A Aposta
46 Decifrando um Enigma
Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo ENORME pra vocês !
Nas notas finais do ultimo cap , eu deixei todos com muita expectativa , sobre uma surpresa que eu estava preparando para vocês !
Então aqui esta !
Rynui , minha antiga parceira ,fez uma pequena participação especial nesse capítulo digitando uma cena ( que será essa primeira que vocês irão ler)
Espero que gostem do capítulo , ele ficou meio grande mas ainda sim espero que agrade !
Descansava calmamente aos pés de uma árvore qualquer... Na realidade, a Corvinal não se importava onde exatamente estava, o importante era que estava num lugar extremamente tranquila e não tinha ninguém por perto.
Uma suave brisa brincou com seus cabelos platinados, bagunçando-os levemente. Um minúsculo sorriso surgiu em sua boca quando viu um pequeno esquilo se aproximando dela. Sem pensar duas vezes, Luna esticou a mão hesitante para o roedor.
Olhando para a palma da garota, que tinha algumas nozes quebradas, o bichinho se aproximou com desconfiança e farejou um pouco distante ainda, quando ele finalmente tentou se aproximar, passos pesados o assustaram e ele rapidamente escalou a árvore alta e frondosa com agilidade.
–Hey! – uma voz masculina a chamou.
Luna estremeceu internamente quando reconheceu, mas respondeu:
–Oi...
O garoto parou à sua frente e seus olhos escuros perscrutaram o rosto feminino procurando algo diferente, uma reação qualquer. Finalmente fitou os olhos dela, eles pareciam um pouco assustados, ele teve mais certeza disso quando ela desceu o olhar para fitar apenas o brasão sonserino no peito dele.
–Ainda está me evitando?
–M-mas eu nunca... – ele começa.
–Vamo lá, Luna. – Zabine tinha um timbre chateado. – Você e eu sabemos que você tem me evitado há algum tempo... E o pior de tudo é que eu, nem sei o porquê!
A loira o olha. Aquilo realmente não era justo com o sonserino... Eles finalmente tinham ficado juntos e ela simplesmente começava a evita-lo...
Mas como ela simplesmente ia ignorar a noite em que alguém quase a tinha estuprado, no lugar onde ela deveria encontrar Blaise? Ele, provavelmente, não acreditaria se ela dissesse que vira o brasão do anel de seu agressor... Ele não acreditaria se ela dissesse que aquele brasão era da família dele... Acreditaria?
–Luna... – a voz dele estava dilacerada. – Olhe para mim.
E instantaneamente ela subiu o olhar, era quase impossível ignorar o suave comando da voz do garoto. Engoliu seco quando encontrou com o marrom escuro. Do mesmo jeito que os olhos de Hermione eram de mogno e os de Draco como o céu tempestuoso, Blaise tinha olhos de barro, um barro tão profundo que era impossível não se perder nele.
–Blaise... – ela murmurou.
–Diga.
–E-eu sinto muito. – ela falou contendo as lágrimas que insistiram em cair, ela simplesmente levou as mãos ao rosto, escondendo-o.
Aquilo foi um choque para o garoto, nunca tinha visto Luna Lovegood chorar, e duvidava que qualquer outro já o tivesse visto. A corvinal estava sempre sorrindo e saltitando por aí, parecia surreal vê-la ali, contendo lágrimas.
–Ei... – ele disse docemente se sentando ao lado da menina. – Shh, não chora.
Blaise sentia a garota tremendo e abraçou-a. Passando a mão nos fios longos de cabelo e murmurando palavras doces, a tremedeira dela passava aos poucos.
A menina se sentiu protegida nos braços musculosos do sonserino, encostou a cabeça no peito dele enquanto abraçava-lhe o tronco. Aquela era a melhor sensação do mundo, era como se nada nem ninguém pudessem tocá-la.
Ficou ali durante um tempo, não sabia dizer se foram minutos ou horas, só sabia que estava perfeitamente consciente dos braços protetores dele prendendo-a contra o corpo masculino.
Quando finalmente parou de chorar, corou com força e olhou pra baixo, evitando o olhar preocupado do namorado – ou talvez não mais namorado, ela não tinha certeza de mais nada naquele momento.
