A Aposta
33 Dança Macabra
Notas iniciais
Demoramos ? *desviando das pedras*
SHUAHA'
Enfim , nos desculpem.Ambas temos compromissos ,
por isso sinto muito pela demora !
Queria agradecer a minha querida amiga hina_hyuuga,
pela recomendação *-* Obrigada flor !
Enfim , eu adorei esse capítulo da Rynui !
Espero que gostem viu ?
Até lá em baixo !
O homem vestido de negro descansava a cabeça contra o encosto da enorme cadeira de descanso, mirava o fogo crepitando na lareira, o alaranjado se mesclando com o amarelo. A madeira marrom tinha um tom avermelhado.
Os olhos cor de ébano estavam brilhantes e distantes, perdidos em memórias passadas e presentes. Ele sentia como se tudo ao seu redor estivesse desabando. Estava indeciso, mas jamais voltaria atrás, ele não podia fazer nada contra parte de quem ele amara e nunca poderia trabalhar para aquela cobra peçonhenta que tirara a vida de Lilian.
Deixou as pálpebras caírem enquanto imagens do passado inundavam sua mente...
-Severo? – chamava a voz. – Severo?
-Sim? – respondeu sem desviar os olhos do livro que lia.
-Vai para o vilarejo no fim de semana? – a voz da mulher tinha algo.
-Não. – respondeu rabugento.
-Por quê? – ela fez um beicinho.
Suspirou e deu-se por vencido, olhou-a nos olhos, claros, límpidos e brilhantes. Sustentou aquele olhar inocente, esperando que ela desviasse, mas ela estava determinada a conseguir uma resposta e tampouco olhou para outro lado.
Soltou o ar com o que parecia um bufar e disse:
-Não tenho motivo algum para ir até lá, estou confortável no castelo, não há motivos para sair daqui.
Ela fez uma careta de magoada, virou o olhar para uma janela, mas ele sabia que ela estava com a cabeça mais longe ainda. Logo, Lílian voltou a fitá-lo nos olhos e disse com um quê de tristeza:
-Você os odeia tanto assim?
-Mais do que você pode imaginar. – as palavras escaparam antes que pudesse refreá-las.
A garota sorriu pesarosa e mirou o chão, estava sem graça. Era tão fácil lê-la! Lílian era doce, meiga e gentil, além de ser como um livro aberto. Severo sabia que ela estava sem graça por quase que tê-lo abandonado.
Sorriu de canto, não importava o que acontecesse, o quanto ele se machucasse, nunca poderia permanecer irritado com ela por muito tempo. Era como se todo seu mundo gravitasse em torno dela.
Fechou o livro marcando a página em que tinha parado, estendeu a mão e afagou a cabeça ruiva.
-Não se chateie. Simplesmente não gosto deles, mas isto não tem nada a ver com você. Não se preocupe. – murmurou suavemente.
Normalmente, a aquela altura, suas memórias começavam a serem dolorosas, insuportavelmente dolorosas. Ele as evitava a todo e qualquer custo.
Abriu os olhos, piscou algumas vezes e depois se perdeu no crepitar suave da madeira em brasas, ele tinha saudades de Dumbledore, que não fora só seu professor, mas a inspiração de uma vida.
O lugar todo não era o mesmo, não sem o velho bruxo, e como poderia ser? Aquele lugar todo lembrava o maior e melhor bruxo de toda a história. Sorriu com sarcasmo e deixou uma lágrima solitária escorrer.
-Os pirralhos fizeram bem o trabalho deles. – murmurou por sobre a respiração.
Do quadro em cima da lareira, Alvo Dumbledore o fitava com um sorriso melancólico e piedoso, além da pontada de humor como se ele soubesse do mais interessante de todos os segredos.
-Você sempre soube de tudo, não foi? – sussurrou para o quadro.
O homem barbudo no quadro lhe sorriu, tudo aquilo parecia um jogo e estava culminando. Snape se levantou de sua poltrona e fez uma longa reverência ao quadro.
-Se você pensa que está na hora.
Retirou-se de seu aposento, estava na hora, a guerra tinha que começar hora ou outra, por que não agora? Era o que Dumbledore planejara.
Falaria com o Lord dentro de dois dias comensais invadiriam o colégio, só precisava ter certeza que a Armada Dumbledore poderia detê-los, e que certos infiltrados pudessem agir com discrição.
.o.O.o.
Todos choravam.
