A Aposta
48 Confronto
Notas iniciais
Estou super feliz com os reviews !! Vocês me deixam feliz e animada !
Quero agradecer e dedicar esse capítulo a três pessoas !
-Primeiro a Ana Black Malfoy pelos reviews imensos que ela sempre deixa e pela recomendação linda !! Obrigada !
-Segundo a Lunny Black Malfoy pela linda indicação
-Terceiro a leticyacullen , pois seu ultimo review me deixou emocionada !
Obrigada a TODOS que leem a minha fan fic , estou feliz demais com as 20 recomendações que tornam isso tudo ainda mais surreal.
Bem...
Até lá em baixo !
O buraco do retrato foi aberto, dando passagem para o quarto dos monitores-chefes, no qual um Draco Malfoy, entrou no lugar saltitante e feliz. Era como se o menino tivesse molas nos pés!
Ele entrou pulando no lugar, com direito a um uivo de alegria. Em meio a sua palidez gritante, suas bochechas estavam completamente coradas, como se o mesmo tivesse tido belas horas de diversão. Afinal, o Sonserino deu muitos gritos de comemoração pela vitória de sua casa. Os alunos Sonserinos agora idolatravam Draco como seu mais novo herói.
E lá estava ela, entediada, deitada tranquilamente no sofá observando o loiro saltitar como uma criança no salão comunal dos monitores.
-Você está realmente animado. –Disse Hermione ainda observando o menino dar piruetas no ar.
-Quem não estaria?? –Disse ele com um sorriso – Ganhamos Hermione!!
A menina sorriu. Era impossível não se contagiar com a alegria que transbordava dele.
-Parabéns! – Disse Hermione com sinceridade
Ele ainda trajava as roupas de jogador. Era um tanto desconfortável, mas ainda sim, vestir aquilo o fazia ainda sentir o sabor da vitória.
Uma coisa era difícil negar, e Draco tinha conhecimento disso. Se não fosse por Harry, ele jamais estaria tendo aquele momento de glória. Se Harry não tivesse pegado o pomo sem cair ao chão e obrigar Draco a salvá-lo os pontos do pomo de ouro, não seriam divididos entre os apanhadores, e a Grifinória ganharia o jogo.
-Fui à enfermaria ver o Harry – Disse Hermione – Ele mandou eu te entregar isso.
E lá estava ele, entre os dedos de Hermione estava a razão para aquilo tudo acontecer. A bolinha pequenina e reluzente que o fizera vagar pelo campo de Quadribol desesperadamente. Harry não sabia que Draco procurava o pomo por causa do enigma, porém de alguma forma, ele achava que aquilo deveria ficar com ele.
Ele correu até ela, e pegou a pequena bolinha enfiando de qualquer jeito no bolso. Depois ele descobriria algo sobre o enigma, não agora, não agora...
Ele jogou seu corpo cansado ao lado do dela no sofá. O sofá e Hermione sentiram o impacto, mas ambos ficaram calados.
-Deve estar cansado – Observou Hermione
-Não, na verdade a noite ainda não acabou do jeito que eu desejava.
A frase pairou no ar. E Hermione tentou ver sentido na frase dele com as palavras que ela pronunciara antes.
-Todos estão gritando o seu nome eufóricos! – Disse Hermione para o silêncio não incomodar – Você se sente bem com isso não é mesmo? Em ser idolatrado?
Draco sorriu deliciado. As palavras dela lhe davam prazer.
-Oh sim – Disse ele fechando os olhos lembrando-se dos gritos – Mas isso não irá durar muito. Assim Harry Potter fizer algo brilhante, os holofotes ficarão nele como sempre.
-E você odeia isso – Cantarolou Hermione dessa vez deliciada
- Vou aproveitar meus 5 minutos de fama enquanto posso.
O silencio infestou mais uma vez o lugar. Inesperadamente Hermione se remexeu incomodada no sofá. Como se algo estivesse fora do lugar. Ela olhou para ele, já com o cabelo loiro um pouco mais bagunçado do que antes do jogo, as vestes amassadas e um pouco sujas, o corpo cansado ali ao lado do dela...
Hermione se lembrava das meninas que o abraçaram tão apertado quando ele trouxe a vitória para a Sonserina. Ao longe ela estava na arquibancada, com a pele ardendo em um sentimento que ela já estava acostumada a sentir.
