Notas iniciais
Olá caros leitores !
Tá aqui , mais um cap *-*
Espero que gostem , e se quiserem podem gritar com o final LINDOOOOOOO !
Ele foi feito pela Rynui , apreciem como eu apreciei ao ler.
Até la em baixo ...

…oOo…

Quando Harry sentiu as mãos femininas espalmando em seu peito para empurrá-lo, ele olhou confuso para Hermione que o olhava com certo ressentimento nos olhos:

-O que há de errado? – disse magoado.

-Quando eu quis dizer esquecer o que aconteceu, não me referia somente à traição e ao Malfoy, — ela cuidadosamente disse o sobrenome do loiro. – me referia ao namoro, tudo isso.

-Mas... – ele tentou, e Hermione fez um gesto para silenciá-lo.

-Vamos conversar num lugar com menos gente. – ela não pode deixar de se irritar com o grupo de pessoas que se juntava ali para vê-los.

Saiu arrastando Harry com passadas largas, queria ficar o mais longe possível dos burburinhos, como se já não bastasse que seus amigos fossem mal falados por todo o colégio, agora ela seria a “corna” mansa. Não, eles eram amigos, por mais que sentisse aquela corrente elétrica passar quando estavam sozinhos, ela não podia mentir, ia resistir a qualquer coisa.

Chegando a um lugar onde sequer ouvissem as vozes altas da cidade, Hermione se virou para Harry, respirou fundo e disse:

-Não quero que nossa amizade seja estragada por um namoro sem sentido. Eu juro que tentei ficar perto de você, juro que tentei te ver como mais que amigo, mas não dá. – ela mentiu, fazia algum tempo que ele não parecia um garotão para ela. – Não quero te machucar dando esperanças falsas, não quero que você sofra por nada. – o moreno a ouvia calado. – Por favor, siga em frente, com o tempo, os boatos vão se dissipar, vou garantir que se dissipem.

O grifinório suspirou profundamente, a amiga de certo modo estava correta, mas e seus sentimentos? Será que realmente era melhor enterrá-los. Os olhos de jade procuraram os de cor de mogno. Chegou perto da menina e a abraçou, por que a sensação de adeus estava presente?

Fitando aqueles olhos profundos, Hermione se sentia uma verdadeira cadela, não era justo o que fazia com Harry, mas tampouco era com si própria e Malfoy.

-Você tem certeza? – a voz masculina saiu fria.

-Sim. – a voz tremeu um pouco, mas saiu.

-Por nossa amizade, pelo Rony, por você e por mim. – sussurrou baixinho. – Mas antes... – ele se inclinou para a menina e plantou um delicado selinho nos lábios azuis de frio. – Nunca mais. -

-Nunca... – sussurrou incerta.

Antes de se afastar do abraço Harry beijara sua testa com ternura. Fora mesmo certo aquilo que fizera?

...oOo...

“Merda de mulher, primeiro resolve fazer aquele maldito acordo, depois eu a pego quase se agarrando com o Potter por aí! MERDA!”- rosnou em pensamentos. Socava uma árvore no meio da floresta repetidamente.

Ele não permitiu que nenhuma lágrima a mais escapasse por seus olhos, não choraria por ela, de forma alguma. O orgulho falava mais alto, a única lágrima que escorrera por seu rosto foi o suficiente para ferir o ego do rapaz.

Aquela estranha sensação de perda dentro de si, aquela sensação de vazio... Era isso que as pessoas que não conseguiam o que queriam sentiam? Rosnou baixinho, ele não perderia a aposta para o Potter, mas como?

De repente um flash do olhar de Hermione quando o viu lhe veio à mente. Um sorriso malicioso se espalhou pelo rosto masculino. Apesar do que ele chamava de orgulho ferido, ele teve uma idéia, provavelmente a menina se sentiria culpada pelo que aconteceu antes, então ele a ignoraria. Faria com que ela implorasse sua atenção.

Era exatamente o que faria. Respirou fundo, ergueu a cabeça, e ajeitou os fios loiro-prateados que haviam saído do lugar, estralou os dedos das mãos. E foi em direção ao Três Vassouras, onde provavelmente encontraria Zabine.

...oOo...

Hermione estava sozinha num banco se lembrando de como explicou para os amigos o que tinha acontecido com Harry, segundo o próprio moreno, claro.