Foi nesse momento que Blaise pegou em seu queixo, virando-lhe o rosto para ele, e sem hesitar, selou seus lábios em um beijo carinhoso, era quase como uma pluma sobre seus lábios, de alguma forma, aquele beijo casto a acalmava milhares de vezes mais do que os calmantes que tomou nos primeiros dias após ser atacada.
“Sentiu-se ser agarrada por trás, quando virou a cabeça para constatar quem era, a loira teve os lábios pressionados com força, mas aqueles lábios não pertenciam à Zabine, eram rudes e quase dolorosos.
As mãos ásperas começaram a tentar apalpá-la, mas ela se contorcia assustada, aquilo não podia estar acontecendo!”
Memórias dolorosas povoaram a sua mente, mas estavam tão distantes que mais se pareciam com um pesadelo horrendo do que com a realidade dura e fria.
Ela se sentia intocável sob o abraço de aço do moreno, era como se nada nem ninguém pudesse fazer-lhe algum mal, seja física ou emocionalmente. Aquela sensação era perfeita, seus lábios se moldavam suavemente e o calor do corpo masculino a embalava como uma cantiga de ninar.
Separam-se por alguns milímetros para pegar fôlego. Blaise acomodou o rosto de Luna em peito, perto da base de seu pescoço. Depositou um beijo suave na testa da loira, enquanto afagava seus fios platinados.
–D-desculpa. – ela murmurou entre soluços. – Desculpa... Por não ter sido forte o bastante... Desculpa por te humilhar... D...
–Shiu. – ele disse mais severo, o olhar quase em brasa. – Eu nunca me senti humilhado por ter você como minha namorada, eu nunca sequer pensei em algo tão ridículo.
–Mas eu sou uma corvinal! – a menina explodiu.
–Eu não me importaria nem se você fosse uma Grifinória. – ele retrucou.
–Eu sou filha do homem que mais faz campanhas apoiando Harry Potter! – Luna estava desesperada. – Você pode não ligar pro que os outros pensam, mas a sua família liga! Pronto! Satisfeito? Eu não queria te meter nisso, mas agora já disse! – sem perceber, lágrimas começaram a cair de seus olhos.
Por alguns segundos, Blaise ficou chocado, mas logo se recompôs e disse:
–Minha família? – a loira assentiu e ele continuou: — O que eles te fizeram? – o timbre do garoto era feroz, parecia com um dragão urrando.
A garota tremia em seu abraço, mas ele não sabia o que fazer, se aquilo tinha sido obra de alguém de sua família, seria um pouco mais difícil de resolver, afinal, a menina era filha do homem que mais propagava palavras contra o Lorde das Trevas.
Trincou os dentes e fechou os olhos quando ele se lembrou da nota que achou na torre de astronomia aquele dia:
“Se eu fosse você, cuidaria melhor do que me pertence, ainda mais quando essa coisa pode ser facilmente quebrada.”
Ele nunca permitiria que algo acontecesse à loira, era como proteger um filhote, ele não sabia o porquê dessa necessidade, mas a tinha e jamais deixaria que algo lhe acontecesse.
Respirou fundo e disse com a voz anormalmente controlada:
–Como você sabe que foi alguém da minha família?
A menina fungou algumas vezes e disse, ainda insegura:
–Não sei se foi alguém da sua família, provavelmente alguém contratado, mas estava usando o brasão da sua família em um anel... – a voz dela quebrou, mas ela continuou em um fio de voz: — Eu não quero que você tenha problemas por estar comigo...
Contrariando quaisquer expectativas da garota, o moreno jogou a cabeça para trás e explodiu em uma estrondosa gargalhada, ele ria tanto, que Luna podia sentir seu peito subir e descer rapidamente, enquanto o riso dele preenchia o ar.
A corvinal o olhava como se ele fosse completamente louco, o que ela não duvidava muito, mas mesmo assim, estranhou a reação dele e não conteve a pergunta:
–Do que está rindo? – ela soava quase brava.
–De você! – ele retrucou meio sem fôlego.