Ele deve ter ficado com alguma garota na festa de comemoração da vitória. Não havia motivo, era só ele escolher alguma delas. E ela jamais poderia culpa-lo, ele nunca fora dela.
Mais uma vez, ela se remexeu incomodada, antes de dizer:
- Vou subir, e tomar um banho. Quer ir primeiro ou espera eu tomar o meu banho?
A mão dele voou para o braço dela, antes que ela pudesse levantar.
-Fique.
-Hã?
Por que ele lhe tirava o fôlego, com aquele simples toque? Por que seu coração começou a bater feito um louco?
Era só a merda de um toque!
Por que ela não conseguia resistir a ele?
Ele a olhou, com seus olhos de tempestade. Mogno e Tempestade se encaravam como não faziam a muito tempo.
- Eu disse que a noite ainda não acabou como eu gostaria.
-E-Eu não entendo o que isso tem haver com o meu banho noturno.
-Isso tem absolutamente tudo haver!! – Berrou ele levantando-se do sofá enquanto ela estranhava a repentina atitude – Você muda de assunto na velocidade da luz!!
-Não mudo nada! – Disse ela levantando-se também e havia ódio em sua voz
Quem ele pensava que era para gritar com ela daquele jeito?
-Está vendo só? – Berrou ele no mesmo tom – Não vê que isso me deixa louco? Tudo que você tem feito por meses é ignorar o que está acontecendo aqui, e quando o assunto chega, você se esquiva ou vai embora! – Ele bagunçou os cabelos loiros em puro desespero
O choque tomou conta dela. Ele fora honesto demais, a tal ponto que chegava a doer.
Ela deu alguns passos para longe dele. O coração quebrado, a mente girando feito louca...
-Não sei do que está falando – Disse com a voz trêmula – Vou ir tomar meu banho, você que se dane! – Ela virou as costas para chegar até as escadas
Porém, Draco estava determinado. Capturou Hermione com os braços fortes e arrastou o corpo dela com força a jogando com brutalidade no sofá.
-Você não vai ir embora de novo! Não até conversarmos como dois adultos. – E ele apontou o dedo para ela de maneira ameaçadora – E nem pense em fingir que está dormindo enquanto eu falo. Isso não vai funcionar novamente.
Os olhos arregalados. A visão de Draco tão ameaçadora ali, bem em frente ao sofá no qual ela fora arremessada por ele. Aquilo lhe parecia insano, de vários aspectos.
-Não pode me obrigar a ficar aqui! – Berrou ela já ficando vermelha – Eu tenho que tomar banho!
-Aposto que você não está nem metade tão fedida quanto eu. Se eu posso ficar um pouco longe do chuveiro você também pode!
Travessa, ela ficou de pé e correu com o máximo de velocidade que tinha. Mas Draco era realmente ágil! Hermione conseguiu chegar até o quinto degrau, antes de ser novamente capturada por ele e jogada no sofá com força.
-Sobre o que você quer falar? – Disse ela com a voz irregular – Você é o ídolo de Hogwarts agora! É o seu nome que aquelas Vagabundas estão gritando agora! Então por que você não me deixa subir? Eu preciso de um banho, eu preciso dormir... — Implorou ela
Aquilo era melhor do que qualquer sabor da vitória. Ouvir aquelas palavras era mais prazeroso do que qualquer outra vitória idiota.
Ele mostrou seus dentes brancos e perfeitos, curvando os lábios em um sorriso brilhante.
-Está com... — Ele aproximou a cabeça cheio de sarcasmo- Ciúmes?
Hermione soltou uma risada debochada. Seu orgulho fora ferido! Ela não podia demonstrar sentimentos.
A verdade era que ela atuava na frente do Lorde das Trevas para fingir sangue frio e crueldade, sem nenhum sentimento aparente, e era exatamente isso que ela tentava fazer em frente a Draco naquele instante.
Mas a armadura dela estava cheia de falhas. Ela era falha.
-Por favor! – Gritou ela sentindo-se ofendida em meios a sua risada falsa- A ultima coisa que eu sentiria por você é ciúmes.
As palavras o magoaram um pouco. Mesmo eles sabendo que era mentira.
-Não devia dizer mentiras Granger – Disse ele um tom mais formal – Por que tem evitado falar no assunto?