“No caminho para a cidade Harry lhe explicara o ocorrido com Cho, apesar de não mudar nada, Hermione sentiu uma alívio no coração ao saber que o moreno era digno de sua confiança. – ‘Quem dera se eu também fosse.’ – pensou angustiada.

Simas, Neville, Luna e Gina, os quatro conversando animadamente numa enorme mesa redonda no Três Vassouras.

-Oi gente. – disse Hermione.

-Oi. – responderam animados, mas o tom caiu na figura que acompanhava Hermione.

-O que faz aqui Potter? – rosnou Gina, ela era muito amiga da outra grifinória e odiou o que ele fez com a castanha.

-Calma Gi. – Luna respondeu branda.

A ruiva olhou para a loira contrariada, queria arriscar uma resposta, mas de que valia, se Hermione tinha perdoado o moreno, que direito tinha ela de opinar?

-Eu queria que vocês escutassem uma coisa. – disse a castanha, e imediatamente o clima tenso desapareceu, tornando-se uma expectativa. – Harry.

-Eu não traí a Hermione.

-Conta outra. – Gina retrucou.

-É sério, ouçam. – disse Hermione.

Gina rosnou baixinho, mas ouviu:

-Eu estava andando até o salão comunal, e a Cho me agarrou.

-E por que correspondia? – a pergunta veio de Luna.

-Eu não sei, digo, estava surpreso de mais para fazer algo.

-Alguém armou para vocês. – disse Simas.

-Provavelmente. – respondeu Hermione.

-Mas quem? – este foi Neville.

-Não sei. – murmurou Harry mais para si do que para os outros.

-Bom, o importante, é saber que você não é um canalha, e o meu irmão não é um falso. – falou Gina, a atitude hostil tinha saído de si. – Agora se me dão licença, vou procurar o Dino.

-Acho que também vou sair, quero ir à uma livraria ainda hoje.

-Tchau, Mi.

-Tchau.”

Ela usara a livraria como desculpa, simplesmente não conseguia ficar lá por tanto tempo, não agüentava mais ficar sob o olhar de pena de Neville, à essa hora, provavelmente Harry já tinha lhes dito que não estavam mais juntos.

Suspirou profundamente e olhou para o céu, estava terrivelmente claro, tanto que ela mal podia olhar sem entrecerrar os olhos, e o branco da neve por todos os lados só piorava a situação, ela sequer conseguia enxergar direito.

-Vem sempre aqui, moça? – perguntou uma voz masculina, o hálito quente contra a sua nuca.

Por reflexo, Hermione se virou com um cotovelo apontado pro rosto do agressor, e na troca de posições, este foi acertado pelo osso da castanha.

-Que merda Granger, precisava me bater? – rosnou Zabine.

-Ah, é só você. – sentiu o alívio lhe inundar.

-Pensava que era quem? Draco está magoado com você, Potter deve estar com os amiguinhos dele, e o Weasley não veio.

-Um seqüestrador talvez?

-Quem sabe eu seja? – sorriu.

Com essa Hermione teve que gargalhar, o moreno estava mais pra assassino de aluguel que para um seqüestrador barato.

-Você não seria...

-Não. – ele concordou.

-Por que está aqui?

-Queria saber o que fez para o Draco ficar tão mal.

-Você sabe?

-Claro, sou o melhor amigo dele. – o sonserino encheu os pulmões, como se aquilo fosse uma grande honra. Soltou o ar e riu relaxado.

-O Harry me beijou e ele viu.

-Uou, o raio de ego dele está ferido criança vermelha. – disse.

-Criança Vermelha?

-Sim, você é grifinória, e é baixinha.

-Não sou baixinha.

-Pra mim é.

Hermione bufou.

-Estou indo Criança Vermelha, veja se não faça nenhuma besteira. — Zabine riu da cara de desgosto que ela lhe lançou e saiu andando.

Por incrível que pareça, o moreno não era tão desagradável para ser um sonserino. Era até divertido conversar com ele.

Mas, não podia ficar muito tempo pensando, já era hora de voltar. A castanha se levantou, bateu as mãos nas roupas e saiu andando calmamente, até chegar à aglomeração de adolescentes.