Luna fez um bico gigante, ela estava ali, chorando suas preocupações e tudo o que o namorado (ou não namorado) fazia era rir dela! A menina trincou os dentes e tentou se afastar dele, mas antes que ela pudesse de fato se afastar, Blaise a segurou pela cintura, impedindo-a de se levantar.
–Aaah, Luna, vamos lá, você também riria!
–Não achei um pingo de graça. – respondeu seca.
Blaise sorriu satisfeito que era só aquilo. Um brilho perverso tomou seus olhos quando ele plantou um beijo na nuca da garota. Ele a sentiu estremecer.Era assim que Luna se encontrava diante dele.Estremecida , temerosa...
–Eu não ligo se for só isso, — disse pacientemente. – Desde que eu ainda possa te ter, nada nem ninguém vai me impedir de fazer isso.
Nesse momento, a Corvinal agradeceu por estar sentada e apoiada nele, pois se estivesse de pé, com certeza teria que se apoiar em algo para não cair. E estar de costas para ele também era um ganho, já que estava perfeitamente ciente que suas bochechas estavam em um carmim profundo.
–E-eu...
–Shhh... – ele disse suavemente, mas depois sua voz se tornou aço: — Eu nunca deixaria nada de mal te acontecer... E quando eu puser as mãos nos responsáveis por tentarem nos separar... – ele deixou no ar, mas ela não precisava que ele completasse a frase, a garota já sabia do histórico de brigas do sonserino.
Virou-se para ele e enterrou o rosto na curva de seu pescoço... Sentiu o perfume amadeirado dele e murmurou contra a pele bronzeada.Como dizer aquilo a ele ?
A família de Zabine não queria que eles ficassem juntos.Para ela , isso bastava.Luna era corajosa o bastante para fazer campanhas junto com seu pai apoiando Harry Potter , era forte o bastante para não se incomodar com as perturbações que os alunos de Hogwarts faziam a ela , chamando-a de “Lunática”.Mas ela era fraca demais para suportar aquilo.
A família de Zabine lhe dera um aviso foraz.Ela seria totalmente irresponsável por não escutar aquilo.Primeiro o inicio de um Estupro.E depois o que seria ? Eles seriam capazes de matarem seu pai se ela permanecesse ao lado do Soncerino? O único familiar vivo , que lhe restava em terra ?
Não , não , não...
Ela seria totalmente burra se não ouvisse o aviso.Ela amava Zabine.Mas a família dele era poderosa demais para ela suportar , e se eles cogitassem a possibilidade de tocarem eu sei pai seria o fim.Ela já estaria morta , pois matar seu pai , seria o mesmo que mata-la.
Os olhos da menina se encheram de água na medida que seus olhos azuis eram domados pelas lágrimas.Mais estremecida do que nunca e por mais que cada célula de seu corpo quisesse continuar ali , sobre os braços do Soncerino , a menina saiu dos braços dele , rastejando para longe dele.
O garoto estranhou a atitude da Loira:
–O que aconteceu ?
–Eu amo você , mas não posso suportar isso.
E quando Luna ia levantar-se , Zabine foi veloz agarrando o tornozelo da menina antes que ela fugisse.
–Como assim ? Não estou entendo...
–Eu fui atacada Zabine.É tudo que você precisa entender.Acho que é um aviso ameaçador o suficiente para nos mantermos afastados.Não é nada com você.Mas eles podem querer matar meu pai...
O garoto se levantou feroz.
–Eles não tocarão em seu pai e nem em você novamente ! Eu prometo Luna ...-Disse o menino esticando os braços para poder tocá-la
Como ela gostaria de acreditar nele.Mas não podia.Não devia.
–Eu sinto muito.- Sussurrou a menina ainda com lágrimas nos olhos saiu correndo em direção ao castelo
–Argh Merda ! – Grasnou o Soncerino chutando a terra feroz
O movimento lhe custou caro.Seu pé começou a arder devido a força do chute.Mas aquela dor pouco importava para ele.
–Isso ainda não acabou ! – Grasnou o Soncerino feroz
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–Harry! – Disse Gina correndo em direção ao moreno que se encontrava sentado em um dos sofás de seu salão comunal – Onde esteve? Você sumiu do nada e fiquei preocupada atrás você...
