A Aposta
4 Ressaca de Sentimentos
Notas iniciais
Eu particularmente adorei o cap , e espero que vocês gostem , tbm , reviews , e até mesmo uma recomendação se achar que a fic é digna deixariam ambas as autoras felizes [xD~]
Boa leitura e até lá em baixo
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“Você está me ouvindo querida?” — dizia uma voz feminina insistentemente- “Querida?” – aquela maldita voz continuava insistindo, será que a dona da voz não via que Hermione queria dormir?
“Mione?” – diziam mais vozes, mas o que raios?
-Vão embora, eu quero dormir... – balbuciou inconsciente.
-Como vêem, a senhorita Granger já acordou, vão logo para seus dormitórios. – falou a voz de Mcgonagall.
Sons de passos emburrados ecoaram no recinto, onde Hermione julgava que fosse a enfermaria.
-Tome isto querida. – Pomfrey a ajudou a se levantar e dei-lhe uma poção.
O primeiro instinto que a menina teve foi de cuspir, mas cerrou os olhos com muita força e engoliu o líquido que mais parecia um caroço na garganta.
-Vamos menina, não é tão ruim. – a mulher sorriu bondosa.
Hermione fez uma careta como resposta, e a enfermeira soltou uma gargalhada enquanto se retirava da ala de macas.
Passaram-se alguns minutos em silêncio quando a voz indignada de Snape, seguida da suave de Mcgonagall, preencheram o vazio.
-COMO ASSIM?!- falava o homem alterado.
-Como eu te expliquei, foi por causa da poção do Sr. Malfoy que causou o mal-estar da Srta. Granger, portanto estou tirando 30 pontos da Sonserina, e intercedendo na nota dela.
Os olhos negros e frios brilharam o mais profundo ódio, mas o moreno nada falou, apenas lançou um olhar de puro ódio à Grifinória, empinou o nariz (o ato fez com que a garota se lembrasse de uma ave exótica e bicuda que vira num livro) e saiu pisando duro.
Assim que os passos pesados de Severo não eram mais audíveis, Minerva se aproximou da menina e perguntou:
-Como se sente?
-Como se estivesse bêbada. – admitiu envergonhada.
-Não se preocupe. Talvez Snape cancele aquele teste, já que a poção de toda a classe foi um fracasso. — a garota suspirou, parte de si estava aliviada, a outra tinha certeza que ia morrer.
A mulher mais velha observou a menina fechar os olhos com força, e respirar profundamente, em busca de paz talvez.
...oOo...
Um.
Dois.
Três.
Os olhos de tempestade se abriram com violência, já havia contado até três mais vezes que podia imaginar e Snape não parava de brigar com ele, foi um erro, nem mesmo ele tinha certeza do que havia acontecido, afinal, nada naquele líquido faria alguém passar mal daquele jeito, a menos que quem ingerisse o produto tivesse alergia a um dos componentes.
-Entendeu Draco? – falou o homem.
-Sim. – respondeu o loiro mecanicamente.
-Você nem me ouviu, não é mesmo?
-Não. – o sorriso do loiro era contagiante.
O professor revirou os olhos e ameaçou sorrir, mas logo se virou e com um movimento de mão disse:
-Agora saia da minha sala!
O loiro soltou uma gargalhada suave, rouca e extremamente baixa, enquanto deixava a sala de seu professor favorito. Fora das vistas do homem mais velho o loiro correu para seu treino de quadribol, ele estava atrasado.
Chegando ao vestiário, o garoto pegou a sua vassoura, retirou o sobretudo com o emblema da Sonserina e correu para o campo.
-Bonito, hein Draquinho? – debochou Blaise. – que belo exemplo de capitão!
-Vá se ferrar. – respondeu.
Olhando à sua volta, percebeu que todos os integrantes do time estavam sentados no chão e com cervejas amanteigadas na mão.
-E o que vocês fazem parados aí?- perguntou com ironia. – Vamos jogar!
Como num passe de mágica os sonserinos estavam em pleno vôo, com uma graça que nenhum jogador de outra casa tinha. Era a graça hipnotizante da serpente.
...oOo...
-Tem certeza que você está melhor? – perguntou Harry pela décima vez.
-Sim. – disse convicta.
O moreno torceu os lábios em desaprovação e começou a retrucar. Era cômico, principalmente para o ruivo que assistia os dois amigos brigarem – “Com certeza esses dois ainda vão ter história...” – pensou o garoto de olhos azuis.
-Rony! Harry! Hermione! – uma voz feminina gritou.
-Gina! – disseram os três, a castanha e o moreno se esqueceram da briga que estavam tendo.
-Meninos, a McGonagall quer vê-los, parecia urgente. Me sigam.
Os dois torceram a face, mas seguiram a ruiva, não sem antes lançar um olhar para a amiga. Ele dizia: Tome cuidado...