Ela conseguiu enxergar Zabine com Malfoy e Goyle a alguns metros dos outros alunos. Harry estava com Simas e Neville, no canto oposto do outro trio. Já Luna e Gina olhavam em volta, até que o olhar da loira encontrou com os olhos cor de mogno.

-MIIIIIIIIIIIIIIIIII!!! – a loira saiu correndo em sua direção.

Mal deu dois segundos e a corvinal pulou no pescoço da grifinória, como se fizessem anos que ela a vira.

-Mas o que diabos...?

-Harry... O Harry... – Gina balbuciou assim que chegou correndo.

-Calma Gina, respira. – falou Hermione sem entender.

-O Harry está furioso, agora pouco, ele e Draco trocaram alguns olhares, e eu jurei que os dois iriam começar a brigar naquele instante. – a ruiva disparou após pegar um fôlego.

-Mas o que exatamente aconteceu?

-Não sei, eles simplesmente começaram a se encarar do nada... – respondeu a loira inocentemente.

-Hm... – foi o que a castanha conseguiu pronunciar.

...oOo...

“Segunda.” – o consciente de Draco sussurrou no segundo que o sonserino abriu os olhos cor de tempestade. – “Ah merda!” – rosnou o loiro em pensamentos, havia sonhado com a castanha, aliás, estava ignorando-a desde o passeio em Hogsmead.

Desde que chegaram no colégio, ele rapidamente subiu até lá, pegou uma muda de roupas e foi dormir em seu antigo quarto na masmorra da Sonserina. No dia anterior, chegou bem tarde, graças ao seu trabalho como monitor-chefe, assim a menina já estava dormindo quando chegou.

Vestiu-se, não estava com humor para tomar um banho antes de ir para a aula. Passou uma colônia com um cheiro inconfundivelmente masculino, lembrava um pouco a chuva, suave e refrescante.

Calçando os sapatos, rapidamente desceu as escadas que davam até seu salão comunal, antes que pudesse cruzar a saleta e sair pela passagem de Medusa, sentiu algo se esborrachar contra si.
Por instinto segurou a menina antes que a mesma caísse.

Mogno, foi a palavra que lhe veio à mente assim que encontrou os olhos da grifinória, sem dizer-lhe uma palavra sequer, Draco a soltou e continuou seu caminho, antes de abrir a porta para a saída, uma voz lhe deteu:

-Draco, eu...

Voltou-se para a garota que simplesmente segurava as sapatilhas em uma das mãos, levantou uma sobrancelha indiferente, ou aparentando como tal, Hermione ruborizou de leve e chacoalhou a cabeça.

Bufou e voltou-se para a porta, antes de sair, ele jurou ter ouvido um “deculpe” bem baixinho, mas não olhou para verificar se era real ou sua imaginação...

...oOo...

Olhava Draco passar rapidamente pela porta, antes que a mesma se fechasse, ela murmurou:

-Desculpe... – e continuou fitando a ornamentação de madeira decorada se fechar.

Passados alguns segundos, Hermione chacoalhou novamente a cabeça, não sabia o que acontecia consigo, desculpar-se por quê? A culpa também era dele, o acordo nunca foi algo sério, foi algo simples, algo carnal.

Por que o acordo parecia tão fraco para a relação que levavam? Seria isso que Malfoy quisera dizer quando falou que não parecia o bastante? Eram tantas coisas estranhas, tantos sentimentos novos.

Grunhiu irritada e jogou-se no sofá, colocou as sapatilhas negras nos pés, até agora não sabia como os dedos não congelaram contra o mármore frio do piso. Suspirou, a vontade de comer lhe deixara, naquele momento, só queria ir para a aula, onde ela teria certezas, e não mais dúvidas para sua coleção.

...oOo...

“Ela não estava no salão principal hoje de manhã...”- o pensamento clandestino veio à Draco no meio de uma aula que dividia com a Lufa-Lufa. – “Droga, tenho que me distrair menos.” – constou ao ver que o professor já tinha um quadro cheio de explicações.

Rapidamente anotou o que estava na lousa, provavelmente já era o fim da aula. Assim que acabou a cópia olhou para as anotações, a letra estava curvada e rabiscada devido à pressa, mas ainda tinha certa elegância e porte.

Aquela era a terceira aula que se distraía, anotava tudo rapidamente antes que a aula terminasse, e saía correndo, aliás, quarta, quando ficara tão distraído?