–Gina... — Disse Harry sentando-se no sofá enquanto a menina lhe tomava os lábios em um beijo doce
Por que tocá-la parecia errado? Por que a culpa estava presa nele?
Sua pequena conversa com Pansy ainda ecoava como um martelo em sua mente:
“-Vou terminar com ela. Ainda hoje.
Pansy se sentiu mole. Sem dúvida alguma, aqueles olhos verdes eram tudo que a menina conseguia ver.
– Promete?
–Sim. Mas por favor não vá embora.”
Era isso. Ele era um idiota. Não merecia nem Pansy nem Gina.
A menina sorriu ao vê-lo e depois de beijá-lo o abraçou forte. Ela o amava e ele não merecia. Não merecia aquele carinho, aqueles lábios, aquele sorriso...
Sua língua estava paralisada. Ele não conseguia dizer às palavras que ele prometera a Pansy.
–Harry está tudo bem? – A voz da ruiva disse preocupada – Onde esteve esse tempo todo?
– Er...
Por que aquilo lhe tirava o fôlego? Um estranho desconforto chegou a sua garganta, e um enorme aperto em seu coração. Era culpa. Não tinha como ser outra coisa.
–Fiquei de procurar um livro na biblioteca, mas estava tão cansado que adormeci nas mesas antes de começar a procurar...
–Oh Coitadinho – Disse a menina passando os dedos nos cabelos rebeldes dele que tanto ela achava bonito – Deveria ter me pedido ajuda, eu poderia pegar o livro pra você...
–Não pensei nisso – Disse ele tentando sorrir
–Você perdeu duas aulas. Não quer ajuda para repor todas elas? Posso pegar as anotações de Hermione e dar pra você...
Por que ela tinha que ser assim tão boa? Boa demais para ele? Boa demais para sua consciência se sentir suja? Enquanto ela revirava o castelo inteiro atrás dele, ele estava na cama com Pansy, e nunca em sua vida inteira Harry Potter se sentiu tão sujo.
–Não, Gina. obrigado. – Disse ele tentando ficar com a voz instável. – Pego a matéria que perdi depois...
–Tudo bem.
–Eu preciso... Te dizer uma coisa.
–Tudo bem, fale! – Disse a menina sorrindo
Por que ela tinha que ter aquele sorriso lindo? Por que ela ocupava seu tempo com ele?
Harry nunca se sentiu mais miserável.
Mas era Pansy ou Gina e ele tinha que escolher uma...
Escolher Pansy parecia um grande erro, mas parecia a coisa certa a se fazer. Seu corpo a procurava por instinto. Porém ele era realmente incapaz de se livrar de Gina.
–Eu...
A menina o olhou fixamente, esperando ansiosa ouvir o que ele tinha a dizer. Seus olhos azuis iguais aos de um anjo... Oh céus, aquilo era impossível!
Sua mente girava, a culpa ainda o inundava, Pansy já não estava em sua mente, e sim Gina. A menina que sacrificava seus próprios desejos para manter os dele.
Pansy...
A Loira era proibida. A Ruiva não.
–Eu... — Ele recuperou o ar que já estava escasso nos pulmões – Só queria dizer o quanto você está linda hoje.
Os lábios da menina se curvaram em um doce sorriso, um sorriso que ela só mostrava quando estava com ele. Harry Potter era especial para ela...
– Eu amo você – Sussurrou a Ruiva inclinando seu corpo para poder colar seus lábios nos dele mais uma vez
E novamente Harry se sentiu miserável. Pois Pansy ainda martelava em sua mente de maneira insana enquanto o sentimento de culpa e de doçura o impedia de terminar com Gina. Sua vida estava dividida, e seu coração também.
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–Essa é a ultima vez da semana que a AD inteira irá se reunir aqui na sala precisa – Anunciou Hermione – Em breve Dolorores Umbridge, irá desconfiar que começamos com isso novamente, e não será nada bom.