-Eu tenho evitado alguma coisa? – Grasnou ela incrédula – Nos falamos normalmente todos os dias, organizados planos, estratégias, fugas, encontros para a AD e recebemos missões juntos, nos tornamos quase...
-Amigos? – Ele completou com a palavra que ela estava insegura em dizer.
-Sim – Admitiu ela – Passamos uma boa parte do tempo juntos, somos agente-duplos, estamos nessa, juntos! Então me diz como eu posso ignorar você?
Nada mau.
A Garota Sabe-Tudo tinha excelentes argumentos em uma conversa. Porém ela estava errada, e ela não podia argumentar aquilo.
-Exatamente. — Disse Draco a olhando de maneira ardente – Amigos.
Ele pronunciou esta palavra como se tivesse nojo.
-Eu estou tão cansada quanto você – Disse ela com a voz quebradiça – Me deixe partir... Preciso ir dormir.
-Está fazendo de novo! – Disse ele um pouco mais descontrolado – Está vendo? Quando você é confrontada você foge, feito uma covarde!
A menina se irritou. Seu sangue ferveu, seu orgulho fora contestado.
Ela se levantou do sofá, do qual ela fora arremessada, e partiu pra cima dele:
-JAMAIS ME CHAME DISSO! – Seu cabelo voava com seus movimentos
Ele agarrou os braços dela antes que ela o tocasse.
-VOCÊ ESQUECEU DE TUDO AQUILO, HUN? – Berrou ele enquanto a Castanha ainda se remexia feroz nos braço dele – Dos beijos, das noites... — Ele foi abaixando a voz à medida que ela parava de se debater
-Me solte – Sussurrou ela desesperada
Agora ela não queria mais bater nele. Queria sair daqueles braços que a apertavam com força.
-Você se esqueceu de quando sua boca tocava a minha? Dos gritos, das lágrimas, dos tapas, das brigas... Por favor, eu lhe imploro. Diga-me que não esqueceu.
Seu hálito ali, tocando o rosto dela, invadindo seu sistema a deixando tonta. Sua pele ali, tocando a dela de forma rude, para ela não escapar. Seus olhos se cegaram pelas lágrimas.
Ela nunca se esqueceria daquilo.
-RESPONDA! – Berrou ele a sacudindo com força
Ela se sentiu mais entorpecida. Juntou as réstias de sua força para responder
- Não – Sussurrou ela fraca em uma vã tentativa inconsciente de sair dos braços dele – Nunca esqueci nada daquilo.
Um sorriso pequeno dançou nos lábios do Sonserino, por uma fração de segundo. Ele estava encantado. Encantado por ela.
-Então, por quê? – Disse o Sonserino com a voz mais falha do que nunca – Por que não... Não... Não voltamos para esse momento? Podemos voltar a ser o que éramos?
Desesperada Hermione notou, que havia lágrimas nos olhos dele também.
-Não é só disso que eu me lembro – Rosnou Hermione com os dentes trincados
-O que mais você lembra? – Perguntou Draco
Hermione respondeu. Apenas uma palavra era necessária.
-Aposta – Seus dentes ainda estavam trincados a doçura natural de sua voz estava longe daquelas cinco letras
Os dedos de Draco tremeram enquanto a seguravam.
Hermione se sentia fraca.
Nada foi real. Era tudo uma aposta! Foi tudo o que o estimulou... E ela era uma massinha de modelar nos dedos dele. Uma simples menina trouxa e apaixonada que caíra nas garras e nas mentiras dele. Mas não mais.
Sem querer, aquela maldita lembrança invadiu a mente deles. O exato momento em que tudo desabou. O exato momento pelo qual, ela descobrira que estava sendo alvo letal, de Draco Malfoy.
“Uma lágrima vazou ao ver que ele estava colocando naquele exato segundo, esse mesmo futuro a perder.
Ele jamais a veria de novo.
– A Pansy, por favor, você prometeu ser minha depois que eu ganhasse a aposta... — Disse Draco com a voz embargada e propositalmente alta para Hermione ouvir.
– Qual aposta? – Disse Pansy sem entender e ela tremeu mais uma vez ao sentir o peso do olhar gelado dele.
