pularia da arca e proporcionaria a México uma morte lenta e dolorosa.



–México, era mentira, cara? –América perguntou, surpreso. –Você me fez acreditar nisso... eu estava com medo... eu até fiz um filme sobre isso! –uma aura cor de hambúrguer se formava . –You better run like hell, you son of a bitch...



América tirou um taco de beisebol sabe-se lá de onde e ameaçou bater no mexicano, que se escondeu atrás de Guatemala e Belize, jurando ser apenas uma brincadeira inocente.



–E... e Mestre Kong, aru? Era só uma ilusão? Eu construí essa arca por nada? –os olhos de China se encheram de lágrimas.


–Mestre o quê? –México perguntou de trás de suas primas centro-americanas.



–Confúcio, seu idiota. –Guatemala respondeu.



–Ah. Desta vez, eu juro, eu não tenho nada a ver com isso. -México afirmou, enquanto se esquivava de uma tacada de um possesso América. -Ai, carajo, essa passou perto!



–Esses profetas, mestres na arte da trollagem. -Belize soltou o murmúrio quase inaudível.



Rússia teria matado México e Belize nesse exato instante, se China não tivesse desmaiado e batido a cabeça com tudo. Shinatty subiu, trazendo gelo como se já soubesse o que aconteceria, e Ivan tomou o chinês nos braços.



Notas finais
Eu me senti muito lame por ter usado a palavra "trollagem" em um texto, e o final ficou podre, POOOOOOOOODRE. Não me crucifiquem, pode ser? ;.;
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!