-Vamos “Draquinho”, agora é o almoço. – Zabine lhe disse zombeteiro.

Como ainda estava perdido em divagações, Draco pulou ao ouvir a voz do amigo no pé de seu ouvido.

-Porra, Zabine, quer me matar? – grunhiu.

-Coisa ruim não morre tão fácil meu caro. – retrucou.

O monitor-chefe soltou uma série de pragas sobre o amigo, que só ria da irritação do outro sonserino.

-Ok, ok, — levantou as mãos para o alto. – Temos que ir para o almoço, ou resolveu ficar de dieta?

-Vai à merda.

Recebeu outra gargalhada, por que o outro estava tão alegre hoje? Parecia até embriagado.

...oOo...

-Finalmente! – exclamou assim que adentrou no dormitório.

Hoje tinha sido o seu pior dia em Hogwarts, tinha perdido 20 pontos de distração, mas estes logo foram compensados com as perguntas de níveis avançados que ela fizera questão de responder.

Estava tão alegre pelo dia finalmente ter acabado, que nem havia percebido a entrada do garoto até que a porta bateu.

Tespestade. A palavra vinha fluidamente toda vez que via os olhos azuis acinzentados de Draco. Ele a olhava intensamente, ela saiba que ele queria matá-la, mas o acordo era aquele, não seria a hora de ter uma conversa franca? Ambos pareciam insatisfeitos com aquela porcaria de acordo.

-Draco... – ela olhou rapidamente para o teto, e voltou à olhá-lo. – Eu...

-Fale de uma vez Granger. – impacientou-se.

-Desculpa, realmente aquilo era quebra do acordo.

Malfoy suspirou em desespero e em seguida a olhou exasperado.

-Acha mesmo que fico assim só pela quebra do acordo? – a voz parecia cortar.

-Não. – ela não sabia por que respondera aquilo, mas simplesmente saíra de seus lábios.

-Então, por que acha?

-Não acho.

-Ótimo, quer saber? – a castanha assentiu. – Eu não te amo, quero que esteja ciente, mas sou ciumento, aliás, possessivo, é a melhor palavra. Não gosto que olhem, sequer pensem no que é meu. E no momento morro de desejo por você.

-Por que eu? – agora não conseguia raciocinar, as palavras pulavam de sua boca.

-Infernos, não sei, também não sei por que em sã consciência eu desejaria uma sangue-ruim, mas cá estou.

O insulto a marcou, mas não podia meramente parar, não quando ela também o desejava, e estava fazendo a maior burrada de toda a sua vida.

O loiro a fitou, esperando uma reação ante ao que declarara, mas os olhos castanhos meramente o fitavam sem de fato enxergar. Suspirou, quando ia se virar, ela disse:

-Espere.

-O que quer agora?

-O que... – pensou direito nas palavras. – O que acontecia, comigo e com Harry, já acabou, conversamos, foi errado, ele era meu melhor amigo, não quero acabar com a amizade por uma idiotice dessas e eu... – a voz sumiu.

-Você...? – ele a incentivou, sabia o que ela diria, mas mesmo assim, queria ouvir dos lábios dela.

-Eu... – tomou fôlego e disse: — Eu também te desejo. – por que se parecia como uma declaração? Aquilo não era amor, era desejo.

Draco sorriu canalha, a menina fitava os próprios pés de maneira inocente e ruborizada, aproximou-se da castanha. Com uma mão levantou o rosto feminino pelo queixo e fitou os orbes cor de mogno.

Sem deixar espaço para qualquer reação, o loiro inclinou-se para frente e capturou os lábios da menina. O beijo não era selvagem e ansioso como os outros, era doce e calmo, como se um acordo estivesse selado.

-Escute... – sussurrou com a voz possessiva. – Isso não é nenhuma droga de acordo, estamos juntos, como um casal, entendeu?

-Uhum... – foi o que a garota conseguiu proferir antes que seus lábios fossem tomados novamente pelos masculinos.

Notas finais
Gostaram ?
No ultimo cap , eu e a Rynui pulamos de um avião ressuscitamos e pulamos novamente, pois rendeu duas indicações !
Quem quer ver eu e a Rynui , pular de um prédio ,de tanta felicidade , indiquem ! Farão ambas as autoras felizes !

Beijos