–Como qual aposta? Agora não lembra mais da aposta que fizemos? Não lembra que apostamos que se eu conseguisse conquistar aquela sangue-ruim da Granger você seria minha e que não ficaria de agarração com mais ninguém? – Disse com a voz de desdém mais ele ainda pronunciava o nome dela com amor e ternura era inevitável
Ele queria dobrar o corredor, poder chegar perto de Hermione e cochichar em seu ouvido no mesmo ressonar de tempo que a veria amolecer “ Isso é mentira meu amor, eu sempre serei seu... Para todo o sempre”
Mais ele não podia. Ele escutou de relance um soluço sendo abafado, e ele sabia que Hermione estava ali, escutando cada palavra cada frase de rancor que ele a tanto custo tentava dizer.
Ele queria amá-la até que seu cabelo loiro platinado fosse branco, até que seu rosto jovem fosse velho e cheio de machas e rugas, ele queria amá-la até morrer.
Pansy o olhou, abobada, ela aos poucos depois daquelas palavras do loiro, estava entendendo a situação. Era Hermione que estava todo esse tempo dando aquele brilho diferenciado nos olhos de tempestade. Eram os olhos mogno que faziam os dele brilharem.
–P-Pelo visto não foi muito difícil conquistá-la não é mesmo?- Disse Pansy querendo entrar no jogo para não ganhar mais uma vez aquele olhar novamente.
– Para mim, não é difícil conquistar mulher nenhuma – Disse Draco convencido tentando forçar todas as células de seu corpo a não chorar e se convencer que ele a perdera de vez
Draco pode ouvir mais uma vez o som, de um soluço frágil sendo abafado. Era ela.”
(Capítulo 18- Começando o Fim...)
E não havia nada mais a ser dito. Ela não queria remexer nessas malditas lembranças do passado que a faziam tão mal.
Fraco, e chocado Draco soltou Hermione de seus braços lentamente.
-É tudo o que você lembra? Da aposta? –Perguntou Draco incrédulo
Como ela pôde? Ele deu a ela todo o seu amor e ela só lembrava da aposta?
-Lembro das humilhações também –Disse Hermione sem ar
E o flashback, invadiu a mente de ambos , novamente:
“– Nossa Granger, pelo visto sua vida social está incrível! – Disse em tom de chacota
–C-Como? – Disse sem entender balançando seu braço para ele largá-lo
– Não viu ainda? Ah permita-me mostrar para você Granger !- Ainda sorrindo o Garoto tirou dos bolsos uma folha amarelada que se for julgar pela quantidade de dobras ele fora lido e relido inúmeras vezes e ainda com o sorriso que parecia não sair de seus lábios o garoto desconhecido lhe entregou o papel.
Com dedos trêmulos – Sem saber o porquê – Hermione pegou o bilhete e leu a pequenina reportagem ali escrita e logo abaixo da mesma havia uma foto.
“Caros Estudantes de Hogwarts
Alguém ai sabe o que é ter um coração partido? Um coração estraçalhado com todas as forças ao saber que seu nome fora motivo de chacota?
Pergunte a Hermione Granger que tivera seu coração marcado por ninguém menos que Draco Malfoy o sonserino, filho de Lúcio Malfoy.
Uma Leoa e uma serpente não podem se unir jamais. É a lei da natureza é o destino. Fora suas casas, o sangue que corre em suas veias são totalmente controversos, e de mundos opostos.
E mesmo sabendo disso Draco Malfoy resolveu arriscar. Ele fizera uma aposta na qual, a única regra era conquistar o coração de Hermione Granger. E a mesma caíra como um patinho e se apaixonara pelo sonserino.
A pergunta que não quer calar... Como ela pudera ser tão estúpida? Tão ingênua para pensar que Draco sujaria seus lábios encostando nos dela por amor?
Tudo não passava de uma aposta e Hermione não sabia disso, sendo enganada.
Mas apesar da Garota estar triste ela não perdeu mais tempo e se entregou para seu melhor amigo o famoso Harry Potter que a acolheu de braços abertos. Os dois foram vistos saindo da sala precisa juntos.
E Draco não perdeu tempo e continuou com sua vida”
E com a visão embaçada devidos as lágrimas Hermione viu a imagem logo abaixo da notícia. Era a foto de Draco, a foto seu Draco aos beijos com uma garota qualquer que a julgar pelas vestes verde esmeralda, era da Sonserina.
A humilhação ardia dentro dela ainda mais forte devido as risadinhas que continuavam paralelas naquele lugar abafado. Agora ela entendia o olhar traído do ruivo. Ele jamais imaginara que Hermione pudera ser tão baixa para acreditar naquele loiro e para cair em seu joguinho de palavras.