–Certo, mas por que estamos aqui novamente? – Perguntou dessa vez Pansy
–Isso é algo que eu também gostaria de saber – Disse Draco que não estava em pé ao lado de Hermione e sim sentado ao lado de seu amigo Zabine com Pansy do outro lado do rapaz
–Olha só que milagre! – Caçoou Harry – Existe alguma informação nesse mundo que você desconhece.
Draco o fuzilou com os olhos.
Hermione revirou os olhos.
Era isso. Nada havia mudado. Eles continuavam ali com aquela rivalidade inexplicável.
–Se eu fosse você eu me calava, Cicatriz!
Harry foi abrir a boca para devolver o insulto, porém Hermione acabou com o fogo antes que todos saíssem queimados.
–Parem com isso agora! Não temos muito tempo para brigar!
–Ora vamos Harry não ligue para esse idiota! – Tranquilizou Gina colocando seu braço nos ombros do moreno para tranquilizá-lo.
Os olhos ferozes de Harry inesperadamente lembraram-se da presença de Pansy na sala. A Loira olhava para ele. Não exatamente para ele, e sim para o braço de Gina que o tocava com tanta intimidade. Aquilo simbolizava que ele não cumprira sua promessa, ele não terminara com Gina como ele disse que iria fazer.
O moreno teve ímpeto de ir até ela e se explicar. Mas ai ele lembrou-se que Gina e o toda a Armada de Dumbledore estava ali marcando presença, então aquela ideia realmente estava fora de cogitação. O que Pansy estaria pensando dele agora? Seu coração idiota não conseguia parar de pensar nela, e no modo como ele foi fraco ao tentar terminar com Gina.
As palavras rígidas de Hermione o fizeram voltar a realidade de forma brusca e violenta.
–Reuni todos aqui, para que possamos unir nossos cérebros em uma única frase. Rony e Dumbledore fizeram grandes progressos, conseguiram uma frase, ou melhor dizendo, um enigma para desvendarmos. Esse enigma pode de ser verdadeiro ou falso, só saberemos se tentarmos. Ele é o caminho mais fácil que temos para chegar até uma das Relíquias da Morte então deem tudo o que vocês tem.
–Potter pode ir embora agora! – Disse Draco com arrogância levantando-se – Ela disse que é para usarmos o cérebro, e isso é algo que pelo visto você não tem.
O Moreno trincou os dentes. Sua mente girava a raiva o preenchia, ele estava com muitos problemas em sua mente para ele fazer a besteira de buscar mais um, porém Malfoy pedia aquilo. Seu sangue ferveu.
–Ora seu... — Grasnou ele correndo com toda velocidade que tinha em direção a ele
Malfoy soltou uma gargalhada gostosa como se tivesse conseguido seu objetivo, irritando seu alvo preferido.
–Estupefaça! – Gritou Malfoy agilmente apontando sua varinha ao Harry veloz que vinha em sua direção
O raio azul atingiu Harry em cheio, o que fez o mesmo flutuar alguns metros sendo empurrado fortemente para trás.
–Harry! – Gritou Gina desesperada correndo em direção ao moreno caído no chão
Pansy deu dois passos automáticos na direção dele, mas lembrou-se instantaneamente que ela não poderia se preocupar com ele na frente dos outros. Porém seu instinto parecia mais forte,ela estava realmente preocupada com ele.
Hermione fitou Malfoy com desaprovação enquanto ela corria rapidamente até Harry, onde Gina já estava.
–Como ele está? – Perguntou Hermione a Gina
–Desacordado. — Disse Gina desesperada
O pior de toda a situação era que Harry não poderia ser levado para Enfermaria do colégio sob os cuidado de Madame Pomfrey sendo que eles não deveriam estar fazendo magia fora das salas de aula.
–Você realmente exagerou! – Esbravejou Hermione para Draco – Não tinha necessidade de nada disso!
–Você me conhece bem demais, e sabe que eu só estava brincando com ele. Acho que ele foi fraco demais, um estupefaça não deixa ninguém desacordado desse jeito.
–Cale a Boca Malfoy! – Grasnou Gina – E não o chame de Fraco.
– Tudo bem Weasley Fêmea, será do seu jeito, mas eu não irei me redimir por algo tão minúsculo.