Observou os dois amigos seguirem o caminho por onde a ruiva tinha ido anteriormente, assim que ambos desapareceram de suas vistas, a menina se pôs a caminhar com passos lentos em direção à biblioteca.
Automaticamente foi até as prateleiras avançadas e pegou um livro grosso, com capa dura e de couro desgastado. Sentou-se numa das cadeiras e abriu seu futuro companheiro por algumas horas, as folhas amarelas e gastas do antigo livro revelavam que ele era muito velho.
Logo começou a ler, ou era o que tentava, já que se perdera em memórias do dia que se passara. Então se não estava sob o efeito da poção porque tanto desejo? E justo pela doninha quicante?
Opções e outras coisas giravam em torno de sua mente, nada aceitável. Era loucura pensar que Draco faria aquilo por estar com desejos da castanha, e achar que ele gostava dela era o mais puro delírio.
O que podia ter feito o principezinho da Sonserina beijá-la?
...oOo...
Por que ele a beijara? Era a pergunta que insistentemente rodava a cabeça de Malfoy após o treino. Por quê?
O garoto fechou as mãos em punhos e trincou os dentes, nem ele mesmo acreditava no que havia feito! Mas era tão boa a sensação. Os lábios macios e delicados da garota, a sincronia enquanto estes se moldavam aos seus.
Suspirou irritado. Não era desejando a garota que ele ganharia a aposta. Seus interesses primeiro, depois os sentimentos. Sempre fora assim, e sempre seria, mas o garoto tinha que saber o porquê de todo aquele desejo, ele precisava saber.
Draco Malfoy nunca se descontrolava, nunca sentia desejos quando não queria. Por que dessa vez foi diferente? Isso era um grande mistério para o loiro que a todo custo tentava imaginar o que a castanha tinha de tão bom.
Quando deu por si, Draco viu que apertava as mãos tão fortemente que os nós dos dedos estavam brancos e os músculos protestavam. Sem gostar muito da sensação, ele abriu a mão, sentiu a palma formigar e os músculos mão relaxarem.
Bufou irritado, pelo menos estava no salão comunal dos monitores sozinho, sem ninguém para tirar-lhe a paz. Sem Pansy, sem Blaise com suas malditas apostas e ironias, sem Hermione e seus amiguinhos irritantes. Só ele e o doce silêncio.
Foi aí que a porta abriu com violência revelando a grifinoria que pisava duro, dava até pra ouvir as gargalhadas sinistras de Medusa. A garota olha em direção ao loiro, que sem entender nada a olhava.
-Você está atrasado! – ela acusou. – Já são oito horas! Temos que monitorar o castelo!
-Como você é chata! Eu já estava indo!
-O inferno que ia, sentado aí que nem um idiota? Mas ia, vá à merda!
-QUE SE FODA! SUA SANGUE-RUIM! – gritou ele irritado.
-FODA-SE VOCÊ! DONINHA AGUADA! SEU PAPAI NÃO VAI SAIR DE ASKABAN SÓ POR ISSO! GAROTINHO MIMADO! NINGUÉM TE AMA!
-RETIRE O QUE DISSE!
-NÃO MESMO!
O loiro entrecerrou os olhos, levantou-se de supetão do sofá e pegou os pulsos da garota, arremessando-a com violência ao sofá.
Hermione sentiu muita dor quando as costas bateram no sofá provocando um baque surdo. Assim que sentiu o impacto, ela segurou o gemido de dor, mas este só foi abafado pelos lábios que estavam comprimidos numa linha fina e crispada.
Malfoy a olhava como se quisesse fulminá-la com os olhos, mas suspirou profundamente e disse com a voz baixa e perigosa:
-Não se meta nos assuntos da minha família.
A castanha sentiu ímpetos de revidar, mas engoliu a resposta, levantou-se e andou na direção da porta do salão comunal, não sem antes acrescentar:
-Então não fale sobre a minha. – deu-lhe as costas e desapareceu diante da pesada porta de madeira maciça.
O loiro esperou alguns minutos, assim não teria que se encontrar com a garota e foi fazer a sua rota.
...oOo...
Andando sem quaisquer preocupações, Malfoy não de fato fazia sua rota, ele pensava na briga com a menina, e como tinha ódio de si mesmo por ter sido tão fraco e cedido aos seus desejos na noite anterior.
Foi quando ouviu altas gargalhadas seguidas de vários “shhh”, mas já era tarde, sem qualquer pena, ele seguiu o som das vozes e demais sons.
Mais uns cem metros, ele dobrou o corredor e encontrou um grupo misto, com garotos e garotas, além que eram todos de casas diferentes. Estes sequer notaram a presença do loiro e continuaram com as gracinhas.
A sobrancelha loira tremeu e ele soltou um pigarro alto. Os alunos pularam de susto e olharam para o monitor que os assustou só com o olhar. O grupo engoliu seco. Choveria detenções...
Notas finais
Criticas construtivas , elogios , podem mandar , ficaremos muito felizes *-*-*-*-
Beeijinhos ;**
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