Os olhos mogno percorreram a sala amontoada até encontrar os olhos de tempestade.
Ele não fazia nada. Não ria, não ajudava para a baderna ficar ainda maior. Só ficava sentado calado, igual a Rony.
E de uma coisa Hermione tinha certeza. Esse fora o pior dia de sua vida.”
(Capítulo 20 –Mais Quanta Dor Pra Suportar ?)
-Me deixe em paz – Exigiu Hermione se afastando dele às passadas lentas – Não remexa no lixo que fizemos.
-AQUILO NÃO FOI LIXO! – Berrou o Sonserino incrédulo – Fui obrigado a fazer aquilo, você não entende? –Disse ele em um tom mais baixo tentando convencê-la.
Ela desviou o rosto, as lágrimas caíam em ambas as faces.
-Satisfeito? Tivemos a conversa que você queria? Posso ir? – Disse ela com sarcasmo – Ou você vai me jogar no sofá de novo?
Ele balançou a cabeça negativamente que nem louco.
Por que ela não acreditava nele? Voldemort o mandara humilhá-la, não havia um dedo dele na história, em relação a toda aquela humilhação. Seu único erro, fora fazer aquela aposta. Mas as coisas não seriam diferentes. Mais cedo ou mais tarde ela acabaria ferida, e ele também. Duas almas que se completavam como a deles, não precisavam de aposta nenhuma, ou estimulo nenhum. De um jeito ou de outro, eles ficariam juntos. Mas também, de um jeito ou de outro, Voldemort iria interferir.
-Eu te amo de verdade – Disse ele tentando manter a voz firme como sempre – E isso é mais forte que uma aposta idiota Hermione!
-Eu não acredito em você – Disse ela balando a cabeça
-Não acredita em que? Voldemort me abrigou a fazer tudo aquilo...
-Por que você está fazendo isso comigo? – Berrou ela com toda força que tinha –Estava tudo perfeito, tudo cicatrizado... Por quê?
Afinal era verdade. Eles eram perfeitos, uma dupla incrível trabalhando juntos. Eles eram praticamente os líderes da AD, as crianças de coração de ferro e armadura brilhante que tinha coragem de se infiltrar no mundo perigoso de Voldrmort como comensais para destruí-lo de uma vez. Eles faziam missões, ela olhava para ele e não doía mais como antes.
Então por que ele insistia naquilo? Insistia em fazê-la sangrar?
-Vamos voltar a ser o que éramos – Disse ela limpando as trilhas de suas lágrimas – Parceiros de trabalho. Iremos destruí-lo Draco. E nem sequer ouse a tocar nesse assunto novamente – A frágil Hermione que chorava se foi, e agora a mulher autoritária estava ali diante dele.
-Você está errada. Não sabe o que diz... – Disse Draco incrédulo
-Sei muito bem o que digo, Parceiro – Disse ela para finalizar
-EU QUERO UMA MULHER, NÃO UMA MERDA DE PARCERA! SOMOS AMANTES E NÃO COMPANHEIROS! VOCÊ É MINHA! – Havia possessão naquela voz ardente.
Hermione perdeu o ar. Ela se derretia com aquelas palavras.
Mas ele já a humilhara o bastante. Aqueles olhos já choraram demais por ele. Estava bom do jeito que estava...
-Conforme-se, no máximo como uma amiga – Disse ela virando as costas e subindo as escadas – E se não for para falarmos de Voldemort ou de Maldições imperdoáveis, não me dirija a palavra. Jamais teremos algum assunto além desse. – Disse ela abrindo a porta do banheiro e se enfiando lá
Draco se jogou no sofá mais irado do que nunca.
Sem querer, o redemoinho de memórias se instalou nele.
A lembrança mais sombria o dominou.
“– Eu estava te checando um dia desses, invadindo sua mente perturbada examinando seus pensamentos mais profundos... E vergonhosos – Acrescentou- E devo dizer que não gostei do que vi.
– Do que não gostou, meu Lorde?- Como ele odiava o modo respeitoso quando tinha que falar com ele os pensamentos eram dele, era ele que deveria decidir sobre eles e não Voldemort
– Tem uma garota na sua vida... Uma sangue-ruim não é? – Disse inesperadamente sua voz sempre era calma mais Draco podia sentir o tom áspero de ameaça ardendo por trás de suas palavras.
