A Aposta
6 Um Novo Rival
Notas iniciais
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-Ora, ora quem veio me privilegiar com sua ilustríssima presença, Harry Potter – disse fingindo uma adoração.
-Não vou perguntar duas vezes Malfoy – disse Harry entre dentes e, com os olhos brilhando de ódio pelo ser a sua frente – Porque fez todo esse teatro para ir com Hermione? Para você ela não é uma sangue-ruim imunda? –Hermione se encolheu, Harry passou mão em sua cintura com leveza , para mostrar que ainda estava ao seu lado.
-Isso não é da sua conta Potter- disse Malfoy olhando de supetão para mão intrusa de Harry na cintura da castanha- Lá fora deve ter alguém gritando seu nome desesperadamente, para você salva-lo, corra lá Potter- brincou Draco.
Harry desgrudara de Hermione e pegara Malfoy com ferocidade pelo colarinho, sussurrando apenas como se cada palavra dita , fosse uma ordem a ser seguida.
-Você nunca mais vai se aproximar dela está me ouvindo ?-disse sacudindo a blusa social do rapaz, para lhe causar dor- Entendeu?
- Se não o que vai fazer? Matar-me? – disse engasgado, devido a força nos dedos de Harry, mas sem perder o tom de chacota.
-Não- disse Harry sorrindo – Penso em coisas piores, pois Hermione faz parte de mim, se mexer com ela estará mexendo comigo.
- Harry ele está ficando vermelho. – disse Hermione preocupada- Solta ele se não as coisas ficam piores para você.
Harry o largou logo em seguida, e voltou ao lado da castanha com sua mão na cintura dela.
-Vocês pelo visto não são tão inteligentes – disse Draco arrumando com os dedos longos , os amasso em sua camisa social- Como a Granger mesma disse, esse quarto é nosso , e se ela teve o direito de expulsar a Pansy desse quarto, eu também tenho o direito de expulsar você Potter.
Harry apertou sua mão na cintura dela.
-Mais você e Pansy, estavam na cama! – disse Hermione indignada.
- E Potter estava me batendo no meu próprio salão comunal, então... — disse sorrindo por sua própria genialidade – Se não quer que eu comente isso com Snape mais tarde, acho melhor se retirar.
Harry ia avançar mais uma vez em Draco, mas foi impedido pelas delicadas mãos da castanha que sussurrava um “Ele está certo” e quando os dois iriam sair pelo buraco do retrato Hermione sente sua mão ser puxada com violência.
- Você fica. – disse Draco.
- O que? – disse Harry do outro lado do retrato vendo Hermione ainda na parte de dentro com Malfoy sem entender.
E quando Harry iria entrar novamente no dormitório para tirar Hermione das mãos do loiro, a medusa se apressara a fechar a porta. E no interior no quarto, ouviam-se as constantes batidas na porta que Harry dava para poder entrar, porém sem sucesso.
-O deixa entrar – disse Hermione passando os dedos, na parte de trás do quadro- Deixa ele entrar Medusa!
E Medusa soltara a sua típica risada sarcástica. Furioso e desistente, Harry saiu de frente do quadro, e seguiu para a festa, indignado e falando para si mesmo “É melhor não machucá-la”.
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Draco estava sentado no sofá esperando Hermione parar de gritar para Medusa, abrir a porta.
- Porque você mandou ela nos trancar? – disse Hermione por fim.
-Eu não mandei. — disse ele – Esqueceu o que a Minerva disse? Ela adora juntar casais.
- E você lembra o que a Minerva também disse? Que teve pessoas que desistiram desse cargo por causa dela. — disse Hermione com fúria – Eu vou ser uma dessas pessoas se ela não me deixar sair.
- Acalme-se Hermione, eu não vou te morder – disse ele sorrindo – Mas vontade não me falta.
-O que? – disse Hermione sem entender.
- Nada ... Vamos ficar aqui até amanhecer, acho que ela não pretende abrir até de manhã.
Hermione franziu o cenho.
- Ahh e a propósito porque ficou tão nervosinha quando me viu na cama com Pansy? – disse sorrindo da cara pálida dela.
-Porque... Esse dormitório, mesmo você não querendo, também é meu e isso é uma falta de respeito sua para mim!
-Aham.
- O que? Não acredita? – disse Hermione incrédula, sentando-se em uma poltrona qualquer.
-Não, acho que foi ciúme mesmo. – disse a olhando com os penetrantes.
- Ah sim claro, eu sempre vou morrer de ciúmes por você. – ironizou – Você é irresistível, não é mesmo?
-Claro que sim – disse ele sorrindo e levantando-se.
Hermione revirou os olhos.