O céu chuviscava suavemente, a brisa soprava gelada. Mesmo o número de pessoas reunidas não conseguia criar uma atmosfera mais aquecida. O mar negro se silenciava funebremente.
O ar parecia mais leve, como se nem existisse, seus pulmões mal conseguiam oxigênio o bastante. Respirava com força. Suava frio, não aguentava ver descerem o caixão que continha o corpo de Dumbledore.
A complexa construção, onde o corpo do bruxo descansaria por algum tempo, era feita de metal maciço e polido. Pedaços retorcidos e sobrepostos, a “boca” era larga e tinha uma tampa movida pela mágica.
Aquilo era dolorido para o loiro. Ele conseguia ver, pelo canto dos olhos, Zabine olhando intensamente uma certa corvinal de cabelos platinados. Levantou a mão e bateu de leve em seu ombro. Seu amigo deu-lhe um sorriso repleto de melancolia e voltou a encarar Luna, esta chorava desconsoladamente nos ombros de Hermione e Gina.
Soltou o ar pela boca, a fumaça de vapor saiu de sua boca. Voltou seu olhar para frente, ver meninas chorando não estava ajudando muito.
Infernos, seu professor era um homem muito complicado, mesmo estando a par de tudo o que aconteceu, ele fingira até o último instante que não sabia de nada. Fechou os olhos com força. Naquele dia sombrio ele sabia que suas íris estavam num tom cinzento como o céu antes da chuva.
Algumas lágrimas conseguiram escapar e escorreram pela lateral de sua face. Draco não podia voltar atrás, não agora, não quando estava tão longe, agora tinha que ir frente, fosse morte, fosse dor ou vitória.
Abriu os olhos. Estava na hora das últimas homenagens, pessoas e pessoas pegavam flores de várias espécies e jogavam sobre o caixão. Apesar de alto, o túmulo tinha uma espécie de caminho que dava para um buraco, onde estavam o caixão e as rosas.
Chegou sua vez.
Tudo o que Draco conseguia pensar, seria impossível, até o mais simples pensamento levaria horas para se tornar uma mísera palavra.
Era simples, mas a melhor opção foi a que o sonserino escolheu. Beijou a rosa rubra em suas mãos e jogou a sob o túmulo, enquanto murmurava:
-Cuide-se.
E virou-se. Não havia nada mais a ser dito, aquilo não era tudo, mas bastava. Parte de si sentiu que o professor o ouvira. Ele quase podia senti-lo sorrindo. Quase.
.o.O.o.
TIC TAC. TIC TAC.
O relógio não parava e a maldita lição parecia demorar mais tempo ainda para acabar.
-Muito bem, — a voz de McGonagall interrompeu o silêncio. – podem sair, estão liberados.
A castanha não perdeu tempo, saiu com passos largos e apressados, mas na porta se desviou do fluxo agitado de alunos que ia para o refeitório. Na direção oposta, esperou dobrar uma esquina para um corredor vazio, longe de qualquer aluno.
Parou e esperou alguns momentos, quando passos se aproximaram. Eram Harry, Rony e Neville.
-Olá. – disse sem muito entusiasmo.
-Oi.
-Hey. – Neville tentou sorrir.
Rony meramente acenou-lhe a cabeça. Esperaram pacientemente quando vieram Gina, Cho e Luna, as duas corvinais estavam grudadas uma na outra, sendo que a loira tinha rastros de lágrimas, enquanto a oriental tinha olhos avermelhados.
A corvinal morena aproximou-se do namorado e rapidamente deu-lhe um selinho antes de abraçar novamente a loira, que parecia prestes a desabar. Mais alguns minutos. Luna já estava um pouco melhor, a ruiva era boa confortando pessoas.
Os garotos encostaram-se num canto, as garotas em outro. A castanha se aproximou um pouco delas, deixou-se cair contra o piso frio do chão e colocou uma mão no ombro de luna.
-Sabe, você não está sozinha. – sorriu tristemente para ela.
-Nós estaremos sempre aqui para você. – Gina a abraçou.
Cho já tinha um dos braços envolvendo os ombros da amiga, fez uma pressão suave enfatizando o que as duas grifinórias tinham dito.
-Sempre. – murmurou.
-Ah que coisa mais linda! – a voz sarcástica de Pansy soou.
Todos se levantaram no mesmo instante. Draco e Zabine vinham logo atrás da sonserina. Ambos olhavam a amiga com repreensão, mas algo inesperado aconteceu, a loira sorriu com algo além de troça, e quando estava perto o bastante, disse bem baixinho:
-Eu também me sinto assim. – olhou profundamente nos olhos da outra loira.