–Deveria pedir desculpas de joelhos para o Harry! – Disse Hermione
A essa altura todos já estavam ao redor do Harry desacordado. Gina dava leves tapinhas no rosto dele para ver se ele tinha alguma reação. E Pansy que observava a cena aflita desejou ardentemente que pudesse ser ela ali cuidando de Harry ao invés da Ruiva.
A realidade era cruel. Harry estava certo. Gina era o tipo de Garota que ele poderia andar de mão dadas pelos corredores, ela era o tipo de garota perfeita que o amava de todo coração. Seu coração estava apertado, sua pele ardia de ciúmes. Aquele corpo caído no chão pertencia a ela e não a Gina. Então por que merda, era a Ruiva que estava apalpando o rosto dele para ver se ele reagia? Por que não era ela quem fazia isso?
Pansy sempre teve orgulho de ser Sonserina, mas naquele instante ela desejou fazer parte da Grifinória só para poder tocá-lo sem ser repreendida por ninguém.
–Ele está começando a reagir! – Disse Gina sorridente – Por favor, se afastem , o ar aqui está abafado...
Todos – com exceção da Ruiva – Se afastaram para que o ar não ficasse abafado e entrasse de forma mais saudável no corpo de Harry.
O moreno começou a mexer a cabeça lentamente de um lado para o outro, e parte suas mãos também se moviam lentamente como se a consciência começasse a tomar conta dele.
–Hmmm –Gemeu ele fraquinho
–Harry? – Sussurrou Gina – Está conseguindo me ouvir?
Harry tossiu de olhos fechado, ainda com parte de seu corpo inconsciente.
–Pa-Pa-Pansy ? –Disse ele com a voz fraca em meio a seu ataque de tosse – Pansy...- Sussurrou ele
Todos que ali estavam em estado de choque. O silenciou reinou no ar. Todos os olhos pararam de fitar Harry, ainda inconsciente e miraram seus olhos a Pansy , que estava tão surpresa quanto eles.
–Pansy... – Sussurrou Harry mais uma vez agarrando os braços de Gina pensando que eram os da Loira
–Por que ele está dizendo o seu nome? – Disse Gina com os dentes trincados
–Eu... Eu realmente não faço ideia.- Disse ela se encolhendo com todos os olhares na direção dela
–Alguém cuide dele – Disse Gina levantando e indicando Harry – Estou me sentindo mal. – Disse a Ruiva saindo da Sala Precisa arrasada
–Que merda! – Grasnou Hermione – Era pra nós estarmos resolvendo um enigma agora e não cuidando de um Harry Potter totalmente inconsciente. Parabéns Draco, você realmente conseguiu estragar tudo.
–Estragar o que? – Disse Draco dando de ombro – Vamos desvendar o enigma e deixá-lo ai no chão até ele recobrar a consciência.
Hermione o fuzilou com os olhos.
Pansy ainda estava aflita. Fora o nome dela que ele sussurrava?
Afinal mesmo na inconsciência mais perplexa, aquele moreno pensava dela.
Aos poucos Harry recobrou a consciência lentamente, e conseguiu abrir os olhos para a sala clara demais, para suas pupilas sensíveis.
–O que houve aqui? – Disse Harry tentando se levantar do chão duro, porém Hermione o impediu –Por que eu estou caído no chão?
–Você foi atingido por um feitiço. Nada demais. Sente alguma coisa , que não deveria sentir?
–Eu... Sinto... Dor de cabeça. – Disse ele meio desnorteado
–Neville? – Hermione chamou o nome do garoto pela primeira vez
–Sim?
–Leve Harry até o dormitório para que ele descanse, por favor?
–Claro, pois obviamente ele não é capaz de continuar aqui – Alfinetou Draco sendo repreendido por um olhar fatal de Hermione
Harry teria revidado o insulto se tivesse entendido as palavras de Malfoy. Afinal sua mente girava. Neville o ajudou a se levantar colocou o braço do moreno ao redor de si e arrastou o corpo do moreno até a saída da Sala Precisa.