-Sabe de uma coisa? – disse ele na frente da poltrona dela, a voz rouca irresistível colocando seus dois braços nas partes laterais da poltrona para impedir que ela fugisse. –Eu adoro quando você se faz de difícil, porque no fundo eu olho para esses olhos, e sei que você me quer, assim como eu quero você... — disse colando com leveza sua testa na dela.
-Enlouqueceu?- disse com a respiração descompassada e tentando se afastar, mas Draco a cercara — Se afaste! — disse colocando as mãos no abdômen bem definido dele e o empurrando.
- Viu só?- disse ele sorrindo – Dá para ver que você me quer. – disse Draco, dando um beijo na orelha de Hermione, e em seguida, mordendo-a com desejo e depois fora explorar o pescoço dela enquanto a castanha se encolhia.
- Draco me solta se não eu vou gritar. – disse enquanto ouvia o riso do loiro contra a sua pele, enquanto beijava todo o rosto da castanha menos a boca.
-Grite. –disse soltando um riso – A medusa vai adorar ouvir. – disse dando um beijo perigosamente, perto da boca dela – Vai. – sussurrou ele , vendo-a rendida com os olhos fechados- Não ia gritar? –disse soltando outro riso, enquanto sentia os braços de Hermione ao seu redor, puxando seus cabelos loiros para mais perto dela.
Draco parou com as carícias, o que fez Hermione abrir os olhos. Sem demora ele colocou seu rosto de frente ao dela, pressionou de leve o corpo dela ao seu, com leveza roçou seu nariz no dela, e ficou parado. Ela tinha que tomar a atitude agora, tudo dependeria dela.
Hermione ficou parada vendo as feições de Draco mais de perto, sentindo sua respiração em seu rosto, sentindo o perfume e a quentura de seu corpo, sobre o dela era irresistível a sensação. Mais quando seus lábios macios iriam se mover para ir de encontro à boca dele, ela foi interrompida por uma voz.
-Hermione! Hermione você está ai? – Dava conhecer o timbre vocal de Harry depois de tantos anos.
-Shiu – disse Draco e Hermione sentiu seu hálito quente, com um tentador gosto de hortelã, em sua boca a deixando tonta- Não responda. – sussurrou-Continue com o que estava fazendo. – disse Draco pressionando mais seu corpo no dela, e olhando tentador para a boca avermelhada e aparentemente macia de Hermione.
-Hermione! Hermione! Hermione! – Harry gritava a todo instante.
Hermione estava encurralada. O que ela faria? Continuava o que estava fazendo com Draco que era para ser o inicio de um beijo, ou iria atender seu amigo?
-Vai Hermione ignore. – pedia Draco aos sussurros – Vai! – a voz masculina tinha um timbre de desejo.
-Com ele ali eu não posso. – disse levantando-se da poltrona, quase derrubando Draco com o gesto-Me desculpe. – disse olhando-o por breves segundos e andando em direção ao buraco do retrato – Harry estou aqui! Não se preocupe, foi a Medusa quem nos trancou aqui! –gritou.
-Venha para cá, não gosto de te ter fora de vista ainda mais sabendo que o Malfoy está com você. –disse rouco.
Hermione olhou Draco, na mesma posição de antes, os olhos semicerrados de traição, Hermione pronunciou com a voz trêmula para medusa.
- Medusa, abre agora ou vou fazer uma fogueira! – ameaçou.
E imediatamente, Medusa dá passagem para Hermione sair do dormitório sem olhar para trás.
-Hermione! – Grita Harry, logo após que a castanha entra em seu campo se visão e vai correndo até ela para lhe dar um abraço forte. — Fiquei preocupado.
- Preocupado? –diz Hermione incrédula logo após o abraço- É só o Malfoy, o que pensou que ele iria fazer?
Harry corou até as raízes do cabelo.
- Ah, com o Malfoy nunca se sabe. — disse dando-lhe um sorriso tímido – Enfim... gostaria de falar com você posso?
-Claro. Sobre o que quer falar?
-Bem... – disse lançando um olhar de esguelha para a medusa, que assistia a cena em silencio, mas estava atenta a cada palavra –Podemos ir lá fora?
-Lá fora? Está bem. – disse tentando sorrir mais sem sucesso.
Enquanto Hermione seguia Harry silenciosa, a mesma pensara em Draco, e no que poderia acontecer entre ambos, se Harry não interrompesse. Dessa vez , ela não poderia culpá-lo.
-É aqui... — disse Harry sorrindo.
Hermione estava tão inundada em pensamentos, que se assustou quando ouviu Harry chamá-la. O Vento golpeou a face da garota, que se encolheu no vestido que a mesma usava. Harry sorriu, pegou seu blazer preto e deu a ela, que envergonhada o colocou sobre os ombros.
Eles estavam entre os gramados de Hogwarts, perto do campo de quadribol.
-O que houve? Está vermelho. – disse Hermione passando com leveza as pontas de seus dedos frívolos no rosto corado de Harry.