Um silêncio confortavelmente doloroso se alastrou por entre os jovens. Os dois comensais trocaram olhares e assentiram entre si.
-Vamos? – o loiro propôs suavemente.
Em alguns segundos a porta pesada de madeira maciça imergiu em uma das paredes e sem hesitação, eles passaram por ela.
Os passos ecoaram naquele lugar com quase nada. Era o mesmo ambiente onde treinaram há alguns anos como a Armada Dumbledore.
-Isso me traz lembranças... – Cho murmurou.
-A mim também... – um dos garotos disse.
-E a nos! – Blaise disse com um tom brincalhão, mas mesmo ele tinha a tristeza estampada em seu semblante.
O silêncio ameaçava se instalar novamente, mas Rony decidiu se pronunciar pela primeira vez:
-Por que vocês dois nos chamaram aqui? – dirigiu-se aos dois comensais.
Trocaram longos olhares... Por onde começar?
-Bem... Er... – a grifinória tentou falar, mas acabou deixando seu olhar se perder no chão liso.
-Nós fomos ordenados a assassinar Alvo Dumbledore. – Draco se pronunciou.
Ninguém viu como aquilo aconteceu, mas em um segundo Harry tinha cruzado a sala e seu punho estava alojado na boca do estômago do Malfoy.
-Draco! – os dois sonserinos se moveram para o lado do loiro que agonizava no chão.
O outro sonserino se pôs entre Harry e Draco, empurrando o moreno para longe do amigo. Enquanto Pansy ajudava o loiro a se levantar. Uma pequena parte de Hermione sentiu ciúmes.
-Porra! – Blaise explodiu. – Você é louco? Ele pode desmaiar.
-Ele matou Dumbledore! – o moreno rosnou.
Os dois ameaçaram de ir para um confronto direto, mas Luna gritou:
-Protego!
-Infernos, Luna! Me deixa acabar com a cara desse sujeito. – o grifinório vociferava.
Harry tentava a todo custo ultrapassar o escudo invisível. A castanha observava todos garotos tentando segurar Harry, enquanto as meninas, exceto Luna, ajudavam Draco a se levantar.
Era hora de ela mesma explicar as coisas.
-Abaffiato! – apontou para o teto.
O feito bateu contra a pedra do revestimento e espalhou-se pelas paredes da sala como uma cascata reluzente. A força do feitiço ainda pairava no ar, ela estava nervosa.
Todos a olharam, durante alguns instantes ela se sentiu insegura. O escudo de Luna caiu, mas Harry estava estático, nem reagiu. Draco, já de pé, andou até seu lado, mas ainda estava cambaleando graças ao soco.
Ela fitou os olhos cor de tempestade longamente, fechou os seus, suspirou profundamente e virou-se para os demais. Olhou um por um nos olhos e finalmente disse:
-Ele sabia de tudo. – ninguém estava surpreso, mas Harry ainda estava chocado o bastante e Rony, este estava sendo contigo pelos braços de Cho. – Mas nós não podíamos matá-lo, e também não poderíamos não matá-lo...
-Espere aí. – Neville pediu. – Como assim?
Ela tinha se esquecido desse detalhe. Nem todos sabiam que eles eram agentes duplos. Olhou de relance para Draco, pedindo ajuda.
-Nós dois somos agentes duplos. – disse calmamente. – Hermione e eu estivemos espionando Você-sabe-quem durante algum tempo e planejando cada segundo até a guerra...
-Mas tivemos esse pequeno problema. – ela completou. – Fomos incumbidos de matar Alvo Dumbledore.
-Mi... – Luna desabou no chão olhando para a castanha. – Como você pôde? – a voz melodiosa lhe partia o coração.
Zabine se aproximou da namorada, mas como ela não o repeliu, sentou-se aos seu lado, e puxou-a para que ficasse acomodada contra ele. Sorriu pesarosa para Luna e respondeu:
-Não pude... Não. Nós não pudemos.
-Por isso fizemos uma poção. – o loiro continuou. – Renovation. Colocamos no suco de abóbora matinal dele.
-O... – o ruivo tentou falar, mas o ódio fluía por seu corpo, mesmo que tentasse se controlar.
Cho percebeu o estado do namorado, ele tremia, seu coração estava tão acelerado que ela mesma podia sentir as batidas que eram tão rápidas quanto as asas de um pássaro.
