A Aposta
10 Eu quero você.
Narrado por Gabriella Lopez:
Acordei muito feliz, há um tempo eu já não ficava tão feliz quanto estou hoje. Tomei banho, fiz minha higiene matinal, me vesti com um short curto destroyed e uma blusa de manga com decote em V preta bem coladinha no corpo, calcei um All Star cinza, tudo bem básico mesmo. Me encarei no espelho e estava me sentindo bonita e confortável. Deixei meu cabelo solto, há quando tempo eu não ia para a escola de cabelo solto? Meu Deus, faz tantos anos! Nem me lembro mais.
Peguei minhas coisas e desci para a sala. Não encontrei ninguém em casa, nem mesmo a Dorota. Fui até a cozinha e tomei um copo de suco de laranja bem gelado, tem jeito melhor de começar uma manhã? Claro que tem, comendo bacon. Mas, como não tinha, fazer o que né, tenho que me contentar com isso mesmo.
Peguei minha mochila e meu material e sai de casa. Depois de um tempo cheguei à escola, logo dei de cara com a Sofi, que estava na porta. Veio em minha direção e me abraçou. Entramos na escola. Não teve uma pessoa que não olhou para mim naquele momento.
- Todos estão te encarando, principalmente os meninos. Também, olha só o short que você está usando, ainda com essas pernas então. – sussurrou. Rimos.
- Peguei a primeira roupa que estava na minha frente. – fomos até os nossos armários, que ficam próximos. Aonde quer que eu fosse, alguém ficava me encarando. Aquilo já estava me deixando envergonhada.
- Você acha que eu exagerei?
- Não, você está usando o que você gosta, não tem nada de errado nisso.
- Ufa! – peguei uns livros. Vi o Chris de longe, estava me encarando. Veio em nossa direção.
- É... Sofi, você viu a Gabriella por ai? – falou com ela, mas ainda me encarava. – Prazer em conhecê-la. – falou comigo, tudo o que eu fiz foi dar uma gargalhada.
- Acho que ela foi à China, mas daqui a pouco já deve estar chegando. – Sofi falou irônica.
- Grossa! – ele disse fazendo cara de magoado. – É crime perguntar?
- Chris, seu idiota, sou eu Gabi. – ele ficou surpreso.
- Bem que eu estava te reconhecendo de algum lugar. Mas você está tão... diferente – ri. – Na boa, casa comigo? – ri novamente. – É sério! Você está muito gata!
- Obrigada. – avistei o Justin de longe. Assim que me viu, parou e ficou me encarando durante alguns minutos, boquiaberto. Veio andando em minha direção lentamente, assim que chegou falou:
- Oi – me encarou dos pés a cabeça. – Gabi? – fez uma cara de interrogação um pouco engraçada, eu ri.
- Não – falei – Sou a Demi Lovato, prazer. – ele riu.
- Você está linda! – disse.
- Obrigada.
- Justin, fecha a boca senão você vai acabar nos afogando com toda essa baba que está escorrendo da sua boca. – Christian disse e nós rimos. Jus ficou meio sem graça.
- Af Christian, cala a boca. – ele disse.
- Eu sabia que a Gabi iria ficar linda – Sofi disse. – Ontem, quando a gente estava no shopping, um garoto lindo veio falar com a gente e começou a dar encima dela. – Justin apareceu ficar meio interessado no assunto. – Ele disse que iria estudar aqui, não disse? – os três olharam para mim. Fiquei uns segundos quieta.
- Hã? – me fiz de desentendida. — Ah é... ele disse. O Jack. Ele deve estar por ai. – fingi não me importar muito.
- Já não gostei desse Jack – Justin disse.
- Ai para de ser antipático! – falei.
- Acabo de saber que ele estava dando em cima de você e ainda quer que eu goste dele? Impossível.
- O garoto mal vai chegar aqui e você já ta cheio de frescura, para com isso. E e dai se ele estiver dando em cima de mim?
- Como assim e dai? Você é minha, Gabi!
- Eu não sou sua Justin, não viaja ok? — de repente Chris e Sofi ficaram de vela no meio da briga. – Por que você não vai procurar uma líder de torcida e me deixa? Garoto possessivo!
- Por que eu não quero nenhuma líder de torcida... Eu quero você! – me olhou bem no fundo dos olhos.
- Christian, vem comigo rapidinho... – Sofi disse querendo deixar eu e Justin a sós para conversarmos.
- Mas eu quero assistir a briga! – ela deu um tapa na cabeça dele. — Ai!
- Vem logo! – ambos foram para longe de nós. O sinal tocou anunciando o início da aula.
- Vamos para a sala? – perguntei.
- Não, vamos conversar. Vem comigo. – ele segurou minha mão e saiu e puxando para algum lugar.
- Ta doido? Eu nunca matei aula.
- Não vamos matar aula, depois a gente volta para lá e vai ser como se nada tivesse acontecido. – chegamos até uma porta, ele a abriu e nós entramos. De repente todo o barulho sumiu, era somente eu, ele, e a escada de incêndio que havia ali naquela sala. Me encostei na parede e ele ficou parado na minha frente, me encarando.