–Não existe nenhuma sangue-ruim em minha vida – Disse Draco ríspido.
De repente Voldemort abre um sorriso deixando seus dentes podres a mostra
– Eu esperava que dissesse isso – disse radiante esticando a varinha e Draco esperou a dor o atingir – CRÚCIO!
–AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
A dor era forte e agonizante muito pior que quando ele invadia sua mente, era uma dor mais forte mais fatal mais... Crucial.
– SIM EXISTE UMA! – Gritou Draco em meio a dor ele estava jogado ao chão e se esperneava de dor.
–Uma o que? – disse sarcástico e uma risada cruel extravasou de seus lábios – CRÚCIO!
–AAAAAAAAHHH – Gritou Draco.
Draco em meio a dor, pode visualizar seu pai. Com os olhos azuis iguais aos seus arregalados de pavor, mas mesmo assim dava para visualizar em suas feições a decepção que Lúcio tivera do filho ao se envolver com uma sangue ruim, e seu olhar reprovativo doía mais do que a maldição em si.
–Fale! CRÚCIO! – Novamente a risada sarcástica do Lorde tocou o ambiente
Lúcio se remexeu incomodado com a dor do filho mais permaneceu ali. Calado, sem falar nada vendo seu filho se definhar aos poucos.
–ESTOU COM UMA SANGUE-RUIM! – Gritou Draco devido a dor e ele colocou os braços em torno da barriga como um modo de uma auto proteção tosca.
–Uma Grifinória?
–Sim.
O Lorde sorriu.
–CRÚCIO! — E os orbes de fendas de Voldemort se remexeram de alegria ao ver Draco dolorido novamente – Isso é para você aprender!
–Meu Lorde? – interrompei Lúcio abruptamente
– Sim Lúcio fale – Disse Voldemort
– Isso pode ser resolvido de outra forma... — Disse temeroso que o Lorde o repreendesse – Draco pode terminar com... Essa bastarda – Disse indignado lançando mais uma vez seu olhar reprovativo para o filho quase inconsciente de dor ao chão.
–Tenho uma ideia melhor – Disse o Lorde sorrindo mostrando mais uma vez seus dentes podres e amarelados – Draco? – Disse checando se o loiro estava consciente.
Draco se remexeu no chão com esforço para confirmar que estava ouvindo.
–Ela é amiga de Potter certamente não? – Draco afirmou com a cabeça que doeu com o esforço – Então provavelmente a garota não irá abrir a boca sobre alguma informação importante- Concluiu Voldemort que praticamente falava com si mesmo- Então... Não a mate, tenho planos melhores para ela mais tarde, somente... A humilhe.- Disse sorridente
–Hun ? – Disse Draco sem entender.
Como assim ele tinha planos para ela?
Ele não conseguia pensar, sua cabeça doía, juntamente com todo o seu corpo estilhaçado e acabado no chão frio.
– Ela sendo amiguinha do Potter, se ela sofrer, ele irá sofrer também e é isso que eu quero – Disse simplesmente – E além do mais, pelo que vi em sua mente também... Potter...sente mais do que uma amizade por essa garota , então o sofrimento dele quando a ver sofrer será maior- Disse sorrindo ao imaginar a cena com o rosto brilhando de triunfo – A humilhe da pior forma Draco sei que sabe como fazer isso...tem que ser na frente de todos – Disse o olhando de forma penetrante.”
(Capítulo 16 – Coração Dolorido)
Ela ali, em meio a seus pensamentos sombrios ele adormeceu no sofá , apenas ciente de uma coisa.
A noite não havia terminado do jeito que ele havia desejado.
Notas finais
O que Draco fez a Hermione deixou marcas e ela tinha evitado falar com ele sobre isso , até que aconteceu esse confronto e aí Hermione colocou tudo pra fora.Ela ainda está com o coração partido , e ela não sabe que Draco fez isso por ordens de Voldemort.
Vamos esperar e ver o que acontece ! No próximo capítulo vamos descobrir se o pomo de ouro é valioso ou não !
O rostinho bonito que eu havia comentado com vocês talvez apareça no próximo capítulo.Alguém tem algum palpite de quem possa ser ??
Vou adorar ler !!
Aguardo os reviews com as opiniões de vocês meus amores *-*
Beijos de Chocolate
sasu_hina
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