Ela abriu a boca para falar, mas antes que pudesse formular as palavras para perguntar, Pansy disse:
-O que essa poção faz?
-Basicamente? – Hermione perguntou retoricamente. – A poção vai trazê-lo de volta. Quando? A tempo. Mas até lá temos de nos virar. Tem sido muito difícil para Draco e eu nos mantermos na nossa condição. – ela sentia a mágoa e o desgosto de seus amigos, mas continuou: — Precisamos de ajuda para proteger o castelo, não podemos ajudar diretamente. – olhou-os. – Entendem?
-Claro que Zabine e Parkinson também não seriam muito úteis nisso. – comentou Gina.
-De fato, nós não seríamos, coelhinha. – Zabine debochou, o que fez Luna dar-lhe um tapa.
Recebeu um olhar de reprovação dos grifinórios, mas por um instante todos pareciam estar longe, era como se a distância física não fosse nada.
-Mas para isso precisam nos passar informações mais precisas. – Neville é o primeiro a quebrar o silêncio.
-Sim. – Draco concorda. – Para isso servem Zabine e Pansy. – indicou os amigos com a cabeça. – Hermione e eu descobrimos as coisas. – fitou a castanha, mas logo voltou o olhar para os demais. – Ela conta para Harry e Rony, eu conto para Pansy e Blaise.
-Assim, se algo não bater é para desconfiarem. – Cho conclui.
-Exato. – o loiro sorri de leve.
-E vocês esperam que nós colaboremos com isso? – as palavras mal se formavam na boca de Harry, pareciam-se mais com um rosnado.
Hermione olhou-o nos olhos. Aquelas duas jades tinham um brilho decepcionado, ferido, destroçado, furioso e ainda sim, havia aquela minúscula ponta de esperança.
-Sim. – sua voz saiu, a sensação era tão íntima e ao mesmo tempo tão pública. — Eu espero que sim.
Harry desviou o olhar para o chão, fechou os olhos com força e soltou um suspiro cansado. Abriu novamente os olhos, mas desta vez encarou os olhos tempestuosos do sonserino. Sentia-se perdido, mas havia algo ali, por mais insano que aqui parecesse que de fato desejava sua colaboração.
O moreno sabia que sua decisão influenciaria na dos demais, queira ou não, ele era um dos mais importantes naquilo, se não o mais. Mastigou um pouco a língua e falou:
-Eu concordo.
Uma rodada de assentimentos e olhares de dúvidas percorreu os demais, a incerteza pairando no ar. Hermione olhou para Draco, Draco a olhou, eles analisaram cada um. Ela, então, disse:
-Funcionará desse jeito: hoje haverá uma reunião, assim que eu voltar, falarei com Draco antes do fim da ronda e irei ao dormitório da grifinória, onde Harry, Rony e Gina irão me esperar. Ele, — indicou o outro comensal. – irá para a Sonserina e irá dizer os planos para Pansy e Zabine. – olhou rapidamente para todos. – De acordo?
Houve alguns grunhidos, outros simplesmente assentiram. Aquilo estava ficando complicado, muitas pessoas sabiam, ela esperava que nada daquilo atrapalhasse no decorrer de tudo. Realmente esperava.
.o.O.o.
A máscara fria contra a sua pele, o manto quente, estava intimidada, mas saber que aquilo era uma mera reunião de rotina a acalmava, e saber que Draco estava longe e seguro a acalmava mais ainda.
O Lord olhava para cada um de seus comensais, sondando-lhes a mente. Neste ponto da brincadeira a castanha não pretendia falhar, de forma alguma. Ninguém era capaz de ver coisas que ela não queria, nem mesmo todos de uma vez e com Draco era o mesmo. Não tinha perigo.
Ela fitou longamente Snape, ele falava de uma tomada do castelo. O que infernos aquele homem planejava? Aquilo era insanidade! Argh, não tentaria entendê-lo agora, aquilo seria um verdadeiro problema.
-Acho que é uma excelente ideia, Severo. – o homem ofídico sibilou.
-Lord, não acha que é melhor termos certeza de tudo o que acontece antes? – Lúcio questionou.
A grifinória trincou os dentes, odiava quando aquela criatura loura intervinha.
-Não seja idiota Lúcio. – Bellatrix gargalhou. – Aqueles cãezinhos não são nada sem o querido Dumbledore! – cantarolou. – Não estou certa, querida? – se dirigiu a Hermione.
-Hm? Ah! Claro. – sorriu do canto da boca.