- Não vai falar nada? – perguntei.
- Quem é esse tal de Jack?
- Me diz, desde quando eu te devo explicações?
- Desde que me deixou apaixonado por você.
- Apaixonado por mim? — engoli seco.
- É!
- Essa nunca foi minha intenção, além do mais eu não estou a fim de namorar com alguém agora por que...
- Gabi – ele me interrompeu. – Por quanto tempo você ainda vai continuar fugindo do amor? O Christian me contou daquele cara que te deu um fora – revirei os olhos. – Isso pode ter até acontecido, mas eu estou aqui agora. E eu te quero. Quero ficar com você, Gabi! Eu quero passar as minhas tardes com você, quero poder te beijar a hora que eu quiser. Quero dormir e acordar do seu lado.
- Justin, as coisas estão indo rápido demais entre nós...
- Para com isso, por favor! Você sempre me diz que as coisas estão acontecendo rápido demais, mas eu não vou ficar fingindo que não tem nada acontecendo entre nós. Até quando você vai fingir que não sente nada por mim?
- E quem disse que eu sinto alguma coisa por você?
- Você não precisa dizer, eu mesmo percebo.
- Então tá senhor vidente, aproveita e advinha os números da Mega Sena para mim também, vai que eu ganho.
- Eu estou falando sério – se aproximou mais ainda de mim, nossas faces estavam próximas uma da outra. – Sei que o seu coração bate mais forte quando me aproximo. E quando eu faço isso – deu um beijo no meu rosto. – Vejo como você fica toda vermelha de vergonha. – ele sorriu, eu fiz o mesmo involuntariamente. Nossos rostos estavam tão próximos que eu sentia a sua respiração quente na minha pele. Ele olhou nos meus olhos. – Você é uma péssima mentirosa.
- Só você mesmo...
- Mas eu preciso ouvir da sua boca... Você gosta de mim?
- É...
- Gosta ou não?
- Gosto... Como amigo.
- Mas e se eu não te quiser somente como amiga?
- Ai você terá que provar que merece muito mais que a minha amizade. – sorri de lado.
- Isso eu posso provar agora mesmo! – rimos baixinho. Aproximou seus lábios dos meus e nos beijamos. Foi um beijo calmo e caloroso ao mesmo tempo, naquele momento eu tive certeza que eu queria o Justin só para mim. Colocou uma de suas mãos na minha cintura e pressionou o meu corpo contra o dele, eu coloquei minha mão na cabeça dele, bagunçando o seu cabelo. O beijo estava tão intenso que o Justin deu um soco — não muito forte — na parede. Diminuímos o ritmo do beijo e o encerramos com três selinhos. Nossos lábios continuavam próximos um do outro, ele acariciava o meu rosto com delicadeza.
- Senti falta do seu beijo. – sussurrei e ele sorriu.
- Eu também – me deu um selinho rápido. – Gabi, eu prometo que vou tentar fazer o máximo para não te magoar. Gosto muito de você. – sorri.
- Esta tudo bem, Jus. Eu também gosto muito de você seu babaca. — ele riu. — Você tinha razão, eu não posso viver tentando fugir do amor.
- Eu sempre tenho razão – brincou. Nós rimos.
- Ai meu Deus, eu tinha esquecido completamente! A aula! – ri. Ele se afastou um pouco de mim e riu.
- Nossa, é verdade, também tinha esquecido completamente! Vamos, rápido! – segurou minha mão e corremos até a porta da sala de aula, que estava fechada. Já era o segundo tempo da aula então poderíamos entrar sem problema. Meu celular vibrou no meu bolso.
- Ai, perai! – falei baixinho para o Justin. Tirei meu celular do bolso e vi o nome “Jack :)” bem na tela. – É o Jack. – avisei ao Justin, ele revirou os olhos. — “Não pude ir à escola hoje, mas prometo que amanhã estou ai. Beijos linda!” – li a mensagem em voz alta.
- “Beijos linda!” – falou com uma voz engraçada, eu ri. – Não gosto desse cara!
- Ih, ta com ciúmes é?
- Ciúmes, eu? – riu sarcástico. – Obvio que não.
- Ata! – o encarei.
- O que foi? – olhou para os lados. – Ta bom, só um pouquinho de ciúmes. – ri. Bati na porta da sala e o professor nos deixou entrar, sentamos separados.
Notas finais
Ta ai: http://4.bp.blogspot.com/-9ujPSUq87k8/UFYLcUZ1gSI/AAAAAAAAFPg/JlDt9P5jlY4/s1600/OwAAAHPBMBGpLBtIpUfujHb9gHRDcvcHT3pea5tjrHnuyx0frnfaP9e8A7dzOWmQ6iiuvZO-btCiR62dqAhYvLItIyYAm1T1UElyDcQa377wXYZi_DSwYXtxbMt8.jpg
É um link bem grande kkk mas enfim, se não funcionar me avisem de novo!
Ah, e comentem o que vocês querem ver na história para eu ver se consigo encaixar aqui! :) Um beijooo
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