– Tente não chamar muita atenção! – Aconselhou Hermione
–Vou tentar – Disse Neville sumindo com Harry pela Sala Precisa
–Você é inconveniente! – Sussurrou Hermione feroz só para Malfoy ouvir
–Eu sei que você gosta! – Sussurrou ele de volta galanteador
A menina saiu de perto dele antes que pudesse corar.
Sem mais delongas Hermione conjurou um grande cartaz que ficou exposto na parede bem onde Hermione se encontrava antes de Harry desmaiar.
No cartaz o enigma estava escrito com letras grandes.
“Está em frente aos seus olhos e sem perturbação, acontece 4 vezes ao ano, é onde o encontrarão ”
–Decifrem isso! – Hermione apontou – Fiquei horas refletindo sobre o assunto e não consegui pensar em nada. Agora me ajudem!
Draco leu a frase. Uma, duas, três vezes.
–Hermione – Sussurrou Draco olhando-a com os olhos azuis acinzentados mais brilhantes do que nunca – Está claro como a água.
–Não consigo pensar em nada. –Disse Cho falando pela primeira vez
–Muito menos eu – Reforçou Zabine
–Quatro vezes ao ano... — Murmurou Draco
–Draco ? – Instigou Hermione para que ele continuasse a falar
–Vai acontecer amanhã. — Disse Draco – É o Quadribol.
–Nada haver – Discordou Zabine – Pense bem Cara , ao todo são 12 jogos ao ano.Cada casa joga com todos os times e depois ocorrem as finais.
–Exatamente! – Disse Draco fascinado com o enigma – Se formos fazer a conta serão 12 jogos de Quadribol incluindo as finais, porém uma única casa joga apenas quatro jogos no total. É um enigma inteligente ele gosta de confundir. É o Quadribol tenho certeza!
–Por um lado você tem razão – Concordou Zabine os únicos na sala que sabiam alguma coisa de Quadribol – Ao todo são 12 jogos, porém cada casa só consegue jogar quatro no máximo...
–Amanhã haverá jogo? –Perguntou Hermione
–Sim. Grifinória vs Soncerina! Um jogo épico! – Disse Draco sorrindo – Pelo visto Harry não poderá ser o apanhador da Grifinória já que está machucado.
–Isso foi golpe baixo! – Grasnou Hermione dando um tapa forte no ombro dele – Desde o início você fez de propósito. Você provocou ele só para ele te atacar e sair machucado, para que amanhã no jogo ele não possa ser o apanhador.
–Eu não fiz absolutamente nada – Sorriu Malfoy de forma inocente – Mas se Potter decidir jogar amanhã, serei eu quem pegará o pomo de ouro.
–Isso é o que vamos ver! – Grasnou Hermione de volta
–Podemos voltar ao assunto? – Interviu Cho – Relíquias da Morte, lembra?
Hermione pigarreou recompondo-se.
–Amanhã durante o jogo Potter e eu estaremos no ar em cima de vassouras tentando dar o nosso melhor para que nossas casas ganhem, e enquanto jogamos podemos pensar em como uma das Relíquias da Morte, podem estar no meio de nós. — Disse Malfoy
Draco estava certo. Aquele era o enigma. Mas como as As Relíquias da Morte estavam envolvidas em um simples Jogo de Quadribol? Malfoy estava decidido em resolver esse mistério. Pois afinal Quadribol era sua especialidade, e ele iria dar o seu melhor para levar a vitória da sua casa, pegando pomo de ouro antes que Harry Potter conseguisse fazer qualquer movimento.
Notas finais
Um novo rosto bonito irá ser meu personagem nessa Fic , vocês podem adivinhar quem é ? Enfim, não sei quando irei digitar sobre esse personagem , mas ele trará um pouquinho de discórdia , por isso eu alterei um pouco da cena que Rynui havia feito a vocês.Quero brincar um pouco mais com o casal com uma outra ideia que tive.
E o que acharam do enigma ? Quem será que irá pegar o pomo de ouro ? Ah , já até comecei a digitar o capítulo estou realmente animada !
Será que alguém está lendo isso ? Espero que sim !
Deixem a opinião de vocês nos reviews , vou adorar ler e responder *-*
Beijos de Chocolate
sasu_hina
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