-Viu? – a Lestrange mostrou a língua para o cunhado. – Vai ser até mais fácil!
-My Lord! – o Malfoy chamou com algo perto de agonia. – Mas também pode ser um bom motivo para que eles estejam melhores preparados para a guerra!
-Hm, bom ponto, Lúcio. – Voldemort disse. – Bom ponto, mas ainda é válido, por que não causarmos alguma destruição? – sorriu sádico. – Seria tão interessante ver o que eles fariam, como e se reagiriam.
-Sim! – Bellatrix explodiu em gargalhadas. – Temos novatos, muito interessados, seria ótimo!
Aquilo enojava a castanha, a mansão dos Lestrange tinha cheiro de sangue. Sangue e podridão. Os olhos da prima se Sirius brilharam imaginando a futura carnificina, enquanto Lucio fazia uma carranca para o favoritismo do mestre.
Os burburinhos começaram a percorrer a sala com a longa mesa, afinal, aquilo ainda era perigoso, muitos bruxos poderosos e armadilhas, além do próprio castelo.
-Silêncio! – Voldemort rosnou. – Granger, — chamou. – faça um reconhecimento, veja qual é a melhor hora para o ataque. – os olhos de sangue brilharam. – Quero que deixem tudo preparado, Bellatrix chame quem quiser para o ataque. – Você e Draco, — voltou-se para a castanha de novo. – mantenham-se longe da batalha, quero que sejam meus espiões.
-Sim, meu lorde. – a garota fez uma reverência exagerada.
-Dispensados!
E como se fossem feitos de nada, cada um dos principais comensais de Voldemort desapareceu em uma nuvem de fumaça cinza escura, todos exceto o próprio lord, Bellatrix e Rudolf Lestrange.
O silêncio sádico pairou entre os três. Sem qualquer troca de palavras, os donos da casa saíram. Estava na hora de torturar alguns traidores...
.o.O.o.
Ela andou rapidamente até o corredor do castelo, já tinha as roupas trocadas e agora procurava pelo loiro, que realmente estava longe ou muito bem ocultado. Olhava para todos os lados, se alguém a pegasse, mesmo como monitora, poderia ser um problema, aquela não era sua área de ronda.
Em uma hora cansou de andar e começou a correr. Seus passos ecoavam pelo corredor, mas por não ser tão tarde ela podia simplesmente andar por aí sem que os fantasmas ficassem muito incomodados.
Depois de algum tempo correndo, estava ofegante. E seus cabelos estavam embaraçados pelo vento, porém, avistou-o.
-Draco! – o grito sussurrado foi o bastante para que o sonserino virasse.
A expressão de alívio rapidamente inundou a face do garoto. Ela se aproximou dele.
-Como foi lá? – perguntou ansioso.
-Cansativo. Seu pai me odeia. – disse com uma risadinha.
-Ele odeia qualquer um que não seja ele ou o Lorde. – sorriu, mas logo ficou sério.
-Invadirão o colégio ao meu sinal. Tenho que avisar se é seguro o bastante. – olhou para os lados, não havia quadros ou fantasmas por ali. – Entende?
-Só isso?
-Não está muito bem definido, mais ou menos, dentro de dois dias. A menos que eu diga que não é bom que isso aconteça.
O loiro assentiu. Dança macabra de estratégias, um passo em falso e toda a dança perfeita seria arruinada.
-Vou avisá-los.
O olhar exasperado dela se suavizou, tinham acabado muito perto por causa de toda aquela adrenalina dentro de si. Olhou para o chão, corada e disse:
-Eu tenho medo que tudo isso dê errado.
-Eu também... Mas não era isso que você ia dizer.
Ela teve de olhar para cima ao encarar os olhos de Draco.
-Como sabe?
Ele sorriu de canto, um sorriso doce e suave. Colocou a mão sobre a cabeça dela e afagou gentilmente do topo até seu queixo.
-Eu te conheço mais do que você gostaria.
Ela sorriu, ele se virou e andou com passos largos para a torre, enquanto ela ia na direção oposta. Eles estavam planejando uma resistência. Tudo tinha que ser perfeito. Aquela era realmente uma dança macabra, onde quem errasse a coreografia sairia morto...
Notas finais
Fiquei com uma bomba nas mãos HSAUHSAU'
Adorei o Harry todo malvado e adorei esse final U_U
Aguardamos comentários , e se houver uma alma caridosa , nós adoraríamos recomendações !
É isso ai.
Beijos de Chocolate e aguardo a opinião de vocês nos reviews
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