-Quero te falar algo muito importante.
-Mais tinha que ser aqui? – disse Hermione brincalhona fitando as arvores se balançarem com ferocidade ao estimulo do vento.
- Não queria que ninguém ouvisse... -disse coçando a nuca- Bem Hermione, acho que já deve ter reparado que... eu gosto de você....
-E eu também gosto muito de você Harry. – Interrompeu a castanha.
-Hermione me escute sim? – Disse com os olhos penetrantes- Eu gosto de você, mas só que... Meus sentimentos passam de amizade entendeu?
Hermione o olhou com os olhos arregalados. Por aquilo ela não esperava.
- Não somos mais duas crianças, Hermione, podemos... Ah eu não sei... Quem sabe namorarmos, sei que também gosta de mim, nem que seja como amigo. — Disse se aproximando dela- Você é um dos meus maiores tesouros, Hermione, meus pais morreram, não tenho mais a quem lutar [que fofo !]- disse dando carinho no rosto dela e se aproximando aos poucos.
Aquelas palavras realmente a deixaram entorpecida , ela não conseguia falar nem se movimentar, ficara em completo estado de choque com as palavras perfeitas de seu melhor amigo. Ela queria um tempo, ela queria pensar, mas o rosto de Harry se aproximava a cada segundo do dela, mas quando seus lábios iam tocar no dela, ela encontrou uma réstia e conseguia pronunciar.
-Harry – sussurrou.
-Fale – disse roçando seus lábios no dela, e falando sob sua boca.
-Quero um tempo. – isso fez com que o moreno quebrasse a aproximação e a olhasse nos olhos – Não muito... Por favor- disse com a respiração descompassada.
-Terá o tempo que quiser. – disse Harry cabisbaixo e com uma notável tristeza em suas feições.
-Só até amanhã... — disse Hermione tentando animá-lo.
-Está bem então... -disse Harry tentando sorrir, acariciando o rosto de Hermione – Pense em mim, em nós dois durante toda a noite, e eu como sempre terei você em meus pensamentos.
-Porque não me contou antes?
-Eu já sentia isso, dês de o final do ano passado, e decidi revelar esse ano para você... Mas com esse negócio de você ser monitora-chefe, te ocupou muito tempo e... Ah você já sabe.
-Sim – disse Hermione fitando seus pés mais Harry ergueu seu rosto com delicadeza.
-Promete que vai pensar?
-Já pensei – disse Hermione o encarando – Harry você sempre foi o meu melhor amigo sempre, nós dois e Rony éramos como unha e carne e... Não sei será difícil não te ver como um irmão.
-Ah sim. – disse Harry o rosto dolorido e sem esperanças.
-Mas eu vou tentar!
-Então quer dizer que... — Harry não pode mais falar com a boca , de Hermione na dele se encaixando , perfeitamente.
Hermione amava Harry mais como um amigo, mas ela tinha que esquecer todos aqueles acontecimentos entre ela e o Malfoy, o lance esquisito da poção do amor, o que aconteceria, se Harry não tivesse a interrompido com Malfoy.
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Harry e Hermione estavam na frente do quadro da Medusa Hermione acenou para Harry, porém o mesmo a interrompeu.
- Sabe Hermione, quero te levar até o salão comunal!
-Já que insiste. –disse enquanto passava pelo buraco do retrato.
Lá estava Malfoy, na mesma poltrona na qual estava sentada Hermione, com os olhos fixos na castanha.
-Boa noite Harry – disse Hermione virando-se para ir correndo até seu dormitório , mais Harry a puxa , para ambos darem mais um rápido beijo.
-Agora sim. Boa noite Hermione... -disse dando outro selinho nela por fim e saindo do quarto.
Hermione logo percebera porque Harry queria levá-la até o salão comunal, era para mostrar a união dos dois para Draco, que assistiu incrédulo a tudo e silenciosamente. Logo em seguida Hermione correu para seu quarto.
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Hermione dormia tranquilamente sob a linda cama colossal. Sua respiração tranqüila e tênue fazia a barriga de Hermione levantar e balançar devagar. Mas de repente ela acorda abruptamente com o barulho, de sua porta sendo aberta com violência.
O ser que surgiu sobre ela andou veloz até a cama de Hermione e a prendeu ali com seus braços fortes. Hermione levou tempo para perceber quem era aquele ser no escuro, mas logo percebeu quem era ao ver o cabelo loiro.
-Malfoy, o que faz aqui? E me solta. – disse Hermione debatendo-se dos braços do loiro que a pressionavam com força.
- Você pode me explicar o que há entre você e o principezinho da Grifinória? – Disse com seu rosto bem próximo ao dela, a essa curta distancia Hermione pode ver um olhar psicopata que emanava nos olhos azuis acinzentados de Draco.
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